Corre mais rápido!

Aqui partilhamos todas as nossas provas e treinos e muitas outras coisas sobre o mundo da corrida...
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30/09/2019

4ª Corrida Associação Jorge Pina - report

Participei ontem na 4ª Corrida da Associação Jorge Pina, uma prova solidária cujas receitas revertem em favor da promoção do desporto adaptado e inclusivo, uma missão que Jorge Pina tem levado a cabo com sucesso através da respectiva Academia.

Num percurso pelo centro de Lisboa, começando e acabando no INATEL, foram 9200 metros em que consegui imprimir um ritmo vivo (05:30) para a minha forma presente. Pena a distância da prova não corresponder aos 10k anunciados, mas sendo uma prova solidária, o que interessava sobretudo era adesão de atletas e penso que isso foi cumprido.

Foi a minha primeira participação na prova e no próximo ano lá estarei, certamente!






02/05/2019

Corrida do 1º de Maio - report

Ontem, pela oitava vez, fiz a Corrida do 1º de Maio. Não em ritmo de PBT, mas de PQB (Para Queimar Banha).

Não tenho escrito no blog, porque basicamente a rotina de treinos tem sido muito pouco interessante, o que não quer dizr que não ande a retirar imenso gozo nela: três treinos semanais, apostando num mais longo ao fim de semana, quando o tempo o permite.


Andando neste esquema há uns 6/7 meses, achei que estava na altura de sujeitar o corpo à Almirante Reis e ao Intendente (não é iso que estão a pensar, calma!). Como gosto de tomar precauções, tenho feito um treino de 15 em 15 dias do trabalho para casa, que passa por essas duas zonas. E talvez por isso, a passagem por esta mítica subida foi feita tranquilamente.

Ainda deu para apertar na parte final, na Av. da Igreja, o que fez logo subir as pulsações para ritmos nada seguros e alertar para a necessidade de perder peso, por forma a capitalizar a boa forma cardíaca.

Próxima prova: Corrida de Santo António.


10/10/2018

Review: Mizuno Wave Rider 22 - um filhodamãe dum téni

Há quem mude de ténis / sapatilha (olá amigos nortenhos!) por ver atingido um certo número de quilómetros.

Depois há quem por não os usar, se veja forçado a trocá-los por já terem para mais de dois anos e a borracha estar mais seca e gretada que as mãos de um pescador norueguês em pleno Inverno depois de estar 3 meses na pesca do bacalhau sem Neutrogena na embarcação.

Foi o meu caso.

Dai a pesquisar por ténis neutros foi um pulinho. Podia ter ido pela via mais facil e comprar mais uns Asics Pulse, masachei que daria ainda mais algum tempo aos meus Cumulus e complementaria com uns Mizuno Wave Rider.



Não sendo das opções mais económicas, tenho a dizer que justifica plenamente o preço. Não são saltitões como os Cumulus, mas conferem uma responsividade excelente e apoiam o pé como se quer. No meu caso, como tenho o arco do pé bem pronunciado, os Wave Rider apoiam o meio do pé muito bem.

Quanto à durabilidade, já tive uns Wave Fortis (gama inferior aos Wave Rider) que me chegaram aos 1000km sem desgaste, pelo que é de esperar longa vida a estes.

Estamos pois na presença de uma peça de equipamento filhadamãe. Cumpre tanto que até irrita não ter nada de mal para lhe apontar. Só mesmo o preço.

31/08/2018

iDee - utilização alternativa

Pois é, mais de um ano sem escrever, 9 meses sem correr (mas já voltei a arrastar o lombo, descansem) e um ataque de emparvescência levou-me a reabrir o blog e a começar a escrever estas linhas.

Continuo a ler-vos atentamente e por isso vi que alguns de vós experimentaram a pulseira iDee, pelo que resolvi fazer o mesmo.


Já tendo uma pulseira do género, creio que descobri a utilidade de uma segunda, terceira ou mesmo quarta pulseira (assim os braços o permitam).

Para o atleta bem humorado

Para o atleta empreendedor

Para o atleta que leva a sério as suas medições vitais

Para o atleta que só corre na zona do Campo Grande

Para o atleta que não dispensa a música no treino

13/07/2017

"Patite" = ite na pata

"Ah flhadamãe que tens uma grande patite" (médequade famile, 2002)

Não vinha aqui discorrer sobre lesões dos tendões desde a fasceite plantar em 2014. Estamos em 2017 e tendo assumido o compromisso com a minha própria pessoa que iria recomeçar a escrever parvoeiras com mais regularidade, na esperança que isto me leve a correr mais "escreves, logo corres (Kipchoge, 2016), eis-me aqui, de pena no punho, a iniciar mais uma crónica. Com a particularidade do punho que a escreve estar lesionado.

Com uma tendinite.

Pós-traumática.

Após ter dado com o pulso no tampo de pedra do móvel da cozinha há três semanas.

Porque devo estar em fase de crescimento, só pode.

E vai dai não devo ter noção dos meus novos limites corporais.

Ou isso ou preciso de férias.

Seja como for, estando há uma semana a olhar para isto com mais atenção, comecei a fazer alongamentos e o facto é que há melhorias. Mas, sendo a minha primeira patite, achei por bem ir ao médico, por forma a saber se os alongamentos são os correctos, para diagnosticar a lesão e ver se este tempo de recuperação é normal e se posso continuar a correr tocar guitarra.

Saído da consulta, tenho ordens para continuar os alongamentos e meter gelo ao fim do dia se se justificar e com bom prognóstico. Como isto parece estar a correr pelo melhor, vou aqui e ali correndo tocando alguns acordes, não mais que durante meia hora a um ritmo de cinco minutos por música 6min/km.



E o que é que este problema digital tem a ver com a corrida? Quase nada, mas por forma a evitar encontros imediatos do pulso com objectos durante os treinos, vou reactivar o tenista que há em mim e correr com uma daquelas bandas para o pulso, o que, dado o calor que se faz, pode dar jeito para me assoar limpar o suor da testa.

07/07/2017

De volta à casa de partida

Há mais de dois meses sem escrever, era expectável que vos brindasse com um par de crónicas de provas (Corrida de Santo António e Corrida do Sporting), mas... não.

Este último mês tem sido profícuo em cansaço, alergias e afins. Tudo factores que arrumam com um corredor. Assim, em vez de mais duas provas feitas, tenho pouco mais de 20km corridos em Junho e um regresso à passada penosa de 06:20 nos poucos treinos feitos. Para isso muito contribuíram quase 15 dias a antibiótico e anti-histaminico, o que me deixou com a sensação que a realidade se estava a desenrolar bastante mais rápido ao meu redor.

Com tudo isso, apenas voltei aos treinos na semana passada, por sinal em dia da Corrida do Sporting.O resumo do treino foi mais ou menos este:

km 1: "Ainda bem que não foste à prova. Estás mais perro que um Seat Ibiza de 1990 abandonado"
km 2: "Não era mal pensado fazer só 3km hoje..."
km 3: "Menos de 5km não é treino minha lontra! Só faltam 2!"
Km 4: "Até dava  para ir à prova, estou a desemperrar... weeeeeeeeee"
km 5: "Como é que eu era capaz de fazer 10km hoje?"

Com esta perturbação ciclotímica num treino de cinco quilómetros, fazer 10 km, em prova, neste carrossel emocional, havia de ser bonito...

Estando numa época morta de provas, só vislumbro a participação, em finais de Outubro, na Corrida do Aeroporto. Assim sendo, o foco dos treinos vai para a #operaçãomankini2017 com vista a poder entrar numa praia sem ter crianças a dizer "olha pai, uma baleia branca a andar!" e tentar, paulatinamente, aumentar a distância para voltar à rotina dos treinos semi-longos de 12.15km ao fim de semana.

Não, não sou eu. Esta foto é meramente um auxilio visual para quem tenha ficado parado
no último parágrafo a perguntar "que porra é um mankini?"



03/05/2017

Corrida do 1º de Maio - report

Na passada 2ª feira, após dois anos, foi dia de regressar à Corrida do 1º de Maio, na minha sétima participação nesta prova. Se bem se lembram do meu último post, o objectivo nesta prova era apenas o de terminar. Um treino de 15km feito no feriado de 25 de Abril trouxe-me ainda mais confiança e foi com um misto de tranquilidade e de optimismo que me apresentei no tartan do 1º de Maio.

Os primeiros três quilómetros foram feitos a ritmos de 05:50, nunca forçando, mas procurando impôr uma cadência confortável. Com a chegada ao Saldanha, arrisquei um pouco e passei a rebolar na Avenida da Liberdade a ritmos de 05:15, antes da subida de três quilómetros da Almirante Reis, que se veio a revelar muito menos sofrida do que o esperado. Inclusive, os cerca de 100 metros finais, quase quase ao pé do Areeiro, que já são feitos em esforço, fi-los em sprint, para tentar despachar esta parte o mais rapido possível . A poupança foi tanta, que ainda deu para um último quilómetro a 04:59, acabando com um tempo de 01:26:23, quase três minutos e meio a menos do que o que tinha planeado!

Fica ainda a noção que as pernas e pulmões etsão em muito bom estado e que com alguns exercícios de fortalecimento do core, possa perder peso para voltar a correr a ritmos de 05:20 de forma confortável.

19/04/2017

Operação Corrida 1º de Maio 2017

Mantendo o hábito de preparar as provas com quinze dias de antecedência, cabe-me anunciar que iniciei a operação Corrida 1º de Maio 2017. 

Não se tratando de uma prova de 10km, mas de 15, vi-me forçado a responder ao BANHA - Boletim de Aferição Normativa de Hipótese de Alinhar, questionário internacionalmente utilizado para avaliar a real possibilidade de um atleta de pelotão sobreviver a uma prova para a qual não treinou o que deveria treinar.


  1. Tens bebido água em quantidades decentes, meu lorpa? ✔
  2. Tens corrido não menos que uma vez por semana? ✔
  3. Das duas últimas vezes que treinaste 10 quilometros, já não foi necessário despedires-te da família e deixar o funeral pago? ✔
  4. Nos últimos quinze dias já efectuaste duas subidas filhadamãe, uma delas com três quilómetros sempre a correr? ✔
  5. Estás inscrito na prova? ✔
  6. Tens reduzido o peso de forma sustentada, embora ainda estejas longe do peso ideal, meu bipede seboso? ✔  
  7.  Escapaste à Páscoa sem emborcar amêndoas em quantidade obscena? ✔
  8. Mesmo com os pulhas dos pólens no ar, vais correr hoje, meu florzinha de estufa? ✔
  9. Tens efectuado exercícios de força, mesmo não em contexto de ginásio, bastando para isso recorrer ao levantamento da prole de 14.5Kg? ✔
  10. Vais fazer cerca de 12 quilómetros de treino longo este fim de semana com umas subidas para simular a Almirante Reis lá pelo meio? ✔

Com 100% de respostas positivas, tudo indica que farei a prova, salvo algum imprevisto. Não tenho referencial de tempo, isso decidirei depois de fazer o treino longo, mas deverá andar pelos 6min/km.

02/01/2017

São Silvestre de Lisboa 2016 - report by bluesboy

Foto da organização, retirada da página de Facebook da prova
Depois de participar na Corrida do Aeroporto, fiz os restantes 50% de participação em provas em 2016 no último dia do ano. Duas provas num ano. É recorde.

Com dois treinos feitos na semana entre o enfardamento natalício e o emborcamento do revelhão, encarei a partida para a São Silvestre de Lisboa com uma saudável dose de confiança. Confiança em que acabaria a prova vivo, perto dos 60 minutos de prova. E assim foi (57:39).

Após os primeiros 3 quilómetros em qe aproveitei para aquecer, chega-se ali na Av. 24 de Julho pronto para meter o esqueleto em velocidade de cruzeiro (5:50 no meu caso) até à subida da Av. da Liberdade, onde, mais uma vez, adoptei a sensata estratégia de ver quem vinha a descer, por forma a não perceber que ia a subir.

Resultou muito bem até quase chocar com um corredor de fim de semana que resolveu parar para meter os pulmões para dentro quando só faltavam 50 metros para o Marquês.

Rotunda feita, tempo de ligar o turbo(lento) e descer o menos lentamente possível rumo aos Restauradores.

Bela manhã de corrida, excelente organização da HMS. Creio que a realização da prova de manhã é uma excelente iniciativa. Oxalá seja para manter.


Um bom ano a todos!

18/10/2016

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Quando actualizei pela última vez este blog, estávamos todos longe de pensar que o Bob Dylan ganharia o Nobel da Literatura. Estávamos ainda mais longe de pensar que eu, após um ano sem participar em nenhuma prova, conseguiria fazer 10 quilómetros abaixo da hora com apenas um mês de treinos regulares. Mas aconteceu ontem. na Corrida do Aeroporto.

Pela falta de reports épicos já devem ter percebido que corrida não é coisa que tenha abundado para estes lados. Mas, desde Maio, a vida tem dado para voltar aos treinos de forma minimamente sustentada. Com um esquema de três treinos semanais, de 5-6km cada um, consegui reconstruir minimamente um esboço do que já foi a minha forma física. Um esboço que tem permitido esmerilar a bola de sebo sedentário na qual me transformei (ok, estou a exagerar, mas sendo um tipo baixote, ganhar 10% de peso num ano tem o seu impacto).

Foi neste estado que me apresentei no Domingo, não só para o regresso às provas mas também para cumprir a 100ª prova como Pernas de Gafanhoto. Comecei com um ritmo vivo, fruto da imprudência de tentar acompanhar as quenianas dos Pump Runners, mas ao fim de 4 quilómetros lá aqueci e, com a dilatação das juntas, o chiar das articulações foi diminuindo e pude correr em direcção ao aeroporto com a graciosidade de um Hercules C 130 bem oleado.

Eu, a terminar a prova, todo turbinado


Tempo final de 56:26, muito melhor do que estava à espera e fica a motivação para continuar a insistir nos treinos regulares, que a Corrida Luzia Dias (10k no Lumiar) é já a 6 de Novembro.






06/04/2016

Rocky XVIII - o regresso da lontra

Interrompo o retiro espiritual em que este blog se encontra para anunciar que, espero eu, estou de regresso aos treinos!

A parentalidade manteve-me afastado das corridas, praticamente desde Junho do ano passado. Sei que fiz umas provas de 10 km algures em Outubro, mas foi mais passear o esqueleto num ou noutro Domingo do que o resultado de um treino minimamente disciplinado. Reflexo disso, é que na Corrida do Sporting devo ter sido mais vagarozo que o Custódio nos seus dias de glória.

    
Eu, no 1º de Abril, a tentar sair de casa para correr, envergando o look "ratazana de bandana", tentando passar despercebido.


Com um esforço conjunto para afinar a rotina familiar, a ideia nos próximos tempos é fazer três treinos por semana (um deles no fim de semana), concentrando para a semana de trabalho duas saidas de 5 / 6 km para ir perdendo os cerca de seis quilos de dad bod que adquiri no exercício da parentalidade responsável, atenta e sedentária. Se o plano este mês for cumprido, celebrar-se-á com uma participação na Corrida do 1º de Maio (15km), com dois objectivos: não apanhar o metro na Almirante Reis e acabar a prova vivo.

Para já, a experiência do regresso tem sido um belo exercício de humildade, a ritmos entre os 7min/km e 6:30/km. Sempre com cardiofrequencímetro, para monitorizar a bomba e alongando sempre após cada treino para prevenir chatices nos tendões e afins.

Como o lastro ainda é considerável, estou a ponderar fazer bicicleta como treino longo de fim de semana nos primeiros tempos, para não sobrecarregar os alicerces que sustentam todo este festim de sebo que me rodeia o dorso.




30/12/2015

2015 - pequeno resumo

O ano que agora acaba foi o menos corrido de todos eles (2007 não conta, que só comecei em Setembro).


Foi o segundo ano com menos provas, só suplantado por 2008.


Foi o ano com mais intervalo entre treinos. Para terem uma ideia, ontem voltei a treinar, após 54 dias de pausa. Nem vos digo o pace que fiz... (6:30, cof cof).

2015 foi o ano em que perdi a forma, pois mais altos valores se levantam, neste momento.

2015 foi o ano em que cedi mais dorsais em provas nas quais estava inscrito. E foi o ano em que percebi que mais vale parar durante uns tempos do que estar a tentar conciliar o inconciliável (trabalho + familia + desporto regular  neste momento é completamente impossível).

De 2015 fica sobretudo o treino de ontem. Foi quase mágico que, mesmo com cinco quilos a mais no lombo, me tenha sentido uma criança a saborear cada metro de corrida e a desejar que o próximo ano me traga tempo para ter o privilégio de voltar a correr.

Bom ano a todos!

26/10/2015

Corrida Montepio - report by bluesboy

Corri ontem a 3º edição da Corrida Montepio, em mais uma jornada solidária que, este ano, conseguiu reunir 63 mil Euros para a Liga Portuguesa contra o Cancro.


Os cerca de 11 mil participantes (entre prova principal e caminhada) enfrentaram uma manhã chuvosa, com temperaturas ideais para a corrida, numa organização perfeita, como é seu timbre, da HMS.

No que toca à minha prova, superou todas as expectativas. Estava a apontar para um tempo a rondar a hora, mas o facto é que, tendo conseguido treinar duas vezes esta semana e indo a bom ritmo, com um colega de trabalho, conseguimos fazer 56:41. Já tinha saudades de puxar pelo corpo e com chuva achei que era a oportunidade ideal. Com mais regularidade de treinos e menos quilos no lombo, voltar aos sub 50 é uma realidade não muito distante.




No mês de Novembro não se vislumbram quaisquer provas, sendo que estou a guardar este mês para preparar a minha possível participação na meia Maratona dos Descobrimentos, no início de Dezembro.

19/10/2015

Corrida Sporting 2015 - Report de bluesboy e Mustache

Sou Penta Campeão! Ou só totalista, vá.. - by Mustache

Se há corrida que eu não falho, é a corrida do Sporting.
Em 5 edições, tenho 5 participações.
É nesta prova que, inclusivamente, tenho o meu PB aos 10kms, com o tempo de 44'31"!
Este ano, sem ter os treinos em dias, ainda consegui fazer 45'24"!

Tal como tem sido habitual, a chuva fez parte da festa. Felizmente, acalmou antes do tiro de partida e a pouca que se sentiu durante a prova serviu para hidratar. Não me quero alongar muito porque esta prova é igual todos os anos. O que vai variando é qualidade da organização. Desta vez, nada a apontar de negativo. O levantamento dos dorsais foi feito em pouco mais de 1minuto, os blocos de partida estavam devidamente identificados e vigiados, um abastecimento a meio da prova é o suficiente, no final a medalha+maçã+banana+powerade (uma bancada fora do estádio para quem queria beber), um bom escoamento, fizeram desta prova um modelo a seguir nas próximas.
Melhor que tudo, este ano redimiram-se da péssima tshirt da corrida de 2014. Uma tshirt técnica de boa qualidade, branca e verde, com o símbolo do clube ao peito, deixam-na, para mim, como a segunda mais linda das cinco.

Agora é esperar por 2016 e treinos em dia para conseguir baixar dos 40'!


Aaaaaah SPORTING!!


Prova feita em Esforço, falta de Dedicação aos treinos, mas mesmo assim com a Devoção ao Sporting, tinha que ir, embora os túneis de Entrecampos para mim este ano mais pareciam a Subida à Glória - by bluesboy

Como já é sabido, a minha vida de corredor nos últimos tempos tem-se apenas resumido ao ocasional treino semanal e à participação, aqui e ali, numa prova ou outra. Ir à Corrida Sporting era uma obrigação, tanto que logisticamente, sendo perto de casa, para um pai de um rebento de 15 meses movido a pilhas que nunca mais acabam, é o ideal.

Aproveitei a prova para baptizar um colega de trabalho em provas oficiais de estrada, tendo feito o percurso sempre em gestão de esforço, apontando para um tempo ligeiramente acima da hora. Fiz 01:01:00, o que acaba por ser um bom desempenho face às limitações familiares presentes.

A ver se os próximos tempos marcam o regresso mais disciplinado aos treinos, a tempo de possibilitar a participação na meia Maratona dos Descobrimentos, em Dezembro.

30/09/2015

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Sim, ainda se corre por estes lados. Pouco, muito pouco. Às vezes pouco mais que uma vintena de quilómetros por mês, mas corre-se.

E, de quando em vez, assim que a paternidade o permite, participa-se em provas. Como na Corrida do Aeroporto, no passado Domingo.

Dez quilómetros sempre bons de revisitar, numa organização excelente da HMS e um percurso que, pela sua variedade e péssima forma física da minha parte, tornou esta prova de 10km um desafio à minha experiência como corredor.

Como vos disse, sendo os treinos quase nulos (para terem uma ideia, estive 38 dias sem correr entre Agosto e meados de Setembro), o meu objectivo para esta prova consistia em acabar vivo.

E, numa conjugação de factores astrológicos e climatéricos favoráveis, acabar abaixo da hora.

Também vivo.

Fiz 58:30, quatro minutos mais lento do que a minha estreia nos 10k, na Corrida do Tejo em 2007. Indo sempre nos limites do esforço tolerável, com 30:10 aos 5km, arriscando nas descidas e arriscando ainda mais nas últimas duas subidas.

Se fizesse a prova neste mesmo estado, há uns 5 anos, teria certamente desistido ao km 4. Não o fiz, tal nunca me passou pela cabeça (nem pelo corpo), graças à boa distribuição do esforço durante a prova, mas sobretudo à experiência.

Próximas provas (é arranjar tempo para as fazer):
  • Corrida do Sporting (11/10);
  • Corrida Montepio (25/10);
  • Corrida Luzia Dias (01/11);
  • Meia Maratona dos Descobrimentos (06/12);





04/05/2015

Corrida do 1º de Maio - report by bluesboy

Corri na passada Sexta-feira pela 6ª vez a Corrida Internacional do 1º de Maio. Este ano a servir de lebre à Bunny, que fez a sua estreia nos 15km. E que brilhante estreia. Na primeira parte do percurso, até aos 8km, foi ela quem foi a impôr o ritmo, chegando a uns supersónicos 05:16 n descida da Av. da liberdade para os Restauradores!

Ainda no início da prova, fresquinhos que nem alfaces :D

A segunda parte da prova, com a mítica subida da Almirante Reis, fez-se numa gestão sensata de esforço e conseguiu-se acabar ao sprint no último quilómetro, terminando em 01:33:27.

Pessoalmente, como estou no pior momento de forma de sempre, com um acumular de 9 meses de noites mal dormidas e 4 quilos a mais no lombo, foi com alguma dificuldade que demorei a arrancar, o que vem reforçar a  importância que o treino tem para a minha forma física. Algo a rectificar em breve, sendo que, por manifesta falta de tempo, terei que fazer os meus treinos de manhã bem cedo.

Próxima prova: Corrida de Santo António, em Junho!

10/02/2015

Impermeável S-Lab Hybrid Jacket - review by bluesboy

Como parte do segundo pacote de material que a Salomon me enviou para testar, veio este excelente impermeável da série S-lab, o Hybrid Jacket.


Estou a testá-lo desde Novembro e em boa hora tivemos um Inverno bem chuvoso. O impermeável é extremamente leve, tem uma cinta que nos permite despir o casaco em movimento e colocá-lo à volta da cintura sem problemas.

Uma outra inovação prende-se com uma fita de tecido no capuz que melhor permite fixar o dito capuz à cabeça (ou, no meu caso, colocá-lo por cima do boné).


Dos vários treinos que fiz, fica sobretudo a sensação que se trata de um casaco extremamente respirável, o que não diminui a sua impermeabilidade. Embora não garanta que acabemos um treino ou prova completamente secos, este Hybrid jacket consegue atingir um excelente equilíbrio entre a respirabilidade e a impermeabilização.

Pontos fortes:
  • Leve;
  • Ajusta-se na perfeição ao corpo;
  • Capuz com faixa de tecido que evita que o mesmo escape da cabeça;
  • Tecnologia "Quick Stash", qu permite despir e acondicionar o casaco enquanto corremos;
  • Respirabilidade;
Pontos fracos
  • Preço;

O melhor elogio que posso fazer a este impermeável é que por vezes até me esqueço que o estou a utilizar. Mesmo sendo um casaco para trail, utilizei-o maioritariamente em treinos citadinos e trata-se de um excelente investimento para quem corra à chuva muitas vezes (como é o meu caso).

31/01/2015

Grande Prémio Fim da Europa - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Se eu podia ter desistido? Podia, mas não era a mesma coisa

Atenção: este relato tem inúmeras referências a problemas gastro-intestinais, pelo que deve ser lido com o devido distanciamento temporal do almoço ou jantar.

Com poucas horas de sono, lá me arrastei no passado Domingo para Sintra, rumo ao Fim da Europa. Para além do cansaço de uma noite mal dormida, vinha claramente com uma revolução intestinal em marcha, o que tentei remediar antes da partida...

... 10:15, tiro de partida dado, lá segui em ritmo ponderado, como impõem os quilómetros iniciais e com redobradas cautelas dada a minha má forma presente e cansaço parental (a sério, cólicas nocturnas de um bebé metem uma dor de dentes a um canto em termos de desgaste). Ao quilómetro 2 comecei a ter necessidade de caminhar aqui e ali, o fogo de artifício no lombo continuava, tendo-me arrastado mais uns sete quilómetros até efectivar mais uma "paragem técnica"...

... aparentemente melhor, lá retomei a corrida, encontro a Marta, caminhamos em conjunto na parte final do temível quilómetro 10 e inicio a descida a trote...

... chegada à Azoia, cruzo-me com alguns Pernas de Gafanhoto que já tinham terminado a prova, o que me deu algum ânimo para acabar a prova a uma passada minimamente apresentável.

Terminei com 01:50:32, um tempo que reflecte bem as dificuldades passadas, tendo conseguido pior do que no ano passado, quando corri lesionado com uma fasceite plantar.


Estás bonito, estás...
Vendo as coisas com olho clínico, tenho quase a certeza que corri com uma virose, o que explica a debilidade e tudo o resto. Para o ano será certamente para melhorar e esperar que as condições meteorológicas estejam como as de 2015: um dia perfeito para correr, uma chegada ao Cabo da Roca espectacular e uma excelente organização, que culminou com a chegada ainda mais perto do ponto mais ocidental da Europa.



Tempos da prova nas minhas cinco participações


O dia em que fiz as pazes com Sintra - Mustache

25 de janeiro foi o dia da minha primeira prova de estrada, este ano, sendo que a última tinha sido a Maratona do Porto, em novembro. Foi também a minha primeira vez nesta corrida, portanto, não tenho forma de comparar com outras edições. Sabia apenas que apelidam esta corrida de "a prova mais bonita" e foi para isso que fui preparado.

Logisticas à parte, cheguei a Sintra com tempo suficiente para procurar um lugar para o carro, para ir comer um Travesseiro e um café à Piriquita, para ir entregar a mala que recolheria no final e ir para a zona da partida ver as pessoas a aquecerem. Foram muitos os amigos e conhecidos que cumprimentei, todos com um sorriso na cara, apesar do (algum) frio que se fazia sentir. Fiquei por ali em amena cavaqueira até ser a hora da minha partida, que seria às 10:15.

Eu, à conversa com aquele menino que nunca treina
mas que fica sempre à minha frente.

Lá para as 10:07 fui para a zona da partida, e aproveitei para fazer o aquecimento em conjunto com o resto da malta, em frente a um locutor que percebia pouco daquilo. Mas estava animado e é o que interessa. 10:30 e novo disparo para o ar, assinalando o arranque da segunda vaga de atletas. Sintra estava-me atravessada ma garganta por causa das duas corridas do BES que lá fiz. Em ambas, mais cedo ou mais tarde, tinha que começar a andar sob risco de não aguentar e desmaiar para o lado. E eu, apesar de não ser atleta de topo, não gosto de parar de correr! Eu pago para correr, não para andar. Já sabia que aquele inicio em zigue-zague serra acima ia ser complicado. Sabia que se um gajo não sabe o que o espera e se mete em aventuras a forçar, arrisca-se a rebentar a meio. Por isto, fui a um ritmo ligeiramente abaixo do confortável, mas sem apertar muito. Nunca parei e assim que a subida terminou, comecei a rolar a um ritmo bem mais rápido. Corriam os boatos que o verdadeiro desafio era ao km 10, onde iríamos encontrar uma "parede" - claramente esta malta da estrada não sabe o que é uma "parede" - capaz de derrubar até o atleta mais destemido. E a verdade é que a senti, ali em todos os músculos das pernas, mas também nunca parei de correr. Nunca tendo feito a prova e sabendo destas subidas, tinha apontado para um tempo entre a 1h30m e 1h45m. Quando acabei de escalar a parede e olhei para o relógio, vi que era possível isso e muito melhor. Também me tinham dito que a seguir à "parede" era sempre a descer, mas como corredor de trail habituado a que lhe 'mintam' sobre isso de ser sempre a descer, ia um pouco desconfiado. Mas foi mesmo (quase) sempre a descer. Corri no limite dos pulmões e os últimos 3kms foram corridos a menos de 4'20"/km (4'16", 4'18" e 4'13", respetivamente). Quase a chegar à meta, uma última subida que me soube mesmo bem e que deu para ultrapassar alguns corredores, ganhando algumas posições. Cruzei a meta com 1h25'55". Podia ter feito melhor, é verdade, mas ainda me faltava voltar para Sintra e o melhor mesmo era poupar um pouco as pernas...

Aqui, vinha lançadíssimo. Levasse um atacador desatado e caísse,
rebentava as cangalhas todas!
Foi uma estreia bastante positiva, onde me diverti e pude conferir que é mesmo um das provas (de estrada) mais bonitas de Portugal. Quanto à organização, nada a apontar de negativo e deu bem conta do recado no que ao transporte diz respeito. Eu sei que muita gente não liga a isto, que dizem até que a tshirt que nos deram é mais do que suficiente, mas eu sou aquilo tipo de pessoa que gosta de receber uma medalha. E, verdade seja dita, na minha opinião, a prova ficaria ainda mais completa com uma medalha à altura da beleza da prova. Para o ano, hei-de lá voltar.

Quanto ao meu regresso a Sintra.... Bem, se quiserem podem lê-lo aqui.



Se eu podia ter feito esta prova tendo o chip no pé esquerdo? Podia, mas não seria a mesma coisa!

"Roubando" descaradamente a inspiração para o título do meu report ao meu amigo bluesboy, aqui estou a escrever sobre a minha última participação no Grande Prémio Fim da Europa. Esta será, sem sombras de dúvidas, uma das minhas provas preferidas. Pelo local, pelas belas imagens que se conseguem obter num dia de céu limpo e de muito sol ou pela dificuldade do traçado que me desafio mais do que a maior parte das provas em que participo. Não sei se é por terminar em frente ao majestoso Oceano Atlântico mas esta é uma prova que termino com um sorriso nos lábios e com vontade de regressar no próximo ano!

Lamechices à parte, vamos lá ao meu report...


Cheguei cedo a Sintra na companhia da Marta e passado pouco tempo, encontrámos o João Lima, talvez um dos mais conhecidos corredores do nosso pelotão. Até à hora da partida deles, lá fomos encontrando mais corredores conhecidos e juntei-me finalmente aos Pernas de Gafanhoto que já se começavam a reunir na famosa Volta do Duche. E eis que me dou conta de que me esqueci em casa de um pormenor deveras importante: o chip! Felizmente, não me esqueci do dorsal e pude participar na prova, mas pude constatar que a organização não possui de uma solução alternativa para os mais distraídos que se esquecem do chip em casa. Desta forma, não tenho direito a diploma. Eu sei... A culpa foi minha que me deveria ter organizado para não me esquecer do chip mas poderia a organização ter alguma solução alternativa para que nenhum participante ficasse sem direito ao seu diploma. Principalmente, e como já foi referido pelo Mustache, esta prova não teve direito a medalha como recordação. Eu bem sei que não será o mais importante mas gosto de ter uma recordação das corridas em que participo que não seja apenas a camisola da prova...


Chegadas as 10:15 foi altura de dar a partida por mais umas deambulações pela serra de Sintra. Lá fui eu, muito calmamente já que os últimos tempos não têm sido propriamente os mais férteis em treinos já que o trabalho continua com um índice bem elevado e há que prioritizar as coisas e, infelizmente, acaba por ser a corrida a ficar para segundo plano. Mas espero em breve que as coisas voltem ao seu rumo e consiga manter um ritmo de treino bem aceitável. A prova correu bastante bem, tendo em conta estar bem longe da minha melhor forma, e pude desfrutar da prova. Não tenho assim grandes objectivos de tempos, aproveitei o abastecimento em torno da famosa parede do km 10 para apreciar por uns segundos a paisagem...


Digam lá que não valeu a pena para um pouco?!

Depois deste ponto, estavam terminadas as subidas e era altura de ter pulmões suficientes para enfrentar os últimos quilómetros de prova de descida vertiginosa. Já após ter passado a Azóia, cruzei-me com o Marco dos Tartarugas Solidárias que andava a ajudar amigos no final da prova e ele fez comigo o último quilómetro e meio, dando-me a motivação suficiente para terminar com um sorriso reforçado. Muito obrigada!

Ressalvo um ponto muito positivo para a organização no que se refere ao apoio dado à chegada: havia comida em boa quantidade, água, bebida isotónica e chá com mel suficiente para a recuperação de uma prova tão dura e para fazer face ao regresso. Fica só mesmo a faltar a emblemática medalha de recordação...

E o resumo da prova foi este:

16/01/2015

Ora deixa cá desemaranhar as teias de aranha disto...

... derivados de motivos de diversas ordens a minha produção literária aqui tem registado níveis verdadeiramente antóniopedrovasconcelianos.

Antes que sofra uma mutação que me transforme em paineleiro desportivo e acabe os meus dias a debater num qualquer canal de cabo às 3 da matina a razão do Cajó do Riaxense não ter sido convocado para o derby frente ao Arrentela, serve a presente posta para assinalar a reversão da acima mencionada tendência e anunciar ao mundo que mais regulares postas serão debitadas, pela parte da minha pessoa.

Entretantos, como sei que muitos de vós não passam um dia sem ler pelo menos um artigo relacionado com corrida, deixo a minha recomendação de um blog que me chegou às mãos nos últimos tempos: Top Máquina.

E como Zé Povinho atleta que sou (vide Top Máquina, para contextualização) e para mostrar que não ando parado, cá vai a minha estatística screenshotada de actividades do running relativa a Janeiro, até agora (porque o GP Fim da Europa está já ai ao virar da esquina e eu almejo acabar aquilo vivo e a conseguir contar pelo menos até dez):


Até já, pessoas do running!

31/12/2014

Contem-me o que fizeram no fim-de-semana passado? by Fiona & bluesboy

Lembram-se daquele famoso filme que tinha qualquer coisa a ver com o que fizeram no Verão passado? Pois bem, eu e o bluesboy queremos contar-vos aquilo que fizemos no fim-de-semana passado...

Bem... Nós e mais 9999 pessoas na cidade de Lisboa! Já estão mesmo a ver sobre aquilo que vamos escrever: a nossa participação da edição deste ano da El Corte Inglés São Silvestre de Lisboa!

(Nós os dois e mais 9999 pessoas sim... Porque a Jéssica Augusto esteve presente em modo duplo... Vai ser mamã! Muitos parabéns!!)


A subida da Avenida da Liberdade pela Fiona

Dezembro é talvez aquele mês em que me dá maior prazer correr. Eu sou uma pessoa que gosta de Inverno (não de chuva, São Pedro, escusas de começar a ter já ideias!). O frio não aparece como entrave para mim ao nível da corrida e costuma ser nesta altura do ano que consigo ter os melhores resultados. E o mês de Dezembro é sinónimo de participação na tradicional São Silvestre de Lisboa (Amadora... Tu que és talvez uma das mais tradicionais... Quem sabe para o ano?) em que se alia a corrida na Baixa Lisboeta às típicas iluminações de Natal que abundam nesta fase do ano. 

Como devem ter reparado, nos últimos tempos tenho andado afastada das lides blogosféricas e quase totalmente afastada das lides da corrida, ainda que contra a minha vontade. Este final de ano tem sido uma aventura de trabalho e o cansaço tem-me levado a melhor mas espero que o ano de 2015 seja mais calmo a este nível e que me possa voltar a dedicar à corrida de que tanto gosto da forma que mais me dá prazer. 

No passado sábado foi altura de rumar aos Restauradores para mais 10km feitos num final de tarde frio de Dezembro. As expectativas eram algumas para esta prova. Habitualmente, a HMS não desilude daquilo que esperamos das provas por eles organizadas e a deste ano não foi excepção. A meu ver, talvez tenha sido uma das provas mais bem organizadas em que participei e que vem provar que a HMS tem, cada vez mais, se afirmado como organizadora de provas de excelência e em que são os primeiros a admitir que as coisas possam ter corrido menos bem quando isso acontece. Acho que a partida por blocos de tempo foi uma ideia bem conseguida e que ajudou a fazer a transição da Rua do Ouro para a Rua do Arsenal de uma forma um pouco menos atribulada do que em edições anteriores. Apesar disso, as quedas de corredores (possivelmente menos experientes nestas andanças) voltou a verificar-se a provar que correr na cidade de Lisboa e, principalmente, na parte mais antiga, deve ser feito com o maior cuidado e sempre com o olhar bem atento. Outro momento bem simpático que destaco foi o hino cantado pela Cuca Roseta antes da partida. Deixo aqui também a ressalva para o ponto positivo de assinalamento de cada km com um balão luminoso, permitindo-nos fazer um acompanhamento da distância de uma forma muito mais visível. Muito bem conseguido, do meu ponto de vista! Abastecimentos com fartura e uma medalha muito bonita a deste ano!

Medalha da São Silvestre em modo blink blink 

Quanto à minha prova, devo dizer que passei a meta com um sentimento de "dever cumprido" e bastante orgulhosa. Posso em muito agradecer ao meu pacer, bluesboy, que me ajudou a manter o ritmo durante toda a distância e a não fazer asneiras, levada pelo entusiasmo inerente a uma corrida destas. A falta de treino e os doces natalícios ingeridos nesta quadra quase nada se fizeram sentir e consegui baixar mais de 6 minutos em relação à última prova de 10km em que participei: na Corrida do Aeroporto em Outubro havia feito um tempo de 1h09'24'' e o tempo de chip na São Silvestre 2014 foi de 1h03'05'' (o tempo no último km foi de 4'46''... abençoada descida!!).

Venha agora 2015 com muitos e bons quilómetros em que a primeira prova será o Fim da Europa!



A visita à estátua do Sebastião José pelo bluesboy

No passado Sábado corri a última prova do ano, na já tradicional romaria à Baixa lisboeta, para fazer os 10 quilómetros da São Silvestre de Lisboa. Dados os excessos alimentícios que a quadra natalícia obrigam e à falta de treinos, fiz a prova a rebocar a Fiona , até ao quilómetro 9. 

O principal destaque desta edição vai inteiramente para a soberba capacidade organizativa demonstrada pela HMS Sports. Em sete anos de corridas, foi, sem sombra de dúvidas, a melhor prova em que participei, se centrar o foco de análise apenas nos aspectos logísticos e de organização do evento. 



São aspectos como estes que caracterizam uma organização desportiva de excelência e que deveriam nortear os de ais organizadores de provas de atletismo neste país:
  • Levantamento expedito do dorsal
  • Casas de banho em número mais do que suficiente na partida
  • Partidas por vagas, tornando um evento com 10.000 participantes muito mais fluido
  • Marcadores quilométricos bem visíveis (balões luminosos - excelente ideia)
  • Voluntários genuinamente entusiasmados em participar e ajudar na prova
  • Kit de chegada adequado, com o extra da manta de plástico, um miminho raro em provas portuguesas (e não me venham com a treta do clima temperado, dado que somos o país na Europa onde se morre mais de frio)
  • Buff de polar dado no levantamento do dorsal. Um extra simples, eficaz e muito útil para os treinos de Inverno
Uma nota especial de apreço para o voluntário que estava no início da Praça do Comércio a sinalizar uma lomba de plástico que sorrateiramente perigava a postura erecta dos atletas gritando “lomba!” à nossa passagem. Desejo que após cerca de 1.800 exclamações da expressão “lomba!” (meus cálculos) já esteja recuperado e sem quaisquer sinais de stress pós lombático., pronto para os desafios que 2015 certamente lhe trarão.

Quanto à minha prova, como referi, os primeiros nova quilómetros foram em regime de marca passo da Fiona, o quilómetro 10 foi feito em 04:13, o que em muito se deve aos últimos quilómetros “ravina abaixo” que têm pautado os meus (poucos) treinos ultimamente.