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09/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 2)

Depois das fantásticas parte 1 e parte 3 já terem conhecido a luz da blogosfera, é chegada a minha vez de partilhar convosco a experiência do que foi participar na Lisbon Eco Marathon, na distância de 19 km, realizada no passado sábado.

O meu final de época culminou com a estreia num trail (após uma prova de orientação no dia anterior) pelos trilhos de Monsanto. Fiz esta estreia com o Zé Luís, meu colega de equipa, e com a sempre bem disposta Anabela (cujo blog podem conhecer aqui). E não poderia ter escolhido melhores companheiros para esta aventura... A boa disposição esteve presente desde as primeiras passadas e, fruto disso, conseguimos chegar ao final de um prova bem durinha com o mesmo sorriso com que tínhamos começado. Aquela que se esperava ser uma prova de 19 km tornou-se numa de 22 km feita em 03:38:09. Conforme o Zé Luís já escreveu no relato dele, ao olhar para o mapa dado pelo Garmin ainda não consegui perceber onde nos desviámos do nosso percurso original e começámos a fazer o da maratona. O que é certo é que conseguimos ter a calma de espírito (e o belo mapa que o Zé Luís imprimiu e levou no bolso) suficiente para conseguir contornar a dificuldade de nos termos perdido e de conseguir regressar ao nosso percurso, mesmo quando em nosso redor não se via vivalma. Realmente e dado que não fomos os únicos a estar perdidos nesta prova, aqui falharam as marcações da prova que nos fizeram deambular um pouco mais do que o previsto por Monsanto mas que não me faz fazer um saldo negativo desta prova. Antes pelo contrário! Venha a próxima edição que eu lá estarei pronta para participar!

Do ponto de vista da logística, esta prova revelou-se também um desafio. Pela primeira vez, corri com uma Camelbak de 2L às costas e com frontal o que se tornou um pouco estranho nos primeiros quilómetros mas que rapidamente se entranhou e me permitiu desfrutar em grande desta corrida nocturna que nos desafia e nos mostra que sair da nossa zona de conforto resulta e é importante para evoluirmos como atletas e, acima de tudo, como pessoas. 

A meu ver, esta terá sido a prova em toda a época que mais me custou fazer. Foi a prova que o descanso é mais do que fundamental para que uma prova corra bem e a falta dele revelou-se complicada de gerir. Deu trabalho, houve partes em que custou mas nunca pensei em desistir. Antes baixar o ritmo do que não conseguir terminar. Fui conseguindo gerir bem o cansaço e fica a lição aprendida de sempre respeitar as horas de descanso quando se aproxima uma prova. Apesar de, nem sempre, o trabalho e o estudo o permitirem infelizmente...

E não posso deixar de agradecer aos meus dois companheiros de aventura pelo reino de Monsanto, Anabela e Zé Luís, que aguentaram estoicamente o meu cansaço fora do comum tendo em conta o estado que normalmente me caracteriza e que tiveram sempre uma palavra de incentivo do princípio ao fim. Esta é a prova de que, para que as coisas resultem, têm de se juntar pessoas com o mesmo espírito e a mesma vontade. E como em equipa que ganha não se mexe... Vocês os dois... Zé Luís e Anabela... Alinham numa próxima aventura?

07/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 1)

A época terminou para mim em grande, com os 19km Corredor Verde, ontem, em Monsanto. Um trail em ritmos de corrinhada com a excelente companhia da Fiona e da Anabela dos Run Baby Run. Já tinha prometido à Fiona que a acompanharia nesta nossa estreia nos trails e felizmente a Anabela juntou-se a nós, no que foi um trio animado do início ao fim.

Inicialmente de 19km, fruto de um desvio de cerca de 2km, acabámos por fazer 21,90km, mais do que uma meia maratona, em 03:38:09.

Para estreia em trail, fiquei agradavelmente surpreendido. Ainda agora, quando escrevo este post, sinto que no fim deste meu relato muita coisa ficará por dizer. O trail é, sem dúvida, uma actividade rica em eventos, rica em estímulos e muito recompensadora no final.

Parque do Calhau, Monsanto, Lisboa.
Ao contrário do que o nome indica, os calhaus estavam 10km mais adiante

A prova teve início no Parque do Calhau, às 20:30 e desde logo imprimimos um ritmo calmo, alternando entre corrida e caminhada a passo rápido, dado que o calor que se fez sentir durante este Sábado não diminuiu por ai além durante a noite. Fomos em amena cavaqueira com outros membros da cauda do pelotão até às torneiras do quilómetro 6, altura em que ficámos só nós os três. E assim foi até cerca dos 13km. Uma hora e meia maioritariamente em trilhos, com a noite a iniciar-se, que, para mim, foi a melhor parte, mas também aquela em que as marcações claramente falharam e é mais que certo que nos desviámos do trilho original. Por quanto? Sinceramente já olhei para o mapa vezes sem conta e não sei... mas o que sei é que todas as decisões que tomámos em termos de cruzamentos, revelaram-se acertadas, mesmo quando estávamos "perdidos" e sem qualquer marcação. Fazer trail em grupo é, quanto a mim, a melhor opção. Esta recomendação ganha todo um novo sentido se aplicado a mim, o Mr. Magoo da orientação.

Ora deixa cá ligar o meu Tikka 2 para encandear uns quantos esquilos...

My name is Lampo, Piri Lampo
O contingente feminino do trio maravilha.
De notar os respectivos espíritos iluminados, que nos conduziram ao caminho da luz, da salvação e do auto-tanque dos bombeiros





Depois desta parte, a chamada fase Blair Witch Project, chegámos a uma rotunda em que estava um auto-tanque dos bombeiros e um senhor agente da autoridade que nos disse "sigam até ao último pino e depois virem à esquerda". Isto depois de questionarmos uma voluntária da organização, que nos afiançou que sim, que a prova "maratona?" "19km?" era "para ali, sim, sim...".

E lá seguimos, para a etapa em falso, dois quilómetros de descida (e o inevitável retorno, em forma de subida), em que, após termos dado conta que estávamos no trajecto da Maratona, voltámos para a rotunda. Para encontrar mais uns quantos elementos que também se perderam por Monsanto, incluindo o  Daniel, nosso colega de equipa, que nos acompanhou até ao final da prova. Para terem a noção do voluntarismo e companheirismo do Daniel, é como pedirem a um Ferrari que acompanhe um trio de Fiat 127.

Já na rota certa e com os azimutes afinados, os últimos sete quilómetros foram feitos a um ritmo mais confiante, com pausas para andar cada vez menos frequentes e culminando com um frenético sprint descendente a ritmos assombrosos de 06:20 Parque Eduardo VIII abaixo rumo à imperial e sandes de porco no espeto.

Eh porque linde!
Após 3:38:09 ( 3:12:46 em movimento), terminei o meu primeiro trail.

Tirando as faltas de marcações, a organização esteve bem, pecando, todavia, a meu ver, nos poucos abastecimentos disponíveis. No meu caso não se revelou relevante (de 1,3 L ainda sobraram cerca de 200 cl de água), mas imagino para a brava gente que fez o percurso da Maratona, que a coisa não deve ter sido fácil.

Agradeço ainda à Fiona e à Anabela pela companhia e positivismo durante toda a prova. Quando três pessoas com o mesmo espírito se juntam numa coisa destas, é realmente meio caminho andado para a prova ser um sucesso!

Para o ano, estou lá batido novamente. :)



04/07/2013

Não há coincidências


John James Rambo (born July 6, 1946) is a fictional character and the basis of the Rambo saga.[2]


6 Julho 2013 (19h00)

Lisbon Eco Marathon — Correr Monsanto — é uma oportunidade única de desfrutar do pulmão de Lisboa.

03/07/2013

19km Corredor Verde Monsanto - provisões

É já no Sábado a nossa incursão a Monsanto para a estreia em provas de trail e, mentalmente, a prova já começou. tenho andado a enumerar o que levo e cheguei, até agora, à seguinte lista:

  1. Camisola da equpa
  2. Roupa interior
    (pelo termo já vos oiço a pensar "roupa interior? Tu queres ver que ele vai de ceroulas? tanga ou boxer?" Não vale a pena passarem desses pensamentos sórdidos que eu não vou especificar nada, bando de gente depravada :P)
  3. Calções
  4. Meias
  5. Sapatos de trail
  6. Telemóvel com o contacto da organização
  7. Garmin 110
  8. Compota da "Antónia" (Decathlon)
    (até aqui tudo normal. A partir daqui, entram os items Rambo)
  9. Frontal - vulgo pirilampo
  10. Pilhas extra;
  11. Mochila de hidratação com apito e com água
  12. Mais compota da "Antónia"
  13. Óculos com lentes transparentes (para proteger dos ataques de bandos de mosquitos e esquilos)
    (daqui para a frente são tudo itens que eu até levava, mas dado que o cenário de apocalipse zombie para os lados de Monsanto será infinitamente reduzido, levar peso a mais não é justificável)
  14. Faca do mato;
  15. Fita na cabeça;
  16. Isqueiro;
  17. Pastilha elástica embrulhada em prata (se dava jeito ao MacGyver, poderia dar jeito a mim)
  18. Plasticina a fazer de explosivo plástico;
  19. Canivete suiço
  20. Calças de tropa;
  21. Boina dos escuteiros;
  22. Cinto de caça para pendurar coelhos, javalis, esquilos e lacraus que poderia ser obrigado a caçar para sobreviver no mato;

Quando reunir o material todo, tiro uma foto.Lá para Sexta-feira ou assim.

A quem for, aconselho que inventariem tudo o que levarem na prova, sobretudo os elementos a vermelho, que são requeridos pela organização.

Segurança acima de tudo :)