Corre mais rápido!

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21/08/2017

Ainda se lembram de mim?


Happy feet are back!

Ainda se lembram da Fiona que costuma escrever por aqui e que já há uns bons tempos tinha desaparecido do mapa?

Pois bem, estou de regresso a este cantinho e à estrada. Tenho andado de costas um pouco voltadas para a corrida e para a escrita por aqui mas pelo melhor motivo do mundo: fui mãe de um pequeno traquinas que já faz agora 15 meses. Depois de uma gravidez algo complicada que me impediu de continuar a praticar desporto e após ter levado 15 meses a ganhar coragem para calçar os ténis novamente, aqui estou eu de regresso.

Sei que vai ser um regresso a passo de tartaruga, lento, com algumas dificuldades... Mas pensando que já regressei às corridas após uma cirurgia ao joelho em 2010 e que, depois disso, já corri várias meias maratonas em estrada e em trail... Estou cheia de motivação para voltar a fazer duas coisas de que gosto muito: correr e escrever aqui no Corre mais rápido! A bem da verdade, já andava a acusar alguma ressaca por não correr mas apenas agora consegui finalmente ajustar todas as rotinas com o bebé (sim, porque isto de ser mãe, trabalhar e estudar tudo ao mesmo tempo tem muito que se lhe diga!) e conseguir voltar a introduzir as rotinas de corrida no meu dia-a-dia.

É verdade que após o primeiro treino feito na semana passada voltei a recordar músculos do meu corpo que já pensava que nem existiam mas... Tudo a seu tempo e a um bom ritmo para voltar a correr com a camisola dos Pernas de Gafanhoto e a viver a boa disposição das corridas.

(Entretanto, também escrevo sobre o mundo da maternidade e as aventuras de uma mãe de primeira viagem no Happy Mom Descomplicada que podem acompanhar na versão de blog e no Facebook).

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

07/07/2017

De volta à casa de partida

Há mais de dois meses sem escrever, era expectável que vos brindasse com um par de crónicas de provas (Corrida de Santo António e Corrida do Sporting), mas... não.

Este último mês tem sido profícuo em cansaço, alergias e afins. Tudo factores que arrumam com um corredor. Assim, em vez de mais duas provas feitas, tenho pouco mais de 20km corridos em Junho e um regresso à passada penosa de 06:20 nos poucos treinos feitos. Para isso muito contribuíram quase 15 dias a antibiótico e anti-histaminico, o que me deixou com a sensação que a realidade se estava a desenrolar bastante mais rápido ao meu redor.

Com tudo isso, apenas voltei aos treinos na semana passada, por sinal em dia da Corrida do Sporting.O resumo do treino foi mais ou menos este:

km 1: "Ainda bem que não foste à prova. Estás mais perro que um Seat Ibiza de 1990 abandonado"
km 2: "Não era mal pensado fazer só 3km hoje..."
km 3: "Menos de 5km não é treino minha lontra! Só faltam 2!"
Km 4: "Até dava  para ir à prova, estou a desemperrar... weeeeeeeeee"
km 5: "Como é que eu era capaz de fazer 10km hoje?"

Com esta perturbação ciclotímica num treino de cinco quilómetros, fazer 10 km, em prova, neste carrossel emocional, havia de ser bonito...

Estando numa época morta de provas, só vislumbro a participação, em finais de Outubro, na Corrida do Aeroporto. Assim sendo, o foco dos treinos vai para a #operaçãomankini2017 com vista a poder entrar numa praia sem ter crianças a dizer "olha pai, uma baleia branca a andar!" e tentar, paulatinamente, aumentar a distância para voltar à rotina dos treinos semi-longos de 12.15km ao fim de semana.

Não, não sou eu. Esta foto é meramente um auxilio visual para quem tenha ficado parado
no último parágrafo a perguntar "que porra é um mankini?"



08/02/2017

OCD - Obsessive Cardio frequency meter Disorder

Desde Abril/2016, com o meu regresso tímido aos treinos, tenho-me feito acompanhar sempre por uma banda cardíaca. Dada a falta de folego e a minha estampa gelatinosa, ser lançado às feras a tentar impôr o ritmo sozinho era garantia de uma performance sofrível e perigosa para a saúde. Com nove meses de uso, criou-se a inevitável dependência do cardiofrequencímetro.

Não havia subida em que eu não olhasse para o relógio para ver o conta-rotações a chegar ao redline, nem descida que eu não consultasse o Garmin para ver se não estava a descer demasiado nas pulsações. Mergulhei nas profundezas das zonas de treino, defini as minhas, que percebi serem um pouco mais elevadas do que o normal para a idade, o que significa que ainda tenho o coração de um adolescente acnoso.

Tudo ia bem neste meu pequeno mundo em que tudo podia ser controlado, até a batida cardíaca. Era um homem feliz, um mestre na obsessão de manter-me na zona 3 e na compulsão de abrandar o passo quando o Garmin vibrava a avisar-me que estava a bater nas 159bpm.



Mas eis que veio Domingo. Arranco para treinar ao fim do dia, uns 6 km paranoicamente controlados. Munido do meu cardio-soutien, faço o aquecimento, uns 500 metros lentos e acelero o passo... nem uma notificação no Garmin "estás tão bom nesta gestão do ritmo que já nem sais da zona de treino. Tens que te dedicar a outra coisa mensurável para controlar e perpetuar esse estado psicótico. Que tal o comprimento da passada?" pensei eu. Ao fim de dois quilómetros, resolvi ver a quantas andava... duas linhas horizontais no gps indicavam-me uma de duas realidades:
  1. Estava morto. Flatlined, como os britânicos dizem. Tinha lerpado na subida a caminho da Quinta das Conchas. Dado não ter batimento cardíaco no Garmin mas o mesmo indicar-me um pace de 06:05 min/km, cedo descartei essa hipótese.

    ou
  2. A pilha do cardiofrequencímetro tinha ido com os porcos.
Fiz o restante do treino sem chão, desorientado, perdido, sem saber ao que me agarrar. Só queria chegar a casa, desenterrar uma pilha CR2032 de um relógio e ressuscitar o sensor. Cheguei tão depressa a cada que fiz o treino mais rápido dos últimos meses.

Dado não ter uma única pilha CR2032 em casa, uma ida a uma loja do chinês da especialidade na passada Segunda-feira resolveu a questão. Para meu desencanto, a banda continuava a não dar sinais de vida. Uma pesquisa pelo Google fez-me ver que. afinal, não estou sozinho. A banda da garmin é propensa a dar o berro, não o sensor. Isso sucede por acumulação de sal e outras badalhoquices na banda. Mesmo com uma lavagem de semanal.

Solução? Comprar uma banda da Polar (14€), compatível com o sensor da Garmin que, a avaliar pelo que pesquisei, é mais fiável, menos propensa a avariar e fica a um terço do preço de uma banda da Garmin.

Até a banda vir, vou ter que treinar sem cardiofrequencímetro. Ponderei correr com estetoscópio e metrónomo, mas carregar no metrónomo cerca de 160 vezes por minuto podia originar uma tendinite de repetição no dedo. Outra solução passaria por levar um medidor de tensão em modo repeat, o que elevaria o risco de uma trombose no braço, tal é o aperto daquela brincadeira.

Ainda não sei como vou treinar nas próximas semanas. Talvez meta os primeiros 01:15 desta música em repeat nos phones e consiga treinar sem panicar...








06/04/2016

Rocky XVIII - o regresso da lontra

Interrompo o retiro espiritual em que este blog se encontra para anunciar que, espero eu, estou de regresso aos treinos!

A parentalidade manteve-me afastado das corridas, praticamente desde Junho do ano passado. Sei que fiz umas provas de 10 km algures em Outubro, mas foi mais passear o esqueleto num ou noutro Domingo do que o resultado de um treino minimamente disciplinado. Reflexo disso, é que na Corrida do Sporting devo ter sido mais vagarozo que o Custódio nos seus dias de glória.

    
Eu, no 1º de Abril, a tentar sair de casa para correr, envergando o look "ratazana de bandana", tentando passar despercebido.


Com um esforço conjunto para afinar a rotina familiar, a ideia nos próximos tempos é fazer três treinos por semana (um deles no fim de semana), concentrando para a semana de trabalho duas saidas de 5 / 6 km para ir perdendo os cerca de seis quilos de dad bod que adquiri no exercício da parentalidade responsável, atenta e sedentária. Se o plano este mês for cumprido, celebrar-se-á com uma participação na Corrida do 1º de Maio (15km), com dois objectivos: não apanhar o metro na Almirante Reis e acabar a prova vivo.

Para já, a experiência do regresso tem sido um belo exercício de humildade, a ritmos entre os 7min/km e 6:30/km. Sempre com cardiofrequencímetro, para monitorizar a bomba e alongando sempre após cada treino para prevenir chatices nos tendões e afins.

Como o lastro ainda é considerável, estou a ponderar fazer bicicleta como treino longo de fim de semana nos primeiros tempos, para não sobrecarregar os alicerces que sustentam todo este festim de sebo que me rodeia o dorso.




17/01/2015

Eu também ajudo a limpar as teias de aranha...

Se o Bluesboy se queixou que anda ausente, então que dizer de mim? Quer dizer, um gajo pede escrever aqui e depois nunca o faz? Não pode ser! E se a desculpa dele - que não é desculpa - é que as corridas dele agora são para comprar fraldas ou correr para apanhar papa do chão, as minhas são um pouco diferentes.

Em boa verdade, não tenho corrido quase nada na estrada, mas tenho corrido bastante. Aliás, já nem me lembro quando foi a minha última prova oficial na estrada. Estive para ir correr a São Silvestes de Lisboa, mas acabei por ir fazer o 1º Trail São Silvestre da Serra da Estrela. Nunca ouviram falar, né? É normal, não se preocupem.
Depois, também tenho andado ocupado com o meu blog dedicado ao trail. Pois é, parece que o bicho do trail venceu o da estrada. Agora, vivem os dois lado a lado, mas o da estrada só se mostra de vez em quando. Para aquelas provas emblemáticas (a do Sporting) e para aquelas onde quero melhorar os meus tempos: meias-maratonas e maratonas. Por falar em maratonas, desconfio que, se no ano passado fiz 2 no espaço de um mês (Lisboa e Porto), este ano há a grande possibilidade de fazer 3 no mesmo espaço de tempo (Lisboa, Amesterdão e Porto). Mas ainda não está decidido se assim irá acontecer. Loucura?! Um pouco! Mas já diz o provérbio "De corredor e louco, todos temos asim, tipo, bué!"

Mas vamos lá aos números de janeiro, até à data.



119,5kms, 14h27', 7 atividades
62,4 em estrada, 7h20', 4 atividades. (num dos treinos, subi 1964 degraus)
57,1 em trilhos, 7h07', 3 atividades.

Entretanto, ainda tenho a corrida Fim de Europa (17kms estrada) e o regresso que vou fazer até Sintra, pelo meio da serra (cerca de 25kms trilhos). Com jeitinho e mais alguns treinos, devo fiar perto dos 200kms em Janeiro, o que é um bom começo para muitos dos objetivos que estabeleci para este ano de 2015.

Boas corridas a todos!

06/11/2014

Missão Meia Maratona dos Descobrimentos

Um dos aspectos que mais gosto na corrida é a forma como, perdida a forma física, voltamos a olhar para objectivos simples com a mesma paixão com que víamos, em pleno pico de forma, o bater de um PBT.

No meu caso, a grande aventura para Dezembro vai ser terminar a Meia Maratona dos Descobrimentos abaixo de 1h50min. Sim, eu sei, é um objectivo bastante mais comedido do que um UTCMQQCA - Ultra Trail Com Mais Quilómetros que Certas Auto-estrada, mas um paterfamilias tem que começar por algum lado após três meses de noites mal dormidas, não é?

Assim, para quem anda a fazer regularmente treinos não abaixo dos 05:20/km, isso pede um pouco mais de esforço e obriga a introduzir algumas mudanças na rotina de treinos.

Este video ilustra bem o que tenho passado.
Pronto, eu sei, exagero. obviamente que não ando para ai
a correr com um cão com uma mantinha panisgas para o proteger do frio, 
Mas de resto é igual... cof cof...

Assim, desde a semana passada, seguindo o método Rocky Balboa aplicado à corrida de fundo, inclui um treino de fartlek armado em intervalos por semana. O objectivo é o de aprimorar a velocidade, para tornar possível fazer a Meia Maratona a ritmos de 05:10 e acabar confortável.

Parciais das sessões de tortura fartlekeira da semana passada e desta.
Para a semana a ideia é passar aos 4min a intensidade 5 com 1 min de recuperação (x3)

Como o objectivo e´correr uma Meia Maratona e não a XVIII milha urbana de Alguidares de Baixo, irei ainda, aos fins de semana, introduzir longuitos de 10km esta semana e de 15km na próxima, para testar como reage o corpo a uma passada próxima dos 05:10, para, na Meia Maratona, fazer algo muito semelhante ao plano abaixo

Fonte: coolrunning

29/09/2014

A caminho da primeira Maratona - última semana de preparação

Pois é, a maratona está mesmo aí à porta. Falta menos de uma semana e os nervos começam a ser mais que muitos. Não há noite que não vá para a cama e que não pense nela antes de adormecer, e sinto sempre um nervosinho no peito. As dúvidas se conseguirei ou não, se vai tudo correr bem, interligam-se com os pensamentos positivos em que chego à meta todo sorridente e de braços no ar.

No domingo fiz o meu último treino longo. 20,20kms em 1h45m, o que deu um ritmo médio de 5'13". Ao fim dos 20kms não me sentia cansado nem com dores, o que me leva a crer que este poderá ser o ritmo que vou utilizar durante a prova. Se assim o conseguir, farei cerca de 3h50m, que é um belissimo tempo para uma estreia.

Durante esta semana vou fazer 2 ou 3 treinos mais curtos, mas com o ritmo que quero usar durante a prova, e em terreno plano. Tenho de apostar em fazer sempre um bom aquecimento antes de começar a correr, porque se não o fizer, arrisco-me a lesionar-me e morrer na areia da praia. Um ou outro treino em que não aqueci tão bem, senti dores nos gémeos da perna direita, que passava ao fim de algum tempo de corrida, mas que volta não volta sentia de novo e tinha mesmo de parar para alongar um pouco, e no final do treino as dores persistiam. É como se o músculo estivesse preso e não quisesse alongar. Outra coisa que sinto durante os treinos, são pequenas dores nas canelas (ambas as pernas) ao fim de 1,5km-2kms, que acabam por passar se acelerar o ritmo. 

De qualquer forma, agora é abastecer de hidratos, evitar gorduras desnecessárias, cortar com as bebidas alcoolicas, beber ainda mais água que o habitual e ir comprar os géis para me alimentar durante a prova. Já vi os abastecimentos que vamos ter durante a prova e estamos bem servidos de hidratação, portanto é coisa com que não me vou preocupar em levar. Será que alguém me sugere algum gel bom (e saboroso) para levar na prova? E cintos, alguém sugere um bom cinto para poder guardá-los?

Por fim, se alguém participou na maratona do ano passado, sabem-me dizer qual a melhor forma de ir ter à Baia de Cascais no domingo? Eles fornecem transporte ou tenho que apanhar o comboio/levar carro?

Aaah!! E já tenho número de dorsal! Todos os olhos postos no 2720!


PS: Como uma loucura nunca vem só, a inscrição para a Maratona do Porto, dia 2 de Novembro, já está efetuada. Entre as duas Maratonas ainda tenho a Corrida do Sporting, a Corrida do Aeroporto e a Corrida Montepio.

03/09/2014

A caminho da primeira maratona.

Ontem foi dia de fazer um treino mais longo. Como falta um mês para a maratona, chegou o momento daquele treino na casa dos 30kms. Era esse o objetivo, mas, e como às 21h já está bem escuro, acabei por fazer apenas 25kms. O que não foi mau. Deu para perceber que, a continuar a treinar bem, conseguirei atingir um tempo muito próximo daquilo que quero: sub 4h.

Comecei quase às 19h, depois de sair do trabalho, saindo do parque das nações, seguindo pela marginal e voltando para trás em frente à estação de Santa Apolónia. Fui sempre a um bom ritmo, aliás, a um ritmo rápido demais (5'18", quando queria ir sempre a 5'30") e no final só abrandei porque estava muito escuro e estava com medo de tropeçar em alguma coisa ou enfiar um pé nalgum buraco (o que me aconteceu uma vez, mas sem me magoar a sério). Uma vez que a maratona vai ser durante a manhã, e não durante a tarde com o tempo sempre a arrefecer, no próximo domingo vou fazer novo treino longo, desta vez para atingir mesmo os 30-32kms.

Outra coisa que me prejudicou um pouco o treino foi a tshirt que estava a utilizar, que, ao fim de 12kms, me estava a magoar imenso o mamilo direito. O facto de não levar abastecimento suficiente (apenas água) e de ao longo do dia e noite anterior não ter feito uma alimentação adequada, também fizeram com que a partir dos 21-22kms começasse a sentir os musculos a quererem "comer" e a não terem onde o fazer. Felizmente, e para grande alegria minha, os sapatos que comprei recentemente (Nike Structure 17, pronador) estão a cumprir as expectativas e consegui acabar o treino sem dores nos pés, canelas e as poucas marcas que tinha nos pés (pequenas bolhas) são o normal de corridas de longa distância.

Acima de tudo, foi um bom treino para perceber se o corpo e mente estão preparados para o que aí vem, e se o tempo que meti como objetivo é exequível. Acho que a resposta é positiva para ambos os casos.

Deixo aqui o percurso e os parciais do treino de ontem.


O percurso, sempre pela marginal, é sempre uma boa opção.
2h36' para 25kms, parece-me que dá para fazer 42 em menos de 4h.

A partir do km 22, houve zonas em que fui mesmo a andar, porque não conseguia ver o chão.
Foi onde acabei por meter metade do pé em cima de um degrau e outra metade fora, quase caindo.


29/08/2014

Treino de velocidade ou as "malfadadas" séries.


Parece que é consensual: ninguém gosta de treinar séries. Ninguém gosta de correr x distância ou x tempo a uma velocidade que, para o seu habitual ritmo de corrida, lhes faz sentir o coração a bater em todas as zonas do corpo. Mas a verdade é que as séries/treinos de velocidade são importantes para um melhoramento da nossa performance. E desenganem-se ao pensar que este tipo de treino é só para quem tem objetivos muitos específicos em termos de tempos. Vários estudos sugerem que explosões de intenso esforço físico, entre os 30segundos e os 5 minutos, intervalados com períodos de 'descanso', provocam alterações fisiológicas importantes - desde perda de massa gorda e um melhor controlo de açúcar no sangue a uma melhor vascularidade (noutra altura falarei mais sobre isto) - que as corridas lentas não conseguem tão eficazmente. Acelerar a passada periodicamente também vai contribuir para que as corridas normais sejam mais fáceis, melhorar a condição física e, muito importante, preparar a mente para periodos de maior esforço (quantas vezes não foi a cabeça que desistiu antes das pernas ou dos pulmões?).

Vamos lá às desculpas das pessoas.

“Eu corro para melhorar a minha saúde, não para competir.”
O músculo-esquelético é essencial para absorver a glicose dos alimentos e manter os níveis de açúcar no sangue sob controlo. Porque um treino intenso intervalado utiliza um maior número de fibras musculares, basicamente, cria uma ‘esponja’ maior, ajudando no combate ao diabetes. Também fortalece os músculos do coração e os vasos sanguíneos e aumenta o número de mitocôndrias (o que transforma a glicose em energia), tornando o corpo mais eficiente na metabolização de combustível. O resultado: temos mais energia para correr e para fazer tudo o resto.
Sugestão de treino: Aquecer durante 15 minutos. Correr um minuto a um ritmo de corrida de 10kms. Caminhar ou correr um minuto, em seguida, correr novamente ao ritmo do primeiro minuto. Começar com 4-6 reps. Construir até às 10 reps.

"Eu estou a tentar perder peso, por isso, estou focado em correr de forma consistente em vez de correr rápido”
Quanto mais depressa corremos, mais calorias vamos gastar. Os estudos sugerem que, após este tipo de treino intervalado intenso, o corpo continua a queimar calorias. Este treino não deve substituir o de corrida moderada por completo. A verdade é que precisamos de ambos. Mas uma ou duas sessões de velocidade por semana, vai obrigar o corpo a utilizar diferentes músculos e, assim, reduzir o risco de lesões (desde que este treino intenso de velocidade seja feito de acordo com as nossas capacidades e aumentando gradualmente a intensidade). Para perda de peso, quanto maior o período de intensidade, melhor.
Sugestão de treino: Aquecer bem, em seguida, correr 3 a 5 minutos a ritmo de corrida de 10kms. Correr ou caminhar 3 a 5 minutos. Repetir 6 a 10 vezes.

"Vou correr a minha primeira meia-maratona/maratona, por isso estou mais focado em construir distância."
A ruína de quem faz a sua primeira meia-maratona ou maratona: estar a chegar ao fim de uma corrida longa e ficarem sem combustível e o corpo quebrar. As séries vão ensinar ao corpo a sensação de estar a entrar em ‘shutdown’, bem como fortalecer músculos que raramente são usados (de contração rápida), e que vão ser essenciais quando os outros músculos já não conseguirem responder ao esforço exigido. Melhoram também (os treinos) a economia de corrida, ensinando o coração a bombear mais sangue por minuto, fornecendo mais eficazmente o oxigénio aos músculos.
Sugestão de treino: Começar com 6 a 10 repetições de 200 metros a um ritmo de corrida de 5kms, com uma corrida de 200 metros entre elas. Fazer isto uma vez por semana. Com o tempo, tentar alongar a distância (5 × 400 no ritmo 5Km, ou 4 × 600 em ritmo 10Km).

"Eu estou a tentar acabar os meus primeiros 5kms, por isso não preciso de me preocupar com treinos de velocidade.”
Quanto menor a distância, mais importante é o treino de velocidade e mais frequentemente deve ser feito. Quer se tenha um objectivo de tempo ou não, a melhoria do açúcar no sangue, a aptidão cardiovascular e a resistência mental, vão ajudar a que a corrida de 5kms pareça mais fácil. E se apenas queres fazer corridas de 5kms, as explosões de velocidade vão melhorar, em muito, a tua capacidade aeróbica.
Sugestão de treino: Como quem corre distâncias mais curtas pode fazer mais treinos intensos do que quem treina para longas distâncias, o melhor é ser-se criativo e misturar vários tipos de séries. O corpo não se vai queixar. O importante é que se corra mais rápido e que seja mais difícil de respirar do que anteriormente.


E agora, tudo a fazer treinos de velociadade!


*este post foi escrito com ajuda de pesquisa pela net.

02/06/2014

Treino Just Girls - review by Fiona no blog Correr na Cidade

No passado sábado tive oportunidade de participar em mais um treino Just Girls organizado pela crew Correr na Cidade. Conforme é hábito, aqui venho deixar a minha review de participação neste treino mas, desta vez, em moldes um pouco diferentes do habitual... No final do treino, tive o convite do Filipe, um dos membros desta crew, para escrever a review do treino para o blog da crew, o que de imediato aceitei e aqui vos deixo a reprodução da minha review que podem ler no blog Correr na Cidade bem como aceder ao link a partir da respectiva página do Facebook

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"Fui convidada pelo Filipe para fazer a review do treino Just Girls que se realizou, na manhã de ontem (dia 31 de maio) no Parque das Nações, com partida e chegada na loja ProRunner. Como poderia eu recusar este convite?
Esta iniciativa, que já vai na sua 5ª edição, não é novidade para mim. Já tive oportunidade de participar em dois destes treinos e as diferenças saltam à vista face ao início destes treinos. Ainda recordo o primeiro em que participei em que éramos em torno de 20 participantes. Na manhã de ontem fomos cerca de 80 participantes!!! Um salto bastante assinalável que apenas vem demonstrar o crescente interesse pela prática da corrida mas também a evolução que o Correr na Cidade tem vindo a demonstrar nos últimos tempos.
A boa disposição e a disponibilidade da crew são uma constante e estão presentes desde o primeiro dia. Mas tenho aqui de salientar o claro crescimento da crew... Bem me lembro do primeiro treino Just Girls em que estive presente e em que (julgo!) apenas estavam presentes o Filipe e a Natália para tratar de toda a logística de teste de material Compressport e distribuição das ofertas. Ontem muitas eram já as camisolas da crew que deambulavam entre as participantes e que nos acompanharam durante todo o treino. É, sem dúvida, de dar os parabéns a estes corajosos que demonstram que a corrida em Portugal está para ficar e que existem formas originais de manter aceso o gosto por esta actividade.
Estiveram presentes no treino a Sofia Simões, da Compressport, e a atleta de triatlo do Sporting, Katarina Larsson. O treino teve três possibilidades de participação:
- Caminhada, na companhia da Carmo Moser (da crew) e da Cristina Romão (Pro Runner).
- 5 km, com a companhia da Sofia Simões, e das meninas da crew: Joana Malcata e Ana Guerra
- 10 km rápidos e moderados, com a companhia da atleta Katarina Larsson, e das outras meninas da crew: Bo Irik e Natália Costa. 
Conforme já referi, teve partida e chegada na loja ProRunner, local onde a animação reinou desde bem cedo, com todas as participantes a poderem trocar experiências e a vestir a camisola cor-de-rosa que nos foi distribuída antes do início do treino. Se era desejada uma mancha cor-de-rosa junto ao rio, ela foi bem conseguida! 
Após a distribuição do material para teste da Compressport e do aquecimento, cada participante pode juntar-se ao seu grupo. Eu fui para os 10 km moderados, que estou bem longe de conseguir acompanhar a passada da Katarina Larsson... Pronto, em sonhos sou capaz de lá chegar! O treino desenrolou-se sempre junto ao rio com o ponto de retorno dos 5 km a ocorrer junto ao hotel Myriad, onde estava um membro da crew a indicar a divisão dos grupos. Os 10 km seguiram em frente até um pouco a norte da Ponte Vasco da Gama, onde as participantes tinham oportunidade de ter um abastecimento aos 5 km, feito por dois outros membros da crew Correr na Cidade. De salientar a boa disposição com que éramos recebidas por eles... Tive até oportunidade de discutir a possibilidade de duas "Conchitas" vestidas de cor-de-rosa se juntarem a nós! Obrigada a estes dois membros da crew pelas palavras de apoio e por nos ajudarem a hidratar numa manhã com algum calor.
Foi momento de regressar ao ponto de partida... À chegada, tínhamos à espera novo abastecimento e sessão de alongamentos para finalizar uma manhã pautada pelo espírito positivo e pela boa disposição. Sem dúvida, a repetir em breve num treino que ficou prometido que se irá realizar em trail ainda antes de Agosto. Aqui fico a aguardar!
Quando o Filipe me convidou para escrever esta review, ficou bem claro que poderia falar mal, se assim o entendesse. Bem... Pontos negativos do treino não tenho a apontar. A única coisa menos positiva que poderia indicar e que, mesmo assim, nada tem de ponto negativo ao treino, foi um comentário que ouvi da parte de algumas (poucas) participantes. Este teve a ver com o facto de se poder não perceber muito bem o percurso na parte em que o grupo dos 10 km estava mais afastado entre si. Mas penso que nem se tratou de um "verdadeiro problema" dado que ninguém se perdeu e rapidamente se percebeu qual era o percurso a fazer. 
Como pontos positivos tenho vários:
- A disponibilidade e boa disposição, já referidas, e boa organização deste treino. O número cada vez maior de participantes é um sinal claro do bom trabalho que é feito e do sucesso que estes treinos Just Girls são.
- Dois abastecimentos para um treino, em que a participação é gratuita, é de louvar. Tenho que reconhecer que foi até melhor do que aquilo que já tive em algumas provas em que já participei (e paguei!) e em que ter uma garrafa de água para beber foi difícil...
- Presença de atletas e acompanhamento permanente pelas meninas da crew a mostrarem que a corrida é um estilo de vida e que nos pode fazer encarar a nossa vida de uma forma diferente, sempre positiva e sempre pautada pela entre-ajuda e sorriso na cara.
Obrigada, Filipe, pelo convite para escrever esta review. Mas, mais do que isso... E posso aqui escrevê-lo sem qualquer problema pois trata-se de algo que já te disse pessoalmente: obrigada por estes treinos, pela boa organização e pela forma diferente como mostras que a corrida pode (e deve!) ser encarada em Portugal. Que venham mais brilhantes iniciativas como esta e muitos bons momentos para a crew do Correr na Cidade!

(imagem blog Correr na Cidade)

Adicionalmente à review que escrevi para o blog Correr na Cidade, aqui deixo a habitual informação resumo do treino que fiz.

Distância: 9,84 km
Tempo: 01:00:50
Ritmo médio: 6:11 min/km

Parcias do treino

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

01/06/2014

Dia 1 de Junho... Dia de resumo by Fiona

Antes de mais, um excelente Dia Mundial da Criança para todos os que passam por este blog. Sim... Porque acho que nunca deixamos verdadeiramente de ser crianças!

Neste primeiro dia de um novo mês, decidi olhar para o que andei a fazer no último em mês em termos de corridas e foi o seguinte que obtive do Connect Garmin (clicar na imagem para aumentar).


Em termos de resumo, tenho o seguinte:
- Participação em duas provas: Corrida Internacional do 1º de Maio. Tempo (15 km): 01:38:51 / BES RUN Challenge da Costa da Caparica. Tempo (10 km): 01:01:59.
- Total de quilómetros corridos: 99,5 km.
- Total de tempo corrido: 10:56:23
- Total de actividades de corrida: 12

No mês anterior tinha feito o seguinte:
- Participação em duas provas: Estafeta Cascais-Lisboa. Tempo (5 km): 00:27:16 / BES RUN Challenge de Sintra. Tempo (10 km): 01:07:50.
- Total de quilómetros corridos: 51,5 km
- Total de tempo corrido: 05:36:32
- Total de actividades de corrida: 8

Comparando os dois meses, pode ver-se que em Maio corri quase o dobro do mês anterior tendo feito apenas mais 4 actividades de corrida. O tempo a melhorar, um horário mais bem organizado e as queixas desaparecidas fizeram com que conseguisse treinar mais e melhor, o que se têm reflectido na evolução dos treinos, tanto na distância, como na melhoria do tempo como ainda o facto de estar a melhorar o meu desempenho nas subidas. Já que a bela e mui nobre cidade de Lisboa é a cidade das sete colinas, tenho mesmo é que aproveitar este belo facto e treinar umas subidas que as minhas pernas vão agradecer e muito!

O mês de Junho terá a participação em três provas: BES RUN Challenge de Lisboa, Corrida Luzia Dias e Corrida das Fogueiras.

Para os mais atentos, podem ver, no calendário que retirei do Garmin, uma actividade que surge a cinzento e que se refere a actividades de reforço muscular que passarei a incluir também no meu calendário de treinos, de modo a poder fazer o histórico do tipo de reforço muscular que vou fazendo. Este treino em concreto foi feito recorrendo a uma aplicação da Nike de que irei falar futuramente, após experimentar mais uns quantos treinos. Não percam!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

12/05/2014

O bom tempo tem destas coisas...

Não sei se acontece o mesmo convosco mas por aqui, quando começa o tempo a aquecer e o sol a começar a estar mais presente, a vontade para realizar qualquer tipo de tarefa é logo outra. Seja no trabalho, seja em casa ou seja para fazer desporto, é ver Miss Fiona com energias redobradas sempre a querer fazer mais alguma coisa.

Por outro lado, como agora já consigo fazer desporto sem limitações, é ver-me com outra vontade a calçar os ténis, sem receios de aparecer esta ou aquela dor chata que parecia nunca mais querer abandonar o meu corpinho. Vai daí, os treinos vão-se multiplicando, sejam eles dentro ou fora de portas. E os dois últimos dias não foram excepção...

Domingo, 11 de Maio

Domingo, quando não tenho de trabalhar ou não tenho uma prova, tem vindo a ser sinónimo de treino com o grupo do GFD Running e o Domingo passado não foi uma excepção. Tinha previstos, segundo o meu plano de treino, 12 km progressivos e o lugar escolhido foi a beira-rio, na zona de Belém. 


O resumo do treino foi este: 11,6 km feitos em 01h16'50'' que dá um ritmo médio de 6'38'' por quilómetro. O corpo acusou as pouco mais de 24 horas dormidas na semana passada, o muito trabalho e as refeições não tão regradas como habitualmente. Junto com o calor, posso dizer que este treino custou mais do que seria esperado. Este treino foi um claro sinal que quando mudamos as nossas rotinas do nosso corpo como, por exemplo, deixarmos de dormir as cerca de 8 horas a que estamos habituados por noite, isso vai reflectir-se claramente no nosso treino e fazer com que tenhamos um rendimento abaixo do que aquilo que seria de esperar. No entanto, passei bem o resto do dia a mostrar que, apesar de tudo, o corpo responde bem às dificuldades.

Segunda-feira, 12 de Maio

Hoje não houve corrida para ninguém. Considerando o meu plano de treinos, hoje foi dia de dar descanso aos ténis mas isso não significou que estive totalmente parada. Foi dia de muita massagem aos principais grupos musculares utilizados na corrida com o rolo de auto-massagem e de fazer algum reforço muscular em ginásio. 


E que bem que me sabe fazer desporto pela manhã! Parece que o dia corre logo de maneira diferente!

É por isso que digo sempre: aprendam a ouvir o vosso corpo. Por aqui, já tentei algumas vezes treinar ao final do dia mas chego sempre à conclusão que não é nessa altura que consigo tirar o melhor proveito do treino. Com rara excepção de provas que decorrem lá para as 17h, não gosto de correr ou de treinar ao final do dia. Parece que é um verdadeiro sacrifício e que não consigo fazer nada de jeito. Mas isso não significa que agora toda a gente tenha de treinar de madrugada como eu. Cada organismo é um organismo e nem todos nós temos o mesmo tipo de metabolismo e de rendimento na prática do exercício físico. É por isso que é muito importante ouvirem o que o vosso organismo vos vai dizengo e ajustando os vossos treinos em tipo e quantidade.

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

21/04/2014

Como a cidade de Lisboa é linda! by Fiona

Na semana passada, em jeito de preparação para a BES RUN Challenge que decorreu no passado sábado em Sintra, decidi fazer um treino por Lisboa a aproveitar alguma sdas colinas desta cidade. Aproveitando o bom tempo e o pouco movimento matinal, decidi deambular por parte da zona histórica de Lisboa, treinar as minhas pernas para as subidas da serra de Sintra que me esperavam ansiosamente e confesso que não consegui resistir a tirar algumas fotos. Ainda que tiradas com o telemóvel, penso que conseguem demonstrar o quanto de beleza esconde a cidade de Lisboa e que está ao virar da esquina a aguardar para ser descoberta por nós.

Quanto ao treino...


O percurso escolhido foi este. Partindo da zona de Santos em direcção ao Palácio das Necessidades, descendo em direcção à Praça da Armada em Alcântara e rumando à Avenida Infante Santo. Fiz toda a subida desta avenida em direcção à Estrela. Contornei o Jardim da Estrela em direcção à Avenida Álvares Cabral e desci em direcção ao Rato. Fiz toda a Rua da Escola Politécnica até ao Príncipe Real e desci em direcção ao Largo do Camões. Voltei à direita com o objectivo de descer a Calçada do Combro, saí junto à Assembleia da República e rumei ao ISEG, tendo terminado o treino nesta zona. 


Olhando para os tempos, até que não está uma má média tendo em conta as muitas subidas com que me deparei neste treino. Devo dizer que este foi um treino que soube a pouco. Não fossem as condicionantes do início de mais um dia de trabalho e ainda tinha feito mais alguns quilómetros, aliando a corrida à descoberta da bela cidade de Lisboa. É, sem dúvida, um treino a repetir brevemente!!

Aqui vos deixo algumas fotos que fui tirando durante o treino...

Mural próximo da Avenida Infante Santo

Vista a partir do miradouro em frente ao Palácio das Necessidades


Palácio das Necessidades ao amanhecer

Edifício da Imprensa Nacional na Rua da Escola Politécnica

Como eu gosto desta arte urbana a decorar os nosso vidrões!

Fonte no miradouro de São Pedro de Alcântara

Adamastor... Sempre a povoar o pensamento dos portugueses...

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

16/03/2014

Parece que ainda não é desta...

Andava eu aqui feita papoila saltitante, toda contente, porque parecia que a lesão se tinha ido embora de vez... Mas não, parece que ainda não foi desta que me livrei de andar feita pata choca. Fez esta 6ª feira uma semana, estava eu em pleno treino no Jamor, tendo previstos 55' de corrida lenta quando me começa a dar uma dor esquisita no joelho esquerdo. O meu outro joelho que tinha estado sossegado até agora. Aquele que nunca se tinha lembrado de dizer "estou aqui!". Parei algumas vezes para fazer alongamentos da banda iliotibial (porque algo me fazia lembrar as dores que tinha tido no joelho direito desde Novembro) mas fui obrigada a parar em torno dos 40' de treino. Paciência! Achei que não valia a pena estar a arriscar. Fiz anti-inflamatório em pomada, muita massagem com o famoso rolo de auto-massagem de que falei aqui e descanso.

Depois de três dias de descanso, decidi testar sua excelência senhor joelho num treino na 4ª feira, já com vista à mini maratona a ser realizada hoje. Fiz 4,77 km em pouco mais de 28 minutos. Posso dizer que fiquei muito contente com o treino do ponto de vista do tempo e distância feita. Mas o joelho doeu... Sim. A dor continuava por cá e decidi então regressar o Gabinete da Fisioterapia do Desporto para avaliar o que se passava agora com o joelho esquerdo. E tal como eu suspeitava... Fruto de ter andado a defender o joelho direito que andava lesionado desde meados de Novembro, acabei por forçar o joelho esquerdo e tinha agora uma ligeira inflamação no ponto de inserção da banda no joelho. Fiz logo um pequeno tratamento e arrisquei hoje. 

Mas a dor continua cá... Parece-me que vou ter de ver este joelho com mais atenção e parece que as agulhas são capazes de regressar... E era isso que eu não queria... Damn!

04/03/2014

Mês de Março... Please be good to me!

O mês de Março ainda agora começou e eu já estou a ser exigente com ele...

Mas a vontade de poder regressar aos treinos anda já por aqui há tanto tempo que mal posso esperar para manter a regularidade na acumulação de quilómetros ainda que, por enquanto, esta acumulação esteja a ser feita de forma muito ponderada de forma a que não existam recaídas da lesão que me tem acompanhado nos últimos meses.

Ontem foi dia de rumar ao Jamor, no final de um dia de trabalho, para dar corda aos ténis e ver como me portava no regresso (lento) aos treinos. A ideia seria fazer cerca de 60 minutos em ritmo progressivo. Acabei por não fazer os 60 minutos mas andei lá muito, muito perto. Foram 56'20'' para fazer pouco mais de 8,6 km. Foi muito bom poder andar a deambular por aqueles caminhos. Foi muito bom volta a calçar os ténis e a ver o meu Garmin apitar a cada novo quilómetro acumulado.

Percurso realizado no treino

Resumo contabilístico do treino

Fiquei surpreendida por conseguir correr quase a totalidade dos 60 minutos. Ficou mais do que claro que a forma está longe do que era no final do ano passado mas nada que o trabalho ponderado e continuado não faça regressar. Há sempre que ter muito presente e ter cuidado para não haver recaídas na lesão. O joelho, tanto na parte lateral externa como na parte de trás, apresentou apenas uma ligeira dor, um pouco naquela de se mostrar e dizer "estou aqui e não te esqueças de mim!". Também houve alguma dor em lesões antigas mas não quero querer que se trata de recaída mas mais que se fica a dever do longo tempo parada e do tempo mais frio. 

O que se quer agora é muito espírito positivo e que o mês de Março seja muito, muito bom para mim, a marcar o regresso aos treinos regulares e às provas de que tanto gosto!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona