Corre mais rápido!

Aqui partilhamos todas as nossas provas e treinos e muitas outras coisas sobre o mundo da corrida...

30/09/2019

4ª Corrida Associação Jorge Pina - report

Participei ontem na 4ª Corrida da Associação Jorge Pina, uma prova solidária cujas receitas revertem em favor da promoção do desporto adaptado e inclusivo, uma missão que Jorge Pina tem levado a cabo com sucesso através da respectiva Academia.

Num percurso pelo centro de Lisboa, começando e acabando no INATEL, foram 9200 metros em que consegui imprimir um ritmo vivo (05:30) para a minha forma presente. Pena a distância da prova não corresponder aos 10k anunciados, mas sendo uma prova solidária, o que interessava sobretudo era adesão de atletas e penso que isso foi cumprido.

Foi a minha primeira participação na prova e no próximo ano lá estarei, certamente!






02/05/2019

Corrida do 1º de Maio - report

Ontem, pela oitava vez, fiz a Corrida do 1º de Maio. Não em ritmo de PBT, mas de PQB (Para Queimar Banha).

Não tenho escrito no blog, porque basicamente a rotina de treinos tem sido muito pouco interessante, o que não quer dizr que não ande a retirar imenso gozo nela: três treinos semanais, apostando num mais longo ao fim de semana, quando o tempo o permite.


Andando neste esquema há uns 6/7 meses, achei que estava na altura de sujeitar o corpo à Almirante Reis e ao Intendente (não é iso que estão a pensar, calma!). Como gosto de tomar precauções, tenho feito um treino de 15 em 15 dias do trabalho para casa, que passa por essas duas zonas. E talvez por isso, a passagem por esta mítica subida foi feita tranquilamente.

Ainda deu para apertar na parte final, na Av. da Igreja, o que fez logo subir as pulsações para ritmos nada seguros e alertar para a necessidade de perder peso, por forma a capitalizar a boa forma cardíaca.

Próxima prova: Corrida de Santo António.


10/10/2018

Review: Mizuno Wave Rider 22 - um filhodamãe dum téni

Há quem mude de ténis / sapatilha (olá amigos nortenhos!) por ver atingido um certo número de quilómetros.

Depois há quem por não os usar, se veja forçado a trocá-los por já terem para mais de dois anos e a borracha estar mais seca e gretada que as mãos de um pescador norueguês em pleno Inverno depois de estar 3 meses na pesca do bacalhau sem Neutrogena na embarcação.

Foi o meu caso.

Dai a pesquisar por ténis neutros foi um pulinho. Podia ter ido pela via mais facil e comprar mais uns Asics Pulse, masachei que daria ainda mais algum tempo aos meus Cumulus e complementaria com uns Mizuno Wave Rider.



Não sendo das opções mais económicas, tenho a dizer que justifica plenamente o preço. Não são saltitões como os Cumulus, mas conferem uma responsividade excelente e apoiam o pé como se quer. No meu caso, como tenho o arco do pé bem pronunciado, os Wave Rider apoiam o meio do pé muito bem.

Quanto à durabilidade, já tive uns Wave Fortis (gama inferior aos Wave Rider) que me chegaram aos 1000km sem desgaste, pelo que é de esperar longa vida a estes.

Estamos pois na presença de uma peça de equipamento filhadamãe. Cumpre tanto que até irrita não ter nada de mal para lhe apontar. Só mesmo o preço.

31/08/2018

iDee - utilização alternativa

Pois é, mais de um ano sem escrever, 9 meses sem correr (mas já voltei a arrastar o lombo, descansem) e um ataque de emparvescência levou-me a reabrir o blog e a começar a escrever estas linhas.

Continuo a ler-vos atentamente e por isso vi que alguns de vós experimentaram a pulseira iDee, pelo que resolvi fazer o mesmo.


Já tendo uma pulseira do género, creio que descobri a utilidade de uma segunda, terceira ou mesmo quarta pulseira (assim os braços o permitam).

Para o atleta bem humorado

Para o atleta empreendedor

Para o atleta que leva a sério as suas medições vitais

Para o atleta que só corre na zona do Campo Grande

Para o atleta que não dispensa a música no treino

21/08/2017

Ainda se lembram de mim?


Happy feet are back!

Ainda se lembram da Fiona que costuma escrever por aqui e que já há uns bons tempos tinha desaparecido do mapa?

Pois bem, estou de regresso a este cantinho e à estrada. Tenho andado de costas um pouco voltadas para a corrida e para a escrita por aqui mas pelo melhor motivo do mundo: fui mãe de um pequeno traquinas que já faz agora 15 meses. Depois de uma gravidez algo complicada que me impediu de continuar a praticar desporto e após ter levado 15 meses a ganhar coragem para calçar os ténis novamente, aqui estou eu de regresso.

Sei que vai ser um regresso a passo de tartaruga, lento, com algumas dificuldades... Mas pensando que já regressei às corridas após uma cirurgia ao joelho em 2010 e que, depois disso, já corri várias meias maratonas em estrada e em trail... Estou cheia de motivação para voltar a fazer duas coisas de que gosto muito: correr e escrever aqui no Corre mais rápido! A bem da verdade, já andava a acusar alguma ressaca por não correr mas apenas agora consegui finalmente ajustar todas as rotinas com o bebé (sim, porque isto de ser mãe, trabalhar e estudar tudo ao mesmo tempo tem muito que se lhe diga!) e conseguir voltar a introduzir as rotinas de corrida no meu dia-a-dia.

É verdade que após o primeiro treino feito na semana passada voltei a recordar músculos do meu corpo que já pensava que nem existiam mas... Tudo a seu tempo e a um bom ritmo para voltar a correr com a camisola dos Pernas de Gafanhoto e a viver a boa disposição das corridas.

(Entretanto, também escrevo sobre o mundo da maternidade e as aventuras de uma mãe de primeira viagem no Happy Mom Descomplicada que podem acompanhar na versão de blog e no Facebook).

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

13/07/2017

"Patite" = ite na pata

"Ah flhadamãe que tens uma grande patite" (médequade famile, 2002)

Não vinha aqui discorrer sobre lesões dos tendões desde a fasceite plantar em 2014. Estamos em 2017 e tendo assumido o compromisso com a minha própria pessoa que iria recomeçar a escrever parvoeiras com mais regularidade, na esperança que isto me leve a correr mais "escreves, logo corres (Kipchoge, 2016), eis-me aqui, de pena no punho, a iniciar mais uma crónica. Com a particularidade do punho que a escreve estar lesionado.

Com uma tendinite.

Pós-traumática.

Após ter dado com o pulso no tampo de pedra do móvel da cozinha há três semanas.

Porque devo estar em fase de crescimento, só pode.

E vai dai não devo ter noção dos meus novos limites corporais.

Ou isso ou preciso de férias.

Seja como for, estando há uma semana a olhar para isto com mais atenção, comecei a fazer alongamentos e o facto é que há melhorias. Mas, sendo a minha primeira patite, achei por bem ir ao médico, por forma a saber se os alongamentos são os correctos, para diagnosticar a lesão e ver se este tempo de recuperação é normal e se posso continuar a correr tocar guitarra.

Saído da consulta, tenho ordens para continuar os alongamentos e meter gelo ao fim do dia se se justificar e com bom prognóstico. Como isto parece estar a correr pelo melhor, vou aqui e ali correndo tocando alguns acordes, não mais que durante meia hora a um ritmo de cinco minutos por música 6min/km.



E o que é que este problema digital tem a ver com a corrida? Quase nada, mas por forma a evitar encontros imediatos do pulso com objectos durante os treinos, vou reactivar o tenista que há em mim e correr com uma daquelas bandas para o pulso, o que, dado o calor que se faz, pode dar jeito para me assoar limpar o suor da testa.

07/07/2017

De volta à casa de partida

Há mais de dois meses sem escrever, era expectável que vos brindasse com um par de crónicas de provas (Corrida de Santo António e Corrida do Sporting), mas... não.

Este último mês tem sido profícuo em cansaço, alergias e afins. Tudo factores que arrumam com um corredor. Assim, em vez de mais duas provas feitas, tenho pouco mais de 20km corridos em Junho e um regresso à passada penosa de 06:20 nos poucos treinos feitos. Para isso muito contribuíram quase 15 dias a antibiótico e anti-histaminico, o que me deixou com a sensação que a realidade se estava a desenrolar bastante mais rápido ao meu redor.

Com tudo isso, apenas voltei aos treinos na semana passada, por sinal em dia da Corrida do Sporting.O resumo do treino foi mais ou menos este:

km 1: "Ainda bem que não foste à prova. Estás mais perro que um Seat Ibiza de 1990 abandonado"
km 2: "Não era mal pensado fazer só 3km hoje..."
km 3: "Menos de 5km não é treino minha lontra! Só faltam 2!"
Km 4: "Até dava  para ir à prova, estou a desemperrar... weeeeeeeeee"
km 5: "Como é que eu era capaz de fazer 10km hoje?"

Com esta perturbação ciclotímica num treino de cinco quilómetros, fazer 10 km, em prova, neste carrossel emocional, havia de ser bonito...

Estando numa época morta de provas, só vislumbro a participação, em finais de Outubro, na Corrida do Aeroporto. Assim sendo, o foco dos treinos vai para a #operaçãomankini2017 com vista a poder entrar numa praia sem ter crianças a dizer "olha pai, uma baleia branca a andar!" e tentar, paulatinamente, aumentar a distância para voltar à rotina dos treinos semi-longos de 12.15km ao fim de semana.

Não, não sou eu. Esta foto é meramente um auxilio visual para quem tenha ficado parado
no último parágrafo a perguntar "que porra é um mankini?"



03/05/2017

Corrida do 1º de Maio - report

Na passada 2ª feira, após dois anos, foi dia de regressar à Corrida do 1º de Maio, na minha sétima participação nesta prova. Se bem se lembram do meu último post, o objectivo nesta prova era apenas o de terminar. Um treino de 15km feito no feriado de 25 de Abril trouxe-me ainda mais confiança e foi com um misto de tranquilidade e de optimismo que me apresentei no tartan do 1º de Maio.

Os primeiros três quilómetros foram feitos a ritmos de 05:50, nunca forçando, mas procurando impôr uma cadência confortável. Com a chegada ao Saldanha, arrisquei um pouco e passei a rebolar na Avenida da Liberdade a ritmos de 05:15, antes da subida de três quilómetros da Almirante Reis, que se veio a revelar muito menos sofrida do que o esperado. Inclusive, os cerca de 100 metros finais, quase quase ao pé do Areeiro, que já são feitos em esforço, fi-los em sprint, para tentar despachar esta parte o mais rapido possível . A poupança foi tanta, que ainda deu para um último quilómetro a 04:59, acabando com um tempo de 01:26:23, quase três minutos e meio a menos do que o que tinha planeado!

Fica ainda a noção que as pernas e pulmões etsão em muito bom estado e que com alguns exercícios de fortalecimento do core, possa perder peso para voltar a correr a ritmos de 05:20 de forma confortável.

19/04/2017

Operação Corrida 1º de Maio 2017

Mantendo o hábito de preparar as provas com quinze dias de antecedência, cabe-me anunciar que iniciei a operação Corrida 1º de Maio 2017. 

Não se tratando de uma prova de 10km, mas de 15, vi-me forçado a responder ao BANHA - Boletim de Aferição Normativa de Hipótese de Alinhar, questionário internacionalmente utilizado para avaliar a real possibilidade de um atleta de pelotão sobreviver a uma prova para a qual não treinou o que deveria treinar.


  1. Tens bebido água em quantidades decentes, meu lorpa? ✔
  2. Tens corrido não menos que uma vez por semana? ✔
  3. Das duas últimas vezes que treinaste 10 quilometros, já não foi necessário despedires-te da família e deixar o funeral pago? ✔
  4. Nos últimos quinze dias já efectuaste duas subidas filhadamãe, uma delas com três quilómetros sempre a correr? ✔
  5. Estás inscrito na prova? ✔
  6. Tens reduzido o peso de forma sustentada, embora ainda estejas longe do peso ideal, meu bipede seboso? ✔  
  7.  Escapaste à Páscoa sem emborcar amêndoas em quantidade obscena? ✔
  8. Mesmo com os pulhas dos pólens no ar, vais correr hoje, meu florzinha de estufa? ✔
  9. Tens efectuado exercícios de força, mesmo não em contexto de ginásio, bastando para isso recorrer ao levantamento da prole de 14.5Kg? ✔
  10. Vais fazer cerca de 12 quilómetros de treino longo este fim de semana com umas subidas para simular a Almirante Reis lá pelo meio? ✔

Com 100% de respostas positivas, tudo indica que farei a prova, salvo algum imprevisto. Não tenho referencial de tempo, isso decidirei depois de fazer o treino longo, mas deverá andar pelos 6min/km.

24/02/2017

Analice Silva


Deixou-nos aquela que era para mim a referência maior da corrida amadora em Portugal.

Não conheci pessoalmente a Analice, para além de breves e simpáticas conversas antes de uma ou outra prova, mas sempre que a via, a prova em questão ganhava outra dimensão.

A sua história de vida é também uma referência da resiliência, optimismo e humanismo. Só um grande Ser Humano como a Analice consegue dar a volta, após uma primeira metade de vida bastante complicada, plena de obstáculos. E ter a mestria de encontrar na corrida uma forma de enriquecer a sua vida, onde conquistou amizades, admiração e o mais profundo respeito de todos os atletas de pelotão.

08/02/2017

OCD - Obsessive Cardio frequency meter Disorder

Desde Abril/2016, com o meu regresso tímido aos treinos, tenho-me feito acompanhar sempre por uma banda cardíaca. Dada a falta de folego e a minha estampa gelatinosa, ser lançado às feras a tentar impôr o ritmo sozinho era garantia de uma performance sofrível e perigosa para a saúde. Com nove meses de uso, criou-se a inevitável dependência do cardiofrequencímetro.

Não havia subida em que eu não olhasse para o relógio para ver o conta-rotações a chegar ao redline, nem descida que eu não consultasse o Garmin para ver se não estava a descer demasiado nas pulsações. Mergulhei nas profundezas das zonas de treino, defini as minhas, que percebi serem um pouco mais elevadas do que o normal para a idade, o que significa que ainda tenho o coração de um adolescente acnoso.

Tudo ia bem neste meu pequeno mundo em que tudo podia ser controlado, até a batida cardíaca. Era um homem feliz, um mestre na obsessão de manter-me na zona 3 e na compulsão de abrandar o passo quando o Garmin vibrava a avisar-me que estava a bater nas 159bpm.



Mas eis que veio Domingo. Arranco para treinar ao fim do dia, uns 6 km paranoicamente controlados. Munido do meu cardio-soutien, faço o aquecimento, uns 500 metros lentos e acelero o passo... nem uma notificação no Garmin "estás tão bom nesta gestão do ritmo que já nem sais da zona de treino. Tens que te dedicar a outra coisa mensurável para controlar e perpetuar esse estado psicótico. Que tal o comprimento da passada?" pensei eu. Ao fim de dois quilómetros, resolvi ver a quantas andava... duas linhas horizontais no gps indicavam-me uma de duas realidades:
  1. Estava morto. Flatlined, como os britânicos dizem. Tinha lerpado na subida a caminho da Quinta das Conchas. Dado não ter batimento cardíaco no Garmin mas o mesmo indicar-me um pace de 06:05 min/km, cedo descartei essa hipótese.

    ou
  2. A pilha do cardiofrequencímetro tinha ido com os porcos.
Fiz o restante do treino sem chão, desorientado, perdido, sem saber ao que me agarrar. Só queria chegar a casa, desenterrar uma pilha CR2032 de um relógio e ressuscitar o sensor. Cheguei tão depressa a cada que fiz o treino mais rápido dos últimos meses.

Dado não ter uma única pilha CR2032 em casa, uma ida a uma loja do chinês da especialidade na passada Segunda-feira resolveu a questão. Para meu desencanto, a banda continuava a não dar sinais de vida. Uma pesquisa pelo Google fez-me ver que. afinal, não estou sozinho. A banda da garmin é propensa a dar o berro, não o sensor. Isso sucede por acumulação de sal e outras badalhoquices na banda. Mesmo com uma lavagem de semanal.

Solução? Comprar uma banda da Polar (14€), compatível com o sensor da Garmin que, a avaliar pelo que pesquisei, é mais fiável, menos propensa a avariar e fica a um terço do preço de uma banda da Garmin.

Até a banda vir, vou ter que treinar sem cardiofrequencímetro. Ponderei correr com estetoscópio e metrónomo, mas carregar no metrónomo cerca de 160 vezes por minuto podia originar uma tendinite de repetição no dedo. Outra solução passaria por levar um medidor de tensão em modo repeat, o que elevaria o risco de uma trombose no braço, tal é o aperto daquela brincadeira.

Ainda não sei como vou treinar nas próximas semanas. Talvez meta os primeiros 01:15 desta música em repeat nos phones e consiga treinar sem panicar...








02/01/2017

São Silvestre de Lisboa 2016 - report by bluesboy

Foto da organização, retirada da página de Facebook da prova
Depois de participar na Corrida do Aeroporto, fiz os restantes 50% de participação em provas em 2016 no último dia do ano. Duas provas num ano. É recorde.

Com dois treinos feitos na semana entre o enfardamento natalício e o emborcamento do revelhão, encarei a partida para a São Silvestre de Lisboa com uma saudável dose de confiança. Confiança em que acabaria a prova vivo, perto dos 60 minutos de prova. E assim foi (57:39).

Após os primeiros 3 quilómetros em qe aproveitei para aquecer, chega-se ali na Av. 24 de Julho pronto para meter o esqueleto em velocidade de cruzeiro (5:50 no meu caso) até à subida da Av. da Liberdade, onde, mais uma vez, adoptei a sensata estratégia de ver quem vinha a descer, por forma a não perceber que ia a subir.

Resultou muito bem até quase chocar com um corredor de fim de semana que resolveu parar para meter os pulmões para dentro quando só faltavam 50 metros para o Marquês.

Rotunda feita, tempo de ligar o turbo(lento) e descer o menos lentamente possível rumo aos Restauradores.

Bela manhã de corrida, excelente organização da HMS. Creio que a realização da prova de manhã é uma excelente iniciativa. Oxalá seja para manter.


Um bom ano a todos!

18/10/2016

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Quando actualizei pela última vez este blog, estávamos todos longe de pensar que o Bob Dylan ganharia o Nobel da Literatura. Estávamos ainda mais longe de pensar que eu, após um ano sem participar em nenhuma prova, conseguiria fazer 10 quilómetros abaixo da hora com apenas um mês de treinos regulares. Mas aconteceu ontem. na Corrida do Aeroporto.

Pela falta de reports épicos já devem ter percebido que corrida não é coisa que tenha abundado para estes lados. Mas, desde Maio, a vida tem dado para voltar aos treinos de forma minimamente sustentada. Com um esquema de três treinos semanais, de 5-6km cada um, consegui reconstruir minimamente um esboço do que já foi a minha forma física. Um esboço que tem permitido esmerilar a bola de sebo sedentário na qual me transformei (ok, estou a exagerar, mas sendo um tipo baixote, ganhar 10% de peso num ano tem o seu impacto).

Foi neste estado que me apresentei no Domingo, não só para o regresso às provas mas também para cumprir a 100ª prova como Pernas de Gafanhoto. Comecei com um ritmo vivo, fruto da imprudência de tentar acompanhar as quenianas dos Pump Runners, mas ao fim de 4 quilómetros lá aqueci e, com a dilatação das juntas, o chiar das articulações foi diminuindo e pude correr em direcção ao aeroporto com a graciosidade de um Hercules C 130 bem oleado.

Eu, a terminar a prova, todo turbinado


Tempo final de 56:26, muito melhor do que estava à espera e fica a motivação para continuar a insistir nos treinos regulares, que a Corrida Luzia Dias (10k no Lumiar) é já a 6 de Novembro.






06/04/2016

Rocky XVIII - o regresso da lontra

Interrompo o retiro espiritual em que este blog se encontra para anunciar que, espero eu, estou de regresso aos treinos!

A parentalidade manteve-me afastado das corridas, praticamente desde Junho do ano passado. Sei que fiz umas provas de 10 km algures em Outubro, mas foi mais passear o esqueleto num ou noutro Domingo do que o resultado de um treino minimamente disciplinado. Reflexo disso, é que na Corrida do Sporting devo ter sido mais vagarozo que o Custódio nos seus dias de glória.

    
Eu, no 1º de Abril, a tentar sair de casa para correr, envergando o look "ratazana de bandana", tentando passar despercebido.


Com um esforço conjunto para afinar a rotina familiar, a ideia nos próximos tempos é fazer três treinos por semana (um deles no fim de semana), concentrando para a semana de trabalho duas saidas de 5 / 6 km para ir perdendo os cerca de seis quilos de dad bod que adquiri no exercício da parentalidade responsável, atenta e sedentária. Se o plano este mês for cumprido, celebrar-se-á com uma participação na Corrida do 1º de Maio (15km), com dois objectivos: não apanhar o metro na Almirante Reis e acabar a prova vivo.

Para já, a experiência do regresso tem sido um belo exercício de humildade, a ritmos entre os 7min/km e 6:30/km. Sempre com cardiofrequencímetro, para monitorizar a bomba e alongando sempre após cada treino para prevenir chatices nos tendões e afins.

Como o lastro ainda é considerável, estou a ponderar fazer bicicleta como treino longo de fim de semana nos primeiros tempos, para não sobrecarregar os alicerces que sustentam todo este festim de sebo que me rodeia o dorso.




10/02/2016

De volta às corridas! - Pedro Moita

Epah.... já passou bastante tempo desde a ultima vez que aqui publiquei algo!
Outras prioridades têm aparecido na vida e a corrida tem andado de parte. Fiquei semanas sem correr e com isso, ganhei logo uns quilos a mais! Óbvio que não foi só a corrida... uma farta alimentação durante as épocas festivas passadas, juntamente com o sedentarismo.... só podia dar nisso.

Mas parece que as coisas estão a voltar a mudar, e muito sinceramente, vim actualizar este espaço, principalmente para me comprometer e motivar no regresso às corridas.

Como se diz, passinhos de bebé, neste momento sinto-me uma lontra a correr... lento como tudo! Não é que eu alguma vez tenha sido rápido, mas agora estou terrivelmente lento... mas aos poucos vou sentindo evolução, e sinto-me cada vez melhor após terminar um treino.

Os treinos têm sido praticamente todos em estrada, mas conto voltar aos trilhos mal me sinta preparado para distâncias um pouco maiores. Neste momento ainda não corri ainda mais do que 8km, nem o quero fazer sem me sentir preparado, não quero arriscar nenhuma lesão. O objectivo actual é perder peso e começar a ganhar resistência. Vamos ver no que vai dar.

Se quiserem seguir os meus treinos, sigam-me no Strava, e vou tentar também voltar às publicações por aqui. :-)

Boas corridas!

30/12/2015

2015 - pequeno resumo

O ano que agora acaba foi o menos corrido de todos eles (2007 não conta, que só comecei em Setembro).


Foi o segundo ano com menos provas, só suplantado por 2008.


Foi o ano com mais intervalo entre treinos. Para terem uma ideia, ontem voltei a treinar, após 54 dias de pausa. Nem vos digo o pace que fiz... (6:30, cof cof).

2015 foi o ano em que perdi a forma, pois mais altos valores se levantam, neste momento.

2015 foi o ano em que cedi mais dorsais em provas nas quais estava inscrito. E foi o ano em que percebi que mais vale parar durante uns tempos do que estar a tentar conciliar o inconciliável (trabalho + familia + desporto regular  neste momento é completamente impossível).

De 2015 fica sobretudo o treino de ontem. Foi quase mágico que, mesmo com cinco quilos a mais no lombo, me tenha sentido uma criança a saborear cada metro de corrida e a desejar que o próximo ano me traga tempo para ter o privilégio de voltar a correr.

Bom ano a todos!

26/10/2015

Corrida Montepio - report by bluesboy

Corri ontem a 3º edição da Corrida Montepio, em mais uma jornada solidária que, este ano, conseguiu reunir 63 mil Euros para a Liga Portuguesa contra o Cancro.


Os cerca de 11 mil participantes (entre prova principal e caminhada) enfrentaram uma manhã chuvosa, com temperaturas ideais para a corrida, numa organização perfeita, como é seu timbre, da HMS.

No que toca à minha prova, superou todas as expectativas. Estava a apontar para um tempo a rondar a hora, mas o facto é que, tendo conseguido treinar duas vezes esta semana e indo a bom ritmo, com um colega de trabalho, conseguimos fazer 56:41. Já tinha saudades de puxar pelo corpo e com chuva achei que era a oportunidade ideal. Com mais regularidade de treinos e menos quilos no lombo, voltar aos sub 50 é uma realidade não muito distante.




No mês de Novembro não se vislumbram quaisquer provas, sendo que estou a guardar este mês para preparar a minha possível participação na meia Maratona dos Descobrimentos, no início de Dezembro.

19/10/2015

Corrida Sporting 2015 - Report de bluesboy e Mustache

Sou Penta Campeão! Ou só totalista, vá.. - by Mustache

Se há corrida que eu não falho, é a corrida do Sporting.
Em 5 edições, tenho 5 participações.
É nesta prova que, inclusivamente, tenho o meu PB aos 10kms, com o tempo de 44'31"!
Este ano, sem ter os treinos em dias, ainda consegui fazer 45'24"!

Tal como tem sido habitual, a chuva fez parte da festa. Felizmente, acalmou antes do tiro de partida e a pouca que se sentiu durante a prova serviu para hidratar. Não me quero alongar muito porque esta prova é igual todos os anos. O que vai variando é qualidade da organização. Desta vez, nada a apontar de negativo. O levantamento dos dorsais foi feito em pouco mais de 1minuto, os blocos de partida estavam devidamente identificados e vigiados, um abastecimento a meio da prova é o suficiente, no final a medalha+maçã+banana+powerade (uma bancada fora do estádio para quem queria beber), um bom escoamento, fizeram desta prova um modelo a seguir nas próximas.
Melhor que tudo, este ano redimiram-se da péssima tshirt da corrida de 2014. Uma tshirt técnica de boa qualidade, branca e verde, com o símbolo do clube ao peito, deixam-na, para mim, como a segunda mais linda das cinco.

Agora é esperar por 2016 e treinos em dia para conseguir baixar dos 40'!


Aaaaaah SPORTING!!


Prova feita em Esforço, falta de Dedicação aos treinos, mas mesmo assim com a Devoção ao Sporting, tinha que ir, embora os túneis de Entrecampos para mim este ano mais pareciam a Subida à Glória - by bluesboy

Como já é sabido, a minha vida de corredor nos últimos tempos tem-se apenas resumido ao ocasional treino semanal e à participação, aqui e ali, numa prova ou outra. Ir à Corrida Sporting era uma obrigação, tanto que logisticamente, sendo perto de casa, para um pai de um rebento de 15 meses movido a pilhas que nunca mais acabam, é o ideal.

Aproveitei a prova para baptizar um colega de trabalho em provas oficiais de estrada, tendo feito o percurso sempre em gestão de esforço, apontando para um tempo ligeiramente acima da hora. Fiz 01:01:00, o que acaba por ser um bom desempenho face às limitações familiares presentes.

A ver se os próximos tempos marcam o regresso mais disciplinado aos treinos, a tempo de possibilitar a participação na meia Maratona dos Descobrimentos, em Dezembro.

30/09/2015

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Sim, ainda se corre por estes lados. Pouco, muito pouco. Às vezes pouco mais que uma vintena de quilómetros por mês, mas corre-se.

E, de quando em vez, assim que a paternidade o permite, participa-se em provas. Como na Corrida do Aeroporto, no passado Domingo.

Dez quilómetros sempre bons de revisitar, numa organização excelente da HMS e um percurso que, pela sua variedade e péssima forma física da minha parte, tornou esta prova de 10km um desafio à minha experiência como corredor.

Como vos disse, sendo os treinos quase nulos (para terem uma ideia, estive 38 dias sem correr entre Agosto e meados de Setembro), o meu objectivo para esta prova consistia em acabar vivo.

E, numa conjugação de factores astrológicos e climatéricos favoráveis, acabar abaixo da hora.

Também vivo.

Fiz 58:30, quatro minutos mais lento do que a minha estreia nos 10k, na Corrida do Tejo em 2007. Indo sempre nos limites do esforço tolerável, com 30:10 aos 5km, arriscando nas descidas e arriscando ainda mais nas últimas duas subidas.

Se fizesse a prova neste mesmo estado, há uns 5 anos, teria certamente desistido ao km 4. Não o fiz, tal nunca me passou pela cabeça (nem pelo corpo), graças à boa distribuição do esforço durante a prova, mas sobretudo à experiência.

Próximas provas (é arranjar tempo para as fazer):
  • Corrida do Sporting (11/10);
  • Corrida Montepio (25/10);
  • Corrida Luzia Dias (01/11);
  • Meia Maratona dos Descobrimentos (06/12);





04/05/2015

Corrida do 1º de Maio - report by bluesboy

Corri na passada Sexta-feira pela 6ª vez a Corrida Internacional do 1º de Maio. Este ano a servir de lebre à Bunny, que fez a sua estreia nos 15km. E que brilhante estreia. Na primeira parte do percurso, até aos 8km, foi ela quem foi a impôr o ritmo, chegando a uns supersónicos 05:16 n descida da Av. da liberdade para os Restauradores!

Ainda no início da prova, fresquinhos que nem alfaces :D

A segunda parte da prova, com a mítica subida da Almirante Reis, fez-se numa gestão sensata de esforço e conseguiu-se acabar ao sprint no último quilómetro, terminando em 01:33:27.

Pessoalmente, como estou no pior momento de forma de sempre, com um acumular de 9 meses de noites mal dormidas e 4 quilos a mais no lombo, foi com alguma dificuldade que demorei a arrancar, o que vem reforçar a  importância que o treino tem para a minha forma física. Algo a rectificar em breve, sendo que, por manifesta falta de tempo, terei que fazer os meus treinos de manhã bem cedo.

Próxima prova: Corrida de Santo António, em Junho!