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25/02/2014

GP Fim da Europa & II Trail Bucelas Aventura - Report by Pedro Moita

Sei que já venho atrasado... muiiiiiiito atrasado! E não vai ser bem em género de report, pois o tempo escasseia.

A primeira prova de 2014, foi (finalmente!!) o GP Fim da Europa... depois de não ter podido comparecer na edição anterior, apesar de me ter inscrito, 2014 foi finalmente o ano de realizar, aquela prova que muitos aclamam como uma das mais belas de Portugal... e sim senhor, tem um percurso fantástico, não fosse este na Serra de Sintra! Senti-me bem praticamente durante o percurso todo e apesar de ter abrandado o ritmo no mítico km 10, o que me custou mais foram mesmo os últimos km's praticamente sempre a descer! Mas tudo se fez... e apesar de ter gostado bastante do percurso, não sei se no próximo ano voltarei a esta prova... tem uma logística bastante complicada... e sinceramente, enquanto corrida naquelas estradas e estradões... só me apetecia entrar no meio daqueles trilhos ali mesmo ao lado!! Cada vez sinto mais vontade de deixar de parte o alcatrão e dedicar-me exclusivamente aos trilhos...

E com isto, veio a minha segunda prova de 2014... o 2º Trail Bucelas Aventura! Já muito se escreveu sobre esta prova por essa blogosfera fora... mas vou ter que acrescentar uma coisa.... LAMA... muito lama!!! E lá está... é certo que esta prova não foi na majestosa Serra de Sintra, mas adorei cada momento passado naqueles trilhos!! E o espírito vivido entre os "trilheiros" é tão diferente do que se vive em provas de alcatrão...
Os primeiros 16 km desta prova, correram-me relativamente bem, fui sempre tranquilo e sem dores algumas. O pior veio depois... quando começou uma rampa sem fim à vista... e ai as minhas adoras cãibras, que não podem faltar em nenhum dos trilhos em que faça, decidiram dar o ar da sua graça! Foi bastante duro para mim... senti todos os km's até ao fim a passarem por baixo das minhas pernas... mas estar naqueles trilhos, fazia esse sofrimento ser secundário... tive que parar algumas vezes, tal eram as dores que tinha... vários atletas que iam passando por mim, tentaram ajudar-me, uns "arrastaram-me" por alguns metros nas subidas piores, outras davam-me dicas para alongar os músculos... até a grande Analice me tentou ajudar com algumas dicas!! Obrigado do fundo do coração a todos... apesar daquelas dores infernais que eu sentia... sentir este espírito entre os atletas, amigos, conhecidos, desconhecidos... foi algo único!











E assim foram os primeiros desafios de 2014... o próximo vai ser já dia 8 de Março, desta vez em Vila de Rei para a 3º Etapa do Território Circuito Centro... dizem que é durinha a prova... vamos lá ver!! :-P

Boas corridas!

02/12/2013

Trail da Serra de Montejunto - Report by Pedro Moita

Mais de um mês depois da minha última prova, o 1ª Dura Trail da Pro Aventuras na Serra da Arrábida, voltei mais uma vez aos trilhos! E se querem que vos diga... cada vez tenho mais vontade de correr somente em trilhos, e deixar o alcatrão por uns tempos... Sinto que têm muito mais para me dar e ensinar do que as provas de estrada... o ambiente é diferente, as paisagens... a aventura que é!!



28/10/2013

1º Dura Trail Proaventuras - Parque natural da Arrábida

Sábado foi dia, da minha segunda experiência no que diz respeito aos trails, tendo sido a primeira no Trail Nocturno das Lebres.
Esta foi a primeira edição do Dura Trail, organizado pela Proaventuras em forma de prova experimental... sendo assim gratuita, sem carácter competitivo e supostamente sem abastecimentos nem "prémios".
Quem me falou desta prova, foi o João P. Leandro, que tem sido o meu companheiro de corrida nas ultimas provas em que participei. E foi graças a ele e à sua insistência que hoje não estou aqui a lamentar-me por não ter participado nesta magnifica prova!!

Sai de Lisboa com o meu primo (Filipe), por volta das 7h30 da manhã... ainda os dois muito pouco convencidos em fazer esta prova... ao atravessarmos a ponte 25 de Abril, ainda menos convencidos ficámos... estava um nevoeiro cerrado, em que não se conseguia ver se quer o Cristo Rei... Mas já ali estávamos, e voltar a trás já não era opção (e muito provavelmente o João Leandro, ia querer matar-nos se faltássemos lol)!!



Apanhamos o JP em Setúbal e dirigismo-nos para o parque de Albarquel, local onde iria ser dada a partida da prova. Assinámos um termo de responsabilidade, pusemos a conversa em dia, e fizemos o aquecimento (fizemos, não fizemos???)...



Um pouco antes das 9h, deu-se então inicio ao briefing inicial por parte da organização, sempre com muito boa disposição e a animar o pessoal.
As 9 horas, dá-se então o "tiro" de partida e lá vamos nós...

Vou tentar relatar um pouco do que me lembro, pois as emoções e sensações foram tantas, que não me consigo recordar da prova toda ao pormenor.

Saímos de Albarquel em direcção ao Forte de São Filipe (Setúbal), entre alcatrão e calçada, o primeiro quilometro foi bom para aquecer as pernas para o que ai vinha...
Ao quilometro 1, encontra-mos a primeira parede... uma subida em alcatrão que mais parecia não ter fim, então com o nevoeiro no topo... não se via mesmo o fim!!
No km 2, começaram então os single tracks!! Toca a descer tudo o que subimos...  Foi o momento ideal para começar a testar os meus Asics Fuji Trainer 2, que se portaram lindamente, mas vou fazer uma review deles noutro post.



A partir daqui, sinceramente, não me consigo recordar de muitos pormenores específicos, apenas de enormessssssssssss subidas, seguidas de enormesssssssssssssssssssssss descidas, com lama, gravilha, buracos, troncos caídos, e por ai fora... e isso tudo, só tornou a prova ainda mais interessante e desafiante!!!

Chegou o primeiro controlo, e lá encontrava-se uma surpresa da organização... ao contrario do que tinham avisado no facebook, ouve abastecimento!! E que bem que souberam aquelas bolachas Maria! lol

Abastecimento efectuado, toca a seguir caminho... e lá fomos nós Serra a baixo... seguiram-se mais subidas e descidas... tivemos que atravessar ribeiras e poças de lama... seguimos por trilhos fantásticos no meio da mata... simplesmente divinal...

Chegamos então ao km 17... e acontece o meu maior receio... começo a ter uma daqueles ataques de cãibras terríveis! Não conseguia mover as pernas!!! Eu bem que podia tentar estica-las, mas qual esticar... as dores eram horriveis... parei um pouco. O JP que tinha feito o percurso sempre comigo até ali, ficou a minha espera... tentou ajudar-me, mas estava muito complicado...
Passados alguns minutos, tentei andar, e aparentemente as dores tinham desaparecido... e lá retoma-mos o caminho novamente... mas poucos metros depois... as dores voltaram!! E eu estava a empatar o JP... pedi-lhe que seguisse, mas ele estava hesitante em deixar-me ali "sozinho", e eu mais uma vez insisti, e disse-lhe que se precisasse de ajuda que lhe ligava.... mas felizmente não foi preciso...

O JP, lá seguiu o seu caminho, e eu aos poucos tentei caminhar, não ia desistir agora, não era de todo opção!! Foram passando alguns atletas por mim, e todos eles foram excepcionais, e perguntaram se precisava de ajuda...
Um pouco mais a frente, encontro um rapaz, que vai na mesma situação que eu e a partir daqui, fomos praticamente sempre juntos até ao fim. Volta e meia, conseguia voltar a correr... mas quando existia alguma parte mais complicada de subir, lá vinha as malditas cãibras... e lá tinha que abrandar... arrastei-me assim até ao final da prova, cerca de 5 km... custaram muito, mas dei por mim varias vezes, parado com dores nas pernas e a sorrir sozinho... só pensava que só podia estar doido... mas estava a adorar aquilo tudo!!!

Um pouco antes de chegar ao ultimo posto de controlo, vinha eu numa descida a correr devagarinho já praticamente sem cãibras... ao fazer uma curva, só oiço um estalar enorme, e o meu pé todo dobrado... "Ok, acabou aqui..." pensei... tinha torcido o pé direito... parei por uns segundos... não me doía nada, e tentei voltar a correr devagar... agora sim, as dores das cãibras tinham desaparecido, com o susto que apanhei ao torcer o pé...
Lá consegui fazer a ultima subida pelo meio dos trilhos... seguido da ultima descida...
Cheguei então a um areal... pensava que estava quase a chegar a meta... mas não... ainda tinha cerca de 2km pela frente... acho que em termos de piso, a areia foi mesmo o pior para se correr...
Seguiu-se então uma rampa em alcatrão... seguido de uma descida de escadas até ao parque de Albarquel... a meta estava a vista!! Consegui então recuperar alguma força, e dei o máximo que pude... consegui fazer um sprint final ao passar a meta!! Soube tão bem!!! Acabei com 3h19m, cerca de 23,5 km, segundo o Strava.





Na meta já estava lá o JP, que fez cerca de 10 minutos a menos que eu... e uma mesa com bebidas e um bolo de mel (se não me engano), que estava divinal...

Enquanto esperava-mos pelo Filipe, aproveitei e fui molhar as pernas na agua do Rio Sado, fresquinha como sempre...



Esta foi prova, conseguiu entrar para o primeiro lugar do meu top pessoal... percurso fantástico... organização impecável, o companheirismo vivido entre os atletas... a boa disposição... o bolo no final!! Foi tudo do melhor mesmo!! E espero voltar a repetir esta prova no próximo ano, mas desta vez na versão de 33km :-)



Infelizmente, quando cheguei a casa... o meu tornozelo começou a queixar-se e a inchar... e agora ando a gelo, pomadas, compressão... e blabla... vamos lá ver se me meto fino até dia 10 de Novembro...

Boas corridas! :-)


17/09/2013

Trail Nocturno das Lebres do Sado

Já à algum tempo que andava com vontade de experimentar um trail, e o sábado passado foi finalmente o grande dia!
Claro que a minha primeira experiência no trail não podia ser numa prova qualquer... porque não, correr o meu primeiro trail à noite e na Serra da Arrábida??? Nada melhor que o Trail Nocturno das Lebres do Sado, que faz esta junção mágica...

Quem me falou nesta prova foi o Filipe (meu primo e colega nos Pernas de Gafanhoto) e obviamente que eu não podia recusar... poucos dias depois, o João Pedro (que já tinha feito a Meia Maratona de Setúbal comigo), perguntou-me se havia alguma prova antes da Meia Maratona Rock'n'Roll para servir de treino... e claro que o convidei logo, até porque ele mora mesmo ali ao lado. Por sua vez o João Pedro, falou com um amigo, o João Pinto (que também correu connosco na MM de Setúbal) e assim tínhamos completado o nosso grupo desta noite.

Encontrá-mo-nos por volta das 20h em Palmela e daí partimos logo para o ponto de partida da prova.

Mal chegamos, notei logo que isto seria uma prova totalmente diferente do que estou habituado... senti um ambiente muito mais informal e familiar. Levantá-mos os dorsais e recebemos logo o nosso prémio de participação.


Voltamos para o carro e lá nos equipámos a preceito com os frontais e restante equipamento...
Pouco tempo depois, os membros da organização (As Lebres do Sado) começaram a chamar os atletas para uma pequena apresentação. E mais uma vez, o bom ambiente reinava!!



Após a apresentação, fomos então encaminhados para o controlo, que não demorou muito tempo.
Deu-se então o tiro de partida, e lá fomos nós por uma estrada fora iluminada por tochas.

Poucos metros á frente, começou então a verdadeira aventura, e as novidades para mim... conheci o meu primeiro single track!! E lá seguimos todos em fila, com o pelotão a marcar um bom ritmo... que naquela altura até me pareceu um pouco de mais para mim, dadas as condições (o terreno, noite...).

Este foi o único momento em que nos mantivemos os 4 juntos, após sairmos do single track tivemos a primeira baixa... deixei de ver o Filipe.
Lá continuamos os 3 por entre caminhos mal iluminados pelos nossos frontais.


Por volta dos 1300 metros, mais uma baixa, já não via o João Pedro...  entramos então num troço de alcatrão, que serviu para esticar um pouco a passada.

Segui com o João Pinto, até por volta do km 3, onde o percurso começava a subir (ainda em alcatrão), e ai o João ganhou um ritmo que eu não conseguir acompanhar e lá fiquei sozinho... 

Segui assim cerca de 1 km, volta e meia lá passava um atleta mais apressado... ou ultrapassava eu alguém mais lento...

Por volta do km 4, voltamos à terra batida com uma ligeira descida, e foi ai que comecei a ouvir alguém atrás de mim... era o João Pedro, estava de volta!!

Tal como disse... era apenas uma ligeira descida, o pior vinha a seguir.... uma ENORME subida... "Boa!! É disso que eu quero!" pensei eu para mim...
E realmente gostei, tal como gosto sempre, de fazer a subida, e como já não ia sozinho e ia na conversa, nem se deu tanto pela inclinação.

Mas... como tudo o que sobe desce... tínhamos que descer tudo o que já tínhamos subido e mais um pouquinho...

O terreno era instável e com muita gravilha... ouve muitas derrapagens e ainda fui conhecer o chão uma vez, mas nada de grave. 
Sensivelmente a meio da descido, por volta do km 6, encontrava-se o abastecimento, com agua e bolachas para recuperar-mos energia.




Após restabelecidas as energias... voltamos então ao percurso, e este voltava novamente aos single tracks. Como nos encontrávamos ainda a descer... muito provavelmente estes trilhos devem ser por onde a agua corre quando chove, o que faz com que o trilho esteja constantemente cheio de buracos enormes em que se tornava muito complicado manter um bom ritmo.

Concluímos então esta enorme descida, perto do Bairro de São Paulo (penso que é este o nome). Ai o terreno voltou a ser um misto de terra batida e alcatrão. Foi assim durante uns 2 km. 

Voltamos então aos trilhos... entretanto eu e o João Pedro, tínhamos ganho a companhia de um Sr. já com alguma experiência no trail (o de laranja na foto em cima). E como ele tinha um frontal bem melhor que o meu, fomos os dois alternando, ora ia eu à frente, ora ia ele nas partes mais escuras...

Eu pensava sinceramente que o "pior" da prova já tinha passado, com aquela subida enorme... mas não!! O pior encontrava-se bem á nossa frente!! Bastava olhar para cima e víamos o carreirinho de luzes serra acima!! Acho que nesse momento engoli em seco... e tive que dar um golo no powerade que tinha comigo.

Começou então a nossa escalada, primeiro apenas com uma inclinação ligeira que se aguentou bem... até que, num momento em que eu ia à frente, deixei de ver caminho... o unica coisa que havia ali, era um buraco enorme para baixo no meio da mata... perguntei ao pessoal que vinha atrás se não tinham visto outras indicações do caminho atrás... e nada... mas não podia ser por ali!!! Ou podia? Claro que sim!!! E que sensação fantástica, a de nos aventurarmos em sítios assim, ainda para mais a meio da noite!!

Mas claro que esta descida no buraco era apenas uma ilusão... apenas algo para complicar ainda mais a escalada que nos espera!!

Para sairmos dali, só havia um caminho e era impossível correr, tínhamos praticamente que escalar!! Chegámos então a mais um beco... não havia passagem, apenas um muro enorme que encurtava o caminho até não se puder passar mais, "será que foi desta que nos perdemos??" Não... tínhamos que trepar o muro! Como ia à frente, fui o primeiro do nosso grupo a trepar, e lá encontrei novamente as fitas do outro lado do muro...

O percurso não melhorou muito, a escalada continuou por alguns metros...

Por volta dos 9700 metros havia uma bifurcação, e antes de chegarmos lá, vimos um grupo de atletas que iam à nossa frente a voltar para trás, e a seguir pelo trilho da direita... pensámos que estivessem perdidos, e a verdade é que ao chegarmos lá, não encontramos fitas nenhumas, arriscamos então a seguir atrás dos outros. E lá estavam as fitas, seguimos cerca de 400 metros até encontrar-mos alcatrão novamente e uma seta á esquerda. 
Poucos metros á frente, estavam membros da organização e avisam-nos que nós tínhamos vindo pelo caminho errado, boa... mas o que é cerco é que estavam lá as sinalizações todas... estava feito, agora só podíamos seguir em frente!

A partir daqui o percurso eram cerca de 3 km a descer em alcatrão apenas com algumas subidas ligeiras, mas nada de grave... mas depois daquela subida infernal já não tinha pernas... comecei a sentir cãibras... pensei várias vezes em parar, mas cada vez que abrandava as dores eram maiores! Fui assim até ao fim da descida, momento em que entramos no percurso inicial da prova, voltamos aos trilhos... neste momento éramos só eu, o João Pedro e o outro senhor que nos acompanhou desde o abastecimento. 

Por incrível que pareça, as dores, como que por magia, desapareceram! Senti-me com força novamente, mas havia um novo problema.... quando tínhamos passado ali anteriormente, o grupo ainda ia unido, e havia bastante iluminação, mas agora mesmo com o frontal do senhor que nos acompanhava, tornava-se bastante difícil de ver o piso! Sinceramente depois de tudo o que já tínhamos passado, eu já mal me lembrava daquele troço do percurso, e ainda por cima em sentido contrário, pareceu-me bastante mais complicado do que na primeira vez... o piso parecia-me ainda mais instável, e voltaram as derrapagens... o João Pedro aos poucos foi começando a ficar para trás, mas tentei manter sempre contacto visual com ele para nenhum de nós nos perdermos... de volta ao single track, eu sabia que estava quase e era impossível alguém perder-se! Senti-me com força e comecei a acelerar... a meta estava a vista, atrás de mim vinha o tal senhor, acelerai mais um pouco, e fui o primeiro dos 3 a cortar a meta!! Olho para trás, e não vejo o João Pedro... "ora bolas... perdeu-se!" Pensei eu... até que do meio da mata, lá vejo uma luz, e lá vem ele!! Terminá-mos!!!





O João pinto já se encontrava-se junto a uma mesa com agua, melancia e uvas... e que bom que tudo estava! Devorei uns bons pedaços de melancia... bebi uns 4 copos de agua... e agora sim, podíamos ir fazer os alongamentos. Lá partilhamos as nossas aventuras, enquanto esperávamos pelo Filipe, mas começou a levantar-se um vento, e começou a ficar desconfortável... mas a roupa seca estava no carro do Filipe!! Fomos então para dentro de um pavilhão da organização, onde havia caldo verde, bifanas, cerveja, e tudo mais... mais um vez, tudo me parecia maravilhoso, foi um manjar dos deuses após aquela prova!

O tempo passou e comecei a ficar preocupado com o Filipe, como ficou sozinho logo no inicio, não fazia ideia do que se podia ter passado, mandei-lhe uma sms a dizer onde estávamos. Poucos minutos depois, lá entrou ele pelo pavilhão dentro a sorrir! Estava tudo bem! Horas antes, ele tinha dito que queria aproveitar o tempo de prova permitido bem, 2h30, e não é que o fez? Terminou com 2h29!! Lá se juntou a nós a comer, e o senhor que nos acompanhou desde o abastecimento também, partilhou alguma da sua sabedoria com trail runner o que é sempre bom, para nós novatos nestas andanças...

Esta prova entrou directamente para o primeiro lugar do meu top!! Adorei tudo, desde a organização, ao percurso, como todos os atletas que em algum momento correram comigo...
E para melhorar ainda mais, esta prova tinha uma vertente solidária, em que parte do valor da inscrição revertia para a "Causa Solidária Mário Piteira", para angariação de fundos para aquisição de uma cadeira de competição de desporto adaptado.

Sem duvida, esta vai ser uma prova a repetir... e posso garantir-vos que o bichinho do trail ficou cá dentro... e pode ser que dentro de pouco tempo repita a experiência... :-)


A única coisa que tenho a apontar, foi a má sinalização em algumas partes do percurso, mas que felizmente, não nos fizeram perder assim muito. 


02/09/2013

Adeus Agosto... até pró ano!!

Lá se foi o meu querido mês de Agosto... Depois de tantos contra-tempos, com lesões e exames da faculdade... (e muita alguma preguiça), Agosto foi o meu mês de regresso aos treinos... ainda que poucos e curtinhos, finalmente consegui correr sem dores!

A primeira quinzena do mês, foi passada em terras Alentejanas, mais precisamente na Mina de São Domingos. Esta aldeia, além de ter óptimos percursos para trail, tem 2 barragens óptimas para dar umas braçadas e ajudar os músculos a relaxar um pouco da corrida!! Praticamente todos os treinos que fiz durante estes dias, foram feitos na companhia do meu pai (em bicicleta)... o que é sempre óptimo, uma vez que em tempos, ele também já foi corredor!!






As ultimas semanas do mês de Agosto, foram passadas em terras Transmontanas, numa vila perto de Mogadouro, Vila de Ala! O que é equivalente a dizer, treino em altitude (hmmm?)!!!


Peço desculpa a má qualidade dos vídeos... mas o meu smartphone, já não está lá muito smart...


Resumindo... o mês de Agosto foi o mês de regresso aos treinos... pelo meio de trilhos e caminhos de cabra... enfrentando vários animais selvagens (vacas, ovelhas, galinhas, cães, gatos, contam como selvagens, certo???)! Foi um mês para redescobrir o gosto pela corrida, após tanto tempo parado...

No meio disto tudo, só senti falta de um calmebak, que muito jeito tinha feito nestes treinos... vai ser sem duvida nenhuma a minha próxima aquisição, até porque a minha primeira corrida desta nova época vai ser no Trail Nocturno das Lebres do Sado, ou seja... a minha estreia nos trilhos!! :-) Alguém presente nesta prova???

Boas corridas!! :-)

09/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 2)

Depois das fantásticas parte 1 e parte 3 já terem conhecido a luz da blogosfera, é chegada a minha vez de partilhar convosco a experiência do que foi participar na Lisbon Eco Marathon, na distância de 19 km, realizada no passado sábado.

O meu final de época culminou com a estreia num trail (após uma prova de orientação no dia anterior) pelos trilhos de Monsanto. Fiz esta estreia com o Zé Luís, meu colega de equipa, e com a sempre bem disposta Anabela (cujo blog podem conhecer aqui). E não poderia ter escolhido melhores companheiros para esta aventura... A boa disposição esteve presente desde as primeiras passadas e, fruto disso, conseguimos chegar ao final de um prova bem durinha com o mesmo sorriso com que tínhamos começado. Aquela que se esperava ser uma prova de 19 km tornou-se numa de 22 km feita em 03:38:09. Conforme o Zé Luís já escreveu no relato dele, ao olhar para o mapa dado pelo Garmin ainda não consegui perceber onde nos desviámos do nosso percurso original e começámos a fazer o da maratona. O que é certo é que conseguimos ter a calma de espírito (e o belo mapa que o Zé Luís imprimiu e levou no bolso) suficiente para conseguir contornar a dificuldade de nos termos perdido e de conseguir regressar ao nosso percurso, mesmo quando em nosso redor não se via vivalma. Realmente e dado que não fomos os únicos a estar perdidos nesta prova, aqui falharam as marcações da prova que nos fizeram deambular um pouco mais do que o previsto por Monsanto mas que não me faz fazer um saldo negativo desta prova. Antes pelo contrário! Venha a próxima edição que eu lá estarei pronta para participar!

Do ponto de vista da logística, esta prova revelou-se também um desafio. Pela primeira vez, corri com uma Camelbak de 2L às costas e com frontal o que se tornou um pouco estranho nos primeiros quilómetros mas que rapidamente se entranhou e me permitiu desfrutar em grande desta corrida nocturna que nos desafia e nos mostra que sair da nossa zona de conforto resulta e é importante para evoluirmos como atletas e, acima de tudo, como pessoas. 

A meu ver, esta terá sido a prova em toda a época que mais me custou fazer. Foi a prova que o descanso é mais do que fundamental para que uma prova corra bem e a falta dele revelou-se complicada de gerir. Deu trabalho, houve partes em que custou mas nunca pensei em desistir. Antes baixar o ritmo do que não conseguir terminar. Fui conseguindo gerir bem o cansaço e fica a lição aprendida de sempre respeitar as horas de descanso quando se aproxima uma prova. Apesar de, nem sempre, o trabalho e o estudo o permitirem infelizmente...

E não posso deixar de agradecer aos meus dois companheiros de aventura pelo reino de Monsanto, Anabela e Zé Luís, que aguentaram estoicamente o meu cansaço fora do comum tendo em conta o estado que normalmente me caracteriza e que tiveram sempre uma palavra de incentivo do princípio ao fim. Esta é a prova de que, para que as coisas resultem, têm de se juntar pessoas com o mesmo espírito e a mesma vontade. E como em equipa que ganha não se mexe... Vocês os dois... Zé Luís e Anabela... Alinham numa próxima aventura?

07/07/2013

Fui passear o frontal a Monsanto (parte 1)

A época terminou para mim em grande, com os 19km Corredor Verde, ontem, em Monsanto. Um trail em ritmos de corrinhada com a excelente companhia da Fiona e da Anabela dos Run Baby Run. Já tinha prometido à Fiona que a acompanharia nesta nossa estreia nos trails e felizmente a Anabela juntou-se a nós, no que foi um trio animado do início ao fim.

Inicialmente de 19km, fruto de um desvio de cerca de 2km, acabámos por fazer 21,90km, mais do que uma meia maratona, em 03:38:09.

Para estreia em trail, fiquei agradavelmente surpreendido. Ainda agora, quando escrevo este post, sinto que no fim deste meu relato muita coisa ficará por dizer. O trail é, sem dúvida, uma actividade rica em eventos, rica em estímulos e muito recompensadora no final.

Parque do Calhau, Monsanto, Lisboa.
Ao contrário do que o nome indica, os calhaus estavam 10km mais adiante

A prova teve início no Parque do Calhau, às 20:30 e desde logo imprimimos um ritmo calmo, alternando entre corrida e caminhada a passo rápido, dado que o calor que se fez sentir durante este Sábado não diminuiu por ai além durante a noite. Fomos em amena cavaqueira com outros membros da cauda do pelotão até às torneiras do quilómetro 6, altura em que ficámos só nós os três. E assim foi até cerca dos 13km. Uma hora e meia maioritariamente em trilhos, com a noite a iniciar-se, que, para mim, foi a melhor parte, mas também aquela em que as marcações claramente falharam e é mais que certo que nos desviámos do trilho original. Por quanto? Sinceramente já olhei para o mapa vezes sem conta e não sei... mas o que sei é que todas as decisões que tomámos em termos de cruzamentos, revelaram-se acertadas, mesmo quando estávamos "perdidos" e sem qualquer marcação. Fazer trail em grupo é, quanto a mim, a melhor opção. Esta recomendação ganha todo um novo sentido se aplicado a mim, o Mr. Magoo da orientação.

Ora deixa cá ligar o meu Tikka 2 para encandear uns quantos esquilos...

My name is Lampo, Piri Lampo
O contingente feminino do trio maravilha.
De notar os respectivos espíritos iluminados, que nos conduziram ao caminho da luz, da salvação e do auto-tanque dos bombeiros





Depois desta parte, a chamada fase Blair Witch Project, chegámos a uma rotunda em que estava um auto-tanque dos bombeiros e um senhor agente da autoridade que nos disse "sigam até ao último pino e depois virem à esquerda". Isto depois de questionarmos uma voluntária da organização, que nos afiançou que sim, que a prova "maratona?" "19km?" era "para ali, sim, sim...".

E lá seguimos, para a etapa em falso, dois quilómetros de descida (e o inevitável retorno, em forma de subida), em que, após termos dado conta que estávamos no trajecto da Maratona, voltámos para a rotunda. Para encontrar mais uns quantos elementos que também se perderam por Monsanto, incluindo o  Daniel, nosso colega de equipa, que nos acompanhou até ao final da prova. Para terem a noção do voluntarismo e companheirismo do Daniel, é como pedirem a um Ferrari que acompanhe um trio de Fiat 127.

Já na rota certa e com os azimutes afinados, os últimos sete quilómetros foram feitos a um ritmo mais confiante, com pausas para andar cada vez menos frequentes e culminando com um frenético sprint descendente a ritmos assombrosos de 06:20 Parque Eduardo VIII abaixo rumo à imperial e sandes de porco no espeto.

Eh porque linde!
Após 3:38:09 ( 3:12:46 em movimento), terminei o meu primeiro trail.

Tirando as faltas de marcações, a organização esteve bem, pecando, todavia, a meu ver, nos poucos abastecimentos disponíveis. No meu caso não se revelou relevante (de 1,3 L ainda sobraram cerca de 200 cl de água), mas imagino para a brava gente que fez o percurso da Maratona, que a coisa não deve ter sido fácil.

Agradeço ainda à Fiona e à Anabela pela companhia e positivismo durante toda a prova. Quando três pessoas com o mesmo espírito se juntam numa coisa destas, é realmente meio caminho andado para a prova ser um sucesso!

Para o ano, estou lá batido novamente. :)



04/07/2013

Não há coincidências


John James Rambo (born July 6, 1946) is a fictional character and the basis of the Rambo saga.[2]


6 Julho 2013 (19h00)

Lisbon Eco Marathon — Correr Monsanto — é uma oportunidade única de desfrutar do pulmão de Lisboa.

03/07/2013

19km Corredor Verde Monsanto - provisões

É já no Sábado a nossa incursão a Monsanto para a estreia em provas de trail e, mentalmente, a prova já começou. tenho andado a enumerar o que levo e cheguei, até agora, à seguinte lista:

  1. Camisola da equpa
  2. Roupa interior
    (pelo termo já vos oiço a pensar "roupa interior? Tu queres ver que ele vai de ceroulas? tanga ou boxer?" Não vale a pena passarem desses pensamentos sórdidos que eu não vou especificar nada, bando de gente depravada :P)
  3. Calções
  4. Meias
  5. Sapatos de trail
  6. Telemóvel com o contacto da organização
  7. Garmin 110
  8. Compota da "Antónia" (Decathlon)
    (até aqui tudo normal. A partir daqui, entram os items Rambo)
  9. Frontal - vulgo pirilampo
  10. Pilhas extra;
  11. Mochila de hidratação com apito e com água
  12. Mais compota da "Antónia"
  13. Óculos com lentes transparentes (para proteger dos ataques de bandos de mosquitos e esquilos)
    (daqui para a frente são tudo itens que eu até levava, mas dado que o cenário de apocalipse zombie para os lados de Monsanto será infinitamente reduzido, levar peso a mais não é justificável)
  14. Faca do mato;
  15. Fita na cabeça;
  16. Isqueiro;
  17. Pastilha elástica embrulhada em prata (se dava jeito ao MacGyver, poderia dar jeito a mim)
  18. Plasticina a fazer de explosivo plástico;
  19. Canivete suiço
  20. Calças de tropa;
  21. Boina dos escuteiros;
  22. Cinto de caça para pendurar coelhos, javalis, esquilos e lacraus que poderia ser obrigado a caçar para sobreviver no mato;

Quando reunir o material todo, tiro uma foto.Lá para Sexta-feira ou assim.

A quem for, aconselho que inventariem tudo o que levarem na prova, sobretudo os elementos a vermelho, que são requeridos pela organização.

Segurança acima de tudo :)

14/06/2013

Asics GEL Enduro 8 - review

Com a minha estreia em trails já no dia 6 de Julho, nada como aproveitar o treino de hoje para estrear e testar os Asics Gel Enduro 8 (53€ na amazon.co.uk) que comprei há quase três meses.

O local para a estreia foi, como não podia deixar de ser, o Estádio 1º de Maio e os seus 700 metros de terra batida e as mais agrestes condições de fauna e flora. É tal e qual Monsanto, assim como um mini-golf é tal e qual a Penha Longa.

Uma das inovações deste modelo: vem aos pares.
 Nos seis quilómetros que durou o teste (um ultra-nano-trail), pude reter o seguinte:
  1. A sensação inicial é a de que já os tinha usado, ajustam-se perfeitamente ao pé e não houve a mínima sensação de estranheza;
  2. Têm menos impulso do que um sapato de estrada;
  3. O suporte e a largura são de facto maiores. Para as testar, fiz algumas curvas (em tudo semelhantes ao famoso gancho do circuito do Mónaco) e é notória a aderência e estabilidade que o sapato possui;


De notar os reflectores traseiros, úteis para afugentar javalis, esquilos e gambuzinos
 
Ahhh, que bem que se está no campo...

Pelo quilómetro 5, certamente pelas brutais perdas de glicogénio e o cansaço acumulado neste trail, esqueci-me que estava a usar sapataria nova e eis que os deuses fazem questão de me anunciar, nos auscultadores, aquilo que eu já tinha apreendido: estava a usar um sapato de qualidade.

Quality shoe - Mark Knopfler
You got your toecaps reinforced with steel
Hard-wearing sole and heel
Make those tired feet feel like new
Take your pick, black or Brown
Great for the country or the man in town
You're gonna need a quality shoe

You don't want no stand-by pair
'Cos these'll take the wear and tear
Made to take good care of you
For that trip by road or rail
For extra grip on those rocky trails
You're gonna need a quality shoe


Now they maybe ain't too hot for dancing
But I don't foresee too much of that
You ain't exactly gonna be prancing
Around in the moonlight
With a cane and a top hat


If you could use a change of pace
And be excused from the rat race
Just take a look at what's on view
Lace 'em up, walk around
I guarantee you can't wear 'em down
You're gonna need a quality shoe

Now I wish you sunny skies
And happiness wherever you may go
But you got to realise
There'll be wind, there'll be rain
And occasional snow

You're gonna want to smile in them
If you're gonna walk a mile in them
There'll be times when you'll be blue
To laugh at rainy days and then
Make your getaways in them
You're gonna need a quality shoe

You got your toecaps reinforced with steel
Hard-wearing sole and heel
Make those tired feet feel like new
Take your pick, black or Brown
Great for the country or the man in town
You're gonna need a quality shoe

08/02/2013

E esta, hein?

Pelo título, parece que acabei de descobrir que o mítico Fernando Pessa era um ultra-maratonista nas horas livres, mas... nada mais longe da verdade!

Como sigo a página de Facebook do (este sim, a sério) ultra-maratonista Carlos Sá, fiquei admirado quando dscobri que a Berg é portuguesa! Sim, a marca de bicicletas e equipamento de trail é nacional e tem sede na Maia. 

Mais agradavelmente surpreendido fiquei ao descobrir que a Berg tem um modelo de calções que, pelas suas características, são difíceis de encontrar: calção de lycra interior, bolsos com zipper e nem muito curtos nem muito compridos. Numa palavra: perfeitos!

Acho que amanhã vou dar uma saltada à Sportzone do Chiado para ver preços (dos calções e de sapatos de trail.


Treino de hoje, bem ventoso por sinal

Edit
A incursão à Sportzone não deu frutos. O material de trail da Berg apenas irá estar disponível em meados de Março.

05/02/2013

Trail - será que vou ser arrastado para a moda?

Até aqui, a minha participação em provas tem sido feita exclusivamente em corridas de estrada.

Nos últimos tempos, com o impulsionar do trail em Portugal, o número de provas nesta especialidade tem aumentado significativamente, o que me tem vindo a aguçar a curiosidade.

É certo que fiz, há já algum tempo, um treino sob temperaturas glaciares em Monsanto. A coisa acabou ao fim de 14 km, com os meus defuntos Asics 1140 afogados em lama e uma valente dor de burro.

Desde ai, nunca mais repeti um treino desta natureza, mas algumas dúvidas me assaltam a mente de vez em quando:

  • Será que aguento? 
  • O estar sempre atento a obstáculos não irá contra a minha tendência para divagar quando corro?
  • Até que ponto é que será sensato fortalecer a parte superior do corpo antes de me meter numa coisa dessas?
  • Há probabilidade de me partir todo num single track?
  • Devo comprar sapatos de trail?
  • As joalheiras do volley dar-me-ão jeito?
  • Os esquilos atacam Pernas de Gafanhoto?

A pensar nestas e noutras questões, inscrevi-me na prova de 19km do Lisbon Trail Marathon, a realizar-se em 06/07/2013, pelas 20:00. O percurso não me parece difícil e até lá tenho tempo de sobra para ficar um autêntico Rambo (com faca do mato dos escuteiros na boca e tudo)!

Quem mais alinha?