Corre mais rápido!

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30/09/2019

4ª Corrida Associação Jorge Pina - report

Participei ontem na 4ª Corrida da Associação Jorge Pina, uma prova solidária cujas receitas revertem em favor da promoção do desporto adaptado e inclusivo, uma missão que Jorge Pina tem levado a cabo com sucesso através da respectiva Academia.

Num percurso pelo centro de Lisboa, começando e acabando no INATEL, foram 9200 metros em que consegui imprimir um ritmo vivo (05:30) para a minha forma presente. Pena a distância da prova não corresponder aos 10k anunciados, mas sendo uma prova solidária, o que interessava sobretudo era adesão de atletas e penso que isso foi cumprido.

Foi a minha primeira participação na prova e no próximo ano lá estarei, certamente!






18/10/2016

Corrida do Aeroporto - report by bluesboy

Quando actualizei pela última vez este blog, estávamos todos longe de pensar que o Bob Dylan ganharia o Nobel da Literatura. Estávamos ainda mais longe de pensar que eu, após um ano sem participar em nenhuma prova, conseguiria fazer 10 quilómetros abaixo da hora com apenas um mês de treinos regulares. Mas aconteceu ontem. na Corrida do Aeroporto.

Pela falta de reports épicos já devem ter percebido que corrida não é coisa que tenha abundado para estes lados. Mas, desde Maio, a vida tem dado para voltar aos treinos de forma minimamente sustentada. Com um esquema de três treinos semanais, de 5-6km cada um, consegui reconstruir minimamente um esboço do que já foi a minha forma física. Um esboço que tem permitido esmerilar a bola de sebo sedentário na qual me transformei (ok, estou a exagerar, mas sendo um tipo baixote, ganhar 10% de peso num ano tem o seu impacto).

Foi neste estado que me apresentei no Domingo, não só para o regresso às provas mas também para cumprir a 100ª prova como Pernas de Gafanhoto. Comecei com um ritmo vivo, fruto da imprudência de tentar acompanhar as quenianas dos Pump Runners, mas ao fim de 4 quilómetros lá aqueci e, com a dilatação das juntas, o chiar das articulações foi diminuindo e pude correr em direcção ao aeroporto com a graciosidade de um Hercules C 130 bem oleado.

Eu, a terminar a prova, todo turbinado


Tempo final de 56:26, muito melhor do que estava à espera e fica a motivação para continuar a insistir nos treinos regulares, que a Corrida Luzia Dias (10k no Lumiar) é já a 6 de Novembro.






31/12/2014

Contem-me o que fizeram no fim-de-semana passado? by Fiona & bluesboy

Lembram-se daquele famoso filme que tinha qualquer coisa a ver com o que fizeram no Verão passado? Pois bem, eu e o bluesboy queremos contar-vos aquilo que fizemos no fim-de-semana passado...

Bem... Nós e mais 9999 pessoas na cidade de Lisboa! Já estão mesmo a ver sobre aquilo que vamos escrever: a nossa participação da edição deste ano da El Corte Inglés São Silvestre de Lisboa!

(Nós os dois e mais 9999 pessoas sim... Porque a Jéssica Augusto esteve presente em modo duplo... Vai ser mamã! Muitos parabéns!!)


A subida da Avenida da Liberdade pela Fiona

Dezembro é talvez aquele mês em que me dá maior prazer correr. Eu sou uma pessoa que gosta de Inverno (não de chuva, São Pedro, escusas de começar a ter já ideias!). O frio não aparece como entrave para mim ao nível da corrida e costuma ser nesta altura do ano que consigo ter os melhores resultados. E o mês de Dezembro é sinónimo de participação na tradicional São Silvestre de Lisboa (Amadora... Tu que és talvez uma das mais tradicionais... Quem sabe para o ano?) em que se alia a corrida na Baixa Lisboeta às típicas iluminações de Natal que abundam nesta fase do ano. 

Como devem ter reparado, nos últimos tempos tenho andado afastada das lides blogosféricas e quase totalmente afastada das lides da corrida, ainda que contra a minha vontade. Este final de ano tem sido uma aventura de trabalho e o cansaço tem-me levado a melhor mas espero que o ano de 2015 seja mais calmo a este nível e que me possa voltar a dedicar à corrida de que tanto gosto da forma que mais me dá prazer. 

No passado sábado foi altura de rumar aos Restauradores para mais 10km feitos num final de tarde frio de Dezembro. As expectativas eram algumas para esta prova. Habitualmente, a HMS não desilude daquilo que esperamos das provas por eles organizadas e a deste ano não foi excepção. A meu ver, talvez tenha sido uma das provas mais bem organizadas em que participei e que vem provar que a HMS tem, cada vez mais, se afirmado como organizadora de provas de excelência e em que são os primeiros a admitir que as coisas possam ter corrido menos bem quando isso acontece. Acho que a partida por blocos de tempo foi uma ideia bem conseguida e que ajudou a fazer a transição da Rua do Ouro para a Rua do Arsenal de uma forma um pouco menos atribulada do que em edições anteriores. Apesar disso, as quedas de corredores (possivelmente menos experientes nestas andanças) voltou a verificar-se a provar que correr na cidade de Lisboa e, principalmente, na parte mais antiga, deve ser feito com o maior cuidado e sempre com o olhar bem atento. Outro momento bem simpático que destaco foi o hino cantado pela Cuca Roseta antes da partida. Deixo aqui também a ressalva para o ponto positivo de assinalamento de cada km com um balão luminoso, permitindo-nos fazer um acompanhamento da distância de uma forma muito mais visível. Muito bem conseguido, do meu ponto de vista! Abastecimentos com fartura e uma medalha muito bonita a deste ano!

Medalha da São Silvestre em modo blink blink 

Quanto à minha prova, devo dizer que passei a meta com um sentimento de "dever cumprido" e bastante orgulhosa. Posso em muito agradecer ao meu pacer, bluesboy, que me ajudou a manter o ritmo durante toda a distância e a não fazer asneiras, levada pelo entusiasmo inerente a uma corrida destas. A falta de treino e os doces natalícios ingeridos nesta quadra quase nada se fizeram sentir e consegui baixar mais de 6 minutos em relação à última prova de 10km em que participei: na Corrida do Aeroporto em Outubro havia feito um tempo de 1h09'24'' e o tempo de chip na São Silvestre 2014 foi de 1h03'05'' (o tempo no último km foi de 4'46''... abençoada descida!!).

Venha agora 2015 com muitos e bons quilómetros em que a primeira prova será o Fim da Europa!



A visita à estátua do Sebastião José pelo bluesboy

No passado Sábado corri a última prova do ano, na já tradicional romaria à Baixa lisboeta, para fazer os 10 quilómetros da São Silvestre de Lisboa. Dados os excessos alimentícios que a quadra natalícia obrigam e à falta de treinos, fiz a prova a rebocar a Fiona , até ao quilómetro 9. 

O principal destaque desta edição vai inteiramente para a soberba capacidade organizativa demonstrada pela HMS Sports. Em sete anos de corridas, foi, sem sombra de dúvidas, a melhor prova em que participei, se centrar o foco de análise apenas nos aspectos logísticos e de organização do evento. 



São aspectos como estes que caracterizam uma organização desportiva de excelência e que deveriam nortear os de ais organizadores de provas de atletismo neste país:
  • Levantamento expedito do dorsal
  • Casas de banho em número mais do que suficiente na partida
  • Partidas por vagas, tornando um evento com 10.000 participantes muito mais fluido
  • Marcadores quilométricos bem visíveis (balões luminosos - excelente ideia)
  • Voluntários genuinamente entusiasmados em participar e ajudar na prova
  • Kit de chegada adequado, com o extra da manta de plástico, um miminho raro em provas portuguesas (e não me venham com a treta do clima temperado, dado que somos o país na Europa onde se morre mais de frio)
  • Buff de polar dado no levantamento do dorsal. Um extra simples, eficaz e muito útil para os treinos de Inverno
Uma nota especial de apreço para o voluntário que estava no início da Praça do Comércio a sinalizar uma lomba de plástico que sorrateiramente perigava a postura erecta dos atletas gritando “lomba!” à nossa passagem. Desejo que após cerca de 1.800 exclamações da expressão “lomba!” (meus cálculos) já esteja recuperado e sem quaisquer sinais de stress pós lombático., pronto para os desafios que 2015 certamente lhe trarão.

Quanto à minha prova, como referi, os primeiros nova quilómetros foram em regime de marca passo da Fiona, o quilómetro 10 foi feito em 04:13, o que em muito se deve aos últimos quilómetros “ravina abaixo” que têm pautado os meus (poucos) treinos ultimamente.

21/10/2014

Corrida do Aeroporto 2014 - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Devemos sempre voltar aos locais em que fomos felizes... by Fiona

... e às corridas também! 


Em 2012, a Corrida do Aeroporto assinalou a minha primeira prova com a verdinha camisola dos Pernas de Gafanhoto e a minha estreia nesta corrida. Hoje, ao chegar ao local da prova com o bluesboy, não pude deixar de me recordar da alguma ansiedade que me acompanhava por vestir pela primeira vez a camisola de um grupo tão bem disposto. O percurso da prova de hoje foi algo diferente da prova que fiz em 2012 mas continuou a fazer os participantes passar pelas simpáticas subidas da Quinta das Conchas. Aliás, se há coisa de que os participantes da Corrida do Aeroporto não se podem mesmo queixar é da falta de subidas porque elas hoje estiveram bem presentes. 

Continuo longe de estar na minha melhor forma mas até conseguir conciliar os novos horários e todas as solicitações com os treinos, continuarei a ser uma alegre e bem disposta caracoleta em estrada. Porque nestas coisas de ser atleta de pelotão dá-nos uma outra perspectiva das coisas: ninguém gosta de ter fases menos boas em que o nosso rendimento é menor do que aquele a que estamos habituados mas o mais importante é conseguirmos desfrutar o máximo de todas as corridas em que participamos. E hoje consegui fazer isto. Aliás... Basta conseguir-se passar a meta com um sorriso para se ver que a corrida soube bem e é assim que se deve terminar sempre!


O resumo de hoje foi este! De salientar a simpática presença do Hugo Sousa, da HMS, presente nos últimos metros da prova a apoiar os participantes e a dar-lhes o último incentivo. Muito obrigada, Hugo, por toda a simpatia e pela excelente organização a que já nos tens vindo a habituar. Muitos parabéns à HMS!

Prova sempre simpática, desta vez com novo percurso - bluesboy

A Corrida do Aeroporto, prova em que participei pela terceira vez, sempre me deu gozo. Este ano não foi excepção e o novo percurso revelou-se uma boa surpresa. A parte final não ser muito próxima da saída da Quinta das Conchas permite um desanuviar do pelotão e uma chegada à meta mais agradável. 

Organização sempre simpática e prestável, desde o levantamento dos dorsais à saída da zona da meta, excelente temperatura para correr e boa companhia, são os destaques que guardo do passado Domingo.

Esta prova marca também a minha estreia em treinos que incluam levantamento do dorsal - na Sexta-feira

Em termos individuais, foi mais uma prova para rolar, na companhia da Fiona, tendo conseguido suplantar o tempo da Corrida do Sporting em termos de pior tempo nos 10k, o que em muito se deve à maior dificuldade do percurso e ao facto de ter que parar / abrandar para... erm... tirar fotografias (cof cof).
Um tempo verdadeiramente digno de um Concorde

Na próxima semana, na Corrida do Montepio, espero voltar aos registos habituais, talvez para fazer um tempo abaixo dos 50 minutos. Talvez...


Mais uma estreia! - Mustache

Como não há uma sem duas (excepto quando já somos velhinhos e já nos damos por felizes em conseguir uma), mais um domingo e mais uma prova com o novo trio maravilha! Pelo menos ao inicio e antes da partida, porque quando se dá o tiro da partida, tenho de acelerar para conseguir que o vento passe por entre a barba.

Pois que fui à Corrida do Aeroporto e foi uma estreia nesta prova. Mas verdade seja dita que o percurso já eu o conhecia de trás para a frente, ou não fosse o meu local normal de treino. Vivendo na Alta de Lisboa, aproveito a avenida nova, a pista de treino e o Parque das Conchas, para realizar os meus treinos. Assim, sabia que a prova ia ser complicada devido às constantes subidas que apresenta, sendo que algumas são mesmo bastante puxadas.

Ia com medo, é verdade. Medo que uma dor que me anda a 'atazanar' a cabeça, ali na zona da dobra do joelho, desde a corrida do Sporting, não me deixasse correr como queria. Sabia que recorde pessoal estava fora de questão, mas queria fazer um pouco melhor que a do Sporting. Corri de casa até à partida, a passo lento, e, a pouco e pouco, a dor foi diminuindo. Durante a prova não senti dores, só uma ligeira impressão, mas sempre que ando, a dor está lá. Se calhar, a partir de agora, só posso correr e nada de andar!

Bem, lá arranquei a passo mais rápido, deixando-os a verem-me a sola dos sapatos e, ao longo do percurso, cruzei-me com ambos, o que me deu aquele alento extra para aguentar o ritmo. Arranjei uma lebre, mantive-me atrás dela e, já no km final, ao passar por um desconhecido, perguntei-lhe se me queria acompanhar até ao fim e lá fomos os dois a alta velocidade, cruzando a meta em 48'48"! Está longe do meu melhor, mas também não quero apertar muito, que a Maratona do Porto está já ai e no próximo domingo vou ter mais uma estreia, desta vez em trail.

Se é uma prova a repetir: decididamente que sim!


28/04/2014

Raid Atlético 30 km Vale de Barris - DNF

Vamos já começar pela parte má, pela primeira vez, não consegui terminar uma prova! E tudo por culpa das malditas cãibras! Isto tudo ocorreu por volta do km 21, poucos metros após o inicio da pior escalada da prova! E pela primeira vez também, senti as minhas reservas de energias a irem-se a baixo umas duas vezes... não era de todo o dia para concluir esta prova... mas para o ano vingo-me!

Voltando ao inicio...

Esta prova já prometia vir a ter um gostinho especial, até porque já vinha a organizar a deslocação de um grupinho simpático até lá! E pela primeira vez consegui convencer a Oriana a ir fazer uma caminhada! Que orgulho! :-D
Eram 8 horas chegamos os dois a Palmela, fomos tomar um café e apreciar um pouco a vista que se tem lá em cima... pouco depois chegam o Filipe e a Patrícia, se seguimos logo em direcção a Vale de Barris, local onde já tinha feito o Trail Nocturno das Lebres o ano passado. Levantamos os dorsais, e em quanto metíamos a conversa em dia, chegaram o Sérgio e a Cristiana. Mais um pouco de conversa, e aproximava-se a hora da partida.

Um pequeno briefing para se falar um pouco sobre o percurso, e avisar mais uma vez, que a prova iria ser feita em auto suficiência, ou seja, sem nenhum abastecimento.

Despedimo-nos das nossas duas caminheiras, a Oriana e a Cristiana (para o ano fazem os 30km :-P), e lá seguimos nós para o inicio da prova.

O primeiro km foi feitos em alcatrão em direcção a Palmela, até cortar-mos a esquerda para começarmos uma subida em direcção aos Moinhos de Palmela. E que bela subida para começar a aquecer! 1 km para subir 100 metros... vá até se fez relativamente bem! Chegamos ao moinhos e entramos em terreno conhecido de um dos Treinos dos Malandros que fiz por aqueles lados! Fizemos cerca de 2 km lá por cima, até voltarmos a descer tudo o que já tínhamos subido. A partir daqui já era tudo terreno novo para mim, mas como ia na conversa com o Sérgio e com os restante pessoal que vinha ali connosco, tudo em amena cavaqueira, acabei por não tomar assim tanta atenção ao percurso.

A certa altura do percurso, comecei a notar que aquilo eram novamente trilhos que já conhecia, tanto de outros treinos dos Malandros, como do Dura Trail da Pro Aventuras. Foi muito bom voltar aqueles trilhos fantásticos, voltar a atravessar aquelas ribeiras de um lado para o outro... ahhh boas recordações!

Fomos subindo e descendo praticamente até a Comenda, que fica junto ao Rio Sado, isto por volta do km 15.

A partir daqui deu-se inicio a mais uma escalada, até ao cerca do km 17... e o que tem o km 17 de especial? Nada... hmm... será? Claro que não! Abastecimento surpresa!!!! Yupiiiii! E o que era o abastecimento? Minis e batatas fritas! Opah, mas que manjar dos Deuses depois de 17 km! Foi bom para rir mais um bocado com o pessoal que por ali parava, tirar algumas fotos, e abastecer o combustível! :-P



Após esta paragem com vista soberba sobre troia, fomos então a subir mais um pouco, e aqui começou a dar-me uma quebra de energia como nunca tinha sentido... já vinha com ameaças de cãibras há alguns km's, mas isto era diferente... eram mesmo as minhas forças a irem-se! Isto obrigou-me que mesmo nas descidas tivesse que andar por um pouco. O Sérgio, que normalmente faz tempos Quénianos em trilhos, como tinham vindo em modo passeio, esperou sempre por mim, e lá me foi arrastando por mais uns km's.

Fomos sempre descendo até ao km 20, onde se iria dar inicio à maior escalada de todo a prova!!! 5 km's para subir quase 400 metros... ainda consegui fazer 1 km dessa subida, disse ao Sérgio para seguir sem mim, já que ele estava fresquissimo, não havia necessidade de se atrasar mais! Arrastei-me sozinho por alguns metros, fui passado por alguns atletas em iguais dificuldades, que lá tentavam animar-me e puxar por mim... mas pela primeira vez, não deu mais! As pernas não se mexiam! Cãibras pelas pernas todas... Lá tive que telefonar para a organização para me virem buscar... sorte a minha, que ainda estava num estradão e não me tinha metido ainda pelo meio de trilhos. Lá apareceu a carrinha, e lá me ofereceram uma garrafinha de Isotónico de cevada, que me soube bem, mas bem! :-P Mas pxiu, é segredo! lol

Foi aquela ultima parede enorme que me matou...


Ao seguir na carrinha, passamos pelo Sérgio que já tinha feito a subida e já ia a descer praticamente até à meta. Foi o rir até chegar à meta! Obrigado aos dois companheiros que me foram lá buscar!

Quando cheguei à meta, já lá estavam a Oriana e a Cristiana com a sua caminhada feita, que em vez de 15 km, tinha tido 11, pois o Sr. que as ia a guiar, estava muito cansado do dia anterior, e não acreditava que elas aguentassem muitas subidas! Para a próxima, ou vão na prova maior, ou o Sr. que fez de guia para elas, que as faça fazer umas boas subidas!! :-P

Pouco depois, lá chegou o Sérgio, que vinha admirado de ter ultrapassado o Filipe e a Patricia poucos metros antes da meta. Mais dois que vieram de boleia no carro vassoura! :-P

Lá ficamos um bocado à conversa, fomos dar um duche, eu fui o único a conseguir dar de mangueirada, só por isso já merecia um lugar qualquer no pódio! lol

Duche tomado, e fomos para o almoço, feijoada de chocos!! Eu que não gosto de feijoada... acho que se tornou dos meus pratos preferidos! Que delicia! E ali ficamos um bom bocado no convívio entre nós e os restantes atletas! Estas provas das Lebres do Sado são sempre memoráveis principalmente devido a este convívio, tanto entre atletas como a organização! É rir do principio ao fim!

Apesar de ter sido a minha pior prova até hoje... foi também uma das melhoras! Obrigado a todos por esta manhã fantástica! Tanto o nosso grupinho como a todos os atletas e organização! Para o ano estou lá novamente e desta vez para terminar!

Beijinhos e Abraços e boas corridas!

Ps: Peço desculpa por não ter tirado fotos... como fui sempre no convívio não me lembrei de tirar nada lol

17/04/2014

Estafeta Cascais-Lisboa - Report by Fiona

No passado Domingo fiz a minha estreia numa daquelas que pertence às provas mais antigas de Portugal, a Estafeta Cascais-Lisboa, e que já vai na sua 75ª edição. O passado Domingo foi também dia de estreia com uma nova camisola, a do GFD Running.

Mas passemos ao verdadeiro report da participação desta prova...

O dia começou bem cedo com a reunião com os restantes elementos do GFD Running no Estádio Nacional para distribuição dos dorsais e acerto da logística da distribuição dos diversos atletas pelos pontos da estafeta: Estoril (partida), Parede, Santo Amaro de Oeiras e Cruz Quebrada. Foi-me atribuído o terceiro percurso da estafeta, realizado entre Santo Amaro e a Cruz Quebrada com direito a fazer a bela subida do Alto da Boa Viagem. Depois de todos os acertos de última hora, lá fui eu para o meu ponto de partida da estafeta. Valeu-me o MacDonalds da praia de Santo Amaro para o tempo de espera pois a manhã fria e de nevoeiro que se fazia sentir para aquelas bandas fazia gelar os músculos e não era em nada benéfica para o tempo que tinha de aguardar até ao momento de entrar em prova. Aproveitou-se o tempo de espera para conversar com outros atletas, conviver um pouco e dizer um olá ao João Lima e ver passar os meus colegas dos Pernas de Gafanhoto que estavam a participar na mesma prova mas na modalidade de 20km. Foi saltar, aplaudir e gritar por eles num momento em que já tinham feito cerca de metade do percurso da sua prova.

Seguiu-se o meu aquecimento e a espera pela minha colega de equipa de quem iria receber o testemunho para correr os 5 km que me separavam do último ponto de passagem do testemunho. Ao avistar a camisola azul do GFD Running ao longe, comecei a sentir a adrenalina de ir começar a minha prova e a responsabilidade de não desiludir as colegas de equipa. E assim que recebi o testemunho, lá fui eu... Lá fui eu acompanhada de mais dois colegas de equipa que se revelaram preciosos para o meu bom desempenho neste percurso. Sempre presentes, sempre motivadores e sempre a mostrarem-me que era capaz de fazer mais e melhor. Ainda que eles me tenham dito que quem correu aquela distância foram as minhas pernas, há que reconhecer o factor de motivação que foi determinante! E assim se correram os 5 km mais rápidos de sempre da minha vida... Sim... Porque o Domingo passado também foi dia de recorde pessoal aqui para a Miss Fiona... Os 5 km de prova foram corridos em 27'15''... Bem longe do meu melhor tempo nesta distância que andava em torno dos 30'. Foi com muita alegria e sentimento de missão de cumprida que passei o meu testemunho na Cruz Quebrada. Foi com um sentimento de que sou capaz e de que me sinto bem a correr que passei o meu testemunho. Pode dizer-se que fui muito feliz nesta prova!

Quanto a possíveis sinais das lesões que por aqui andaram nos últimos meses, posso dizer que os senhores joelhos se portaram muito, muito bem, não tendo tido quaisquer queixas durante a prova, após a prova ou nos dias seguintes!

Aqui vos deixo os resumos por quilómetro desta prova retirados a partir do Garmin Connect:


Segue-se agora a participação na etapa de Sintra do BES Challenge... Wish me luck!

10/03/2014

Território - Circuito Centro - Vila de Rei - K25 - Report by Pedro Moita

Começo já por dizer... melhor, só se tivesse feito os 67 km... mas as pernas ainda não aguentam!

Tudo começou numa conversa de facebook, com um casal amigo que mora em Vila de Rei... já estava-mos para lá ir passar um fim de semana à bastante tempo... conversa puxa conversa... e surgiu esta prova como ideia... aliando um fim de semana com amigos com trilhos pelo meio! 
O Carlos (o meu amigo de VR), é também mentor de um projecto ligado à corrida em VR, o Vila de Rei - Night Runners. Que a poucos e poucos vai tento cada vez mais adesão... só tenho pena de não conseguir ir  um treino deles.

As semanas foram passando e chegou finalmente o dito fim de semana... arrancámos na sexta para cima mais propriamente para Milreu, que fica a poucos km's de VR.

Sabado de manhã, eu e o Carlos por volta das 8h já estávamos a caminho de VR para levantar os dorsais com algum tempo, para confraternizar um pouco e aquecer... pensava eu... mal chegámos o Carlos diz que vai beber agua a uma pastelaria ali perto... e eu reparo que não tenho o meu saco da agua... boa Pedro!!! Lá tive que voltar a casa e fazer o aquecimento no carro, de forma a tentar não chegar atrasado... felizmente consegui chegar uns 5 minutos antes do sinal de partida! Quando lá cheguei, já se encontrava o Carlos com o irmão André, que também pertence aos Vila de Rei - Night Runners no controlo 0.

Deu-se então o sinal de partida, e lá fomos os 3 no meio da multidão. 
Os primeiros metros foram feitos pelo meio das ruas e ruelas de Vila de Rei, mostrando um pouco da magia desta vila.
Por volta do 1º km começaram finalmente os trilhos... passámos alguns riachos, desviámos-nos de árvores, e enganámos-nos no caminho... tudo a voltar para trás! Erro nosso... ao tentar passar o riacho, não vimos a indicação do percurso, que até estava bem visível. Mas nada de grave, foram apenas alguns metros.

Por volta do km 2.5, começou umas das maiores subidas de todo o percurso, ia-mos em direcção ao Centro geodésico de Portugal, mas como ainda vínhamos com alguma frescura, esta parede, até se fez com alguma tranquilidade. 

A partir daqui o percurso foi praticamente sempre a descer até ao km 8. Mas antes, por volta do km 5/6, mais uma distracção, e mais um engano no percurso... mas foram igualmente apenas algumas dezenas de metros.

 


Esta foi a parte mais tranquila do percurso, por entre estradões de terra batida e alguns trilhos mais largos, tentamos ganhar algum ritmo ,não muito, pois ainda havia bastante para subir.


A partir do km 8, começámos a subir para o 2º ponto mais alto de todo o percurso e o que vos posso dizer, é que a frescura que sentimos ao subir para o Centro geodésico de Portugal, já se tinha ido... e para ajudar ainda mais um pouco, para alcançar-mos o topo da subida, tínhamos uma parte bastante técnica. Mas ao chegar ao topo, rapidamente esqueci tudo o que tinha acabado de subir e fiquei a "babar-me" para a paisagem fantástica que nos rodeava... de cortar a respiração!!





E foi a partir daqui que começou toda a diversão! Como tudo o sobe tem que descer, lá fomos nós encosta a baixo, começámos a dar de caras com cascatas e riachos escondidos ali no meio da natureza... ora tínhamos que atravessar para um lado, ora para outro. 





Tenho que reconhecer que por vezes o percurso teve partes com algum risco elevado, devido a ser bastante escorregadio... e uma queda ali pode ser fatal. Mas adorei, na altura a única coisa que sentia era felicidade por ali estar naquele momento, a apreciar e a viver toda aquela paisagem, todos aqueles momentos... sentia-me uma criança novamente... tanto que até tivemos direito a escorregas naturais!!!


Descemos e descemos... praticamente sempre ao lado dos rios e cascatas que por ali existem. Voltámos a apanhar alguns estradões de terra batida, passá-mos a separação dos dois percurso (ficando com vontade de no próximo ano fazer os 67km...). Alternadamente apareceram algumas cãibras aos 3, mas felizmente desta vez nada de muito grave, apenas me queixei já próximo do km final, mas rapidamente passou! Voltamos a subir em direcção a Vila de Rei... mas mais uma vez junto a mais um rio e a outras tantas quedas de agua... tivemos mais algumas partes um pouco mais técnicas, feitas devagarinho... e finalmente, Vila de Rei!!












Percorremos novamente ruas e ruelas de VR até à meta... e mais uma vez, uma grande felicidade, sensação de dever cumprido, de superação de mais um desafio!!







Só posso dizer que quero repetir... quero fazer os 67 km! Na parte da tarde, fomos passear um pouco pelas redondezas e o Carlos mostrou-nos alguns dos locais por onde passava a prova maior... e eu cada vez mais com "inveja" de quem por ali passou ou ia passar... a Aldeia de Xisto lindíssima de Agua Formosa, onde ainda demos força a alguns atletas! Tenho que aumentar os treinos... ganhar mais e mais km, pois em 2015, esta não me pode escapar!!!

Obrigado aos Vila de Rei - Night Runners por me terem acolhido e acompanhado a prova toda! Foram uma companhia do melhor! Ficou prometida uma vinda deles para fazer uns trilhos na Arrábida... :-)

No meio disto tudo a única falha mesmo, foi que as respectivas meninas (minha e do Carlos), enquanto nós corríamos, dormiam... aceitam-se dicas para o chamamento dos trilhos... como convence-las? :-P

Ps: Algumas das fotos foram retiradas do facebook do Horizontes, e outras do site da CM de Vila de Rei

03/01/2014

1º Trail do Cabo Espichel SportLife - 30 km - Report by Pedro Moita

Quem é que decide ir fazer 30 km em trilhos pela primeira vez, sem praticamente ter treinado no ultimo mês? Eu, pois claro!!!



Desde o Trail da Serra de Montejunto, fiz apenas 2 treinos... e mesmo antes dessa prova, pouco tinha treinado... mas eu sou uma pessoa de ideia fixas, e se estava inscrito nos 30 km do 1º Trail do Cabo Espichel... tinha que os terminar!!


09/12/2013

I Meia Maratona dos Descobrimentos - report by bluesboy

Antes de passar ao relato da prova de hoje, quero aqui deixar o meu elogio pela forma como a Xistarca organizou esta Meia Maratona. Acertou na distância, o percurso aproveitou o que de melhor a zona ribeirinha da capital tem, os voluntários da prova transbordaram simpatia e apoio aos atletas e a aposta numa meia maratona em Dezembro revela-se acertada.

Agora a prova propriamente dita... Em vez de levar carro,optei por madrugar um pouco mais e ir de comboio para Belém. Apetecia-me desfrutar de todos os pormenores e "pormaiores" da prova de uma forma mais calma e nada melhor do que me enfiar num comboio às 08:40 no Cais do Sodré para o efeito.



Um pouco antes das 09:00, já me encontrava nas imediações do Mosteiro dos Jerónimos a rapar um briol glaciar, de luvas a proteger o que restava das dez delicias do mar dos dez dedos das mãos. Pouco depois começaram a chegar os bravos Pernas de Gafanhoto que se aventurariam (com grandes tempos) na meia maratona.


Rapidamente chegou a hora de partida e fomo-nos dirigindo para a dita cuja (a partida, portanto), onde estava de facto menos frio, até pelo calor humano que se fazia sentir. Tinha delineado para mim hoje uma prova conservadora, com uma passada a rondar os 05:20 ou mais lento e estava firmemente comvicto que isso seria a chave para apreciar a prova, o grande objectivo para hoje.


Os três primeiros quilómetros foram um misto de desentorpecimento, descida vertiginosa e procura de uma cadência base e a partir dai até ao Terreiro do Paço, procurei manter-me algure nos 05:15, dado que era o ritmo no qual me sentia mais equilibrado. Deu para cumprimentar corredores conhecidos, apreciar a neblina que escondia o rio, ver a enorme moldura de atletas estrangeiros no pelotão e chegar ao Terreiro do Paço e perceber que afinal não tinha que escalar até aos Restauradores.

Nessa altura foi para mim claro que podia baixar da 01:50, não obstante ter vindo até ai a uma passada de passeio. Estuguei um pouco o passo e foi sem dificuldade que cheguei aos 15km em 01h18m e a partir fai andei, sem dificuldade, a ritmos sempre muito perto dos 5min/km e nos últimos dois quilómetros abaixo disso.

Terminei a prova com 01:49:17, numa manhã muto agradável, solarenga na sua parte final e em que os Pernas de Gafanhoto, que ontem comemoraram cinco anos, se suplantaram, com recordes pessoais verdadeiramente avassaladores (tempos entre a hora e 35 e a hora e 40).

17/09/2013

Trail Nocturno das Lebres do Sado

Já à algum tempo que andava com vontade de experimentar um trail, e o sábado passado foi finalmente o grande dia!
Claro que a minha primeira experiência no trail não podia ser numa prova qualquer... porque não, correr o meu primeiro trail à noite e na Serra da Arrábida??? Nada melhor que o Trail Nocturno das Lebres do Sado, que faz esta junção mágica...

Quem me falou nesta prova foi o Filipe (meu primo e colega nos Pernas de Gafanhoto) e obviamente que eu não podia recusar... poucos dias depois, o João Pedro (que já tinha feito a Meia Maratona de Setúbal comigo), perguntou-me se havia alguma prova antes da Meia Maratona Rock'n'Roll para servir de treino... e claro que o convidei logo, até porque ele mora mesmo ali ao lado. Por sua vez o João Pedro, falou com um amigo, o João Pinto (que também correu connosco na MM de Setúbal) e assim tínhamos completado o nosso grupo desta noite.

Encontrá-mo-nos por volta das 20h em Palmela e daí partimos logo para o ponto de partida da prova.

Mal chegamos, notei logo que isto seria uma prova totalmente diferente do que estou habituado... senti um ambiente muito mais informal e familiar. Levantá-mos os dorsais e recebemos logo o nosso prémio de participação.


Voltamos para o carro e lá nos equipámos a preceito com os frontais e restante equipamento...
Pouco tempo depois, os membros da organização (As Lebres do Sado) começaram a chamar os atletas para uma pequena apresentação. E mais uma vez, o bom ambiente reinava!!



Após a apresentação, fomos então encaminhados para o controlo, que não demorou muito tempo.
Deu-se então o tiro de partida, e lá fomos nós por uma estrada fora iluminada por tochas.

Poucos metros á frente, começou então a verdadeira aventura, e as novidades para mim... conheci o meu primeiro single track!! E lá seguimos todos em fila, com o pelotão a marcar um bom ritmo... que naquela altura até me pareceu um pouco de mais para mim, dadas as condições (o terreno, noite...).

Este foi o único momento em que nos mantivemos os 4 juntos, após sairmos do single track tivemos a primeira baixa... deixei de ver o Filipe.
Lá continuamos os 3 por entre caminhos mal iluminados pelos nossos frontais.


Por volta dos 1300 metros, mais uma baixa, já não via o João Pedro...  entramos então num troço de alcatrão, que serviu para esticar um pouco a passada.

Segui com o João Pinto, até por volta do km 3, onde o percurso começava a subir (ainda em alcatrão), e ai o João ganhou um ritmo que eu não conseguir acompanhar e lá fiquei sozinho... 

Segui assim cerca de 1 km, volta e meia lá passava um atleta mais apressado... ou ultrapassava eu alguém mais lento...

Por volta do km 4, voltamos à terra batida com uma ligeira descida, e foi ai que comecei a ouvir alguém atrás de mim... era o João Pedro, estava de volta!!

Tal como disse... era apenas uma ligeira descida, o pior vinha a seguir.... uma ENORME subida... "Boa!! É disso que eu quero!" pensei eu para mim...
E realmente gostei, tal como gosto sempre, de fazer a subida, e como já não ia sozinho e ia na conversa, nem se deu tanto pela inclinação.

Mas... como tudo o que sobe desce... tínhamos que descer tudo o que já tínhamos subido e mais um pouquinho...

O terreno era instável e com muita gravilha... ouve muitas derrapagens e ainda fui conhecer o chão uma vez, mas nada de grave. 
Sensivelmente a meio da descido, por volta do km 6, encontrava-se o abastecimento, com agua e bolachas para recuperar-mos energia.




Após restabelecidas as energias... voltamos então ao percurso, e este voltava novamente aos single tracks. Como nos encontrávamos ainda a descer... muito provavelmente estes trilhos devem ser por onde a agua corre quando chove, o que faz com que o trilho esteja constantemente cheio de buracos enormes em que se tornava muito complicado manter um bom ritmo.

Concluímos então esta enorme descida, perto do Bairro de São Paulo (penso que é este o nome). Ai o terreno voltou a ser um misto de terra batida e alcatrão. Foi assim durante uns 2 km. 

Voltamos então aos trilhos... entretanto eu e o João Pedro, tínhamos ganho a companhia de um Sr. já com alguma experiência no trail (o de laranja na foto em cima). E como ele tinha um frontal bem melhor que o meu, fomos os dois alternando, ora ia eu à frente, ora ia ele nas partes mais escuras...

Eu pensava sinceramente que o "pior" da prova já tinha passado, com aquela subida enorme... mas não!! O pior encontrava-se bem á nossa frente!! Bastava olhar para cima e víamos o carreirinho de luzes serra acima!! Acho que nesse momento engoli em seco... e tive que dar um golo no powerade que tinha comigo.

Começou então a nossa escalada, primeiro apenas com uma inclinação ligeira que se aguentou bem... até que, num momento em que eu ia à frente, deixei de ver caminho... o unica coisa que havia ali, era um buraco enorme para baixo no meio da mata... perguntei ao pessoal que vinha atrás se não tinham visto outras indicações do caminho atrás... e nada... mas não podia ser por ali!!! Ou podia? Claro que sim!!! E que sensação fantástica, a de nos aventurarmos em sítios assim, ainda para mais a meio da noite!!

Mas claro que esta descida no buraco era apenas uma ilusão... apenas algo para complicar ainda mais a escalada que nos espera!!

Para sairmos dali, só havia um caminho e era impossível correr, tínhamos praticamente que escalar!! Chegámos então a mais um beco... não havia passagem, apenas um muro enorme que encurtava o caminho até não se puder passar mais, "será que foi desta que nos perdemos??" Não... tínhamos que trepar o muro! Como ia à frente, fui o primeiro do nosso grupo a trepar, e lá encontrei novamente as fitas do outro lado do muro...

O percurso não melhorou muito, a escalada continuou por alguns metros...

Por volta dos 9700 metros havia uma bifurcação, e antes de chegarmos lá, vimos um grupo de atletas que iam à nossa frente a voltar para trás, e a seguir pelo trilho da direita... pensámos que estivessem perdidos, e a verdade é que ao chegarmos lá, não encontramos fitas nenhumas, arriscamos então a seguir atrás dos outros. E lá estavam as fitas, seguimos cerca de 400 metros até encontrar-mos alcatrão novamente e uma seta á esquerda. 
Poucos metros á frente, estavam membros da organização e avisam-nos que nós tínhamos vindo pelo caminho errado, boa... mas o que é cerco é que estavam lá as sinalizações todas... estava feito, agora só podíamos seguir em frente!

A partir daqui o percurso eram cerca de 3 km a descer em alcatrão apenas com algumas subidas ligeiras, mas nada de grave... mas depois daquela subida infernal já não tinha pernas... comecei a sentir cãibras... pensei várias vezes em parar, mas cada vez que abrandava as dores eram maiores! Fui assim até ao fim da descida, momento em que entramos no percurso inicial da prova, voltamos aos trilhos... neste momento éramos só eu, o João Pedro e o outro senhor que nos acompanhou desde o abastecimento. 

Por incrível que pareça, as dores, como que por magia, desapareceram! Senti-me com força novamente, mas havia um novo problema.... quando tínhamos passado ali anteriormente, o grupo ainda ia unido, e havia bastante iluminação, mas agora mesmo com o frontal do senhor que nos acompanhava, tornava-se bastante difícil de ver o piso! Sinceramente depois de tudo o que já tínhamos passado, eu já mal me lembrava daquele troço do percurso, e ainda por cima em sentido contrário, pareceu-me bastante mais complicado do que na primeira vez... o piso parecia-me ainda mais instável, e voltaram as derrapagens... o João Pedro aos poucos foi começando a ficar para trás, mas tentei manter sempre contacto visual com ele para nenhum de nós nos perdermos... de volta ao single track, eu sabia que estava quase e era impossível alguém perder-se! Senti-me com força e comecei a acelerar... a meta estava a vista, atrás de mim vinha o tal senhor, acelerai mais um pouco, e fui o primeiro dos 3 a cortar a meta!! Olho para trás, e não vejo o João Pedro... "ora bolas... perdeu-se!" Pensei eu... até que do meio da mata, lá vejo uma luz, e lá vem ele!! Terminá-mos!!!





O João pinto já se encontrava-se junto a uma mesa com agua, melancia e uvas... e que bom que tudo estava! Devorei uns bons pedaços de melancia... bebi uns 4 copos de agua... e agora sim, podíamos ir fazer os alongamentos. Lá partilhamos as nossas aventuras, enquanto esperávamos pelo Filipe, mas começou a levantar-se um vento, e começou a ficar desconfortável... mas a roupa seca estava no carro do Filipe!! Fomos então para dentro de um pavilhão da organização, onde havia caldo verde, bifanas, cerveja, e tudo mais... mais um vez, tudo me parecia maravilhoso, foi um manjar dos deuses após aquela prova!

O tempo passou e comecei a ficar preocupado com o Filipe, como ficou sozinho logo no inicio, não fazia ideia do que se podia ter passado, mandei-lhe uma sms a dizer onde estávamos. Poucos minutos depois, lá entrou ele pelo pavilhão dentro a sorrir! Estava tudo bem! Horas antes, ele tinha dito que queria aproveitar o tempo de prova permitido bem, 2h30, e não é que o fez? Terminou com 2h29!! Lá se juntou a nós a comer, e o senhor que nos acompanhou desde o abastecimento também, partilhou alguma da sua sabedoria com trail runner o que é sempre bom, para nós novatos nestas andanças...

Esta prova entrou directamente para o primeiro lugar do meu top!! Adorei tudo, desde a organização, ao percurso, como todos os atletas que em algum momento correram comigo...
E para melhorar ainda mais, esta prova tinha uma vertente solidária, em que parte do valor da inscrição revertia para a "Causa Solidária Mário Piteira", para angariação de fundos para aquisição de uma cadeira de competição de desporto adaptado.

Sem duvida, esta vai ser uma prova a repetir... e posso garantir-vos que o bichinho do trail ficou cá dentro... e pode ser que dentro de pouco tempo repita a experiência... :-)


A única coisa que tenho a apontar, foi a má sinalização em algumas partes do percurso, mas que felizmente, não nos fizeram perder assim muito. 


21/05/2013

BES RUN Challeng3 Sintra - Report by Pedro Moita

Finalmente Sintra!!! 
Após não ter podido comparecer no GP Fim da Europa, de não me ter inscrito a tempo no Run Sintra Trail by night, finalmente consegui correr em Sintra! A segunda etapa do BES RUN Challeng3 brindou-nos com as durinhas durinhas durinhas subidas da Serra de Sintra.

Antes da prova começar, o São Pedro decidiu abençoar-nos com uma bela carga de agua bem gelada, para garantir que só os mais fortes ali estariam! E assim foi... todos os que terminaram esta prova, mostraram a sua verdadeira força! Enfrentar aquelas subidas não é para qualquer um...

A prova iniciou-se com uma ligeira subida, seguida de uma descida até ao centro da vila de Sintra. Os primeiros km's, não sei muito bem porque, senti o meu coração um pouco acelerado de mais, mas por volta do km 3, já me sentia pronto para enfrentar o percurso até ao fim!

Desta vez, inspirado pela paisagem fantástica da serra de Sintra, decidi fazer um pequeno video, para vos tentar mostrar um pouco do que foi esta prova...



A prova foi praticamente toda composta por subidas atrás de subidas, com algumas descidas ligeiras para enganar as pernas, seguidas de mais subidas! 
Inicialmente ainda tive algum receio de as minhas pernas não conseguirem aguentar tantas subidas (lesões e tal...), mas surpreendentemente, elas portaram-se bem durante toda a prova, e só tive que andar no km 8... mas já lá chegamos.

Ainda antes de chegar ao retorno, começo a ver alguns Pernas a passar por mim e a dar força, o que é sempre um bom incentivo para dar mais um pouco. :-)

Vamos então falar do km8... bem o km 8 encontrava-se no caminho do Palácio da Pena, e era basicamente composto por uma parede enorme de escalada! Ainda corri a primeira subida... mas acabei de rastos, e tive que ir praticamente sempre a andar até ao fim daquele terrível km... mas esperem, pensam que o km 8 foi mau? Bem... sim foi mau, muito mau, mas e que tal 1 km a descer, com praticamente a mesma inclinação que fizemos a subir no km8? Assim foi o ultimo km... e pior, em empedrado molhado! 
Mas felizmente tudo correu bem! Cheguei ao fim, sem dores, e com um sentimento enorme de dever cumprido! O tempo, obviamente que não é famoso para uma prova de 10 km... mas para ESTA prova de 10 km parece-me muito mais que aceitável!! Acabei com 56m 32s!!

Aqui vou eu a voar



No final da prova, a organização brindou-nos com 2 deliciosas queijadas de Sintra, que serviram prontamente para repor as energias perdidas durante a prova!! (só comi uma!!! :P )



Com isto só posso dizer que fiquei a adorar ainda mais Sintra! Sem duvida que farei tudo para não faltar as próximas provas que por lá ocorram... 

Agora é esperar por dia 8 de Junho, dia da ultima corrida do Bes Run Challeng3, desta vez sem subidas e em Lisboa, esta vai ser a primeira prova que vou repetir, e foi a prova por onde me estreei nos Pernas de Gafanhoto... vamos lá ver se melhorei alguma coisa em relação ao ano passado!! :-)
Antes disto, vou ainda participar na Corrida Volkswagen, em que o percurso é dentro da fabrica da Auto Europa!

Beijinhos e Abraços e boas corridas!!

13/05/2013

24º Meia Maratona Internacional de Setúbal - Report by Pedro Moita

Ontem foi o dia de me aventurar na minha 3º Meia maratona, desta vez a MM de Setúbal.
Como já tinha dito anteriormente, não fui com objectivo de tempo algum, devido ás lesões dos últimos tempos e aos poucos treinos que tenho efectuado... o objectivo era sim, chegar ao final, sem grandes dificuldades.

Como também já tinha referido na minha ultima publicação, esta foi a estreia de um amigo meu, neste mundo das corridas, e logo numa Meia Maratona... Chegamos a Setúbal, e ele já la estava  espera... levantamos os dorsais, fizemos um (curto) aquecimento, e esperamos pelos restantes Pernas.
A banana antes da prova...

Toca a alongar bem!!

mais alongamentos...


Um dos pontos negativos que tenho a apontar nesta prova, ocorreu logo no inicio, em que os atletas da Meia e Mini Maratona, se encontravam bem divididos... mas mal se ouviu o tiro de partida, não ouve separação alguma, e saiu tudo ao mesmo tempo, gerando-se alguma confusão nos primeiros metros.

Os primeiros km's da minha prova, foram relativamente rápidos, provavelmente até de mais, pois mais tarde vim a pagar por isso... 
Até ao km 15 fui sempre bem, sem dores e sem cansaço, fui sempre na conversa com o JP, o que foi muito bom, pois fomos sempre puxando um pelo outro. O pior veio a partir do km 16, onde comecei a sentir o calor a apertar muito, e o meu corpo a querer abrandar... e o JP, estreante nestas andanças  ainda fresquinho e sempre a puxar por mim!! Senti muito a necessidade de mais um abastecimento, entre o km 15 e o fim da prova... parecia que estava a atravessar um deserto.... o Deserto da Mitrena!!!
Por volta do km 19 o JP começou a dizer que queria dar mais um pouco até ao fim da prova, e eu disse-lhe para seguir, pois não estava em condições. Ele parecia que tinha começado naquele momento a prova, e eu mais parecia que tinha ido fazer os 101 km de Ronda!! Arrastei-me literalmente até ao fim, e pensei varias vezes em parar... mais uma vez uma luta mental enorme! 
O publico foi fantástico, tal como os atletas que iam passando, sempre a incentivar!!


Por fim a meta! Tentei dar um pouco mais... mas penso que quem assistia mal deve ter notado lol





Infelizmente, ainda não foi desta que baixei das 2 horas (acabei com 2h02m53s), mas relativamente a dores, apesar do sofrimento dos km's finais, acabei relativamente bem, apesar de terem aparecido alguma cãibras quando ia a caminho do carro!

Quanto ao JP, pelas nossas contas, conseguiu acabar a baixo das 2 horas, apesar de na classificação final, marcas 2:00:10, o que é um tempo fantástico, para quem nunca tinha sequer participado numa prova e corre apenas ocasionalmente!!

Após a prova, tal como prometido e como manda a tradição Sadina ouve direito ao Choco frito. Depois do almoço fui ainda dar uma recompensa aos meus pés e foram provar a água (gelada) da Figueirinha, na Serra da Arrábida.



O próximo desafio vai ser no sábado em Sintra, a 2º etapa do Bes Run Challeng3, subidas e mais subidas!! E o vosso?

Beijinhos e Abraços e boas corridas! :-)