Foi hoje a 24ª Meia Maratona de Setúbal, a minha 60ª prova e 13ª meia-maratona.
Inicialmente não ia com grandes expectativas. Um fim de semana profícuo em asneiras alimentares não augurava nada de bom, fim de semana esse que teve o seu apogeu nuns folhados de salmão com batatas fritas e salada e um número indecente de minis no jantar-derby de ontem). Mas já que fiz uma maratona com três pratadas de massa no lombo, achei que estava imune a peripécias gastro em plena prova.
A viagem Lisboa- Setúbal fez-se tranquilamente e apenas me arrependo ter deixado o carro em cascos de rolha. O meu desconhecimento da geografia sadina fez-me achar que, vendo o mar, a partida era "já ali". E de facto era...a uns bem medidos dois quilómetros. Mas tudo se faz. A pé.
Após o encontro com os restantes Pernas de Gafanhoto e de me ter cruzado com algumas caras conhecidas do universo bloguistico-corredor em pleno aquecimento, a prova propriamente dita, começou. Inicialmente tentei imprimir um ritmo animado, a rondar os 05:10, o que consegui até ao km 4, onde o devaneio alimentar da véspera fez questão de me mostrar que já não tenho idade para comer que nem um javali, ainda para mais, com uma montaria deste calibre no dia seguinte. Pensei seriamente em desistir ali, a descer, junto ao Estádio do Bonfim, num belo dia de Sol. Mas depois pensei melhor e achei que fazendo um pouco de hiper-ventilação até ao próximo abastecimento a coisa melhorasse. E melhorou.
Com a água aos 5km, o salmão deve-se ter sentido nos mares do norte outra vez e lá me deixou continuar a fazer a minha meia-maratona descansado. Foi talvez a partir dai que comecei realmente a tirar gozo desta prova. Uma prova extremamente bem organizada, com água e simpatia a jorrar nos vários abastecimentos e um apoio do público que, embora não chegue aos calcanhares de uma Corrida das Fogueiras, primou pela simpatia e o incitamento aos heróicos atletas que optaram por correr no asfalto em detrimento de ir fazer fotossíntese para uma praia qualquer.
A prova é tipicamente centrada num longo rectão, a estrada da Mitrena, que, embora plano, tem aqui e ali algumas subidas em forma de viaduto. Não senti essa parte do percurso monótona e apenas na parte final da recta senti algum calor (e um ameaço de escaldão no pescoço - evitado metendo o boné com a pala para trás - um mitra na Mitrena, pensei eu para mim quando me apanhei em tão rebelde figura).
No regresso à Avenida Luísa Todi, ainda tentei baixar da 1h48m, mas o esforço para domar o salmão no início da prva deixou mossa e acabei com 1:48:12, o que, tendo em conta a minha baixa de forma, a má alimentação e os seus reflexos hoje, não deixa de ser uma boa marca. :)
Para o ano conto certamente voltar, esperando um tempo menos quente. TRata-se de uma prova muito agradável de se fazer, com um bom ambiente, excelente organização e uma bonita paisagem ao longo de (quase) todo o percurso.
Inicialmente não ia com grandes expectativas. Um fim de semana profícuo em asneiras alimentares não augurava nada de bom, fim de semana esse que teve o seu apogeu nuns folhados de salmão com batatas fritas e salada e um número indecente de minis no jantar-derby de ontem). Mas já que fiz uma maratona com três pratadas de massa no lombo, achei que estava imune a peripécias gastro em plena prova.
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| Ah vil alimento! Ah seu monte de gula pecaminosa com óleo nos mais ínfimos recantos! |
A viagem Lisboa- Setúbal fez-se tranquilamente e apenas me arrependo ter deixado o carro em cascos de rolha. O meu desconhecimento da geografia sadina fez-me achar que, vendo o mar, a partida era "já ali". E de facto era...a uns bem medidos dois quilómetros. Mas tudo se faz. A pé.
Após o encontro com os restantes Pernas de Gafanhoto e de me ter cruzado com algumas caras conhecidas do universo bloguistico-corredor em pleno aquecimento, a prova propriamente dita, começou. Inicialmente tentei imprimir um ritmo animado, a rondar os 05:10, o que consegui até ao km 4, onde o devaneio alimentar da véspera fez questão de me mostrar que já não tenho idade para comer que nem um javali, ainda para mais, com uma montaria deste calibre no dia seguinte. Pensei seriamente em desistir ali, a descer, junto ao Estádio do Bonfim, num belo dia de Sol. Mas depois pensei melhor e achei que fazendo um pouco de hiper-ventilação até ao próximo abastecimento a coisa melhorasse. E melhorou.
Com a água aos 5km, o salmão deve-se ter sentido nos mares do norte outra vez e lá me deixou continuar a fazer a minha meia-maratona descansado. Foi talvez a partir dai que comecei realmente a tirar gozo desta prova. Uma prova extremamente bem organizada, com água e simpatia a jorrar nos vários abastecimentos e um apoio do público que, embora não chegue aos calcanhares de uma Corrida das Fogueiras, primou pela simpatia e o incitamento aos heróicos atletas que optaram por correr no asfalto em detrimento de ir fazer fotossíntese para uma praia qualquer.
A prova é tipicamente centrada num longo rectão, a estrada da Mitrena, que, embora plano, tem aqui e ali algumas subidas em forma de viaduto. Não senti essa parte do percurso monótona e apenas na parte final da recta senti algum calor (e um ameaço de escaldão no pescoço - evitado metendo o boné com a pala para trás - um mitra na Mitrena, pensei eu para mim quando me apanhei em tão rebelde figura).
No regresso à Avenida Luísa Todi, ainda tentei baixar da 1h48m, mas o esforço para domar o salmão no início da prva deixou mossa e acabei com 1:48:12, o que, tendo em conta a minha baixa de forma, a má alimentação e os seus reflexos hoje, não deixa de ser uma boa marca. :)
Para o ano conto certamente voltar, esperando um tempo menos quente. TRata-se de uma prova muito agradável de se fazer, com um bom ambiente, excelente organização e uma bonita paisagem ao longo de (quase) todo o percurso.









