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06/07/2014

35º Corrida das Fogueiras - report by Fiona

No passado fim-de-semana realizou-se mais uma edição daquela que é, para mim, uma das melhores provas de estrada do calendário português. Estou a falar da Corrida das Fogueiras, que celebrou este ano a sua 35ª edição. Mais uma vez, uma prova a não desiludir ao nível de ambiente, sempre com muito público a aplaudir, a puxar por todos os corredores e a fazer-nos sentir verdadeiros campeões na chegada à meta. Da minha perspectiva, parece-me que a edição deste ano teve uma maior participação do que no ano passado, a confirmar a evolução positiva que a corrida tem vindo a ter no nosso país e a demonstrar que vale a pena ir a Peniche pois somos muito bem recebidos.

Quanto ao report da prova...

Tinha à minha espera 15 km de estrada a passar pelas ruas de Peniche e pela estrada que segue até bem próximo do Farol do Cabo Carvoeiro. À hora da partida estava longe de saber que a edição deste ano da Corrida das Fogueiras se viria a revelar uma estreia, e não pelos melhores motivos, infelizmente... Antes de mais, aqui partilho os parciais para esta prova.

Parciais retirados do Connect Garmin

Numa primeira análise e comparando com o tempo realizado no ano passado (1h47'14''), poderíamos dizer que esta prova tinha corrido muito, muito bem com as minhas pernas a corresponderem e a conseguir retirar cerca de 7 minutos face ao tempo do ano passado. Pois... O problema é que esta prova teve aqui um pequeno contratempo em torno do km 6 que vem confirmar a velha teoria existente entre os corredores de que não se devem fazer experiências em dia de prova. Não se devem alterar hábitos alimentares, fazer aventuras, estrear roupa ou calçado. Pois é... Mas eu que até costumo ser atinada com estas coisas, no dia da Corrida das Fogueiras fiz uma pequena asneira que faz existir uma clara diferença entre o tempo registado pelo meu Garmin e o tempo oficial de prova (que se registou em torno de 1h51'). O café que tomei ao final da tarde do dia da prova veio a revelar-se a pior asneira que eu poderia ter feito. Valeu-me ter de fazer um desvio muitíssimo forçado por volta do km 6 que se traduziu numa paragem em que parei o contador do relógio e em que tive de decidir se continuava e finalizava os 15 km ou se seguia directamente para a meta, fazendo o equivalente à Corrida das Fogueirinhas. Pois é... Decidi prosseguir para fazer a totalidade dos 15 km quando os primeiros estavam já a chegar à meta. Saí deste ponto quando já tinham passado as motas da Polícia que encerravam o percurso, tendo conseguido apanhá-los mais à frente e tendo feito alguma distância com direito a batedor até conseguir apanhar o corredor que seguia à minha frente. Se, ao km 6, levava um significativo atraso sendo a última corredora em prova, nos restantes 9 km de prova consegui ultrapassar 39 corredores, terminando no 2243º lugar num total de 2283º corredores que passaram a linha de meta. 

Se podia ter corrido melhor? Podia do ponto de vista que estava longe de esperar que teria de fazer uma paragem forçada. É assim que fazemos as nossas aprendizagens e fica a lição para o futuro de que nunca mais tomarei café antes de uma prova. Se fiquei contente com este resultado? Por acaso até fiquei. Apesar de como me sentia aos 6 km de prova, consegui ter a força suficiente (mental e de pernas) para seguir e finalizar a prova de 15 km e ainda conseguir recuperar todo o atraso que ganhei na minha paragem forçada.

O que retiro de aprendizagem da Corrida das Fogueiras deste ano? Que a minha força mental me consegue levar onde eu menos espero e onde posso pensar não ser possível chegar. Que é ela a minha força motriz e que mostra que sim, é possível e que sim, é possível fazer mais e melhor!

E aqui fica a partilha da foto que tirei com a medalha da prova e com a estátua de homenagem aos homens do mar que existe em Peniche, partilhada no Instagram do Correr pelo Mundo (http://instagram.com/correrpelomundo).

A minha foto é a do canto inferior esquerdo

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

28/05/2014

Treino pelo EUL - report by Fiona & bluesboy

No passado Domingo, foi dia de dois dos escribas deste blog fazerem um treino que se cifrou em 13 km pelo Estádio Universitário e Campo Grande.

O treino visto pelo bluesboy

Aproveitando os 12km que a Fiona tinha planeado fazer, acompanhei-a em amena cavaqueira durante todo o percurso. Pelo caminho, ainda deu para nos encontrarmos com o João Campos, o impulsionador do Corredor do BUS e, em companhia de mais três corredores, ainda fizemos juntos uns míticos 500 metros. Fica aqui a promessa de aumentar essa distância, quiçá num dos próximos treinos do Corredor do BUS.

Em termos pessoais, posso desde já constatar que estou plenamente recuperado da fasceite plantar. Já há algumas semanas que começava a ter a certeza disso, mas ainda achava precoce estar a  deitar foguetes. Ontem foi, para mim, o dia da confirmação. Treino longo (especialmente em tempo) sem queixas = fasceite debelada.

Quanto ao treino em si, o que me surpreendeu mais foi a constância do mesmo. Para quem, como nós, só agora estamos a regressar em pleno de lesões, conseguir parciais como os deste treino, é extremamente positivo. Num terreno mais plano, por exemplo à beira rio, é de esperar que talvez consigamos melhorar ainda mais a constância da passada. Algo a experimentar em breve, certamente.


Parciais treino EUL
O treino visto pela Fiona

Conforme o bluesboy já muito bem referiu, dentro do plano de treinos que tenho mensal previsto pelo GFD Running, os domingos do mês de Maio têm sido pautados por treinos na ordem dos 12 km, mais metro menos metro. Dado que este era um fim-de-semana sem provas para o bluesboy, decidi desafiá-lo a acompanhar num protótipo de longão. 

A avaliar pelos parciais do treino que aqui apresentamos, posso dizer que se tratou de um treino bastante positivo. Tentámos sempre manter uma passada relativamente confortável para ambos (principalmente para mim que sou a tartaruga desta dupla de corredores!), o que também se revela como uma boa forma de fazer maiores distâncias, permitindo uma melhor queima de calorias. Outro aspecto positivo também, e que deixou já em aberto futuros treinos, foi poder correr muito brevemente com o João Campos, um verdadeiro empreendedor do nosso mundo da corrida com todas as suas ideias e a vontade de experimentar sempre novos desafios.

Tal como aconteceu para o bluesboy com a sua fasceite, também os meus joelhos parecem estar mais do que operacionais. Relembrando as palavras do meu treinador após a prova do BES de Sintra: "se os joelhos não se queixaram na serra de Sintra, então é porque os joelhos estão curados!", tenho vindo a constatar isso mesmo nos meus treinos e posso dizer que estou bastante contente com a evolução que tenho tido. Treino feito de forma metódica sempre acompanhado de reforço muscular traz os seus frutos a médio-longo prazo.

Venha então o próximo treino já com os olhos postos na última etapa do desafio BES RUN Challenge que se irá realizar em Lisboa no próximo dia 7 de Junho.

Bons treinos e boas corridas!

Fiona e bluesboy

12/05/2014

O bom tempo tem destas coisas...

Não sei se acontece o mesmo convosco mas por aqui, quando começa o tempo a aquecer e o sol a começar a estar mais presente, a vontade para realizar qualquer tipo de tarefa é logo outra. Seja no trabalho, seja em casa ou seja para fazer desporto, é ver Miss Fiona com energias redobradas sempre a querer fazer mais alguma coisa.

Por outro lado, como agora já consigo fazer desporto sem limitações, é ver-me com outra vontade a calçar os ténis, sem receios de aparecer esta ou aquela dor chata que parecia nunca mais querer abandonar o meu corpinho. Vai daí, os treinos vão-se multiplicando, sejam eles dentro ou fora de portas. E os dois últimos dias não foram excepção...

Domingo, 11 de Maio

Domingo, quando não tenho de trabalhar ou não tenho uma prova, tem vindo a ser sinónimo de treino com o grupo do GFD Running e o Domingo passado não foi uma excepção. Tinha previstos, segundo o meu plano de treino, 12 km progressivos e o lugar escolhido foi a beira-rio, na zona de Belém. 


O resumo do treino foi este: 11,6 km feitos em 01h16'50'' que dá um ritmo médio de 6'38'' por quilómetro. O corpo acusou as pouco mais de 24 horas dormidas na semana passada, o muito trabalho e as refeições não tão regradas como habitualmente. Junto com o calor, posso dizer que este treino custou mais do que seria esperado. Este treino foi um claro sinal que quando mudamos as nossas rotinas do nosso corpo como, por exemplo, deixarmos de dormir as cerca de 8 horas a que estamos habituados por noite, isso vai reflectir-se claramente no nosso treino e fazer com que tenhamos um rendimento abaixo do que aquilo que seria de esperar. No entanto, passei bem o resto do dia a mostrar que, apesar de tudo, o corpo responde bem às dificuldades.

Segunda-feira, 12 de Maio

Hoje não houve corrida para ninguém. Considerando o meu plano de treinos, hoje foi dia de dar descanso aos ténis mas isso não significou que estive totalmente parada. Foi dia de muita massagem aos principais grupos musculares utilizados na corrida com o rolo de auto-massagem e de fazer algum reforço muscular em ginásio. 


E que bem que me sabe fazer desporto pela manhã! Parece que o dia corre logo de maneira diferente!

É por isso que digo sempre: aprendam a ouvir o vosso corpo. Por aqui, já tentei algumas vezes treinar ao final do dia mas chego sempre à conclusão que não é nessa altura que consigo tirar o melhor proveito do treino. Com rara excepção de provas que decorrem lá para as 17h, não gosto de correr ou de treinar ao final do dia. Parece que é um verdadeiro sacrifício e que não consigo fazer nada de jeito. Mas isso não significa que agora toda a gente tenha de treinar de madrugada como eu. Cada organismo é um organismo e nem todos nós temos o mesmo tipo de metabolismo e de rendimento na prática do exercício físico. É por isso que é muito importante ouvirem o que o vosso organismo vos vai dizengo e ajustando os vossos treinos em tipo e quantidade.

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

17/04/2014

Estafeta Cascais-Lisboa - Report by Fiona

No passado Domingo fiz a minha estreia numa daquelas que pertence às provas mais antigas de Portugal, a Estafeta Cascais-Lisboa, e que já vai na sua 75ª edição. O passado Domingo foi também dia de estreia com uma nova camisola, a do GFD Running.

Mas passemos ao verdadeiro report da participação desta prova...

O dia começou bem cedo com a reunião com os restantes elementos do GFD Running no Estádio Nacional para distribuição dos dorsais e acerto da logística da distribuição dos diversos atletas pelos pontos da estafeta: Estoril (partida), Parede, Santo Amaro de Oeiras e Cruz Quebrada. Foi-me atribuído o terceiro percurso da estafeta, realizado entre Santo Amaro e a Cruz Quebrada com direito a fazer a bela subida do Alto da Boa Viagem. Depois de todos os acertos de última hora, lá fui eu para o meu ponto de partida da estafeta. Valeu-me o MacDonalds da praia de Santo Amaro para o tempo de espera pois a manhã fria e de nevoeiro que se fazia sentir para aquelas bandas fazia gelar os músculos e não era em nada benéfica para o tempo que tinha de aguardar até ao momento de entrar em prova. Aproveitou-se o tempo de espera para conversar com outros atletas, conviver um pouco e dizer um olá ao João Lima e ver passar os meus colegas dos Pernas de Gafanhoto que estavam a participar na mesma prova mas na modalidade de 20km. Foi saltar, aplaudir e gritar por eles num momento em que já tinham feito cerca de metade do percurso da sua prova.

Seguiu-se o meu aquecimento e a espera pela minha colega de equipa de quem iria receber o testemunho para correr os 5 km que me separavam do último ponto de passagem do testemunho. Ao avistar a camisola azul do GFD Running ao longe, comecei a sentir a adrenalina de ir começar a minha prova e a responsabilidade de não desiludir as colegas de equipa. E assim que recebi o testemunho, lá fui eu... Lá fui eu acompanhada de mais dois colegas de equipa que se revelaram preciosos para o meu bom desempenho neste percurso. Sempre presentes, sempre motivadores e sempre a mostrarem-me que era capaz de fazer mais e melhor. Ainda que eles me tenham dito que quem correu aquela distância foram as minhas pernas, há que reconhecer o factor de motivação que foi determinante! E assim se correram os 5 km mais rápidos de sempre da minha vida... Sim... Porque o Domingo passado também foi dia de recorde pessoal aqui para a Miss Fiona... Os 5 km de prova foram corridos em 27'15''... Bem longe do meu melhor tempo nesta distância que andava em torno dos 30'. Foi com muita alegria e sentimento de missão de cumprida que passei o meu testemunho na Cruz Quebrada. Foi com um sentimento de que sou capaz e de que me sinto bem a correr que passei o meu testemunho. Pode dizer-se que fui muito feliz nesta prova!

Quanto a possíveis sinais das lesões que por aqui andaram nos últimos meses, posso dizer que os senhores joelhos se portaram muito, muito bem, não tendo tido quaisquer queixas durante a prova, após a prova ou nos dias seguintes!

Aqui vos deixo os resumos por quilómetro desta prova retirados a partir do Garmin Connect:


Segue-se agora a participação na etapa de Sintra do BES Challenge... Wish me luck!

23/03/2014

Ainda bem que não tenho três joelhos...

Devem estar aí desse lado a pensar que aqui a Miss Fiona deve ter ficado louca por estes dias... Mas o título deste post reflecte aquilo que tenho pensado nos últimos dias. Ainda bem que não tenho três joelhos pois, se tivesse, garantidamente ele também teria direito a levar com umas agulhas na fisioterapia.

Fez esta 6ª feira duas semanas que o joelho esquerdo resolveu dar um sinal da sua graça e dizer que também queria experimentar agulhas e receber miminhos na fisioterapia. Numa primeira abordagem, pensou-se que não fosse necessário recorrer novamente à técnica de EPI (de que falei aqui) mas isso não se veio a confirmar, infelizmente. Na passada 4ª feira, lá regressei eu à fisioterapia para fazer mais um tratamento, desta feita ao joelho esquerdo. E o que me doeu, senhores! Pelo que surge na ecografia, a inflamação parece bastante mais reduzida do que aquela que inicialmente me levou à fisioterapia em Janeiro mas que deu para doer, lá isso doeu! 

Seguiu-se um treino ligeiro na 6ª feira no Jamor que inicialmente estava previsto ser de 40 minutos a rolar a ritmo lento em relva. Para além do verdadeiro dilúvio que decidiu assolar a cidade de Lisboa na passada 6ª feira ao final do dia, o meu joelho começou a dar sinal de si em torno dos 20 e poucos minutos de treino e achei melhor parar para não estar a esforçar demasiado o joelho. Hoje fiz novamente um treino em relva, desta feita de 40 minutos. Deu para rolar, a ritmos entre 6:30 e 7:00, tudo bem controlado para não esforçar o joelho e este menino hoje portou-se muito bem. Amanhã espera-me mais um tratamento de EPI ao final do dia e vamos lá ver se não é preciso mais nenhum.

Wish me luck!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

09/03/2014

E o que ando eu a fazer por estes dias?

Para além de andar sempre em modo "correria de um lado para o outro" para me dividir entre as mil e uma tarefas que tenho para fazer todos os dias, decidi também apostar mais nesta minha paixão, que é a corrida, e começar a encarar os treinos com maior seriedade, método e empenho.

Eu sou uma pessoa que fala pelos cotovelos. E como conversa puxa sempre mais conversa, no decorrer de um dos tratamentos que andei a fazer o Gabinete da Fisioterapia do Desporto e como forma inteligente do meu fisioterapeuta de distrair do tratamento e das picadas das agulhas, veio à conversa o GFD Running. E basicamente foi assim a pergunta... "Que dizes que te juntares ao GFD Running? És rapariga para te dares bem por lá!". E foi assim que o meu fisioterapeuta me introduziu a este conceito criado pelo GFD. Mas perguntam vocês... O que é isso do GFD Running?


Vou então passar a explicar...

Para muitos dos que fazem participações regulares em provas de corrida, já não deve ser totalmente desconhecida a camisola azul com letras brancas que é o equipamento da equipa do GFD Running. Até porque os atletas do GFD até costumam ficar bem classificados nas provas em quer participam. Este conceito traduz-se no treino de corrida dirigido para a prevenção de lesões. Está disponível acompanhamento técnico com provas dadas na fisioterapia, metodologia de treino e prática de atletismo desde há vários anos. A participação do GFD Running inclui o seguinte:
- Consulta de prevenção de lesões 
- Consulta técnica para identificação de objectivos e do plano de treinos personalizados
- Seguro desportivo
- Consulta de nutrição
- Três treinos semanais (Jamor e Belém), com acompanhamento de fisioterapeutas para reforço muscular em dois destes treinos
- Uma massagem por mês
- Descontos em tratamentos de fisioterapia

Eu fiz uma análise de prós e contras daquilo que poderia ser uma mais valia para mim e acabei por me decidir a aceitar o convite feito pelo meu fisioterapeuta. Ainda fiz apenas dois treinos conjuntos com o GFD Running mas tenho gostado bastante do espírito. Acho bastante interessante haver uma preocupação com tudo o que está em torno da corrida, como seja a componente nutricional e a componente de saúde, que faz com o que se consiga uma prática muito mais saudável e cuidada daquele desporto que tanto prazer me dá. Gosto também da possibilidade de ter um treinador presente que me esclarece todas as dúvidas quanto ao treino e à minha evolução.

Agora é só estar empenhada e motivada que, de certeza, os resultados irão aparecer. E rezar para que as senhoras donas lesões não me voltem a chatear tão cedo porque... Muito sinceramente... Já tenho muitas, muitas saudades de correr sem quaisquer limitações!

Dentro em breve dou mais notícias sobre a minha participação no GFD Running! Se quiserem saber mais sobre este programa, podem também consultar a página no Facebook

Bons treinos e boas corridas!

Fiona