Corre mais rápido!

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02/05/2019

Corrida do 1º de Maio - report

Ontem, pela oitava vez, fiz a Corrida do 1º de Maio. Não em ritmo de PBT, mas de PQB (Para Queimar Banha).

Não tenho escrito no blog, porque basicamente a rotina de treinos tem sido muito pouco interessante, o que não quer dizr que não ande a retirar imenso gozo nela: três treinos semanais, apostando num mais longo ao fim de semana, quando o tempo o permite.


Andando neste esquema há uns 6/7 meses, achei que estava na altura de sujeitar o corpo à Almirante Reis e ao Intendente (não é iso que estão a pensar, calma!). Como gosto de tomar precauções, tenho feito um treino de 15 em 15 dias do trabalho para casa, que passa por essas duas zonas. E talvez por isso, a passagem por esta mítica subida foi feita tranquilamente.

Ainda deu para apertar na parte final, na Av. da Igreja, o que fez logo subir as pulsações para ritmos nada seguros e alertar para a necessidade de perder peso, por forma a capitalizar a boa forma cardíaca.

Próxima prova: Corrida de Santo António.


03/05/2017

Corrida do 1º de Maio - report

Na passada 2ª feira, após dois anos, foi dia de regressar à Corrida do 1º de Maio, na minha sétima participação nesta prova. Se bem se lembram do meu último post, o objectivo nesta prova era apenas o de terminar. Um treino de 15km feito no feriado de 25 de Abril trouxe-me ainda mais confiança e foi com um misto de tranquilidade e de optimismo que me apresentei no tartan do 1º de Maio.

Os primeiros três quilómetros foram feitos a ritmos de 05:50, nunca forçando, mas procurando impôr uma cadência confortável. Com a chegada ao Saldanha, arrisquei um pouco e passei a rebolar na Avenida da Liberdade a ritmos de 05:15, antes da subida de três quilómetros da Almirante Reis, que se veio a revelar muito menos sofrida do que o esperado. Inclusive, os cerca de 100 metros finais, quase quase ao pé do Areeiro, que já são feitos em esforço, fi-los em sprint, para tentar despachar esta parte o mais rapido possível . A poupança foi tanta, que ainda deu para um último quilómetro a 04:59, acabando com um tempo de 01:26:23, quase três minutos e meio a menos do que o que tinha planeado!

Fica ainda a noção que as pernas e pulmões etsão em muito bom estado e que com alguns exercícios de fortalecimento do core, possa perder peso para voltar a correr a ritmos de 05:20 de forma confortável.

02/01/2017

São Silvestre de Lisboa 2016 - report by bluesboy

Foto da organização, retirada da página de Facebook da prova
Depois de participar na Corrida do Aeroporto, fiz os restantes 50% de participação em provas em 2016 no último dia do ano. Duas provas num ano. É recorde.

Com dois treinos feitos na semana entre o enfardamento natalício e o emborcamento do revelhão, encarei a partida para a São Silvestre de Lisboa com uma saudável dose de confiança. Confiança em que acabaria a prova vivo, perto dos 60 minutos de prova. E assim foi (57:39).

Após os primeiros 3 quilómetros em qe aproveitei para aquecer, chega-se ali na Av. 24 de Julho pronto para meter o esqueleto em velocidade de cruzeiro (5:50 no meu caso) até à subida da Av. da Liberdade, onde, mais uma vez, adoptei a sensata estratégia de ver quem vinha a descer, por forma a não perceber que ia a subir.

Resultou muito bem até quase chocar com um corredor de fim de semana que resolveu parar para meter os pulmões para dentro quando só faltavam 50 metros para o Marquês.

Rotunda feita, tempo de ligar o turbo(lento) e descer o menos lentamente possível rumo aos Restauradores.

Bela manhã de corrida, excelente organização da HMS. Creio que a realização da prova de manhã é uma excelente iniciativa. Oxalá seja para manter.


Um bom ano a todos!

18/10/2016

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Quando actualizei pela última vez este blog, estávamos todos longe de pensar que o Bob Dylan ganharia o Nobel da Literatura. Estávamos ainda mais longe de pensar que eu, após um ano sem participar em nenhuma prova, conseguiria fazer 10 quilómetros abaixo da hora com apenas um mês de treinos regulares. Mas aconteceu ontem. na Corrida do Aeroporto.

Pela falta de reports épicos já devem ter percebido que corrida não é coisa que tenha abundado para estes lados. Mas, desde Maio, a vida tem dado para voltar aos treinos de forma minimamente sustentada. Com um esquema de três treinos semanais, de 5-6km cada um, consegui reconstruir minimamente um esboço do que já foi a minha forma física. Um esboço que tem permitido esmerilar a bola de sebo sedentário na qual me transformei (ok, estou a exagerar, mas sendo um tipo baixote, ganhar 10% de peso num ano tem o seu impacto).

Foi neste estado que me apresentei no Domingo, não só para o regresso às provas mas também para cumprir a 100ª prova como Pernas de Gafanhoto. Comecei com um ritmo vivo, fruto da imprudência de tentar acompanhar as quenianas dos Pump Runners, mas ao fim de 4 quilómetros lá aqueci e, com a dilatação das juntas, o chiar das articulações foi diminuindo e pude correr em direcção ao aeroporto com a graciosidade de um Hercules C 130 bem oleado.

Eu, a terminar a prova, todo turbinado


Tempo final de 56:26, muito melhor do que estava à espera e fica a motivação para continuar a insistir nos treinos regulares, que a Corrida Luzia Dias (10k no Lumiar) é já a 6 de Novembro.






26/10/2015

Corrida Montepio - report by bluesboy

Corri ontem a 3º edição da Corrida Montepio, em mais uma jornada solidária que, este ano, conseguiu reunir 63 mil Euros para a Liga Portuguesa contra o Cancro.


Os cerca de 11 mil participantes (entre prova principal e caminhada) enfrentaram uma manhã chuvosa, com temperaturas ideais para a corrida, numa organização perfeita, como é seu timbre, da HMS.

No que toca à minha prova, superou todas as expectativas. Estava a apontar para um tempo a rondar a hora, mas o facto é que, tendo conseguido treinar duas vezes esta semana e indo a bom ritmo, com um colega de trabalho, conseguimos fazer 56:41. Já tinha saudades de puxar pelo corpo e com chuva achei que era a oportunidade ideal. Com mais regularidade de treinos e menos quilos no lombo, voltar aos sub 50 é uma realidade não muito distante.




No mês de Novembro não se vislumbram quaisquer provas, sendo que estou a guardar este mês para preparar a minha possível participação na meia Maratona dos Descobrimentos, no início de Dezembro.

19/10/2015

Corrida Sporting 2015 - Report de bluesboy e Mustache

Sou Penta Campeão! Ou só totalista, vá.. - by Mustache

Se há corrida que eu não falho, é a corrida do Sporting.
Em 5 edições, tenho 5 participações.
É nesta prova que, inclusivamente, tenho o meu PB aos 10kms, com o tempo de 44'31"!
Este ano, sem ter os treinos em dias, ainda consegui fazer 45'24"!

Tal como tem sido habitual, a chuva fez parte da festa. Felizmente, acalmou antes do tiro de partida e a pouca que se sentiu durante a prova serviu para hidratar. Não me quero alongar muito porque esta prova é igual todos os anos. O que vai variando é qualidade da organização. Desta vez, nada a apontar de negativo. O levantamento dos dorsais foi feito em pouco mais de 1minuto, os blocos de partida estavam devidamente identificados e vigiados, um abastecimento a meio da prova é o suficiente, no final a medalha+maçã+banana+powerade (uma bancada fora do estádio para quem queria beber), um bom escoamento, fizeram desta prova um modelo a seguir nas próximas.
Melhor que tudo, este ano redimiram-se da péssima tshirt da corrida de 2014. Uma tshirt técnica de boa qualidade, branca e verde, com o símbolo do clube ao peito, deixam-na, para mim, como a segunda mais linda das cinco.

Agora é esperar por 2016 e treinos em dia para conseguir baixar dos 40'!


Aaaaaah SPORTING!!


Prova feita em Esforço, falta de Dedicação aos treinos, mas mesmo assim com a Devoção ao Sporting, tinha que ir, embora os túneis de Entrecampos para mim este ano mais pareciam a Subida à Glória - by bluesboy

Como já é sabido, a minha vida de corredor nos últimos tempos tem-se apenas resumido ao ocasional treino semanal e à participação, aqui e ali, numa prova ou outra. Ir à Corrida Sporting era uma obrigação, tanto que logisticamente, sendo perto de casa, para um pai de um rebento de 15 meses movido a pilhas que nunca mais acabam, é o ideal.

Aproveitei a prova para baptizar um colega de trabalho em provas oficiais de estrada, tendo feito o percurso sempre em gestão de esforço, apontando para um tempo ligeiramente acima da hora. Fiz 01:01:00, o que acaba por ser um bom desempenho face às limitações familiares presentes.

A ver se os próximos tempos marcam o regresso mais disciplinado aos treinos, a tempo de possibilitar a participação na meia Maratona dos Descobrimentos, em Dezembro.

30/09/2015

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Sim, ainda se corre por estes lados. Pouco, muito pouco. Às vezes pouco mais que uma vintena de quilómetros por mês, mas corre-se.

E, de quando em vez, assim que a paternidade o permite, participa-se em provas. Como na Corrida do Aeroporto, no passado Domingo.

Dez quilómetros sempre bons de revisitar, numa organização excelente da HMS e um percurso que, pela sua variedade e péssima forma física da minha parte, tornou esta prova de 10km um desafio à minha experiência como corredor.

Como vos disse, sendo os treinos quase nulos (para terem uma ideia, estive 38 dias sem correr entre Agosto e meados de Setembro), o meu objectivo para esta prova consistia em acabar vivo.

E, numa conjugação de factores astrológicos e climatéricos favoráveis, acabar abaixo da hora.

Também vivo.

Fiz 58:30, quatro minutos mais lento do que a minha estreia nos 10k, na Corrida do Tejo em 2007. Indo sempre nos limites do esforço tolerável, com 30:10 aos 5km, arriscando nas descidas e arriscando ainda mais nas últimas duas subidas.

Se fizesse a prova neste mesmo estado, há uns 5 anos, teria certamente desistido ao km 4. Não o fiz, tal nunca me passou pela cabeça (nem pelo corpo), graças à boa distribuição do esforço durante a prova, mas sobretudo à experiência.

Próximas provas (é arranjar tempo para as fazer):
  • Corrida do Sporting (11/10);
  • Corrida Montepio (25/10);
  • Corrida Luzia Dias (01/11);
  • Meia Maratona dos Descobrimentos (06/12);





04/05/2015

Corrida do 1º de Maio - report by bluesboy

Corri na passada Sexta-feira pela 6ª vez a Corrida Internacional do 1º de Maio. Este ano a servir de lebre à Bunny, que fez a sua estreia nos 15km. E que brilhante estreia. Na primeira parte do percurso, até aos 8km, foi ela quem foi a impôr o ritmo, chegando a uns supersónicos 05:16 n descida da Av. da liberdade para os Restauradores!

Ainda no início da prova, fresquinhos que nem alfaces :D

A segunda parte da prova, com a mítica subida da Almirante Reis, fez-se numa gestão sensata de esforço e conseguiu-se acabar ao sprint no último quilómetro, terminando em 01:33:27.

Pessoalmente, como estou no pior momento de forma de sempre, com um acumular de 9 meses de noites mal dormidas e 4 quilos a mais no lombo, foi com alguma dificuldade que demorei a arrancar, o que vem reforçar a  importância que o treino tem para a minha forma física. Algo a rectificar em breve, sendo que, por manifesta falta de tempo, terei que fazer os meus treinos de manhã bem cedo.

Próxima prova: Corrida de Santo António, em Junho!

24/03/2015

25ª Meia Maratona de Lisboa - Report by Mustache

No dia da 25ª Meia Maratona de Lisboa, aproveitei para fazer o meu último treino longo de preparação para os 50km do Inatel Piódão Ultra Trail, já no dia 28 Março. Logistica à parte, é uma prova agradável e que conta com bastante público, o que é sempre bom. O tempo ajudou, mas um pouco mais fresco seria o ideal. Muitas caras conhecidas, a correr ou no público a gritarem o meu nome e, eu, ceguinho de todo, não via ninguém. Alguns amigos a estrearem-se nisto das provas oficiais e a apresentarem bons resultados! Deu, até, para estar na converseta com o Filipe Gil (Correr na Cidade) e tentar explicar-lhe os exercicios de alongamentos, para que possa brilhar em Piódão. Uma medalha muito gira, mesmo "top!", e um Corneto de limão no final da corrida que me soube melhor que o melhor repasto do mundo. Parabéns a todos os que participaram e que, independentemente do tempo, cruzaram aquela meta!

A medalha é mesmo gira!


Mas vamos por partes. Sabendo de antemão o que me esperava no tabuleiro, este ano estava decidido a ser dos primeiros a chegar, porque, como diz o ditado, "O pássaro madrugador apanha a minhoca mais gorda.". E valeu o ter-me levantado 4 horas antes de uma prova que se realiza a 5 minutos de Lisboa, porque consegui um bom lugar de partida. Aliás, só precisei esperar em cima do tabuleiro pouco mais de 2 horas. Valeu a companhia para ajudar a passar o tempo.

À minha frente, só mesmo o pessoal dos dorsais VIP's. Aquelas pessoas que provaram através dos seus tempos e performances noutras corridas que merecem partir à frente de quem esteve um ano inteiro a treinar para melhorar o tempo do ano passado. E aproveito para dar os parabéns às senhoras e senhores de 50-60 anos e com 80-90kgs que estavam mesmo lá na frente. Isto só prova que idade e peso nada influencia os resultados. Ou então estavam ali porque algum familiar ou conhecido lhes conseguiu arranjar o tal dorsal VIP, que eles tanto precisavam.

Tiro de partida e lá arrancou toda a gente. Meia Maratona e Mini. Ainda antes do 1º km já estava a tentar ultrapassar velhos e velhos, pessoal que apenas foi para caminhar e para tirar uma foto de cima da ponte, malta sem o mínimo respeito por quem ali foi para correr. Há muito que percebi que esta prova não é para bater recordes, pelo menos para mim, que sinto alguma relutância em estar a "empurrar" pessoas a a "furar" entre elas para ir no meu ritmo. Mesmo assim, tentei ir o mais rápido possível, para evitar a zona onde as duas vias da ponte se juntam, mesmo antes da curva. Os primeiros 10kms foram feitos em menos de 50' e aos 14kms ia com 1h14m. Foi neste ponto que decidi abrandar o ritmo. O meu objetivo nesta corrida era aproveitá-la como último treino longo antes do Ultra de Piódão. Fiz o resto da corrida quase a trote, tendo mesmo parado alguns minutos para falar com o Filipe. Ainda tive tempo para acompanhar um colega Gafanhoto que ia em dificuldades, com dores num joelho, percorrendo com ele cerca de 1km a ritmo lento. Quando faltava 1km acelerei um pouco e ainda consegui cruzar a meta antes das 2horas. Fiz mais 18minutos que o meu melhor tempo na Meia (1h42m), mas acho que foi um bom treino.

Eu, a ultrapassar pela direita!

Eu bem que tentava ver quem me chamava, mas sem sucesso!


No final, ainda regressei, de Belém, até Santa Apolónia, a correr, acompanhado pela João Campos (ou vá, foi ele que me acompanhou, que as minhas pernas não estavam a render).

Mr Shaved Runner and Mr. Beared Runner


Sobre a organização, penso que as opiniões não variam muito dos outros anos: muita gente, muita confusão, pouca organização na partida e pouca consideração por quem ali vai para correr. Em 25 edições já deveriam ter adotado algumas medidas vistas noutros países ou noutras provas (mesmo que mais curtas). Pergunto por que é que ainda não separam as pessoas por blocos de tempo? Por que é que não fazem a partida por vagas (como se fez na Corrida Fim de Século e que resultou tão bem!)? Eu sei que a fotografia com a ponte cheia de gente fica muito bonita. Mas a quantidade de pessoas que vai correr/andar a Mini, serve perfeitamente para isso. E não nos podemos esquecer dos preços pornográficos que pedem. Os abastecimentos estavam bons e mais do que suficientes e nos kms apropriados. As situações menos boas que vi nos abastecimentos, apenas têm a ver com falta de civismo das pessoas: garrafas de Powerade atiradas ao chão depois de um gole dado; pessoas a meterem pacotes de gel nos bolsos como se dependessem deles para viver um mês; e na zona da fruta, pessoas a escorregarem nas cascas que são atiradas para o chão. Após a meta, o habitual entupimento para sair dali. Tem tanta lógica ter zonas para se tirar fotografias ainda antes de chegarmos ao espaço aberto, como meterem a elite a partir atrás da Mini. Mas é o que temos, para o ano surgirão as mesmas criticas, mas haverá ainda mais pessoas a participar.

Esta foi, muito provavelmente, a minha última participação. Não estou para acordar tão cedo para ir a uma corrida onde mal consigo correr, e que continua a apresentar tantas falhas.
Espero que tenha sido uma boa prova a todos os que participaram!

"Mais importante que cruzar a meta, é cruzar a meta com um sorriso!"

01/03/2015

Corrida da Árvore 2015 - report by Fiona

Parece que este início de 2015 está a ser fértil em estreias em provas. Hoje foi o dia de me estrear na Corrida da Árvore, uma prova de 10 km em estrada que decorre em Monsanto, o belo pulmão da cidade de Lisboa. 

A bela paisagem que se pode ter na Alameda Keil do Amaral

A manhã começou cedo na Alameda Keil do Amaral, o ponto da chegada desta prova e muito próxima da partida que estava localizada um pouco mais acima, na Estrada do Penedo. Apesar as nuvens que se podem observar na fotografia, estava uma manhã bem agradável para a prática da corrida, o que se reflectiu no número de participantes divididos pela prova de 10 km e pela caminhada. Próximo das 10h, foi altura de me encaminhar para a partida onde me encontrei com alguns Pernas de Gafanhoto que aproveitaram a manhã de domingo para juntar mais alguns quilómetros às suas pernas, alguns deles com a Maratona de Paris no horizonte. Logo após a partida, houve ainda oportunidade para me cruzar com alguns membros da crew Correr na Cidade que estavam a fazer um treino de trail por Monsanto.

Prova em Monsanto que se preze não deixa de partidas subidas e descidas no seu percurso e esta Corrida da Árvore não foi excepção. Sempre por estrada, o percurso lá se fez ora subindo ora descendo mas sempre a tentar manter um ritmo que permitisse não terminar muito para além da hora. Já ia a contar com algumas dificuldades (em Fevereiro apenas corri três vezes, uma delas no Grande Prémio do Atlântico no fim-de-semana passado) e não me poderia meter em grandes aventuras que me fizessem passar a linha de chegada com a sensação que tinha perdido os pulmões algures no meio de Monsanto. A gestão da prova permitiu-me acabar bem e com pernas suficientes para fazer um último sprint nas últimas centenas de metros.

Após a chegada tive ainda oportunidade de estar à conversa com o corredor que escreve as linhas do Corro, logo Existo! o que é sempre bom nestes momentos de convívio. Tudo a correr pelo melhor nesses treinos!

A linha de chegada

A organização não esteve mal de todo mas tenho pena por não poder ficar com uma recordação da prova. Bem sei que nem todos dão valor às medalhas que muitas vezes são fornecidas mas confesso que eu gosto da medalhinha no final da prova. A Corrida da Árvore, ao realizar-se no mês de Março e da Primavera, caracteriza-se pela oferta de uma árvore a todos os participantes para que possa depois ser plantada. Apesar de ser uma oferta diferente e engraçada, confesso que alguns dos comentários que ouvi dos participantes, antes e depois da prova, me deixaram a pensar... A maior parte das pessoas não sabia o que fazer à árvore de oferta. Num apartamento não dá assim muito jeito plantar uma árvore e nem todas as pessoas têm um quintal ou uma área fora da cidade onde possa dar a devida atenção a esta pequena oferta. Muitos diziam que o mais provável seria a árvore ir parar ao lixo... Pergunto-me... Não seria mais engraçado (e mais sensato!) dar-se outro tipo de oferta aos participantes e oferecer estas pequenas árvores a locais em Portugal que necessitam de ser reflorestados após os incêndios que caracterizam sempre o nosso verão? Serão que estas pequenas plantas não teriam um futuro muito mais saudável e positivo para a comunidade se não fossem oferecidas desta forma? Fica aqui a dica.

O Garmin não mente!

O saldo da estreia é positivo. Consegui não terminar muito para além da hora e penso que um tempo de 1h09' é bastante bom para o traçado em causa. Mais uma prova a repetir num próximo ano!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

25/02/2015

Grande Prémio do Atlântico - report by Fiona

No domingo passado, foi dia de fazer a primeira estreia numa nova prova neste ano de 2015. Depois de metade de 2014 e do início de 2015 ter sido totalmente dedicado a finalizar mais uma etapa dos bancos de escola, é tempo de voltar a dar atenção aos meus adorados ténis de corrida e deixá-los poderem apanhar algum sol e ar que já andavam a precisar disso.

Esta estreia foi feita no Grande Prémio do Atlântico, uma prova de 10 km realizada na Costa da Caparica e com organização da Xistarca, num percurso plano e agradável feito pelas ruas da Costa e pelo paredão junto ao mar. Estivesse um dia mais luminoso e este percurso junto à praia teria sido ainda mais agradável. Nada a apontar ao percurso: trata-se de um percurso plano que permite rolar e puxar um pouco mais pelas nossas pernas. Não tem grandes curvas e contracurvas, permitindo também controlar a nossa passada e conseguir ir antevendo o percurso.

Talvez já há muito tempo que não me sentia tão bem no final de uma prova. A falta de treino e o facto de ter o pensamento afundado entre muitos livros e artigos, andava a fazer-me não desfrutar como gostaria das minhas corridas e elas estavam mais a funcionar como mero escape do que propriamente a dar-me aquele prazer de outros tempos. Mas esta prova veio no sentido exactamente contrário e foi muito bom! A corrida também tem destas coisas... Altos e baixos... E o nosso estado espírito, paralelamente ao estado físico, tem muito peso sobre o nosso desempenho, seja numa prova ou numa corrida. Ainda não foi desta que regressei ao modo sub60 mas o mais importante de tudo foi ter desfrutado desta bela manhã de domingo a correr.

31/01/2015

Grande Prémio Fim da Europa - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Se eu podia ter desistido? Podia, mas não era a mesma coisa

Atenção: este relato tem inúmeras referências a problemas gastro-intestinais, pelo que deve ser lido com o devido distanciamento temporal do almoço ou jantar.

Com poucas horas de sono, lá me arrastei no passado Domingo para Sintra, rumo ao Fim da Europa. Para além do cansaço de uma noite mal dormida, vinha claramente com uma revolução intestinal em marcha, o que tentei remediar antes da partida...

... 10:15, tiro de partida dado, lá segui em ritmo ponderado, como impõem os quilómetros iniciais e com redobradas cautelas dada a minha má forma presente e cansaço parental (a sério, cólicas nocturnas de um bebé metem uma dor de dentes a um canto em termos de desgaste). Ao quilómetro 2 comecei a ter necessidade de caminhar aqui e ali, o fogo de artifício no lombo continuava, tendo-me arrastado mais uns sete quilómetros até efectivar mais uma "paragem técnica"...

... aparentemente melhor, lá retomei a corrida, encontro a Marta, caminhamos em conjunto na parte final do temível quilómetro 10 e inicio a descida a trote...

... chegada à Azoia, cruzo-me com alguns Pernas de Gafanhoto que já tinham terminado a prova, o que me deu algum ânimo para acabar a prova a uma passada minimamente apresentável.

Terminei com 01:50:32, um tempo que reflecte bem as dificuldades passadas, tendo conseguido pior do que no ano passado, quando corri lesionado com uma fasceite plantar.


Estás bonito, estás...
Vendo as coisas com olho clínico, tenho quase a certeza que corri com uma virose, o que explica a debilidade e tudo o resto. Para o ano será certamente para melhorar e esperar que as condições meteorológicas estejam como as de 2015: um dia perfeito para correr, uma chegada ao Cabo da Roca espectacular e uma excelente organização, que culminou com a chegada ainda mais perto do ponto mais ocidental da Europa.



Tempos da prova nas minhas cinco participações


O dia em que fiz as pazes com Sintra - Mustache

25 de janeiro foi o dia da minha primeira prova de estrada, este ano, sendo que a última tinha sido a Maratona do Porto, em novembro. Foi também a minha primeira vez nesta corrida, portanto, não tenho forma de comparar com outras edições. Sabia apenas que apelidam esta corrida de "a prova mais bonita" e foi para isso que fui preparado.

Logisticas à parte, cheguei a Sintra com tempo suficiente para procurar um lugar para o carro, para ir comer um Travesseiro e um café à Piriquita, para ir entregar a mala que recolheria no final e ir para a zona da partida ver as pessoas a aquecerem. Foram muitos os amigos e conhecidos que cumprimentei, todos com um sorriso na cara, apesar do (algum) frio que se fazia sentir. Fiquei por ali em amena cavaqueira até ser a hora da minha partida, que seria às 10:15.

Eu, à conversa com aquele menino que nunca treina
mas que fica sempre à minha frente.

Lá para as 10:07 fui para a zona da partida, e aproveitei para fazer o aquecimento em conjunto com o resto da malta, em frente a um locutor que percebia pouco daquilo. Mas estava animado e é o que interessa. 10:30 e novo disparo para o ar, assinalando o arranque da segunda vaga de atletas. Sintra estava-me atravessada ma garganta por causa das duas corridas do BES que lá fiz. Em ambas, mais cedo ou mais tarde, tinha que começar a andar sob risco de não aguentar e desmaiar para o lado. E eu, apesar de não ser atleta de topo, não gosto de parar de correr! Eu pago para correr, não para andar. Já sabia que aquele inicio em zigue-zague serra acima ia ser complicado. Sabia que se um gajo não sabe o que o espera e se mete em aventuras a forçar, arrisca-se a rebentar a meio. Por isto, fui a um ritmo ligeiramente abaixo do confortável, mas sem apertar muito. Nunca parei e assim que a subida terminou, comecei a rolar a um ritmo bem mais rápido. Corriam os boatos que o verdadeiro desafio era ao km 10, onde iríamos encontrar uma "parede" - claramente esta malta da estrada não sabe o que é uma "parede" - capaz de derrubar até o atleta mais destemido. E a verdade é que a senti, ali em todos os músculos das pernas, mas também nunca parei de correr. Nunca tendo feito a prova e sabendo destas subidas, tinha apontado para um tempo entre a 1h30m e 1h45m. Quando acabei de escalar a parede e olhei para o relógio, vi que era possível isso e muito melhor. Também me tinham dito que a seguir à "parede" era sempre a descer, mas como corredor de trail habituado a que lhe 'mintam' sobre isso de ser sempre a descer, ia um pouco desconfiado. Mas foi mesmo (quase) sempre a descer. Corri no limite dos pulmões e os últimos 3kms foram corridos a menos de 4'20"/km (4'16", 4'18" e 4'13", respetivamente). Quase a chegar à meta, uma última subida que me soube mesmo bem e que deu para ultrapassar alguns corredores, ganhando algumas posições. Cruzei a meta com 1h25'55". Podia ter feito melhor, é verdade, mas ainda me faltava voltar para Sintra e o melhor mesmo era poupar um pouco as pernas...

Aqui, vinha lançadíssimo. Levasse um atacador desatado e caísse,
rebentava as cangalhas todas!
Foi uma estreia bastante positiva, onde me diverti e pude conferir que é mesmo um das provas (de estrada) mais bonitas de Portugal. Quanto à organização, nada a apontar de negativo e deu bem conta do recado no que ao transporte diz respeito. Eu sei que muita gente não liga a isto, que dizem até que a tshirt que nos deram é mais do que suficiente, mas eu sou aquilo tipo de pessoa que gosta de receber uma medalha. E, verdade seja dita, na minha opinião, a prova ficaria ainda mais completa com uma medalha à altura da beleza da prova. Para o ano, hei-de lá voltar.

Quanto ao meu regresso a Sintra.... Bem, se quiserem podem lê-lo aqui.



Se eu podia ter feito esta prova tendo o chip no pé esquerdo? Podia, mas não seria a mesma coisa!

"Roubando" descaradamente a inspiração para o título do meu report ao meu amigo bluesboy, aqui estou a escrever sobre a minha última participação no Grande Prémio Fim da Europa. Esta será, sem sombras de dúvidas, uma das minhas provas preferidas. Pelo local, pelas belas imagens que se conseguem obter num dia de céu limpo e de muito sol ou pela dificuldade do traçado que me desafio mais do que a maior parte das provas em que participo. Não sei se é por terminar em frente ao majestoso Oceano Atlântico mas esta é uma prova que termino com um sorriso nos lábios e com vontade de regressar no próximo ano!

Lamechices à parte, vamos lá ao meu report...


Cheguei cedo a Sintra na companhia da Marta e passado pouco tempo, encontrámos o João Lima, talvez um dos mais conhecidos corredores do nosso pelotão. Até à hora da partida deles, lá fomos encontrando mais corredores conhecidos e juntei-me finalmente aos Pernas de Gafanhoto que já se começavam a reunir na famosa Volta do Duche. E eis que me dou conta de que me esqueci em casa de um pormenor deveras importante: o chip! Felizmente, não me esqueci do dorsal e pude participar na prova, mas pude constatar que a organização não possui de uma solução alternativa para os mais distraídos que se esquecem do chip em casa. Desta forma, não tenho direito a diploma. Eu sei... A culpa foi minha que me deveria ter organizado para não me esquecer do chip mas poderia a organização ter alguma solução alternativa para que nenhum participante ficasse sem direito ao seu diploma. Principalmente, e como já foi referido pelo Mustache, esta prova não teve direito a medalha como recordação. Eu bem sei que não será o mais importante mas gosto de ter uma recordação das corridas em que participo que não seja apenas a camisola da prova...


Chegadas as 10:15 foi altura de dar a partida por mais umas deambulações pela serra de Sintra. Lá fui eu, muito calmamente já que os últimos tempos não têm sido propriamente os mais férteis em treinos já que o trabalho continua com um índice bem elevado e há que prioritizar as coisas e, infelizmente, acaba por ser a corrida a ficar para segundo plano. Mas espero em breve que as coisas voltem ao seu rumo e consiga manter um ritmo de treino bem aceitável. A prova correu bastante bem, tendo em conta estar bem longe da minha melhor forma, e pude desfrutar da prova. Não tenho assim grandes objectivos de tempos, aproveitei o abastecimento em torno da famosa parede do km 10 para apreciar por uns segundos a paisagem...


Digam lá que não valeu a pena para um pouco?!

Depois deste ponto, estavam terminadas as subidas e era altura de ter pulmões suficientes para enfrentar os últimos quilómetros de prova de descida vertiginosa. Já após ter passado a Azóia, cruzei-me com o Marco dos Tartarugas Solidárias que andava a ajudar amigos no final da prova e ele fez comigo o último quilómetro e meio, dando-me a motivação suficiente para terminar com um sorriso reforçado. Muito obrigada!

Ressalvo um ponto muito positivo para a organização no que se refere ao apoio dado à chegada: havia comida em boa quantidade, água, bebida isotónica e chá com mel suficiente para a recuperação de uma prova tão dura e para fazer face ao regresso. Fica só mesmo a faltar a emblemática medalha de recordação...

E o resumo da prova foi este:

31/12/2014

Contem-me o que fizeram no fim-de-semana passado? by Fiona & bluesboy

Lembram-se daquele famoso filme que tinha qualquer coisa a ver com o que fizeram no Verão passado? Pois bem, eu e o bluesboy queremos contar-vos aquilo que fizemos no fim-de-semana passado...

Bem... Nós e mais 9999 pessoas na cidade de Lisboa! Já estão mesmo a ver sobre aquilo que vamos escrever: a nossa participação da edição deste ano da El Corte Inglés São Silvestre de Lisboa!

(Nós os dois e mais 9999 pessoas sim... Porque a Jéssica Augusto esteve presente em modo duplo... Vai ser mamã! Muitos parabéns!!)


A subida da Avenida da Liberdade pela Fiona

Dezembro é talvez aquele mês em que me dá maior prazer correr. Eu sou uma pessoa que gosta de Inverno (não de chuva, São Pedro, escusas de começar a ter já ideias!). O frio não aparece como entrave para mim ao nível da corrida e costuma ser nesta altura do ano que consigo ter os melhores resultados. E o mês de Dezembro é sinónimo de participação na tradicional São Silvestre de Lisboa (Amadora... Tu que és talvez uma das mais tradicionais... Quem sabe para o ano?) em que se alia a corrida na Baixa Lisboeta às típicas iluminações de Natal que abundam nesta fase do ano. 

Como devem ter reparado, nos últimos tempos tenho andado afastada das lides blogosféricas e quase totalmente afastada das lides da corrida, ainda que contra a minha vontade. Este final de ano tem sido uma aventura de trabalho e o cansaço tem-me levado a melhor mas espero que o ano de 2015 seja mais calmo a este nível e que me possa voltar a dedicar à corrida de que tanto gosto da forma que mais me dá prazer. 

No passado sábado foi altura de rumar aos Restauradores para mais 10km feitos num final de tarde frio de Dezembro. As expectativas eram algumas para esta prova. Habitualmente, a HMS não desilude daquilo que esperamos das provas por eles organizadas e a deste ano não foi excepção. A meu ver, talvez tenha sido uma das provas mais bem organizadas em que participei e que vem provar que a HMS tem, cada vez mais, se afirmado como organizadora de provas de excelência e em que são os primeiros a admitir que as coisas possam ter corrido menos bem quando isso acontece. Acho que a partida por blocos de tempo foi uma ideia bem conseguida e que ajudou a fazer a transição da Rua do Ouro para a Rua do Arsenal de uma forma um pouco menos atribulada do que em edições anteriores. Apesar disso, as quedas de corredores (possivelmente menos experientes nestas andanças) voltou a verificar-se a provar que correr na cidade de Lisboa e, principalmente, na parte mais antiga, deve ser feito com o maior cuidado e sempre com o olhar bem atento. Outro momento bem simpático que destaco foi o hino cantado pela Cuca Roseta antes da partida. Deixo aqui também a ressalva para o ponto positivo de assinalamento de cada km com um balão luminoso, permitindo-nos fazer um acompanhamento da distância de uma forma muito mais visível. Muito bem conseguido, do meu ponto de vista! Abastecimentos com fartura e uma medalha muito bonita a deste ano!

Medalha da São Silvestre em modo blink blink 

Quanto à minha prova, devo dizer que passei a meta com um sentimento de "dever cumprido" e bastante orgulhosa. Posso em muito agradecer ao meu pacer, bluesboy, que me ajudou a manter o ritmo durante toda a distância e a não fazer asneiras, levada pelo entusiasmo inerente a uma corrida destas. A falta de treino e os doces natalícios ingeridos nesta quadra quase nada se fizeram sentir e consegui baixar mais de 6 minutos em relação à última prova de 10km em que participei: na Corrida do Aeroporto em Outubro havia feito um tempo de 1h09'24'' e o tempo de chip na São Silvestre 2014 foi de 1h03'05'' (o tempo no último km foi de 4'46''... abençoada descida!!).

Venha agora 2015 com muitos e bons quilómetros em que a primeira prova será o Fim da Europa!



A visita à estátua do Sebastião José pelo bluesboy

No passado Sábado corri a última prova do ano, na já tradicional romaria à Baixa lisboeta, para fazer os 10 quilómetros da São Silvestre de Lisboa. Dados os excessos alimentícios que a quadra natalícia obrigam e à falta de treinos, fiz a prova a rebocar a Fiona , até ao quilómetro 9. 

O principal destaque desta edição vai inteiramente para a soberba capacidade organizativa demonstrada pela HMS Sports. Em sete anos de corridas, foi, sem sombra de dúvidas, a melhor prova em que participei, se centrar o foco de análise apenas nos aspectos logísticos e de organização do evento. 



São aspectos como estes que caracterizam uma organização desportiva de excelência e que deveriam nortear os de ais organizadores de provas de atletismo neste país:
  • Levantamento expedito do dorsal
  • Casas de banho em número mais do que suficiente na partida
  • Partidas por vagas, tornando um evento com 10.000 participantes muito mais fluido
  • Marcadores quilométricos bem visíveis (balões luminosos - excelente ideia)
  • Voluntários genuinamente entusiasmados em participar e ajudar na prova
  • Kit de chegada adequado, com o extra da manta de plástico, um miminho raro em provas portuguesas (e não me venham com a treta do clima temperado, dado que somos o país na Europa onde se morre mais de frio)
  • Buff de polar dado no levantamento do dorsal. Um extra simples, eficaz e muito útil para os treinos de Inverno
Uma nota especial de apreço para o voluntário que estava no início da Praça do Comércio a sinalizar uma lomba de plástico que sorrateiramente perigava a postura erecta dos atletas gritando “lomba!” à nossa passagem. Desejo que após cerca de 1.800 exclamações da expressão “lomba!” (meus cálculos) já esteja recuperado e sem quaisquer sinais de stress pós lombático., pronto para os desafios que 2015 certamente lhe trarão.

Quanto à minha prova, como referi, os primeiros nova quilómetros foram em regime de marca passo da Fiona, o quilómetro 10 foi feito em 04:13, o que em muito se deve aos últimos quilómetros “ravina abaixo” que têm pautado os meus (poucos) treinos ultimamente.

03/11/2014

XI Maratona do Porto 2014 - Report by Mustache


Quem corre, seja que distância for, sabe que não há uma corrida igual.

E se isto já é assim numa corrida de 10kms, numa maratona, ainda é mais evidente.

Se a minha primeira maratona, a de Lisboa no dia 5 Outubro de 2014, me correu maravilhosamente, a do Porto, no passado dia 2 de Novembro, correu-me francamente mal. E se eu estivesse mais atento aos sinais que fui recebendo, poderia ter antecipado a desastre.

Começou logo em Lisboa, com o atraso do comboio. Estava previsto sair às 9:39, mas só depois das 10horas é que arrancámos. Como ia e regressava de comboio, comprei bilhetes em 1ª classe, para poder esticar as pernas à vontade no meu regresso. Ora, a carruagem tinha mais de 100 lugares, sendo que estavam cerca de 10 pessoas lá dentro, mas a verdade é que quando chego ao meu lugar, estava já um gajo lá sentado, mochila noutro banco e jornal a ocupar a mesa toda. Como boa pessoa que sou (estúpido, vá), disse-lhe que podia ficar e que eu e a minha namorada ficaríamos nos bancos de frente para ele. Tivesse o outro gajo dois dedos de testa, e teria saído dali e ido para o lugar dele, mas não. Não só continuou a ocupar espaço que não lhe pertencia, como usurpou por completo a mesa, esticava as pernas como se não estivessem ali outras pessoas e ainda punha os sapatos em cima dos bancos. Isto é ainda pior tendo em conta que o gajo pesava mais de 100kgs.

Chegados ao hotel, mando mensagem a um amigo a perguntar onde é que ele estava. Disse que a levantar o dorsal e que não davam a tshirt já, só depois de passar a meta, e que a que estavam a dar era uma de algodão. A minha reação não foi das melhores, pois não vinha a contar com tal situação e, por isso, não trouxe outra tshirt técnica. A verdade é que gosto de correr com a tshirt do evento, salvo raras exceções em que decido levar uma especifica para aquela prova. Assim, mal cheguei ao Porto e fiquei a saber que não tinha nenhuma tshirt para a prova. Rápida leitura no regulamento da prova e vejo lá que a tshirt oficial da prova seria entregue com os kits de levantamento e que os atletas deveriam correr com ela vestida. Assim, ia com intenção de pedir justificações à organização e exigir a minha tshirt. Antes do assunto estar resolvido, falei com, pelo menos, 4 pessoas. Fiquei a saber que eu fui o primeiro atleta a reclamar pela situação; que, de facto, o regulamento poderia indicar que ofereceriam a tshirt antes da prova; que se quisesse podia usar o livro de reclamações, mas que não o fiz, optando apenas por enviar um email à organização expondo o problema e sugerindo uma alteração no regulamento, indicando que a tshirt inicial é de algodão. Ao fim de muito tempo de conversa, e de um telefonema, lá me dizem que me vão oferecer uma tshirt técnica para eu não ter que gastar dinheiro a comprar outra. Deram-me a da Corrida da Família 16kms, que é bastante boa e que usei durante a prova sem qualquer tipo de problema.

Dia da corrida. Pequeno-almoço tomado, tudo preparado e à porta do hotel à espera dos que iam partir comigo. Deu para encontrar o grande João Campos e tirar uma foto às barbas, encontrar 3 Pernas de Gafanhotos e ver a alegria de grupos a tirar fotografias. Sabendo de antemão que não fazia menos de 3h45’, parti do bloco mais atrás de todos. 3metros atrás, estavam os atletas dos 16kms, com umas grandes a impedir que avançassem. Quando faltam 5 minutos para a corrida começar, vejo um mar de gente a passar por mim e a tentarem furar até lá mesmo à frente: eram os atletas dos 16kms. Não posso concordar com esta decisão da organização. Já se sabia que, ao tirarem as grades antes da partida, os atletas iriam querer uma melhor posição de partida, mas a verdade é que isto afetou as posições dos atletas da maratona. Não custava nada que só deixassem sair depois dos atletas da maratona terem passado a partida, permitindo que pudessem ter um inicio mais confortável. Assim, para além de ter que andar durante algum tempo, tive que ultrapassar quem não esperava ter de ultrapassar e, em alguns casos, ir quase parado porque eram muitas pessoas a quererem passar em estradas estreitas ou em obras. E foi assim até ao km 14, local onde atletas dos 16kms e da maratona seguiam caminhos diferentes.

A prova. Correu conforme esperado até ao km21, fazendo um tempo de 1h55’. Era o que queria. Ao contrário da de Lisboa, queria guardar-me mais na primeira parte e acelerar mais na segunda. Por volta do km18 vi o pace das 4horas e pensei que o seguiria até aos 35kms, onde depois o ultrapassaria. Mas a verdade é que a partir dos km23 comecei a ir abaixo, as pernas não davam para mais e a cada passo sentia-as mais pesadas. A juntar a isto, uma vontade de urinar, que já vinha desde o km19, ajudou ainda mais à festa, criando-me um enorme mau-estar. Por esta altura, já ia ao lado do rio, e era-me de todo impossível para num sítio para me aliviar. Pensei em aguentar até ao km 20, onde haveria casas de banho, mas ao passar por lá, nada, não havia. Olhando em volta, em desespero, vejo-as ao longe, ao km 25 e do outro lado do rio. Assim que lá cheguei, entrei e foi um alívio enorme. No entanto, os estragos estavam feitos, tanto a nível físico como a nível anímico. A partir daí arrastei-me o resto da prova. Ao km30 ia com menos de 3h e por momentos pensei que, se o organismo conseguisse dar a volta, que ainda conseguia ficar muito perto das 4h, quem sabe, abaixo. Mas o corpo não recuperou, a mente não ajudou e terminei a prova em 4h32’. Foram quase duas horas para fazer 12,195kms. Mas terminei a prova, lutei até ao fim e venci-a! Sofri a bom sofrer. Não me lembro de alguma vez me ter sujeitado a tanto sofrimento durante tanto tempo, sabendo que se estava a sofrer, bastava parar, desistir, entrar numa daquelas tendas com a cruz vermelha e pedir que me levassem até à meta. Mas não, mostrei a mim mesmo que a resiliência está em nós e que nos aparece quando mais precisamos dela. O que me fez terminar a prova, o que me levou do km30 ao km42,195 não foram as pernas nem a mente, foi o coração. Aquele sentimento que só quem corre uma maratona conhece. Cruzei a meta a correr, de braços no ar e lágrimas a correr. Felizmente demorei tempo suficiente para que a chuva caísse sobre nós com grande intensidade, disfarçando-as. Depois, recebi um beijo da minha namorada, um abraça de um amigo que se deslocou até lá para me ver, e dois hi-fives do João Campos. Fui buscar a medalha e as oferendas finais.

Após a corrida. Mais de uma hora a tentar encontrar a namorada, que não encontrei. Quando finalmente lhe consegui ligar (do telemóvel de um estranho, pois ela tinha guardado o meu depois da meta), já ela estava no hotel. Apanhei o autocarro para lá, cheguei já depois da hora do checkout, mas mesmo assim, deixaram-me subir para tomar um banho (Obrigado, HF Tuela Porto). Depois do banho, enfiar-me debaixo dos lençóis e cobertores, pois estava a entrar num estado de hipotermia em que já nem conseguia segurar o queixo e já não tinha cor. Descemos, fomos ao Capas Negras II comer uma francesinha, descansar nos sofás do centro comercial, apanhar um táxi para a estação dos comboios com um senhor que nos contou a história de como este ano ainda não lhe tinham oferecido castanhas, rezámos para que os nossos lugares estivessem desocupados e regressámos a Lisboa.

Só quando cheguei a casa é que abri o saco das oferendas, e não pude deixar de largar uma gargalhada enorme. Os sacos, oferecidos aleatoriamente de acordo com os tamanhos das tshirts, continham uma garrafa de Vinho do Porto, uma tshirt e os panfletos da praxe, mas o meu era diferente, e chamem-lhe o que quiserem, mas a verdade é que no meu saco estavam lá duas tshirts!

Veredito final. Foi uma prova cheia de altos e baixos; uma prova que me custou imenso mas que a terminei; apanhei umas das maiores molhas de sempre; não achei o percurso nada de especial, muito repetitivo, uma vez que passávamos sempre nos mesmos sítios; muito pouco público nas ruas a puxar pelos atletas; talvez seja uma prova a repetir, só para me poder vingar do tempo que fiz.

30/10/2014

1º Trail Fluviário de Mora - Report

No dia 26 de Outubro houve o 1º Trail Fluviário de Mora, sendo também uma estreia minha neste tipo de corridas.

Como nunca tinha participado numa, ia apenas com intenção de apreciar ao máximo, de me divertir e tentar fazer o melhor tempo possível tendo em conta isso mesmo. Fui com bastante tempo antes para conviver com alguns amigos meus que iam participar e outros que iam apenas ver. Foi bom ver bastantes caras de pessoas da terra, ali, prontas a participar. Mora não é uma localidade muito grande, e sendo esta a primeira prova a acontecer, conseguiu juntar quase 150 atletas, repartidos pelas duas provas principais: 15kms e 30kms. Houve ainda uma caminhada de 6kms, onde também foi possível ver uma agradável moldura humana.

Às 9:15 partiram os atletas dos 30kms (estavam inscritos cerca de 40, apenas duas mulheres) e passados 15minutos os atletas dos 15kms (estavam inscritos 101 atletas). Parti com calma, sabendo de antemão que não ia ganhar a prova. Fui falando com outros atletas, tirando umas fotos e até parando para falar com pessoas conhecidas que estavam a ver a prova. Como atleta de estrada que sou, reparei que nas zonas mais técnicas era ultrapassado, mas nas zonas de estrada, era eu que conseguia impor um ritmo mais rápido. No posto de abastecimento, localizado perto do km 10, parei para beber uma água e comer uma frutinha. Havia ainda tostas, doce, coca-cola, entre outras coisas. Não sentindo necessidade de os comer, não o fiz. No entanto, ainda ali estive uns 3minutos na conversa e a pousar para as fotografias. Depois desta zona de abastecimento, o percurso era bastante mais técnico, onde era preciso ter mais cuidado onde se punham os pés e com zonas de single track (onde tinhamos de ir atrás uns dos outros). A prova acabou por ter apenas 14kms, e fi-la em cerca de 1h25'. Como já disse, fui numa de brincar e aproveitar o que este tipo de prova tem para oferecer, por isso, sei que podia ter feito um melhor tempo.

Quanto à organização, não tendo outras de comparação, apenas posso dizer que acho que algumas zonas deviam ter alguém da organização, ou estarem muito bem sinalizadas, para que os atletas não se enganassem no caminho. De resto, acho que foi uma manhã muito bem passada e estão todos de parabéns.

Foi bom ver que quem ganhou a prova dos 15kms foi um atleta da casa (pese, no entanto, ser um atleta de estrada) e que na prova dos 30kms, mais um atleta da casa conseguiu o 2º lugar. Dos atletas dos 30kms, apenas 20 terminaram a prova.

Com tempo, postarei aqui algumas fotos da prova e também falarei sobre o bichinho (vá, o bichão) do trail que ficou dentro de mim. Para já, ficam apenas com este testemunho.

28/10/2014

2ª Corrida Montepio - report by bluesboy

A segunda edição da Corrida Montepio teve lugar neste Domingo, em Lisboa. Com início no Rossio e meta no Terreiro do Paço, percorreu a frente ribeirinha, sobretudo na Av. 24 de Julho, num percurso já muito conhecido para quem faz provas em Lisboa (São Silvestre, Meia Maratona de Lisboa e Corrida de Santo António).

Sendo uma prova com um cariz marcadamente solidário, dado que 100% da verba de inscrições foi entregue à Cáritas Portuguesa, foi com especial agrado que pude constatar a adesão massiva - 10 mil participantes - nas duas provas. Mesmo nas mais participadas Corridas de Santo António não tinha visto uma moldura humana tão imensa como ontem.

Em termos pessoais, ia com a ideia de fazer sub 50, objectivo demasiado optimista nesta fase, que rapidamente se tornou impossível de alcançar quando ao km 4 olho para o relógio e vejo que já estava 01min30s abaixo do tempo pretendido. Mesmo assim,, consegui recuperar na segunda metade da prova, apesar do calor e acabar com 52:44.

Boa manhã de convívio com os Pernas de Gafanhoto, excelente organização da HMS (mais uma vez) e o principal destaque vai para o poder solidário da corrida, que, neste caso, permitiu angariar 55 mil Euros para causas sociais.

21/10/2014

Corrida do Aeroporto 2014 - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Devemos sempre voltar aos locais em que fomos felizes... by Fiona

... e às corridas também! 


Em 2012, a Corrida do Aeroporto assinalou a minha primeira prova com a verdinha camisola dos Pernas de Gafanhoto e a minha estreia nesta corrida. Hoje, ao chegar ao local da prova com o bluesboy, não pude deixar de me recordar da alguma ansiedade que me acompanhava por vestir pela primeira vez a camisola de um grupo tão bem disposto. O percurso da prova de hoje foi algo diferente da prova que fiz em 2012 mas continuou a fazer os participantes passar pelas simpáticas subidas da Quinta das Conchas. Aliás, se há coisa de que os participantes da Corrida do Aeroporto não se podem mesmo queixar é da falta de subidas porque elas hoje estiveram bem presentes. 

Continuo longe de estar na minha melhor forma mas até conseguir conciliar os novos horários e todas as solicitações com os treinos, continuarei a ser uma alegre e bem disposta caracoleta em estrada. Porque nestas coisas de ser atleta de pelotão dá-nos uma outra perspectiva das coisas: ninguém gosta de ter fases menos boas em que o nosso rendimento é menor do que aquele a que estamos habituados mas o mais importante é conseguirmos desfrutar o máximo de todas as corridas em que participamos. E hoje consegui fazer isto. Aliás... Basta conseguir-se passar a meta com um sorriso para se ver que a corrida soube bem e é assim que se deve terminar sempre!


O resumo de hoje foi este! De salientar a simpática presença do Hugo Sousa, da HMS, presente nos últimos metros da prova a apoiar os participantes e a dar-lhes o último incentivo. Muito obrigada, Hugo, por toda a simpatia e pela excelente organização a que já nos tens vindo a habituar. Muitos parabéns à HMS!

Prova sempre simpática, desta vez com novo percurso - bluesboy

A Corrida do Aeroporto, prova em que participei pela terceira vez, sempre me deu gozo. Este ano não foi excepção e o novo percurso revelou-se uma boa surpresa. A parte final não ser muito próxima da saída da Quinta das Conchas permite um desanuviar do pelotão e uma chegada à meta mais agradável. 

Organização sempre simpática e prestável, desde o levantamento dos dorsais à saída da zona da meta, excelente temperatura para correr e boa companhia, são os destaques que guardo do passado Domingo.

Esta prova marca também a minha estreia em treinos que incluam levantamento do dorsal - na Sexta-feira

Em termos individuais, foi mais uma prova para rolar, na companhia da Fiona, tendo conseguido suplantar o tempo da Corrida do Sporting em termos de pior tempo nos 10k, o que em muito se deve à maior dificuldade do percurso e ao facto de ter que parar / abrandar para... erm... tirar fotografias (cof cof).
Um tempo verdadeiramente digno de um Concorde

Na próxima semana, na Corrida do Montepio, espero voltar aos registos habituais, talvez para fazer um tempo abaixo dos 50 minutos. Talvez...


Mais uma estreia! - Mustache

Como não há uma sem duas (excepto quando já somos velhinhos e já nos damos por felizes em conseguir uma), mais um domingo e mais uma prova com o novo trio maravilha! Pelo menos ao inicio e antes da partida, porque quando se dá o tiro da partida, tenho de acelerar para conseguir que o vento passe por entre a barba.

Pois que fui à Corrida do Aeroporto e foi uma estreia nesta prova. Mas verdade seja dita que o percurso já eu o conhecia de trás para a frente, ou não fosse o meu local normal de treino. Vivendo na Alta de Lisboa, aproveito a avenida nova, a pista de treino e o Parque das Conchas, para realizar os meus treinos. Assim, sabia que a prova ia ser complicada devido às constantes subidas que apresenta, sendo que algumas são mesmo bastante puxadas.

Ia com medo, é verdade. Medo que uma dor que me anda a 'atazanar' a cabeça, ali na zona da dobra do joelho, desde a corrida do Sporting, não me deixasse correr como queria. Sabia que recorde pessoal estava fora de questão, mas queria fazer um pouco melhor que a do Sporting. Corri de casa até à partida, a passo lento, e, a pouco e pouco, a dor foi diminuindo. Durante a prova não senti dores, só uma ligeira impressão, mas sempre que ando, a dor está lá. Se calhar, a partir de agora, só posso correr e nada de andar!

Bem, lá arranquei a passo mais rápido, deixando-os a verem-me a sola dos sapatos e, ao longo do percurso, cruzei-me com ambos, o que me deu aquele alento extra para aguentar o ritmo. Arranjei uma lebre, mantive-me atrás dela e, já no km final, ao passar por um desconhecido, perguntei-lhe se me queria acompanhar até ao fim e lá fomos os dois a alta velocidade, cruzando a meta em 48'48"! Está longe do meu melhor, mas também não quero apertar muito, que a Maratona do Porto está já ai e no próximo domingo vou ter mais uma estreia, desta vez em trail.

Se é uma prova a repetir: decididamente que sim!


07/07/2014

Da estrada para a pista - report by Fiona e bluesboy

Depois de já termos participado em provas de estrada e de trail... Foi chegada a hora destes intrépidos Gafanhotos se embrenharem nos meandros do Estádio do Inatel e mostrarem o que valem na pista de tartan!

O tartan pisado pelo bluesboy


Depois do treino de adaptação à pista, os meus níveis de ansiedade para esta prova (que já eram baixos), fizeram com que encarasse esta prova num estado zen. Chegámos (eu e a Fiona) relativamente cedo e ainda deu para assistir à prova dos escalões mais veteranos, que se iniciou pouco depois das 17:30 e onde o grande atleta João Lima teve uma brilhante participação. 



Como às 18:00 seria a minha vez, fiz um ligeiro aquecimento de 1 km, no qual me cruzei duas vezes com uma apelativa barraquinha de farturas e fui para a pista. Com a firme ideia de olear o esqueleto com um festival de colesterol e calorias após a prova.

A angústia do aspirante a velocista ao constatar a distância considerável que o separava das farturas...

Dado o meu estado quase letárgico, nem me apercebi que os atletas da minha série eram autênticas gazelas. Vai dai, quando dou por mim, já o tiro de partida tinha sido dado e o primeiro quilómetro corrido, a 4:18min/km. 

Não admira que estivesse ligeiramente com os bofes de fora... 

O que ia nessa altura amigos, sabem o que era? Isso mesmo: uma fartura! Xistarca, pensem nisso. Uma farturinha ao quilómetro 1, para animar os espíritos e eu seria possivelmente um homem novo no quilómetro seguinte.

Ao quilómetro 2 surgiu, inevitavelmente, a clássica dor de burro (burro por não ter comido uma fartura antes? Talvez), pelo que os quilómetros 3 e 4 foram feitos em gestão de esforço e a uma passada ligeiramente abaixo do que tinha planeado. Apenas no último quilómetro consegui voltar à normalidade e, à boleia do António Sousa do GFD Running, ainda fiz o último quilómetro a cerca de 04:30.


Parciais Da Estrada à Pista - bluesboy
Parciais por volta - bluesboy


Tempo final: 23'45'', 64º da geral e 17º no escalão (em 21 gazelas).



Mesmo com algum desconforto a meio da prova, que resulta exclusivamente da minha inexperiência e peso a mais (4Kg, todos ganhos sem recurso a farturas), dou-me por muito contente. Há espaço para melhorar, mas de forma realista. Se tivesse apostado num ritmo constante de 04:30, do início ao fim, porventura tinha feito abaixo dos 23 minutos e acabado bem confortável... fica para o ano!



Em termos organizativos, quase nada a apontar. Quando se aposta na simplicidade da prova, é mais do que meio caminho andado para ela correr bem. Deixo até a sugestão deste tipo de prova se realizar mais vezes ao longo do ano, sempre com poucos atletas, para tentar captar mais pessoas para esta realidade completamente diferente que é a pista.  



Ah! E já agora não fechem a barraquinha de farturas quando a prova de pista ainda está a decorrer. É que não estão bem a ver a minha frustração, a vir da pista, com uma salivação de proporções pavlovianas e deparar-me com a barraquinha fechada. Ele há coisas...


O tapete vermelho pelos pés da Fiona


A prova de sábado revelou-se para mim uma estreia. Nunca antes havia corrido em pista de tartan numa prova. As únicas vezes que havia tocado este tipo de piso havia sido em duas breves incursões, uma na pista do Estádio de Honra do Jamor e outra na pista do Centro de Alto Rendimento do Jamor. Apesar disso, a corrida em pista (e o sentimento de ser um hamster às voltas numa roda) não era de todo desconhecida para mim dado que faço regularmente treino nesta situação, ainda que nunca tivesse corrido a distância de 5 km... 12,5 voltas em pista. O meu principal receio para esta prova residia mesmo nesta monotonia de andar ali às voltas.. Sei lá se ainda poderia acabar enjoada de tanta volta no final?

Felizmente, isso não aconteceu...

Conforme já dito pelo buesboy, chegámos cedo ao Inatel pelo que deu para assistir às séries anteriores e ver os amigos que se vão fazendo neste mundo das corridas. Como a minha série aconteceu depois da série do bluesboy, ainda deu para assistir a parte da prova dele na bancada, dar uns gritos de apoio e bater umas palmas, para depois chegar a altura de fazer o meu aquecimento e de me dirigir para a zona da partida. Pouco passava das 18h30 quando foi dada a partida para a minha série e lá fui eu, feliz e contente, para as 12,5 voltas que me esperavam e que teriam de ser realizadas em 30 minutos. Caso não finalizasse os 5 km neste tempo limite, teria de sair da pista para dar lugar aos atletas da série seguinte. A bem da verdade, e fruto do pouco treino da semana anterior na fase pós-Corrida das Fogueiras e da elevada quantidade de trabalho com que ando ultimamente, não estava à espera de conseguir fazer abaixo dos 30 minutos. Ainda que seja cada vez mais recorrente conseguir fazer esta distância abaixo deste tempo, o cansaço acumulado poderia dar sinais de si e fazer-me ter de abandonar a pista sem ter completado a minha prova. 

Ainda tive fôlego para dar umas palavras de apoio à colega de equipa do GFD Running que estava a correr na mesma série do que eu e que viria a ser a segunda da série e primeira do seu escalão. Optei por ir fazendo uma prova mais ou menos controlada, sempre com parciais por volta inferiores a 2:30 min/km. Fui tendo as palavras de apoio dos colegas de equipa dos Pernas de Gafanhoto e do GFD Running e as palavras serenas do meu treinador António Sousa a mostrarem-me que estava a ir bem. 

Parciais por volta - Fiona

Parciais Da Estrada à Pista - Fiona

Olha ali as farturas a gritarem por mim feitas loucas com estes parciais?!

Penso que fui fazendo uma gestão inteligente do esforço durante a prova pois nestas coisas de corridas gosto sempre de guardar um último fôlego para os últimos metros e terminar com um sprint... E em boa hora tenho este hábito senão atentem na seguinte sequência de fotos...

Segundo palavras do bluesboy.. Uma daquelas sequências para mostrar aos netos!
(créditos das fotos: bluesboy)

Quando faltava coisa de meia volta para terminar a prova, eis que me sinto ultrapassada por esta outra atleta vestida de amarelo. Se quem estava de fora poderia pensar que pronto... Lá eu me tinha deixado ficar... Valeu-me a gestão do esforço e o fôlego guardado para o último sprint. Liguei o turbo e lá fui eu, tendo conseguido fazer esta ultrapassagem e passar a linha de chegada com 3 segundos de vantagem.

Se calhar esta energia vinda do nada pode ter-se ficado a dever à banana que ingeri antes da prova... Será que era do Lidl?

E pronto... O resultado destas 12,5 voltas à pista do Inatel foi o seguinte: 28'00'', 83º lugar da geral e 3º no escalão (entre 5 gazelas). Apenas uma ressalva quanto a este resultado, que está de acordo com a listagem divulgada pela Xistarca na sua página. A Vera Nunes, atleta do SLB e que surge na lista de resultados como 1ª classificada (tempo: 17'28''), não correu na mesma série do que eu. Ela correu, juntamente com dois outros atletas do GFD Running, compondo assim os atletas de elite presentes no Inatel. Nesta última série participaram também os atletas masculinos com idades inferior a 34 anos (escalão M0034). É por este motivo que, apesar de surgir com a classificação de 3º lugar no escalão, trouxe para casa o troféu correspondente ao 2º lugar no escalão. 

Troféu da prova Da estrada para a pista

Foi a primeira vez que subi a um pódio e era ver-me sem saber o que fazer...

Faço discurso? Agradeço à humanidade? Ao Pai Natal? Ao Rei Leão? Ao Zatopek? Aos deuses do Olimpo? Estou gira para a foto? HÁ FARTURAS???

Humor à parte, esta prova não poderia ter corrido melhor. Conforme já foi dito pelos bluesboy, o facto de ser uma prova pequena e sem grandes confusões permitiu desfrutar melhor e aproveitar o que de melhor a corrida tem que é o convívio. Para o ano estou lá de certeza!!!

E no final deste report, apenas tenho uma coisa a dizer... QUEM COMEU A MINHA FARTURA?????