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06/07/2014

35º Corrida das Fogueiras - report by Fiona

No passado fim-de-semana realizou-se mais uma edição daquela que é, para mim, uma das melhores provas de estrada do calendário português. Estou a falar da Corrida das Fogueiras, que celebrou este ano a sua 35ª edição. Mais uma vez, uma prova a não desiludir ao nível de ambiente, sempre com muito público a aplaudir, a puxar por todos os corredores e a fazer-nos sentir verdadeiros campeões na chegada à meta. Da minha perspectiva, parece-me que a edição deste ano teve uma maior participação do que no ano passado, a confirmar a evolução positiva que a corrida tem vindo a ter no nosso país e a demonstrar que vale a pena ir a Peniche pois somos muito bem recebidos.

Quanto ao report da prova...

Tinha à minha espera 15 km de estrada a passar pelas ruas de Peniche e pela estrada que segue até bem próximo do Farol do Cabo Carvoeiro. À hora da partida estava longe de saber que a edição deste ano da Corrida das Fogueiras se viria a revelar uma estreia, e não pelos melhores motivos, infelizmente... Antes de mais, aqui partilho os parciais para esta prova.

Parciais retirados do Connect Garmin

Numa primeira análise e comparando com o tempo realizado no ano passado (1h47'14''), poderíamos dizer que esta prova tinha corrido muito, muito bem com as minhas pernas a corresponderem e a conseguir retirar cerca de 7 minutos face ao tempo do ano passado. Pois... O problema é que esta prova teve aqui um pequeno contratempo em torno do km 6 que vem confirmar a velha teoria existente entre os corredores de que não se devem fazer experiências em dia de prova. Não se devem alterar hábitos alimentares, fazer aventuras, estrear roupa ou calçado. Pois é... Mas eu que até costumo ser atinada com estas coisas, no dia da Corrida das Fogueiras fiz uma pequena asneira que faz existir uma clara diferença entre o tempo registado pelo meu Garmin e o tempo oficial de prova (que se registou em torno de 1h51'). O café que tomei ao final da tarde do dia da prova veio a revelar-se a pior asneira que eu poderia ter feito. Valeu-me ter de fazer um desvio muitíssimo forçado por volta do km 6 que se traduziu numa paragem em que parei o contador do relógio e em que tive de decidir se continuava e finalizava os 15 km ou se seguia directamente para a meta, fazendo o equivalente à Corrida das Fogueirinhas. Pois é... Decidi prosseguir para fazer a totalidade dos 15 km quando os primeiros estavam já a chegar à meta. Saí deste ponto quando já tinham passado as motas da Polícia que encerravam o percurso, tendo conseguido apanhá-los mais à frente e tendo feito alguma distância com direito a batedor até conseguir apanhar o corredor que seguia à minha frente. Se, ao km 6, levava um significativo atraso sendo a última corredora em prova, nos restantes 9 km de prova consegui ultrapassar 39 corredores, terminando no 2243º lugar num total de 2283º corredores que passaram a linha de meta. 

Se podia ter corrido melhor? Podia do ponto de vista que estava longe de esperar que teria de fazer uma paragem forçada. É assim que fazemos as nossas aprendizagens e fica a lição para o futuro de que nunca mais tomarei café antes de uma prova. Se fiquei contente com este resultado? Por acaso até fiquei. Apesar de como me sentia aos 6 km de prova, consegui ter a força suficiente (mental e de pernas) para seguir e finalizar a prova de 15 km e ainda conseguir recuperar todo o atraso que ganhei na minha paragem forçada.

O que retiro de aprendizagem da Corrida das Fogueiras deste ano? Que a minha força mental me consegue levar onde eu menos espero e onde posso pensar não ser possível chegar. Que é ela a minha força motriz e que mostra que sim, é possível e que sim, é possível fazer mais e melhor!

E aqui fica a partilha da foto que tirei com a medalha da prova e com a estátua de homenagem aos homens do mar que existe em Peniche, partilhada no Instagram do Correr pelo Mundo (http://instagram.com/correrpelomundo).

A minha foto é a do canto inferior esquerdo

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

19/05/2014

BES RUN Challenge - Etapa da Costa da Caparica... Report by Fiona

Mais um fim-de-semana que passa, mais uma etapa do BES RUN Challenge cumprida. Desta feita, foi tempo de rumar à Costa de Caparica e correr a única etapa com novo percurso face ao desafio do ano passado.

O pré-prova

O dia de sábado foi passada por casa até ao momento de me deslocar até à Costa. Antevendo-se uma prova repleta de calor, optei por ficar por casa para descansar as pernas para o desafio que me esperava umas horas mais tarde. O dia começou calmamente com um belo pequeno-almoço para carregar as baterias para o que me esperava.

Pão de centeio alemão, fiambre de perú, maçã e chá preto

E como mulher que sou... De seguida foi tempo de me dedicar à escolha da indumentária, qual preparação para Gala dos Globos de Ouro versão running!

Os ténis Asics Noosa TRI4 mais famosos da Mini Maratona de Lisboa em grande destaque e os pernetes da Kalenji (que serão alvo de review conjunta com o bluesboy muito em breve!)

Por volta das 14h, e ainda que já tivesse o dorsal levantado, achei por bem começar a dirigir-me para a Costa da Caparica pois sábado de calor é sinónimo de meia Lisboa e meia Margem Sul rumarem à praia e por isso queria evitar apanhar grande trânsito a caminho da ponte bem como conseguir um bom local de estacionamento perto da partida. O local de estacionamento até funcionou bastante bem, o pior foi mesmo o trânsito para a ponte ainda na margem norte, tendo levado cerca de 50 minutos de minha casa até ao local da partida.

E eis que é chegado o momento da prova...

Antes do início da prova, estive em amena cavaqueira com colegas de equipa dos Pernas de Gafanhoto bem como com uma colega de equipa do GFD Running. Parecendo que não estes momentos são sempre bons pois ajudam-nos a descontrair e a conseguirmos distrair-nos um pouco do tempo de espera que existe sempre antes do tiro de partida.

De um ponto de vista geral, esta etapa da Costa da Caparica é uma etapa fácil. Havia calor, havia algum vento em algumas partes da prova (no paredão junto às praias) e os abastecimentos, a meu ver, funcionaram bem tendo em conta a dimensão da prova e as condições climatéricas de sábado. O local da partida era simpático e, daquilo que pude perceber, as coisas funcionaram bem a este nível. 

No que toca à minha prova, posso dizer que os primeiros quilómetros correram muito bem apesar do calor que se estava a fazer sentir. No entanto, quando comecei a entrar nos locais em terra batida e em que havia mais poeira no ar, confesso que comecei a acusar alguma dificuldade. Não me dou nada bem com o calor e poeirada a mais também me faz uma certa confusão. As minhas alergias não se dão nada bem com estas coisas... Foi depois tempo de regressar à estrada e ter o primeiro abastecimento e a coisa regularizou. Mas o pior da prova para mim ainda estava para vir... Um pouco antes do km 5 o percurso da prova entrou para a zona de São João, para terra batida e por entre a vegetação e a partir daqui foram os quase 3 km piores para mim até hoje... Esta zona possuía bastante vegetação seca... Palha mesmo que dificultou e muito a vida dos atletas, chegando mesmo a ser apontado como um ponto menos positivo do percurso desta prova, tanto pelos "corredores de pelotão" como pelos de elite, como é o caso da vencedora Sónia Trabuco (a quem dou, desde já, os meus parabéns!). Demasiados atletas a passaram no mesmo curso algo estreito de terra batida e muita vegetação seca numa época em que as alergias estão a atravessar a sua época alta não foi positivo. Esta parte do percurso foi positiva do ponto de vista de possuir partes com sombra que sempre ajudava a aliviar um pouco do sol quente que nos acompanhava em todo o percurso mas o muito (demasiado!) pó dificultou muito quem corria. Fica aqui a nota para a organização de que se pode melhorar nesta parte!

Regressada à estrada e com novo abastecimento deu para recuperar e continuar a correr até ao final numa grande vontade de conseguir terminar o mais rápido possível dado que a dificuldade em respirar era alguma devido a todo o pó...

Passo a partida 1h02' após a minha passagem no pórtico. Passo esta partida contente mesmo não tendo conseguido baixar o tempo para sub60. Passo contente porque, mais uma vez, fui mais forte do que as dificuldades e consegui ultrapassá-las mesmo com os pontos menos bons que referi acima.

Garmin mai lindo da dona!

E aqui fica o outfit fofinho do dia e o íman para mais tarde recordar!

Miss Fiona com os seus ténis radioactivos como já foram apelidados...

Olha o íman verdinho para o frigorífico!!!

Resumo da prova:
Tempo de chip: 01:02:00
Tempo oficial: 01:03:22
Tempo intermédio: 00:31:01
Ritmo por quilómetro: 06:20 min/km
Classificação absoluta: 1751º entre 2171 corredores
Classificação de chip: 1758º
Classificação no escalão: 83º entre 151 corredoras

E muito obrigada ao simpático desconhecido (e que agora já não é desconhecido!) que gritou pelo meu nome na etapa de Sintra e que me veio cumprimentar no final desta etapa. Sabe sempre muito bem conhecermos quem nos lê. Fale connosco mais vezes!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

02/05/2014

Corrida Internacional 1+ de Maio - report by Fiona e bluesboy

Dia do Trabalhador vem já a ser sinónimo de realização da Corrida Internacional do 1º de Maio, com partida e chegada no Estádio do Inatel (também conhecido por Estádio 1º de Maio). A gerência deste blog contou com duas presenças nesta prova, juntamente com uma verdadeira mancha verde de Pernas de Gafanhoto.

A prova vista pela Fiona

O dia de hoje assinalou a minha estreia nesta prova. "Picada" pelo bluesboy, que fez questão de não mencionar a totalidade da informação (e estou a referir-me à parte sobre a subida da avenida Almirante Reis), lá alinhei na linha de partida para um percurso de 15 km pelas ruas de Lisboa. Uma manhã que amanheceu bem fresquinha, deu origem a uma manhã com bastante calor à hora a que teve início esta corrida. Às 10h deu-se início e assim segui eu para mais uma prova, desta vez a solo... Sim, porque a vingança serve-se fria e o bluesboy resolveu demonstrar o seu lado lunar no dia de hoje e deixar-me só e abandonada pelas ruas de Lisboa, à mercê de estranhos e de loucos... Não sei se lhe vou perdoar isto... 

Pronto... Tinha de dar aqui um sinal de pequeno veneno... Vamos lá agora ser sérios!

Esta é a prova de maior distância após a minha recuperação da lesão nos joelhos. Após o grande desafio que foi Sintra e em que os joelhos se portaram lindamente, hoje era o dia de juntar mais alguns quilómetros e ver como eles se portavam e tudo correu pelo melhor. Os joelhos responderam bem, consegui manter um bom ritmo nas porções mais planas desta prova. O pior foi quando começou a subida da Almirante Reis... O calor e a forma ainda longe da ideal decidiram aparecer em força e aqui fui perdendo algum terreno. As pernas não estavam a responder como eu pretendia mas enfim. Apesar de tudo, consegui fazer um bom tempo, constituindo o meu segundo melhor tempo para a distância de 15 km. E aqui fica o resumo retirado do Garmin:


Distância: 15,03 km
Tempo Garmin: 1h38'51''
Ritmo médio: 6'35''

E outra parte muito boa que teve a prova de hoje foi encontrar muitas caras conhecidas e poder conhecer outros que apenas conhecia do mundo virtual do Instagram. É um prazer este convívio e esta alegria que se vive entre os corredores do pelotão. É por isso que sabe muito bem sair de casa para correr e poder conviver!

A prova vista pelo bluesboy

Feitas as apreciações da Fiona sobre a minha conduta irascível e o meu cavalheirismo digno de um javali da Tapada de Mafra, cabe-me a mim tentar aqui, na praça pública, limpar a minha imagem e esclarecer-vos a vós, mui estimados leitores, esclarecendo a verdade destas manobras de diversão (dela, Fiona, claro, que deve estar divertidíssima com isto).

A verdade é que me vi forçado a adoptar um ritmo mais elevado, por motivos familiares, fui acompanhar o meu cunhado na sua estreia nesta prova. Contra isto, certamente não há muito argumento a utilizar.

Passando à prova...







Esta é uma prova que faço questão de participar sempre, pois fica mesmo ao lado de casa e é um percurso desafiante, rápido no início e mais puxado na parte final (últimos 5 km). Com a participação neste ano, já conto cinco provas do 1º de Maio, tendo estabelecido o record aos 15km precisamente nesta prova, no ano passado (01:09:44)

Embora ainda esteja dentro do período de recuperação da fasceite, estava tranquilo quanto ao facto de fazer uma distância um pouco mais longa do que o recomendado e posso-me dar muito satisfeito pela resposta que o pé deu.  

Fui sempre num ritmo muito brando, a fazer de cicerone da prova e fruto disso a temível subida da Almirante Reis fez-se sem qualquer esforço, uma vez que o desgaste acumulado era quase nulo quando cheguei aos Restauradores. O resto da prova foi feita a puxar pelo meu cunhado e acabei com 01:22:56.






















 2013 vs 2014


Para o ano fica já aqui prometido que é para puxar pela Fiona, igualmente para os 01:22:56 :P

20/04/2014

BES Run Challenge - Etapa de Sintra - report by Fiona e bluesboy

Decorreu ontem na serra de Sintra a etapa trepadeira do Bes Run Challenge. Com os dois escribas em franca convalescença, esta prova foi feita em ritmo de "corrinhada", corrida nas descidas e passo acelerado na maioria das subidas.

A partida para a 2ª etapa deste desafio!

A escalada vista pelo bluesboy

Com uma semana de férias em cima e uma extracção de um marfim digno de um elefante africano dente do siso (o último) na Quarta-feira, que implicou três anestesias, o meu desempenho na serra estava condenado à mera sobrevivência.

Sensatamente, optei por tentar, repito tentar, acompanhar a Fiona, o que, especialmente nos últimos dois quilómetros não consegui, sobretudo pela falta de pulmão, uma consequência natural da ausência de treinos longos na sequência da fasceite e também por estar ainda a recuperar da dose cavalar de analgésicos que levei para extrair o siso.

Por falar de fasceite, a dita cuja não se manifestou, naquele que foi a prova mais longa desde o GP Fim da Europa. Apenas sinto hoje uma ligeira dormência, um sinal de que a recuperação está a surtir efeito, mas carece ainda de atenção e um regresso faseado aos treinos e nomeadamente às longas distancias. O facto do trajecto ser particularmente acidentado e mesmo assim não ter tido queixas, é uma excelente notícia e talvez, em parte, um reflexo de ter corrido com sapatos neutros (Asics Gel Pulse 5).

A incursão na serra dos elfos vista pela Fiona

Antes do início desta prova, e conforme já tinha escrito na minha antevisão que podem ler aqui, não estava a contar melhorar o tempo face a minha participação na edição do ano passado. Fruto da inflamação da banda iliotibial que me afectou desde Novembro, com a lesão a surgir em ambos os joelhos, seria uma prova para ser feita de forma cautelosa e a gerir bem o esforço pois tratava-se de uma prova dura. O plano seria aproveitar as descidas para ganhar algum tempo esticando a passada e nunca puxar demais pelas pernas (e pelo pulmão!) nas subidas. Mais do que querer fazer um excelente tempo, a ideia era chegar ao fim da prova a sentir-me bem. E foi exactamente assim que aconteceu! Não abusei das minhas articulações e cheguei ao final da prova sem qualquer dor em ambos os joelhos. Hoje também me sinto bem e os joelhos não apresentam quaisquer queixas, o que me faz sentir bastante contente. Fazendo a contabilidade, a prova de ontem foi feita em 1h07'28'' contra o tempo de 2013, que foi 1h05'25''. Apenas dois minutos de diferença o que nem considero que seja muito, analisando tudo o que antecedeu esta prova. Sinto-me contente!

Mas para aqueles que acham que andar a correr em plena serra é sinal de que vamos passar totalmente despercebidos, isso não poderia estar mais longe da verdade. Em plena serra, cruzei-me com o meu fisioterapeuta (que também estava a participar nesta prova) que ao ver-me a andar, rapidamente veio ter comigo saber se estava com queixas. Eu respondi... "Nada disso! O problema é mesmo o pulmão e a falta de treino!". E lá seguiu ele satisfeito por ver que o trabalho dele e a minha recuperação estavam a ser positivos! Obrigada pelas palavras de apoio e incentivo, mestre das agulhas!

A parte final da prova não fiz com o bluesboy (cerca de 1,5 km) o que confesso que me fez muita confusão. Não estou habituada a isto nem a ser ele a pedir-me para seguir... A sério que não... Até tenho medo da próxima prova em que estivermos juntos... Acho que ele se vai claramente vingar!! 

Duas das ofertas para os corajosos da serra de Sintra!

Para quem quiser saber mais sobre o percurso desta prova e a altimetria da mesma pode ler o meu post de antevisão.

E agora os escribas deste blog têm um pedido a fazer a quem nos lê... Quando se cruzarem connosco, venham falar com estes dois Gafanhotos que teremos todo o gosto em conhecer-vos. É que temos de confessar que ficámos algo perdidos ao ouvir ontem, em plena estrada da Peninha, gritar "Força, Fiona!", principalmente ao não termos reconhecido a pessoa em questão, o que pedimos desculpa. Falem connosco. Teremos todo o gosto em trocar impressões convosco!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona e bluesboy

17/04/2014

Estafeta Cascais-Lisboa - Report by Fiona

No passado Domingo fiz a minha estreia numa daquelas que pertence às provas mais antigas de Portugal, a Estafeta Cascais-Lisboa, e que já vai na sua 75ª edição. O passado Domingo foi também dia de estreia com uma nova camisola, a do GFD Running.

Mas passemos ao verdadeiro report da participação desta prova...

O dia começou bem cedo com a reunião com os restantes elementos do GFD Running no Estádio Nacional para distribuição dos dorsais e acerto da logística da distribuição dos diversos atletas pelos pontos da estafeta: Estoril (partida), Parede, Santo Amaro de Oeiras e Cruz Quebrada. Foi-me atribuído o terceiro percurso da estafeta, realizado entre Santo Amaro e a Cruz Quebrada com direito a fazer a bela subida do Alto da Boa Viagem. Depois de todos os acertos de última hora, lá fui eu para o meu ponto de partida da estafeta. Valeu-me o MacDonalds da praia de Santo Amaro para o tempo de espera pois a manhã fria e de nevoeiro que se fazia sentir para aquelas bandas fazia gelar os músculos e não era em nada benéfica para o tempo que tinha de aguardar até ao momento de entrar em prova. Aproveitou-se o tempo de espera para conversar com outros atletas, conviver um pouco e dizer um olá ao João Lima e ver passar os meus colegas dos Pernas de Gafanhoto que estavam a participar na mesma prova mas na modalidade de 20km. Foi saltar, aplaudir e gritar por eles num momento em que já tinham feito cerca de metade do percurso da sua prova.

Seguiu-se o meu aquecimento e a espera pela minha colega de equipa de quem iria receber o testemunho para correr os 5 km que me separavam do último ponto de passagem do testemunho. Ao avistar a camisola azul do GFD Running ao longe, comecei a sentir a adrenalina de ir começar a minha prova e a responsabilidade de não desiludir as colegas de equipa. E assim que recebi o testemunho, lá fui eu... Lá fui eu acompanhada de mais dois colegas de equipa que se revelaram preciosos para o meu bom desempenho neste percurso. Sempre presentes, sempre motivadores e sempre a mostrarem-me que era capaz de fazer mais e melhor. Ainda que eles me tenham dito que quem correu aquela distância foram as minhas pernas, há que reconhecer o factor de motivação que foi determinante! E assim se correram os 5 km mais rápidos de sempre da minha vida... Sim... Porque o Domingo passado também foi dia de recorde pessoal aqui para a Miss Fiona... Os 5 km de prova foram corridos em 27'15''... Bem longe do meu melhor tempo nesta distância que andava em torno dos 30'. Foi com muita alegria e sentimento de missão de cumprida que passei o meu testemunho na Cruz Quebrada. Foi com um sentimento de que sou capaz e de que me sinto bem a correr que passei o meu testemunho. Pode dizer-se que fui muito feliz nesta prova!

Quanto a possíveis sinais das lesões que por aqui andaram nos últimos meses, posso dizer que os senhores joelhos se portaram muito, muito bem, não tendo tido quaisquer queixas durante a prova, após a prova ou nos dias seguintes!

Aqui vos deixo os resumos por quilómetro desta prova retirados a partir do Garmin Connect:


Segue-se agora a participação na etapa de Sintra do BES Challenge... Wish me luck!

18/03/2014

Mini Maratona de Lisboa - report by Fiona & bluesboy

Conforme planeado, o recém criado Departamento dos Atletas Lesionados dos Pernas de Gafanhoto mancou correu ontem a Mini Maratona de Lisboa. Uma prova com elevada aderência (não fosse o piso maioritariamente alcatrão) e, este ano, com muito calor.

A epopeia vista pelo bluesboy

Passados seis anos, voltar a fazer esta prova fez-me lembrar a minha segunda corrida, a mini de 2008 (da t-shirt de algodão verde alface), do tempo nublado e a prova em que percebi que curtas distâncias já me sabiam a pouco e havia que treinar para uma Meia (que fiz em Setembro desse mesmo ano, em 01:57:02).

Em 2014 regressei a esta prova, pelas limitações que a fasceite presentemente me impõe. Foi uma decisão acertada, em que, passados quase dois meses, voltei ao convívio pré prova com os bravos Pernas de Gafanhoto que fizeram a prova principal. Em conversa com dois deles, fiquei a saber que a fasceite plantar é algo que também já atingiu insectos como nós e que a recuperação passa por esquecer as meias maratonas durante uns meses, alongar, voltarenizar e reduzir a quilometragem. Nada de novo, para mim, mas é sempre reconfortante saber que vamos na mesma direcção de casos de sucesso já confirmados.

Depois de no ano passado ter pulverizado o meu record na meia (01:43:36), este ano, sem a pressão do tempo e do respeito que os 21kms impõem, pude apreciar mais a envolvente da prova e o facto é que mesmo na mini, dá gosto correr na ponte. Deu também gosto correr sem dores ou queixas significativas (embora a fasceite esteja cá) e perceber que consigo, neste momento, fazer quase 15kms distribuídos por dois dias (treino 7k no Sábado e 7.84 da mini no Domingo) e começar a semana de trabalho sem dores no pé. O importante agora, creio, é manter a disciplina de alongamentos e a redução de quilómetros, para não deitar por terra a recuperação até agora feita.

Pés. Pés everywhere...

Os meus Asics GT1000, já a  a passarem da fase de rodagem

Já após o fim da prova, à esquerda os participantes da mini,
à direita os bravos e intrépidos corajosos da meia

A epopeia vista pela Fiona

Também Miss Fiona passou pela mesma Mini em 2008 e posso dizer que bastante desfrutei dessa prova, a primeira passagem sobre a Ponte 25 de Abril fora de um veículo de quatro rodas. Boas recordações dessa prova que mais foi dedicada à observação e à fotografia do que propriamente às corridas e a contagem de ritmo...

Passados seis anos e fazendo agora parte dos Pernas de Gafanhoto com patinhas coxas, fiz esta prova em companhia do bluesboy o que, mais uma vez, se veio a revelar uma excelente opção dado que controlámos bastante bem a passada e conseguimos puxar um pelo outro quando é preciso. Esta foi a minha primeira prova de 2014 dado que estava arredada destes meios desde a São Silvestre de Lisboa em que comprovei que a minha lesão no joelho direito era mais grave do que inicialmente eu pensava. 

Foi muito bom regressar ao convívios dos colegas Pernas e encontrar aqueles corredores do grande pelotão português por quem já se nutre amizade. Foi muito bom poder voltar a passar uma linha de partida com o desejo de fazer uma boa prova. E que primeiros 5km foram os desta Mini...



Viram bem os tempos realizados ao quilómetro no início? O pior foi quando o sr Dom Joelho Esquerdo achou por bem dar um sinal de sua graça e dizer que estava ali e que eu não lhe estava a ligar nenhuma. Conforme descrevi no meu post anterior, parece que, como forma de defesa no lado direito, acabei por desgastar o lado esquerdo e parece que agora o joelho do corredor de mudou de lado. É regressar à fisioterapia e tratar deste joelho. E ficar também contente por ter apenas dois joelhos pois, caso tivesse um terceiro, garantidamente esse também não se escapava de dar nas vistas... Adiante! Os últimos quilómetros desta prova foram feitos a um ritmo mais baixo mas ainda houve pernas (e ausência de queixas!) para um sprint final e cruzar a meta pouco mais de 46 minutos após ter deixado a Praça da Portagem. Foi muito bom regressar apesar da dor. Foi muito bom estar de novo entre outros corredores e entre os colegas de equipa.

A prova em resumo pela perspectiva de Miss Fiona

E foi muito engraçado constatar que os meus ténis que usei na prova de ontem foram, provavelmente, um dos modelos de maior sucesso a avaliar pela quantidade de pessoas que já me disseram que se lembram de ter avistado uns ténis assim durante a prova... Só eu!

Os quatro pés dos escribas

27/01/2014

Grande Prémio Fim da Europa - report by bluesboy

Só nos apercebemos que estamos no Ano Novo, depois do Grande Prémio Fim da Europa. As maleitas e vivências do ano velho são todas deixadas na serra de Sintra, algures no quilómetro 10, que tem que ser feito a correr, por mais vagarosa que seja a passada.

E assim foi ontem. Sob um capacete de nuvens que tornou impossível o meu Garmin dar com qualquer satélite até aos 3km, a prova teve início às 10:01, com os primeiros quatro íngremes quilómetros a serem feitos a um ritmo bem poupadinho, tão poupadinho que ainda optei por andar alguns metros aqui e ali. mais por receio do estado do pé, do que de alguma dor que tivesse. A falta de forma, fruto do pouco treino também se fez notar nesta fase.

Algures entre os 5 e os 6km, creio...

Com a passagem do quilómetro 4, vem a fase mais tranquila da prova, na qual aproveitei para recuperar do desgaste da subida inicial. A fasciite novamente não dava sinais de si, só uma ligeira impressão, mais nas descidas que nas subidas.

Uma descida inocente antes do mítico quilómetro 10
E eis-nos chegados ao quilómetro 10, "esse grandessíssimo filho de um comboio de rameiras sifilicas". Ainda pensei duas vezes se seria mais prudente fazer isto a andar, mas Fim da Europa sem este ritual iniciático de ano novo a correr, não é Fim da Europa e ano novo sem fazer esta parede a trote não é ano novo.E assim, a ritmos perto dos 8min/km, lá cheguei ao topo.

Grande participação dos Pernas de Gafanhoto com 23 atletas a terminar a prova!
A partir daqui, foi sempre a descer, tarefa que se revelou mais complicada, dado o piso molhado e algumas, ligeiras, queixas no pé, fruto da descida. Confesso que vim a frear durante grande parte dos últimos 5 km, apenas tendo imprimido um ritmo mais vivo nos últimos 400 metros.

Terminei com um tempo de 01:36:11, o que é a minha pior marca na prova (em 4 participações) e hoje posso dizer sem dúvidas que a fasciite plantar ficou definitivamente algures entre a Pena e o Cabo da Roca. Nem uma dor, nem uma moinha, nada...

Fevereiro será mês de pausa de competição, mês no qual irei aproveitar para fazer alguns treinos mais longos, tendo em vista a participação na Meia Maratona de Lisboa, a 16 de Março.

09/12/2013

I Meia Maratona dos Descobrimentos - report by bluesboy

Antes de passar ao relato da prova de hoje, quero aqui deixar o meu elogio pela forma como a Xistarca organizou esta Meia Maratona. Acertou na distância, o percurso aproveitou o que de melhor a zona ribeirinha da capital tem, os voluntários da prova transbordaram simpatia e apoio aos atletas e a aposta numa meia maratona em Dezembro revela-se acertada.

Agora a prova propriamente dita... Em vez de levar carro,optei por madrugar um pouco mais e ir de comboio para Belém. Apetecia-me desfrutar de todos os pormenores e "pormaiores" da prova de uma forma mais calma e nada melhor do que me enfiar num comboio às 08:40 no Cais do Sodré para o efeito.



Um pouco antes das 09:00, já me encontrava nas imediações do Mosteiro dos Jerónimos a rapar um briol glaciar, de luvas a proteger o que restava das dez delicias do mar dos dez dedos das mãos. Pouco depois começaram a chegar os bravos Pernas de Gafanhoto que se aventurariam (com grandes tempos) na meia maratona.


Rapidamente chegou a hora de partida e fomo-nos dirigindo para a dita cuja (a partida, portanto), onde estava de facto menos frio, até pelo calor humano que se fazia sentir. Tinha delineado para mim hoje uma prova conservadora, com uma passada a rondar os 05:20 ou mais lento e estava firmemente comvicto que isso seria a chave para apreciar a prova, o grande objectivo para hoje.


Os três primeiros quilómetros foram um misto de desentorpecimento, descida vertiginosa e procura de uma cadência base e a partir dai até ao Terreiro do Paço, procurei manter-me algure nos 05:15, dado que era o ritmo no qual me sentia mais equilibrado. Deu para cumprimentar corredores conhecidos, apreciar a neblina que escondia o rio, ver a enorme moldura de atletas estrangeiros no pelotão e chegar ao Terreiro do Paço e perceber que afinal não tinha que escalar até aos Restauradores.

Nessa altura foi para mim claro que podia baixar da 01:50, não obstante ter vindo até ai a uma passada de passeio. Estuguei um pouco o passo e foi sem dificuldade que cheguei aos 15km em 01h18m e a partir fai andei, sem dificuldade, a ritmos sempre muito perto dos 5min/km e nos últimos dois quilómetros abaixo disso.

Terminei a prova com 01:49:17, numa manhã muto agradável, solarenga na sua parte final e em que os Pernas de Gafanhoto, que ontem comemoraram cinco anos, se suplantaram, com recordes pessoais verdadeiramente avassaladores (tempos entre a hora e 35 e a hora e 40).

01/12/2013

Corrida do Sporting 2013 - report by bluesboy

Decorreu hoje a terceira edição da Corrida do Sporting Clube de Portugal. Numa manhã fria, mas com aquecimento central fornecido pelo Sol, cerca de 7000 atletas correram a prova principal, que teve partida e meta no exterior do Estádio José de Alvalade. Ao contrário dos outros anos, a meta não estava situada no Estádio, o que se compreende dado hoje ser o dia em que vamos meter a tripeirada no segundo lugar dia de jogo.


O pelotão respirava confiança leonina. Na ausência das habituais figuras bizarras (homem da bandeja, matrafonas, lunáticos disfarçados de Homem Aranha, etc.) foi possível vislumbrar um ou outro adepto benfiquista, o que conferiu o toque bizarro e excêntrico ao evento.


Em termos pessoais, foi uma prova feita a rolar, fruto de não ter feito ultimamente treinos de velocidade e também dadas as baixas temperaturas que se têm feito sentir. Fiz a prova em 51:33, 10km certos, o que vem deitar por terra o efeito dos túneis na quebra de sinal de GPS que pudessem eventualmente ter estado na menor distância da Corrida ISCTE.


Nota final para a costumeira maçã dada após os atletas cortarem a meta. É de assinalar o esforço em reduzir as zonas vermelhas da mesma, mas há que ir mais longe e deixo aqui o apelo ao grande Presidente Bruno para que no próximo ano mande distribuir maçãs Granny Smith verdinhas. No espirito de sportinguismo que caracteriza a maioria dos membros deste blog, exemplifico em baixo as modificações a adoptar no kit nutritivo do ano que vem.






29/10/2013

Corrida do Montepio - report by Fiona & bluesboy

A segunda parte da jornada dupla deste fim de semana correu-se no eixo Infante Santo - Belém - Algés na Corrida do Montepio.




Esta prova contou com uma participação massiva dos Pernas de Gafanhoto, num percurso plano, propicio a recordes pessoais.

A partida foi dada às 10:00, tanto para a corrida de 10 km como para a caminhada de 3 km. Numa organização de prova feita pela espectacular HMS (que não costuma deixar os seus créditos por mãos alheias e cumpre e bem as provas que promove), existe apenas uma ressalva a fazer sobre a partida (e que é válida para esta organização como para outras feitas por outras entidades): porque não retomar a partida faseada entre os participantes na corrida e na caminhada? Por exemplo, uma partida desfasada entre os participantes em cerca de 15 minutos com os corredores da distância de 10 km a partirem primeiro? É que torna-se muito complicado fazer os primeiros metros (senão primeiros dois quilómetros) de uma prova a tentar fazer zigue zague por entre o número cada vez mais crescente de corredores que adere a estas iniciativas. Achamos que todos teriam a ganhar e muito com esta pequena mudança. 


A prova pelos olhos da Fiona

Quanto à prova propriamente dita, foi feita a comprovar que uma passada disciplinada pode fazer maravilhas pelo nosso desempenho. Fruto das duas últimas provas em que tive o bluesboy como lebre, consegui melhorar certas irregularidades que tinha na minha forma de correr (ora acelerava, ora diminuía a velocidade) e este tipo de postura fazia com que gastasse energias desnecessárias e que poderiam ser muito melhor canalizadas para baixar o tempo global de prova. Fruto desta disciplina, e apesar de ter tido prova no dia anterior, consegui acabar em modo sub60' com um tempo de 59'34'', que correspondeu a um 70º lugar no escalão entre mais de 280 corredoras. Acho que posso fazer um saldo muito positivo da participação nesta prova! O próximo fim-de-semana será de descanso, com espaço apenas para um treino para não deixar as pernas ganharem ferrugem!

Parciais Corrida do Montepio - Fiona


A prova pelos óculos escuros do bluesboy 

No final da prova de Sábado e dado que acabei em muito boas condições, pensei que na Corrida do Montepio podia tentar bater o meu record dos 10km, que perdura desde 2009, alcançado na Corrida dos 511 anos da Santa Casa da Misericórdia. O iníico da prova, mesmo com o engarrafamento inicial, com muita gente da caminhada a partir à frente, foi menos cansativo do que estava a pensar e entrei em ritmo abaixo da média pretendida logo aos 2km. No entanto, a partir dos 4 km, foi uma luta desgastante para tentar manter a passada abaixo dos pretendidos 4:44 e no retorno, pelos 7km já estava certo que não iria dar para melhorar a marca de 2009... ainda consegui um último fôlego no último quilómetro mas os estragos já estavam feitos desde o início. Acabei com o tempo de 47:33, um mero segundo a mais face ao tempo obtido em 2009. Num trajecto plano, sem prova no dia anterior, o record não me escapa.


Parciais Corrida do Montepio - bluesboy

Corrida TSF Runners - report by Fiona & bluesboy

A jornada dupla deste fim de semana teve início no Sábado, às 17h, no Terreiro do Paço, na solarenga TSF Runners. 

Pés d'atletas


Com cerca de dois mil participantes, o percurso iniciou-se em direcção a Xabregas e desde cedo que se sentia no pelotão um espírito leve, com muitos corredores a trocar impressões uns com os outros. Da nossa parte, o nosso grande objectivo, para além de fazer poupança de esforço para a Corrida do Montepio, foi o de contar o número de  atletas do Gabinete de Fisioterapia no Desporto que se encontram entre os primeiros lugares. Não é tarefa fácil, dada a quantidade de sangue arterial que temos nas pernas e o pouco que abunda na cabeça, quando se corre (evidência médico-científica aventada agora mesmo - carece de confirmação). Por este motivo, só chegamos a um número indefinido entre a dezena e as duas dúzias.

No retorno de Xabregas em direcção à Praça do Comércio, ficámos com o Sol a bater de frente,o que até acabou por ser agradável. O ritmo imposto foi crescendo gradualmente e acabou num sprint bem vivo com os últimos 400 metros a uns vertiginosos 04:43min/km. Assim de repente e quem olhasse para estes dois gafanhotos, pensaria estar a ver momentaneamente um qualquer atleta queniano de elite!

Parciais Corrida TSF Runners

No final da prova, os três Pernas de Gafanhoto presentes tiveram ainda a oportunidade de tirar uma foto com o grande Carlos Sá. Mesmo com uma breve troca de cumprimentos e a pose para a foto, deu logo para perceber que estávamos perante alguém extremamente sereno e muito prestável. Um atleta completo e, sem dúvida, um exemplo de postura a seguir! :)


20/10/2013

Jornada dupla (Night Run + Corrida do Aeroporto)

Este fim de semana estreei mais uma novidade na corrida: duas provas em dois dias (ou melhor, duas provas em menos de 13 horas). A Night Run, Sábado, às 21h e a Corrida do Aeroporto, hoje, às 10h.

Sendo o objectivo nesta altura meramente o acumular quilómetros e a confraternização com os restantes Pernas de Gafanhoto, pensei na melhor forma de participar em ambas as provas de modo a que terminasse o mais confortável possível. Sendo assim e dado que a Fiona apenas iria participar na Night Run, fiz de lebre no Sábado e no Domingo tentaria ir a ritmos perto dos 5min/km.

Night Run

Embora sendo a primeira edição, o percurso é familiar para o pelotão. Com início o Terreiro do Paço, subimos quase até ao Marquês de Pombal, para descer depois, indo ao longo da recta da Av. 24 de Julho e retorno algures perto da Av. Infante Santo e regresso ao Terreiro do Paço. À excepção do empedrado logo a seguir ao Terreiro do Paço rumo a Algés, é um trajecto que dá perfeitamente para fazer de cabeça desligada.

No meu caso, procurei sempre refrear algum ímpeto mais queniano que tivesse, não só para me poupar para a prova do dia seguinte, mas também para não rebentar com os motores da Fiona. Ambos os objectivos foram cumpridos e assinalo com agrado que consegui manter um ritmo moderado, constante, ao longo de todo o trajecto sem ouvir nenhum "acalma-te!" da parte da Fiona. Com mais alguns treinos destes, temos atleta para arranhar os 54 minutos, daqui a uns tempos. :)

Parciais Night Run - de notar o ritmo no quilómetro 10,
todo feito por obra e graça da Fiona


De salientar também o agradável convívio com a Anabela, dos Run Baby Run que apadrinhou uma atleta na estreia nos 10km.

Antes da partida


Antes da partida
A minha tentativa de tirar uma foto durante a prova em pleno Rossio.

D. José e o seu cavalo branco, antes de se atirarem à mesa de mistura
para um set de rococó funk house do mais iluminista que há


Corrida do Aeroporto
Às 09:30 da matina, já estava nas imediações do terminal de carga do Aeroporto, para a estreia em 10km da Corrida do Aeroporto. Sentia-me levemente preso de movimentos, mas mesmo assim mantive o objecivo de acabar com um tempo a rondar os 50 minutos.

10 da matina, 12 horas depois de ter acabado a Night Run,
eu estava de pé, sem um único café tomado, prestes a começar a correr.
Inacreditável.
Esta prova contou com alguns Pernas de Gafanhoto que haviam estado na véspera na Night Run, mas a maioria optou por um regime mais sensato e apenas foi à do Aeroporto. O início da prova foi rápido (pelo menos assim me pareceu) e contagiado pelo ritmo frenético de alguns colegas de equipa, embalei para ritmos de 4:40 até ao quilómetro 8, quando, em plena Quinta das Conchas, lá surgiu a fatídica subidaque me pôs a uma passada de 5:38. Ainda deu para recuperar (o que me surpreendeu) e terminar o último quilómetro a 4:21min/km. Tempo final de chip de 49:28, o que me deixou bastante contente.
Parciais Corrida do Aeroporto
Uma palavra especial para a HMS que, ano após ano, continua a primar pela eficiência e extrema simpatia na organização de provas, com especial ênfase para a boa disposição e humor nos abastecimentos.

Para a semana há mais dose dupla, mas desta vez com um intervalo entre provas maior.

Boa semana a todos!

14/10/2013

Corrida da Água - Monsanto revisitado

O início da série insana de cinco provas de 10km em três semanas começou ontem, com a Corrida da Água, em Monsanto. Uma prova de natureza familiar, com cerca de 1.000 participantes na prova principal (10km) e uma caminhada de 3km.

O percurso passa essencialmente por Monsanto e nos últimos três quilómetros entra por Campolide adentro, numa subida longa e íngreme, que me fez andar cerca de 20 metros, antes de entrar no aqueduto das águas livres terminando numa descida estreita (má ideia) no Parque do Calhau.

Pessoalmente, esta foi uma prova extremamente agradável de se fazer, não obstante alguns erros da parte da organização. Numa altura em que as corridas em massa estão a proliferar e onde vai sendo cada vez mais frequente a realização de duas a três provas no mesmo dia, a excelência da organização, é, a meu ver, um factor chave para o sucesso das mesmas. Nestas provas de cariz mais familiar, não sendo necessária uma equipa logística extremamente numerosa, pode-se apostar na simplicidade sem descurar a eficácia. E ontem, houve algumas falhas que comprometeram a prova. A saber:
  • Portão trancado no acesso ao Aqueduto, o que atrasou a passagem dos caminheiros no aqueduto. A parte caricata desta falha surge quando os caminheiros estavam em pleno aqueduto e a cabeça da corrida vinha a entrar no aqueduto em sentido contrário...
  • Abastecimento de água numa chicana na ciclovia, junto aos Pupilos do Exército, o que constituiu um risco de queda para os atletas, perfeitamente evitável;
  • Meta numa descida estreita, o que pode ter inibido muita gente de acabar ao sprint, dado que tinha que travar logo após terminar;
Tirando estes aspectos, penso que é uma prova muito agradável de se fazer. Não para tempo, mas para convívio e inclusive trazendo as vossas famílias para a caminhada.


22/09/2013

MEO Urban Trail - o dia em que ganhei ao eléctrico 28 ao sprint


Começo este relato com duas notas de descontentamento em relação à edição deste ano do MEO Urban Trail. Se no ano passado, sendo ano de estreia da prova, muitas das falhas possam ser desculpadas, este ano não só as mesmas se verificaram como outras lacunas se vieram juntar.
O último grito da moda - projectar luz em paredes à noite.

Distância
A prova foi anunciada como sendo de 12km. Devido a um evento de fado pelos bairros típicos de Lisboa, na partida, o speaker anunciou que a prova teria 10km. Na realidade foram 9,16... Já no ano passado em vez de 10km, foram 9km, por, na altura, haver dificuldade da PSP em condicionar o trânsito. Sugiro que, para o ano, anunciem a prova como sendo de 15km. Pode ser que assim algo entre 10km e 12km seja possível. Por 15€ de inscrição é logisticamente possível fazer provas acima dos 10 km, como atestam muitas meias-maratonas organizadas pelo país fora.

Abastecimentos
Se a madalena do ano passado no Castelo de S. Jorge me embuchou até ficar às portas de uma desidratação de níveis badwaterianos, este ano nem sólidos houve. Apenas um abastecimento de água, numa noite quente de Verão, já perto dos 6 km. Esta prova, pelo seu desgaste, pedia abastecimentos de três em três quilómetros. Faço novamente notar que se tratam de 15 € de inscrição.

Kit de chegada
Apenas uma água após chegada parece-me manifestamente pouco. Uma maçã, banana ou uma barra de cereais era o suficiente. Note-se que esta prova, para a esmagadora maioria dos atletas, implicou esforço continuado e intenso durante pelo menos uma hora. Água apenas, não chega para repôr as energias.

Abordados os aspectos negativos e não obstante o registo dos mesmos este ano, para a próxima edição conto participar novamente. Nada bate o ambiente vivido nesta prova. O apoio do público empolga, o trajecto desafiante anima, as escadinhas, ruelas, vielas e pessoas suplantam toda e qualquer expectativa que se tenha em correr nos bairros típicos de Lisboa. Para um lisboeta que não gosta de muita da Lisboa com a qual convive todo o ano, durante o tempo da prova, tudo parece diferente e a roçar o mágico. Mas, aqui e ali, há espaço para olhar com visão crítica para a degradação e deficiente higiene urbana em espaços que se querem pólos de atracção turística e onde habita muita da nossa população mais idosa.

Regressa-se ao Terreiro do Paço com a sensação que se esteve noutro mundo, numa Lilliput à beira Tejo, com aromas que vão desde as iscas ao lixo, do caramelo à sardinha.

Ena tanta gente... cheira-me a sardinhas... tu queres ver que o abastecimento é sardinha com mini?
Fujam que eles andem ai, aos pares de três...
Em termos de corrida propriamente dita, acompanhei a minha colega de blog nesta incursão e em boa hora o fizemos juntos. Esta é uma prova / evento para se fazer com calma, trocando impressões humoradas e observações perspicazes sobre o ambiente e pessoas. O momento Obikwelu da noite vai para o nosso fantástico duelo com o 28, algures na Graça, duelo que ambos ganhámos ao sprint, não obstante a cavalagem e experiência do eléctrico carregado de turistas.

A próxima prova será a Meia-maratona da ponte Vasco da Gama. O próximo fim-de-semana será reservado para um mini-longão de 15 a 17 km para preparar o corpo e a mente para a meia-maratona, atendendo a que não há provas, por poderem colidir com as eleições autárquicas. Aos 39 anos de vida democrática, não deixa de ser sintomático que ainda necessitamos que desliguem todos os brinquedos e distracções para que não caiamos na tentação de nos socorrermos de um qualquer bode respiratório*  que nos iniba de exercer o mais básico dos direitos cívicos.

* - bode expiatório, mas não resisti ao trocadalho**

** - é trocadilho***

*** - não tomes as gotas não...





15/09/2013

A Corrida do Tejo

Imagem retirada da página de Facebook da Corrida do Tejo
A Corrida do Tejo é a corrida da moda.

A Corrida do Tejo é bem capaz de ser o evento bi-etápico com maior participação popular. Participa-se primeiro na Corrida do Tejo e depois numa das 543 São Silvestres, em Dezembro.

A Corrida do Tejo  está cheia de gente gira, bem equipada com os seus Gel Kayano e Gel Catano. Dá gosto ver, tudo a esmerar-se na vestimenta. Esmero só comparável aos dos nossos  avós, para irem missa aos Domingos, nos antigamentes.

A Corrida do Tejo foi a primeira prova que fiz, em 2007.

A Corrida do Tejo é a única prova na qual participei todos os anos desde 2007.

A Corrida do Tejo dá sempre t-shirts boas.

A Corrida do Tejo este ano não teve o patrocínio da Nike nem o senhor Isaltino a premiar os vencedores.

A Corrida do Tejo este ano teve a melhor banda que já lá vi actuar. Um grupo de bombeiros, exímios percursores que me marcaram o ritmo dos dois últimos quilómetros, numa cadência para lá de perfeita e que por isso arrancou aplausos de todo o pelotão.

A Corrida do Tejo este ano viu-me a fazer de lebre e a acabar com o tempo de 51:03.

A Corrida do Tejo é isto e muito mais e para o ano conto estar lá outra vez.




08/09/2013

Corrida Jumbo - ou como passados 20 anos fiz o circuito do Estoril sem ser no GP2

Até hoje, o meu conhecimento do circuito do Estoril, resumia-se a isto

Estávamos em 1993, este escriba habitava num universo paralelo chamado Ensino Secundário e dado que nos encontrávamos no auge dos roubos de igreja flagrantes ao Sporting, a minha atenção desportiva estava quase exclusivamente canalizada na Formula 1. Mas o meu fado, no que toca a apoiar grandes desportistas que nunca ganham nada, mantinha-se, na medida em que para mim, o piloto a apoiar era o Jean Alesi, que, teve apenas uma vitória em 201 provas em que participou. Mas era um piloto com garra...


...passados 20 anos, esta manhã, pisei pela primeira vez o mítico circuito do Estoril. Embora com algumas alterações face ao traçado inicial, a matriz deste circuito mantém-se e é dos mais agradáveis de se fazer, na perspectiva do condutor, não obstante já não integrar o campeonato de Fórmula 1. Fazer o circuito a pé, a correr é também uma surpresa. É que aquilo tem subidas, algo que, num carro, daqueles com mais cavalos dos que os que foram usados para fazer o Braveheart, nem se nota. Mas elas estão lá.

Nota simpática para a organização, que teve a excelente ideia de fazer as duas voltas que compuseram a corrida em sentidos opostos. Tem-se uma perspectiva do circuito nos dois sentidos e ainda nos cruzamos com os corredores mais atrasados, o que é sempre uma excelente ocasião para os incitar / provocar / fazer pirraça.

No final, a organização distribuiu medalha e um saco com fruta suficiente para a semana toda. :D

Em termos de tempos, acabei por fazer melhor do que estava à espera (fiz 48:53), muito por culpa do meu colega de equipa Paulo que veio sempre a puxar. Para início de época fiquei surpreendido com o ritmo a que fomos, o que augura grandes marcas para a equipa este ano!

Próximo Domingo: Corrida do Tejo, possivelmente para tentar bater o record, se me desenvencilhar do trânsito inicial.



09/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 2)

Depois das fantásticas parte 1 e parte 3 já terem conhecido a luz da blogosfera, é chegada a minha vez de partilhar convosco a experiência do que foi participar na Lisbon Eco Marathon, na distância de 19 km, realizada no passado sábado.

O meu final de época culminou com a estreia num trail (após uma prova de orientação no dia anterior) pelos trilhos de Monsanto. Fiz esta estreia com o Zé Luís, meu colega de equipa, e com a sempre bem disposta Anabela (cujo blog podem conhecer aqui). E não poderia ter escolhido melhores companheiros para esta aventura... A boa disposição esteve presente desde as primeiras passadas e, fruto disso, conseguimos chegar ao final de um prova bem durinha com o mesmo sorriso com que tínhamos começado. Aquela que se esperava ser uma prova de 19 km tornou-se numa de 22 km feita em 03:38:09. Conforme o Zé Luís já escreveu no relato dele, ao olhar para o mapa dado pelo Garmin ainda não consegui perceber onde nos desviámos do nosso percurso original e começámos a fazer o da maratona. O que é certo é que conseguimos ter a calma de espírito (e o belo mapa que o Zé Luís imprimiu e levou no bolso) suficiente para conseguir contornar a dificuldade de nos termos perdido e de conseguir regressar ao nosso percurso, mesmo quando em nosso redor não se via vivalma. Realmente e dado que não fomos os únicos a estar perdidos nesta prova, aqui falharam as marcações da prova que nos fizeram deambular um pouco mais do que o previsto por Monsanto mas que não me faz fazer um saldo negativo desta prova. Antes pelo contrário! Venha a próxima edição que eu lá estarei pronta para participar!

Do ponto de vista da logística, esta prova revelou-se também um desafio. Pela primeira vez, corri com uma Camelbak de 2L às costas e com frontal o que se tornou um pouco estranho nos primeiros quilómetros mas que rapidamente se entranhou e me permitiu desfrutar em grande desta corrida nocturna que nos desafia e nos mostra que sair da nossa zona de conforto resulta e é importante para evoluirmos como atletas e, acima de tudo, como pessoas. 

A meu ver, esta terá sido a prova em toda a época que mais me custou fazer. Foi a prova que o descanso é mais do que fundamental para que uma prova corra bem e a falta dele revelou-se complicada de gerir. Deu trabalho, houve partes em que custou mas nunca pensei em desistir. Antes baixar o ritmo do que não conseguir terminar. Fui conseguindo gerir bem o cansaço e fica a lição aprendida de sempre respeitar as horas de descanso quando se aproxima uma prova. Apesar de, nem sempre, o trabalho e o estudo o permitirem infelizmente...

E não posso deixar de agradecer aos meus dois companheiros de aventura pelo reino de Monsanto, Anabela e Zé Luís, que aguentaram estoicamente o meu cansaço fora do comum tendo em conta o estado que normalmente me caracteriza e que tiveram sempre uma palavra de incentivo do princípio ao fim. Esta é a prova de que, para que as coisas resultem, têm de se juntar pessoas com o mesmo espírito e a mesma vontade. E como em equipa que ganha não se mexe... Vocês os dois... Zé Luís e Anabela... Alinham numa próxima aventura?

07/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 1)

A época terminou para mim em grande, com os 19km Corredor Verde, ontem, em Monsanto. Um trail em ritmos de corrinhada com a excelente companhia da Fiona e da Anabela dos Run Baby Run. Já tinha prometido à Fiona que a acompanharia nesta nossa estreia nos trails e felizmente a Anabela juntou-se a nós, no que foi um trio animado do início ao fim.

Inicialmente de 19km, fruto de um desvio de cerca de 2km, acabámos por fazer 21,90km, mais do que uma meia maratona, em 03:38:09.

Para estreia em trail, fiquei agradavelmente surpreendido. Ainda agora, quando escrevo este post, sinto que no fim deste meu relato muita coisa ficará por dizer. O trail é, sem dúvida, uma actividade rica em eventos, rica em estímulos e muito recompensadora no final.

Parque do Calhau, Monsanto, Lisboa.
Ao contrário do que o nome indica, os calhaus estavam 10km mais adiante

A prova teve início no Parque do Calhau, às 20:30 e desde logo imprimimos um ritmo calmo, alternando entre corrida e caminhada a passo rápido, dado que o calor que se fez sentir durante este Sábado não diminuiu por ai além durante a noite. Fomos em amena cavaqueira com outros membros da cauda do pelotão até às torneiras do quilómetro 6, altura em que ficámos só nós os três. E assim foi até cerca dos 13km. Uma hora e meia maioritariamente em trilhos, com a noite a iniciar-se, que, para mim, foi a melhor parte, mas também aquela em que as marcações claramente falharam e é mais que certo que nos desviámos do trilho original. Por quanto? Sinceramente já olhei para o mapa vezes sem conta e não sei... mas o que sei é que todas as decisões que tomámos em termos de cruzamentos, revelaram-se acertadas, mesmo quando estávamos "perdidos" e sem qualquer marcação. Fazer trail em grupo é, quanto a mim, a melhor opção. Esta recomendação ganha todo um novo sentido se aplicado a mim, o Mr. Magoo da orientação.

Ora deixa cá ligar o meu Tikka 2 para encandear uns quantos esquilos...

My name is Lampo, Piri Lampo
O contingente feminino do trio maravilha.
De notar os respectivos espíritos iluminados, que nos conduziram ao caminho da luz, da salvação e do auto-tanque dos bombeiros





Depois desta parte, a chamada fase Blair Witch Project, chegámos a uma rotunda em que estava um auto-tanque dos bombeiros e um senhor agente da autoridade que nos disse "sigam até ao último pino e depois virem à esquerda". Isto depois de questionarmos uma voluntária da organização, que nos afiançou que sim, que a prova "maratona?" "19km?" era "para ali, sim, sim...".

E lá seguimos, para a etapa em falso, dois quilómetros de descida (e o inevitável retorno, em forma de subida), em que, após termos dado conta que estávamos no trajecto da Maratona, voltámos para a rotunda. Para encontrar mais uns quantos elementos que também se perderam por Monsanto, incluindo o  Daniel, nosso colega de equipa, que nos acompanhou até ao final da prova. Para terem a noção do voluntarismo e companheirismo do Daniel, é como pedirem a um Ferrari que acompanhe um trio de Fiat 127.

Já na rota certa e com os azimutes afinados, os últimos sete quilómetros foram feitos a um ritmo mais confiante, com pausas para andar cada vez menos frequentes e culminando com um frenético sprint descendente a ritmos assombrosos de 06:20 Parque Eduardo VIII abaixo rumo à imperial e sandes de porco no espeto.

Eh porque linde!
Após 3:38:09 ( 3:12:46 em movimento), terminei o meu primeiro trail.

Tirando as faltas de marcações, a organização esteve bem, pecando, todavia, a meu ver, nos poucos abastecimentos disponíveis. No meu caso não se revelou relevante (de 1,3 L ainda sobraram cerca de 200 cl de água), mas imagino para a brava gente que fez o percurso da Maratona, que a coisa não deve ter sido fácil.

Agradeço ainda à Fiona e à Anabela pela companhia e positivismo durante toda a prova. Quando três pessoas com o mesmo espírito se juntam numa coisa destas, é realmente meio caminho andado para a prova ser um sucesso!

Para o ano, estou lá batido novamente. :)