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01/03/2015

Corrida da Árvore 2015 - report by Fiona

Parece que este início de 2015 está a ser fértil em estreias em provas. Hoje foi o dia de me estrear na Corrida da Árvore, uma prova de 10 km em estrada que decorre em Monsanto, o belo pulmão da cidade de Lisboa. 

A bela paisagem que se pode ter na Alameda Keil do Amaral

A manhã começou cedo na Alameda Keil do Amaral, o ponto da chegada desta prova e muito próxima da partida que estava localizada um pouco mais acima, na Estrada do Penedo. Apesar as nuvens que se podem observar na fotografia, estava uma manhã bem agradável para a prática da corrida, o que se reflectiu no número de participantes divididos pela prova de 10 km e pela caminhada. Próximo das 10h, foi altura de me encaminhar para a partida onde me encontrei com alguns Pernas de Gafanhoto que aproveitaram a manhã de domingo para juntar mais alguns quilómetros às suas pernas, alguns deles com a Maratona de Paris no horizonte. Logo após a partida, houve ainda oportunidade para me cruzar com alguns membros da crew Correr na Cidade que estavam a fazer um treino de trail por Monsanto.

Prova em Monsanto que se preze não deixa de partidas subidas e descidas no seu percurso e esta Corrida da Árvore não foi excepção. Sempre por estrada, o percurso lá se fez ora subindo ora descendo mas sempre a tentar manter um ritmo que permitisse não terminar muito para além da hora. Já ia a contar com algumas dificuldades (em Fevereiro apenas corri três vezes, uma delas no Grande Prémio do Atlântico no fim-de-semana passado) e não me poderia meter em grandes aventuras que me fizessem passar a linha de chegada com a sensação que tinha perdido os pulmões algures no meio de Monsanto. A gestão da prova permitiu-me acabar bem e com pernas suficientes para fazer um último sprint nas últimas centenas de metros.

Após a chegada tive ainda oportunidade de estar à conversa com o corredor que escreve as linhas do Corro, logo Existo! o que é sempre bom nestes momentos de convívio. Tudo a correr pelo melhor nesses treinos!

A linha de chegada

A organização não esteve mal de todo mas tenho pena por não poder ficar com uma recordação da prova. Bem sei que nem todos dão valor às medalhas que muitas vezes são fornecidas mas confesso que eu gosto da medalhinha no final da prova. A Corrida da Árvore, ao realizar-se no mês de Março e da Primavera, caracteriza-se pela oferta de uma árvore a todos os participantes para que possa depois ser plantada. Apesar de ser uma oferta diferente e engraçada, confesso que alguns dos comentários que ouvi dos participantes, antes e depois da prova, me deixaram a pensar... A maior parte das pessoas não sabia o que fazer à árvore de oferta. Num apartamento não dá assim muito jeito plantar uma árvore e nem todas as pessoas têm um quintal ou uma área fora da cidade onde possa dar a devida atenção a esta pequena oferta. Muitos diziam que o mais provável seria a árvore ir parar ao lixo... Pergunto-me... Não seria mais engraçado (e mais sensato!) dar-se outro tipo de oferta aos participantes e oferecer estas pequenas árvores a locais em Portugal que necessitam de ser reflorestados após os incêndios que caracterizam sempre o nosso verão? Serão que estas pequenas plantas não teriam um futuro muito mais saudável e positivo para a comunidade se não fossem oferecidas desta forma? Fica aqui a dica.

O Garmin não mente!

O saldo da estreia é positivo. Consegui não terminar muito para além da hora e penso que um tempo de 1h09' é bastante bom para o traçado em causa. Mais uma prova a repetir num próximo ano!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

25/02/2015

Grande Prémio do Atlântico - report by Fiona

No domingo passado, foi dia de fazer a primeira estreia numa nova prova neste ano de 2015. Depois de metade de 2014 e do início de 2015 ter sido totalmente dedicado a finalizar mais uma etapa dos bancos de escola, é tempo de voltar a dar atenção aos meus adorados ténis de corrida e deixá-los poderem apanhar algum sol e ar que já andavam a precisar disso.

Esta estreia foi feita no Grande Prémio do Atlântico, uma prova de 10 km realizada na Costa da Caparica e com organização da Xistarca, num percurso plano e agradável feito pelas ruas da Costa e pelo paredão junto ao mar. Estivesse um dia mais luminoso e este percurso junto à praia teria sido ainda mais agradável. Nada a apontar ao percurso: trata-se de um percurso plano que permite rolar e puxar um pouco mais pelas nossas pernas. Não tem grandes curvas e contracurvas, permitindo também controlar a nossa passada e conseguir ir antevendo o percurso.

Talvez já há muito tempo que não me sentia tão bem no final de uma prova. A falta de treino e o facto de ter o pensamento afundado entre muitos livros e artigos, andava a fazer-me não desfrutar como gostaria das minhas corridas e elas estavam mais a funcionar como mero escape do que propriamente a dar-me aquele prazer de outros tempos. Mas esta prova veio no sentido exactamente contrário e foi muito bom! A corrida também tem destas coisas... Altos e baixos... E o nosso estado espírito, paralelamente ao estado físico, tem muito peso sobre o nosso desempenho, seja numa prova ou numa corrida. Ainda não foi desta que regressei ao modo sub60 mas o mais importante de tudo foi ter desfrutado desta bela manhã de domingo a correr.

31/01/2015

Grande Prémio Fim da Europa - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Se eu podia ter desistido? Podia, mas não era a mesma coisa

Atenção: este relato tem inúmeras referências a problemas gastro-intestinais, pelo que deve ser lido com o devido distanciamento temporal do almoço ou jantar.

Com poucas horas de sono, lá me arrastei no passado Domingo para Sintra, rumo ao Fim da Europa. Para além do cansaço de uma noite mal dormida, vinha claramente com uma revolução intestinal em marcha, o que tentei remediar antes da partida...

... 10:15, tiro de partida dado, lá segui em ritmo ponderado, como impõem os quilómetros iniciais e com redobradas cautelas dada a minha má forma presente e cansaço parental (a sério, cólicas nocturnas de um bebé metem uma dor de dentes a um canto em termos de desgaste). Ao quilómetro 2 comecei a ter necessidade de caminhar aqui e ali, o fogo de artifício no lombo continuava, tendo-me arrastado mais uns sete quilómetros até efectivar mais uma "paragem técnica"...

... aparentemente melhor, lá retomei a corrida, encontro a Marta, caminhamos em conjunto na parte final do temível quilómetro 10 e inicio a descida a trote...

... chegada à Azoia, cruzo-me com alguns Pernas de Gafanhoto que já tinham terminado a prova, o que me deu algum ânimo para acabar a prova a uma passada minimamente apresentável.

Terminei com 01:50:32, um tempo que reflecte bem as dificuldades passadas, tendo conseguido pior do que no ano passado, quando corri lesionado com uma fasceite plantar.


Estás bonito, estás...
Vendo as coisas com olho clínico, tenho quase a certeza que corri com uma virose, o que explica a debilidade e tudo o resto. Para o ano será certamente para melhorar e esperar que as condições meteorológicas estejam como as de 2015: um dia perfeito para correr, uma chegada ao Cabo da Roca espectacular e uma excelente organização, que culminou com a chegada ainda mais perto do ponto mais ocidental da Europa.



Tempos da prova nas minhas cinco participações


O dia em que fiz as pazes com Sintra - Mustache

25 de janeiro foi o dia da minha primeira prova de estrada, este ano, sendo que a última tinha sido a Maratona do Porto, em novembro. Foi também a minha primeira vez nesta corrida, portanto, não tenho forma de comparar com outras edições. Sabia apenas que apelidam esta corrida de "a prova mais bonita" e foi para isso que fui preparado.

Logisticas à parte, cheguei a Sintra com tempo suficiente para procurar um lugar para o carro, para ir comer um Travesseiro e um café à Piriquita, para ir entregar a mala que recolheria no final e ir para a zona da partida ver as pessoas a aquecerem. Foram muitos os amigos e conhecidos que cumprimentei, todos com um sorriso na cara, apesar do (algum) frio que se fazia sentir. Fiquei por ali em amena cavaqueira até ser a hora da minha partida, que seria às 10:15.

Eu, à conversa com aquele menino que nunca treina
mas que fica sempre à minha frente.

Lá para as 10:07 fui para a zona da partida, e aproveitei para fazer o aquecimento em conjunto com o resto da malta, em frente a um locutor que percebia pouco daquilo. Mas estava animado e é o que interessa. 10:30 e novo disparo para o ar, assinalando o arranque da segunda vaga de atletas. Sintra estava-me atravessada ma garganta por causa das duas corridas do BES que lá fiz. Em ambas, mais cedo ou mais tarde, tinha que começar a andar sob risco de não aguentar e desmaiar para o lado. E eu, apesar de não ser atleta de topo, não gosto de parar de correr! Eu pago para correr, não para andar. Já sabia que aquele inicio em zigue-zague serra acima ia ser complicado. Sabia que se um gajo não sabe o que o espera e se mete em aventuras a forçar, arrisca-se a rebentar a meio. Por isto, fui a um ritmo ligeiramente abaixo do confortável, mas sem apertar muito. Nunca parei e assim que a subida terminou, comecei a rolar a um ritmo bem mais rápido. Corriam os boatos que o verdadeiro desafio era ao km 10, onde iríamos encontrar uma "parede" - claramente esta malta da estrada não sabe o que é uma "parede" - capaz de derrubar até o atleta mais destemido. E a verdade é que a senti, ali em todos os músculos das pernas, mas também nunca parei de correr. Nunca tendo feito a prova e sabendo destas subidas, tinha apontado para um tempo entre a 1h30m e 1h45m. Quando acabei de escalar a parede e olhei para o relógio, vi que era possível isso e muito melhor. Também me tinham dito que a seguir à "parede" era sempre a descer, mas como corredor de trail habituado a que lhe 'mintam' sobre isso de ser sempre a descer, ia um pouco desconfiado. Mas foi mesmo (quase) sempre a descer. Corri no limite dos pulmões e os últimos 3kms foram corridos a menos de 4'20"/km (4'16", 4'18" e 4'13", respetivamente). Quase a chegar à meta, uma última subida que me soube mesmo bem e que deu para ultrapassar alguns corredores, ganhando algumas posições. Cruzei a meta com 1h25'55". Podia ter feito melhor, é verdade, mas ainda me faltava voltar para Sintra e o melhor mesmo era poupar um pouco as pernas...

Aqui, vinha lançadíssimo. Levasse um atacador desatado e caísse,
rebentava as cangalhas todas!
Foi uma estreia bastante positiva, onde me diverti e pude conferir que é mesmo um das provas (de estrada) mais bonitas de Portugal. Quanto à organização, nada a apontar de negativo e deu bem conta do recado no que ao transporte diz respeito. Eu sei que muita gente não liga a isto, que dizem até que a tshirt que nos deram é mais do que suficiente, mas eu sou aquilo tipo de pessoa que gosta de receber uma medalha. E, verdade seja dita, na minha opinião, a prova ficaria ainda mais completa com uma medalha à altura da beleza da prova. Para o ano, hei-de lá voltar.

Quanto ao meu regresso a Sintra.... Bem, se quiserem podem lê-lo aqui.



Se eu podia ter feito esta prova tendo o chip no pé esquerdo? Podia, mas não seria a mesma coisa!

"Roubando" descaradamente a inspiração para o título do meu report ao meu amigo bluesboy, aqui estou a escrever sobre a minha última participação no Grande Prémio Fim da Europa. Esta será, sem sombras de dúvidas, uma das minhas provas preferidas. Pelo local, pelas belas imagens que se conseguem obter num dia de céu limpo e de muito sol ou pela dificuldade do traçado que me desafio mais do que a maior parte das provas em que participo. Não sei se é por terminar em frente ao majestoso Oceano Atlântico mas esta é uma prova que termino com um sorriso nos lábios e com vontade de regressar no próximo ano!

Lamechices à parte, vamos lá ao meu report...


Cheguei cedo a Sintra na companhia da Marta e passado pouco tempo, encontrámos o João Lima, talvez um dos mais conhecidos corredores do nosso pelotão. Até à hora da partida deles, lá fomos encontrando mais corredores conhecidos e juntei-me finalmente aos Pernas de Gafanhoto que já se começavam a reunir na famosa Volta do Duche. E eis que me dou conta de que me esqueci em casa de um pormenor deveras importante: o chip! Felizmente, não me esqueci do dorsal e pude participar na prova, mas pude constatar que a organização não possui de uma solução alternativa para os mais distraídos que se esquecem do chip em casa. Desta forma, não tenho direito a diploma. Eu sei... A culpa foi minha que me deveria ter organizado para não me esquecer do chip mas poderia a organização ter alguma solução alternativa para que nenhum participante ficasse sem direito ao seu diploma. Principalmente, e como já foi referido pelo Mustache, esta prova não teve direito a medalha como recordação. Eu bem sei que não será o mais importante mas gosto de ter uma recordação das corridas em que participo que não seja apenas a camisola da prova...


Chegadas as 10:15 foi altura de dar a partida por mais umas deambulações pela serra de Sintra. Lá fui eu, muito calmamente já que os últimos tempos não têm sido propriamente os mais férteis em treinos já que o trabalho continua com um índice bem elevado e há que prioritizar as coisas e, infelizmente, acaba por ser a corrida a ficar para segundo plano. Mas espero em breve que as coisas voltem ao seu rumo e consiga manter um ritmo de treino bem aceitável. A prova correu bastante bem, tendo em conta estar bem longe da minha melhor forma, e pude desfrutar da prova. Não tenho assim grandes objectivos de tempos, aproveitei o abastecimento em torno da famosa parede do km 10 para apreciar por uns segundos a paisagem...


Digam lá que não valeu a pena para um pouco?!

Depois deste ponto, estavam terminadas as subidas e era altura de ter pulmões suficientes para enfrentar os últimos quilómetros de prova de descida vertiginosa. Já após ter passado a Azóia, cruzei-me com o Marco dos Tartarugas Solidárias que andava a ajudar amigos no final da prova e ele fez comigo o último quilómetro e meio, dando-me a motivação suficiente para terminar com um sorriso reforçado. Muito obrigada!

Ressalvo um ponto muito positivo para a organização no que se refere ao apoio dado à chegada: havia comida em boa quantidade, água, bebida isotónica e chá com mel suficiente para a recuperação de uma prova tão dura e para fazer face ao regresso. Fica só mesmo a faltar a emblemática medalha de recordação...

E o resumo da prova foi este:

31/12/2014

Contem-me o que fizeram no fim-de-semana passado? by Fiona & bluesboy

Lembram-se daquele famoso filme que tinha qualquer coisa a ver com o que fizeram no Verão passado? Pois bem, eu e o bluesboy queremos contar-vos aquilo que fizemos no fim-de-semana passado...

Bem... Nós e mais 9999 pessoas na cidade de Lisboa! Já estão mesmo a ver sobre aquilo que vamos escrever: a nossa participação da edição deste ano da El Corte Inglés São Silvestre de Lisboa!

(Nós os dois e mais 9999 pessoas sim... Porque a Jéssica Augusto esteve presente em modo duplo... Vai ser mamã! Muitos parabéns!!)


A subida da Avenida da Liberdade pela Fiona

Dezembro é talvez aquele mês em que me dá maior prazer correr. Eu sou uma pessoa que gosta de Inverno (não de chuva, São Pedro, escusas de começar a ter já ideias!). O frio não aparece como entrave para mim ao nível da corrida e costuma ser nesta altura do ano que consigo ter os melhores resultados. E o mês de Dezembro é sinónimo de participação na tradicional São Silvestre de Lisboa (Amadora... Tu que és talvez uma das mais tradicionais... Quem sabe para o ano?) em que se alia a corrida na Baixa Lisboeta às típicas iluminações de Natal que abundam nesta fase do ano. 

Como devem ter reparado, nos últimos tempos tenho andado afastada das lides blogosféricas e quase totalmente afastada das lides da corrida, ainda que contra a minha vontade. Este final de ano tem sido uma aventura de trabalho e o cansaço tem-me levado a melhor mas espero que o ano de 2015 seja mais calmo a este nível e que me possa voltar a dedicar à corrida de que tanto gosto da forma que mais me dá prazer. 

No passado sábado foi altura de rumar aos Restauradores para mais 10km feitos num final de tarde frio de Dezembro. As expectativas eram algumas para esta prova. Habitualmente, a HMS não desilude daquilo que esperamos das provas por eles organizadas e a deste ano não foi excepção. A meu ver, talvez tenha sido uma das provas mais bem organizadas em que participei e que vem provar que a HMS tem, cada vez mais, se afirmado como organizadora de provas de excelência e em que são os primeiros a admitir que as coisas possam ter corrido menos bem quando isso acontece. Acho que a partida por blocos de tempo foi uma ideia bem conseguida e que ajudou a fazer a transição da Rua do Ouro para a Rua do Arsenal de uma forma um pouco menos atribulada do que em edições anteriores. Apesar disso, as quedas de corredores (possivelmente menos experientes nestas andanças) voltou a verificar-se a provar que correr na cidade de Lisboa e, principalmente, na parte mais antiga, deve ser feito com o maior cuidado e sempre com o olhar bem atento. Outro momento bem simpático que destaco foi o hino cantado pela Cuca Roseta antes da partida. Deixo aqui também a ressalva para o ponto positivo de assinalamento de cada km com um balão luminoso, permitindo-nos fazer um acompanhamento da distância de uma forma muito mais visível. Muito bem conseguido, do meu ponto de vista! Abastecimentos com fartura e uma medalha muito bonita a deste ano!

Medalha da São Silvestre em modo blink blink 

Quanto à minha prova, devo dizer que passei a meta com um sentimento de "dever cumprido" e bastante orgulhosa. Posso em muito agradecer ao meu pacer, bluesboy, que me ajudou a manter o ritmo durante toda a distância e a não fazer asneiras, levada pelo entusiasmo inerente a uma corrida destas. A falta de treino e os doces natalícios ingeridos nesta quadra quase nada se fizeram sentir e consegui baixar mais de 6 minutos em relação à última prova de 10km em que participei: na Corrida do Aeroporto em Outubro havia feito um tempo de 1h09'24'' e o tempo de chip na São Silvestre 2014 foi de 1h03'05'' (o tempo no último km foi de 4'46''... abençoada descida!!).

Venha agora 2015 com muitos e bons quilómetros em que a primeira prova será o Fim da Europa!



A visita à estátua do Sebastião José pelo bluesboy

No passado Sábado corri a última prova do ano, na já tradicional romaria à Baixa lisboeta, para fazer os 10 quilómetros da São Silvestre de Lisboa. Dados os excessos alimentícios que a quadra natalícia obrigam e à falta de treinos, fiz a prova a rebocar a Fiona , até ao quilómetro 9. 

O principal destaque desta edição vai inteiramente para a soberba capacidade organizativa demonstrada pela HMS Sports. Em sete anos de corridas, foi, sem sombra de dúvidas, a melhor prova em que participei, se centrar o foco de análise apenas nos aspectos logísticos e de organização do evento. 



São aspectos como estes que caracterizam uma organização desportiva de excelência e que deveriam nortear os de ais organizadores de provas de atletismo neste país:
  • Levantamento expedito do dorsal
  • Casas de banho em número mais do que suficiente na partida
  • Partidas por vagas, tornando um evento com 10.000 participantes muito mais fluido
  • Marcadores quilométricos bem visíveis (balões luminosos - excelente ideia)
  • Voluntários genuinamente entusiasmados em participar e ajudar na prova
  • Kit de chegada adequado, com o extra da manta de plástico, um miminho raro em provas portuguesas (e não me venham com a treta do clima temperado, dado que somos o país na Europa onde se morre mais de frio)
  • Buff de polar dado no levantamento do dorsal. Um extra simples, eficaz e muito útil para os treinos de Inverno
Uma nota especial de apreço para o voluntário que estava no início da Praça do Comércio a sinalizar uma lomba de plástico que sorrateiramente perigava a postura erecta dos atletas gritando “lomba!” à nossa passagem. Desejo que após cerca de 1.800 exclamações da expressão “lomba!” (meus cálculos) já esteja recuperado e sem quaisquer sinais de stress pós lombático., pronto para os desafios que 2015 certamente lhe trarão.

Quanto à minha prova, como referi, os primeiros nova quilómetros foram em regime de marca passo da Fiona, o quilómetro 10 foi feito em 04:13, o que em muito se deve aos últimos quilómetros “ravina abaixo” que têm pautado os meus (poucos) treinos ultimamente.

30/10/2014

1º Trail Fluviário de Mora - Report

No dia 26 de Outubro houve o 1º Trail Fluviário de Mora, sendo também uma estreia minha neste tipo de corridas.

Como nunca tinha participado numa, ia apenas com intenção de apreciar ao máximo, de me divertir e tentar fazer o melhor tempo possível tendo em conta isso mesmo. Fui com bastante tempo antes para conviver com alguns amigos meus que iam participar e outros que iam apenas ver. Foi bom ver bastantes caras de pessoas da terra, ali, prontas a participar. Mora não é uma localidade muito grande, e sendo esta a primeira prova a acontecer, conseguiu juntar quase 150 atletas, repartidos pelas duas provas principais: 15kms e 30kms. Houve ainda uma caminhada de 6kms, onde também foi possível ver uma agradável moldura humana.

Às 9:15 partiram os atletas dos 30kms (estavam inscritos cerca de 40, apenas duas mulheres) e passados 15minutos os atletas dos 15kms (estavam inscritos 101 atletas). Parti com calma, sabendo de antemão que não ia ganhar a prova. Fui falando com outros atletas, tirando umas fotos e até parando para falar com pessoas conhecidas que estavam a ver a prova. Como atleta de estrada que sou, reparei que nas zonas mais técnicas era ultrapassado, mas nas zonas de estrada, era eu que conseguia impor um ritmo mais rápido. No posto de abastecimento, localizado perto do km 10, parei para beber uma água e comer uma frutinha. Havia ainda tostas, doce, coca-cola, entre outras coisas. Não sentindo necessidade de os comer, não o fiz. No entanto, ainda ali estive uns 3minutos na conversa e a pousar para as fotografias. Depois desta zona de abastecimento, o percurso era bastante mais técnico, onde era preciso ter mais cuidado onde se punham os pés e com zonas de single track (onde tinhamos de ir atrás uns dos outros). A prova acabou por ter apenas 14kms, e fi-la em cerca de 1h25'. Como já disse, fui numa de brincar e aproveitar o que este tipo de prova tem para oferecer, por isso, sei que podia ter feito um melhor tempo.

Quanto à organização, não tendo outras de comparação, apenas posso dizer que acho que algumas zonas deviam ter alguém da organização, ou estarem muito bem sinalizadas, para que os atletas não se enganassem no caminho. De resto, acho que foi uma manhã muito bem passada e estão todos de parabéns.

Foi bom ver que quem ganhou a prova dos 15kms foi um atleta da casa (pese, no entanto, ser um atleta de estrada) e que na prova dos 30kms, mais um atleta da casa conseguiu o 2º lugar. Dos atletas dos 30kms, apenas 20 terminaram a prova.

Com tempo, postarei aqui algumas fotos da prova e também falarei sobre o bichinho (vá, o bichão) do trail que ficou dentro de mim. Para já, ficam apenas com este testemunho.

21/10/2014

Corrida do Aeroporto 2014 - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Devemos sempre voltar aos locais em que fomos felizes... by Fiona

... e às corridas também! 


Em 2012, a Corrida do Aeroporto assinalou a minha primeira prova com a verdinha camisola dos Pernas de Gafanhoto e a minha estreia nesta corrida. Hoje, ao chegar ao local da prova com o bluesboy, não pude deixar de me recordar da alguma ansiedade que me acompanhava por vestir pela primeira vez a camisola de um grupo tão bem disposto. O percurso da prova de hoje foi algo diferente da prova que fiz em 2012 mas continuou a fazer os participantes passar pelas simpáticas subidas da Quinta das Conchas. Aliás, se há coisa de que os participantes da Corrida do Aeroporto não se podem mesmo queixar é da falta de subidas porque elas hoje estiveram bem presentes. 

Continuo longe de estar na minha melhor forma mas até conseguir conciliar os novos horários e todas as solicitações com os treinos, continuarei a ser uma alegre e bem disposta caracoleta em estrada. Porque nestas coisas de ser atleta de pelotão dá-nos uma outra perspectiva das coisas: ninguém gosta de ter fases menos boas em que o nosso rendimento é menor do que aquele a que estamos habituados mas o mais importante é conseguirmos desfrutar o máximo de todas as corridas em que participamos. E hoje consegui fazer isto. Aliás... Basta conseguir-se passar a meta com um sorriso para se ver que a corrida soube bem e é assim que se deve terminar sempre!


O resumo de hoje foi este! De salientar a simpática presença do Hugo Sousa, da HMS, presente nos últimos metros da prova a apoiar os participantes e a dar-lhes o último incentivo. Muito obrigada, Hugo, por toda a simpatia e pela excelente organização a que já nos tens vindo a habituar. Muitos parabéns à HMS!

Prova sempre simpática, desta vez com novo percurso - bluesboy

A Corrida do Aeroporto, prova em que participei pela terceira vez, sempre me deu gozo. Este ano não foi excepção e o novo percurso revelou-se uma boa surpresa. A parte final não ser muito próxima da saída da Quinta das Conchas permite um desanuviar do pelotão e uma chegada à meta mais agradável. 

Organização sempre simpática e prestável, desde o levantamento dos dorsais à saída da zona da meta, excelente temperatura para correr e boa companhia, são os destaques que guardo do passado Domingo.

Esta prova marca também a minha estreia em treinos que incluam levantamento do dorsal - na Sexta-feira

Em termos individuais, foi mais uma prova para rolar, na companhia da Fiona, tendo conseguido suplantar o tempo da Corrida do Sporting em termos de pior tempo nos 10k, o que em muito se deve à maior dificuldade do percurso e ao facto de ter que parar / abrandar para... erm... tirar fotografias (cof cof).
Um tempo verdadeiramente digno de um Concorde

Na próxima semana, na Corrida do Montepio, espero voltar aos registos habituais, talvez para fazer um tempo abaixo dos 50 minutos. Talvez...


Mais uma estreia! - Mustache

Como não há uma sem duas (excepto quando já somos velhinhos e já nos damos por felizes em conseguir uma), mais um domingo e mais uma prova com o novo trio maravilha! Pelo menos ao inicio e antes da partida, porque quando se dá o tiro da partida, tenho de acelerar para conseguir que o vento passe por entre a barba.

Pois que fui à Corrida do Aeroporto e foi uma estreia nesta prova. Mas verdade seja dita que o percurso já eu o conhecia de trás para a frente, ou não fosse o meu local normal de treino. Vivendo na Alta de Lisboa, aproveito a avenida nova, a pista de treino e o Parque das Conchas, para realizar os meus treinos. Assim, sabia que a prova ia ser complicada devido às constantes subidas que apresenta, sendo que algumas são mesmo bastante puxadas.

Ia com medo, é verdade. Medo que uma dor que me anda a 'atazanar' a cabeça, ali na zona da dobra do joelho, desde a corrida do Sporting, não me deixasse correr como queria. Sabia que recorde pessoal estava fora de questão, mas queria fazer um pouco melhor que a do Sporting. Corri de casa até à partida, a passo lento, e, a pouco e pouco, a dor foi diminuindo. Durante a prova não senti dores, só uma ligeira impressão, mas sempre que ando, a dor está lá. Se calhar, a partir de agora, só posso correr e nada de andar!

Bem, lá arranquei a passo mais rápido, deixando-os a verem-me a sola dos sapatos e, ao longo do percurso, cruzei-me com ambos, o que me deu aquele alento extra para aguentar o ritmo. Arranjei uma lebre, mantive-me atrás dela e, já no km final, ao passar por um desconhecido, perguntei-lhe se me queria acompanhar até ao fim e lá fomos os dois a alta velocidade, cruzando a meta em 48'48"! Está longe do meu melhor, mas também não quero apertar muito, que a Maratona do Porto está já ai e no próximo domingo vou ter mais uma estreia, desta vez em trail.

Se é uma prova a repetir: decididamente que sim!


19/10/2014

Corrida do Sporting - crónica a seis pés

O dilúvio leonino visto pelo bluesboy

Foram mais de três meses sem provas, por um bom motivo. Três meses em que os alguns treinos de corrida têm vindo a ser substituídos por treino específico de levantamentos de recém-nascido, agachamentos para lhe mudar a fralda e dar banho e exercícios de força no transporte de banheira generosamente cheia da casa de banho ao quarto e vice-versa. Três meses em que, por inerência dos trabalhos hercúleos acima descritos, finalmente, introduzi fortalecimento do core nos treinos. Não corri foi tanto, mas isso é um pormenor (ou não...).

A Corrida do Sporting, já na quarta edição, decorreu pois faz hoje uma semana, sob condições climatéricas desafiantes: chuva e vento lateral. Nada disso inibiu cerca de 5.000 leões, simpatizantes e atletas de outras preferências clubísticas de marcar presença. Nem mesmo o presidente do clube faltou, estando na partida a cumprimentar efusivamente os atletas. Um exemplo a seguir!

Acompanhei a Fiona e o Mustache na prova, até ao quilómetro 2, altura em que, não obstante o nosso mais recente escriba ter feito uma Maratona na semana passada, imprimiu um ritmo a rondar os 4:50min/km e lá o perdemos de vista, só o voltando a encontrar no final.

A prova correu-se sem sobressaltos, ao ritmo da Fiona, tendo acabado com 01:09:00, o que constitui o meu pior tempo nos 10k, numa marca muito semelhante ao meu record dos 15km.

70 metros roubados no túnel de acesso ao Estádio

Uma melhoria face ao ano passado: a peça de fruta dada no final não é encarnada.

À excepção do ano passado, este ano voltámos a poder entrar no Estádio José de Alvalade e comprovar, mais uma vez, que se trata do mais belo recinto desportivo do Mundo.



A corrida do Sporting vista pelo Mustache

Se há prova que eu faço questão de correr, é a do Sporting. Em 4 edições, fui a 4, o que me dá o título de totalista. Confesso que quando acordei e fui espreitar à janela e vi o vento e a chuva, e pensei na minha namorada deitada na cama, a vontade que tive foi de dizer que estava com dores da maratona do fim de semana passado e ir-me enroscar com ela. Mas Sporting é Sporting, e se ela ia continuar na cama à minha espera, a corrida não ia esperar por mim. Por isso, equipei-me a rigor com a tshirt da prova do ano passado, casaco da chuva e lá arranquei para a corrida.
Tinha combinado ir ter com o Sr. Bluesboy e acompanhá-lo na corrida, e acabei por iniciar a prova com ele e com a Menina Fiona. Como todos tinhamos pulseiras diferentes, decidimos arrancar no final do cordão humano que, mesmo num dia de chuva, não faltou à chamada do rugido do Leão.

A prova começou a um ritmo lento, ainda para mais porque o percurso estreitava em vários locais dificultando a passagem dos atletas. Seguimos os 3 estrada fora até ao km 2, local onde me despedi deles e imprimi um ritmo mais intenso. Sentia-me totalmente recuperado da maratona e depois de um gajo ter feito 42kms, 10 kms não parece quase nada. Arranquei e fui no limite dos pulmões, não fazendo ideia a que ritmo ia. Aos 2kms iamos com 13', acabei a prova aos 50', demorando 37' para fazer 8kms. A verdade é que desde que arranquei não fui ultrapassado por ninguém e isso fez-me sentir bem.

A recuperação da maratona estava concluida e a prova do Sporting também. Para o próximo ano, lá estarei de novo.


O dia em que senti em que me estava a deslocar para a Arca de Nóe

Meus amigos... Mas que dilúvio foi aquele que se abateu sobre Lisboa no fim-de-semana passado? Chuva, chuva e mais chuva... E com direito à cereja no topo do bolo que foi o vento que parecia atacar de todos os lados... A juntar ao sobe e desce dos túneis do Campo Grande, pode dizer-se que a Corrida do Sporting deste ano foi dura, durinha!

Ainda que não pelas mesmas razões que o bluesboy, os últimos tempos têm sido de maior afastamento das corridas e dos treinos. Isto de estudar e de trabalhar ao mesmo tempo acaba por se reflectir em menos tempo livre para aqueles passatempos que adoramos. E a corrida tem vindo a ressentir-se do menor tempo livre que tenho tido nos últimos meses. As prioridades assim tiveram de ser definidas mas é por uma boa causa!

Conforme já dito pelo bluesboy, a corrida foi feita em conjunto com ele e a um passo de caracol muito afastado dos ritmos habitualmente quenianos que caracterizam este rapaz. Eu bem lhe disse para seguir (pois bem vi os seus olhinhos brilhantes quando o Mustache disse que ia seguir...) mas ele adora contrariar-me e decidiu continuar ao ritmo do caracol com os ténis mais fashion de Lisboa e arredores. 

Olha o pé fashion em pleno estádio!!

Esta edição da Corrida de Sporting foi aquela em que fiz maior tempo de prova mas, nesta fase de ritmo de trabalho mais alucinante, mais não posso pedir. Acima de tudo, o que conta é o convívio e poder estar presente numa corrida do meu clube. Venha a próxima!!

29/09/2014

A caminho da primeira Maratona - última semana de preparação

Pois é, a maratona está mesmo aí à porta. Falta menos de uma semana e os nervos começam a ser mais que muitos. Não há noite que não vá para a cama e que não pense nela antes de adormecer, e sinto sempre um nervosinho no peito. As dúvidas se conseguirei ou não, se vai tudo correr bem, interligam-se com os pensamentos positivos em que chego à meta todo sorridente e de braços no ar.

No domingo fiz o meu último treino longo. 20,20kms em 1h45m, o que deu um ritmo médio de 5'13". Ao fim dos 20kms não me sentia cansado nem com dores, o que me leva a crer que este poderá ser o ritmo que vou utilizar durante a prova. Se assim o conseguir, farei cerca de 3h50m, que é um belissimo tempo para uma estreia.

Durante esta semana vou fazer 2 ou 3 treinos mais curtos, mas com o ritmo que quero usar durante a prova, e em terreno plano. Tenho de apostar em fazer sempre um bom aquecimento antes de começar a correr, porque se não o fizer, arrisco-me a lesionar-me e morrer na areia da praia. Um ou outro treino em que não aqueci tão bem, senti dores nos gémeos da perna direita, que passava ao fim de algum tempo de corrida, mas que volta não volta sentia de novo e tinha mesmo de parar para alongar um pouco, e no final do treino as dores persistiam. É como se o músculo estivesse preso e não quisesse alongar. Outra coisa que sinto durante os treinos, são pequenas dores nas canelas (ambas as pernas) ao fim de 1,5km-2kms, que acabam por passar se acelerar o ritmo. 

De qualquer forma, agora é abastecer de hidratos, evitar gorduras desnecessárias, cortar com as bebidas alcoolicas, beber ainda mais água que o habitual e ir comprar os géis para me alimentar durante a prova. Já vi os abastecimentos que vamos ter durante a prova e estamos bem servidos de hidratação, portanto é coisa com que não me vou preocupar em levar. Será que alguém me sugere algum gel bom (e saboroso) para levar na prova? E cintos, alguém sugere um bom cinto para poder guardá-los?

Por fim, se alguém participou na maratona do ano passado, sabem-me dizer qual a melhor forma de ir ter à Baia de Cascais no domingo? Eles fornecem transporte ou tenho que apanhar o comboio/levar carro?

Aaah!! E já tenho número de dorsal! Todos os olhos postos no 2720!


PS: Como uma loucura nunca vem só, a inscrição para a Maratona do Porto, dia 2 de Novembro, já está efetuada. Entre as duas Maratonas ainda tenho a Corrida do Sporting, a Corrida do Aeroporto e a Corrida Montepio.

31/08/2014

Época 2014/2015 - Antevisão by Fiona

Eis que somos chegados ao último dia de Agosto. Para muitos (como eu!), este é o último dia de férias antes do regresso às aulas ou ao trabalho. Quer queiramos, quer não, o final do mês de Agosto acaba quase por funcionar como um ano novo que se inicia. Por aqui, pensa-se em como vai ser a época de 2014/2015, as provas em que se vai participar e delinear alguns objectivos para os próximos meses.

O mês de Agosto, metade de férias e metade a trabalhar, traduziu-se em 7 treinos realizados e uma distância de cerca de 65 km corridos. Nada mau se tivermos em conta que o tempo disponível, apesar das férias, não assim tanto. A partir de amanhã regresso ao trabalho, com novos objectivos no horizonte, e também a pensar nas provas que já tenho previstas para os próximos meses e até ao final do ano. Então vamos lá ver em que corridas já estou inscrita... 

14 Setembro - Corrida do Tejo
28 Setembro - Corrida Base Aérea nº. 6
12 Outubro - Corrida do Sporting
19 Outubro - Corrida do Aeroporto
26 Outubro - Corrida do Montepio

Se tudo correr bem, espero conseguir participar na Meia dos Descobrimentos e na São Silvestre no mês de Dezembro.

E vocês aí desse lado? Em que provas contam participar nos próximos tempos?

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

29/08/2014

Antevisão época 2014/2015 - bluesboy

Com Setembro já ai à porta e já estando inscrito em algumas provas, há que perspectivar a época desportiva que agora se inicia.

Julho e Agosto foram dedicados às etapas iniciais da ultra-maratona da fralda (uma prova que me cheira que preencherá também a época de 2014/2015), mas, não pensem com isto que os treinos foram descurados. Correu-se, é certo - a ritmos mais vagarosos - que isto de dormir quatro horas por noite causa mossa na vivacidade do atleta.

Mesmo assim, deu para fazer um treino semi-longo de 17 km, uns quantos de dez e um de 13km, para além dos costumeiros treinos de 5 a 6km.

Agosto - até agora - foi assim

Distribuição normalizada das cargas de treino nas últimas semanas.
Nota-se que abusei um bocado nos últimos tempos,?


Houve ainda espaço (e tempo) para me estrear nos treinos na Serra de Sintra, em duas breves incursões nas imediações da Lagoa Azul e suas propriedades privadas sem sinalização, cancelas ou portões, proporcionando encontros imediatos em terceiro grau com simpáticos caninos e seus donos, muito cientes da sua territorialidade e bastante interessados em mordiscar a minha "nalga" direita (os cães, não os donos).

Fica pois aqui a dica: se forem correr por trilhos na Lagoa Azul, evitem estradões largos do lado esquerdo do mapa.Ou então levem uma brigada da GNR, que poderá efectivar o respectivo auto contra-ordenacional por não haver sinalética que anuncie a presença de animais de companhia em caminhos, aparentemente, de acesso aberto ao público.

A amarelo, a "zona bera".
Com Agosto a findar e dado o meu novo estatuto de papá quilómetros (expressão roubada à Rute, aplicada e bem ao ultra-papá Carlos), recomenda-se uma moderação nas provas a correr daqui para a frente.

Provas corridas por época desportiva.
É expectável que 2014/2015 seja muito semelhante a 2010/2011, talvez um pouco melhor.


Assim sendo, o programa das festas até ao final do ano de 2014 será este:
  • Corrida do Tejo (14/09);
  • Corrida do Sporting (12/10);
  • Corrida do Aeroporto (19/10);
  • Corrida do Montepio (26/10);
  • Meia-maratona dos Descobrimentos (07/12)*
* - "mas oh meu lambão, tu com a cena da fasceite, não era para não fazeres uma meia-maratona durante um ano, para isto não reincidir?" - perguntaram vocês. É verdade, por isso, por a última meia ter sido a dos Descobrimentos há um ano é que regresso nesta. E também porque com os treinos mais longos de Agosto, percebi que o pé aguentou bem, sem queixas. O que não invalida que se continuem a fazer os alongamentos e exercícios de prevenção com Miss Wilson, após cada treino

E por esses lados, como estão a olhar para a época que ai vem? Objectivos, metas, contem-nos tudo :)

07/07/2014

Da estrada para a pista - report by Fiona e bluesboy

Depois de já termos participado em provas de estrada e de trail... Foi chegada a hora destes intrépidos Gafanhotos se embrenharem nos meandros do Estádio do Inatel e mostrarem o que valem na pista de tartan!

O tartan pisado pelo bluesboy


Depois do treino de adaptação à pista, os meus níveis de ansiedade para esta prova (que já eram baixos), fizeram com que encarasse esta prova num estado zen. Chegámos (eu e a Fiona) relativamente cedo e ainda deu para assistir à prova dos escalões mais veteranos, que se iniciou pouco depois das 17:30 e onde o grande atleta João Lima teve uma brilhante participação. 



Como às 18:00 seria a minha vez, fiz um ligeiro aquecimento de 1 km, no qual me cruzei duas vezes com uma apelativa barraquinha de farturas e fui para a pista. Com a firme ideia de olear o esqueleto com um festival de colesterol e calorias após a prova.

A angústia do aspirante a velocista ao constatar a distância considerável que o separava das farturas...

Dado o meu estado quase letárgico, nem me apercebi que os atletas da minha série eram autênticas gazelas. Vai dai, quando dou por mim, já o tiro de partida tinha sido dado e o primeiro quilómetro corrido, a 4:18min/km. 

Não admira que estivesse ligeiramente com os bofes de fora... 

O que ia nessa altura amigos, sabem o que era? Isso mesmo: uma fartura! Xistarca, pensem nisso. Uma farturinha ao quilómetro 1, para animar os espíritos e eu seria possivelmente um homem novo no quilómetro seguinte.

Ao quilómetro 2 surgiu, inevitavelmente, a clássica dor de burro (burro por não ter comido uma fartura antes? Talvez), pelo que os quilómetros 3 e 4 foram feitos em gestão de esforço e a uma passada ligeiramente abaixo do que tinha planeado. Apenas no último quilómetro consegui voltar à normalidade e, à boleia do António Sousa do GFD Running, ainda fiz o último quilómetro a cerca de 04:30.


Parciais Da Estrada à Pista - bluesboy
Parciais por volta - bluesboy


Tempo final: 23'45'', 64º da geral e 17º no escalão (em 21 gazelas).



Mesmo com algum desconforto a meio da prova, que resulta exclusivamente da minha inexperiência e peso a mais (4Kg, todos ganhos sem recurso a farturas), dou-me por muito contente. Há espaço para melhorar, mas de forma realista. Se tivesse apostado num ritmo constante de 04:30, do início ao fim, porventura tinha feito abaixo dos 23 minutos e acabado bem confortável... fica para o ano!



Em termos organizativos, quase nada a apontar. Quando se aposta na simplicidade da prova, é mais do que meio caminho andado para ela correr bem. Deixo até a sugestão deste tipo de prova se realizar mais vezes ao longo do ano, sempre com poucos atletas, para tentar captar mais pessoas para esta realidade completamente diferente que é a pista.  



Ah! E já agora não fechem a barraquinha de farturas quando a prova de pista ainda está a decorrer. É que não estão bem a ver a minha frustração, a vir da pista, com uma salivação de proporções pavlovianas e deparar-me com a barraquinha fechada. Ele há coisas...


O tapete vermelho pelos pés da Fiona


A prova de sábado revelou-se para mim uma estreia. Nunca antes havia corrido em pista de tartan numa prova. As únicas vezes que havia tocado este tipo de piso havia sido em duas breves incursões, uma na pista do Estádio de Honra do Jamor e outra na pista do Centro de Alto Rendimento do Jamor. Apesar disso, a corrida em pista (e o sentimento de ser um hamster às voltas numa roda) não era de todo desconhecida para mim dado que faço regularmente treino nesta situação, ainda que nunca tivesse corrido a distância de 5 km... 12,5 voltas em pista. O meu principal receio para esta prova residia mesmo nesta monotonia de andar ali às voltas.. Sei lá se ainda poderia acabar enjoada de tanta volta no final?

Felizmente, isso não aconteceu...

Conforme já dito pelo buesboy, chegámos cedo ao Inatel pelo que deu para assistir às séries anteriores e ver os amigos que se vão fazendo neste mundo das corridas. Como a minha série aconteceu depois da série do bluesboy, ainda deu para assistir a parte da prova dele na bancada, dar uns gritos de apoio e bater umas palmas, para depois chegar a altura de fazer o meu aquecimento e de me dirigir para a zona da partida. Pouco passava das 18h30 quando foi dada a partida para a minha série e lá fui eu, feliz e contente, para as 12,5 voltas que me esperavam e que teriam de ser realizadas em 30 minutos. Caso não finalizasse os 5 km neste tempo limite, teria de sair da pista para dar lugar aos atletas da série seguinte. A bem da verdade, e fruto do pouco treino da semana anterior na fase pós-Corrida das Fogueiras e da elevada quantidade de trabalho com que ando ultimamente, não estava à espera de conseguir fazer abaixo dos 30 minutos. Ainda que seja cada vez mais recorrente conseguir fazer esta distância abaixo deste tempo, o cansaço acumulado poderia dar sinais de si e fazer-me ter de abandonar a pista sem ter completado a minha prova. 

Ainda tive fôlego para dar umas palavras de apoio à colega de equipa do GFD Running que estava a correr na mesma série do que eu e que viria a ser a segunda da série e primeira do seu escalão. Optei por ir fazendo uma prova mais ou menos controlada, sempre com parciais por volta inferiores a 2:30 min/km. Fui tendo as palavras de apoio dos colegas de equipa dos Pernas de Gafanhoto e do GFD Running e as palavras serenas do meu treinador António Sousa a mostrarem-me que estava a ir bem. 

Parciais por volta - Fiona

Parciais Da Estrada à Pista - Fiona

Olha ali as farturas a gritarem por mim feitas loucas com estes parciais?!

Penso que fui fazendo uma gestão inteligente do esforço durante a prova pois nestas coisas de corridas gosto sempre de guardar um último fôlego para os últimos metros e terminar com um sprint... E em boa hora tenho este hábito senão atentem na seguinte sequência de fotos...

Segundo palavras do bluesboy.. Uma daquelas sequências para mostrar aos netos!
(créditos das fotos: bluesboy)

Quando faltava coisa de meia volta para terminar a prova, eis que me sinto ultrapassada por esta outra atleta vestida de amarelo. Se quem estava de fora poderia pensar que pronto... Lá eu me tinha deixado ficar... Valeu-me a gestão do esforço e o fôlego guardado para o último sprint. Liguei o turbo e lá fui eu, tendo conseguido fazer esta ultrapassagem e passar a linha de chegada com 3 segundos de vantagem.

Se calhar esta energia vinda do nada pode ter-se ficado a dever à banana que ingeri antes da prova... Será que era do Lidl?

E pronto... O resultado destas 12,5 voltas à pista do Inatel foi o seguinte: 28'00'', 83º lugar da geral e 3º no escalão (entre 5 gazelas). Apenas uma ressalva quanto a este resultado, que está de acordo com a listagem divulgada pela Xistarca na sua página. A Vera Nunes, atleta do SLB e que surge na lista de resultados como 1ª classificada (tempo: 17'28''), não correu na mesma série do que eu. Ela correu, juntamente com dois outros atletas do GFD Running, compondo assim os atletas de elite presentes no Inatel. Nesta última série participaram também os atletas masculinos com idades inferior a 34 anos (escalão M0034). É por este motivo que, apesar de surgir com a classificação de 3º lugar no escalão, trouxe para casa o troféu correspondente ao 2º lugar no escalão. 

Troféu da prova Da estrada para a pista

Foi a primeira vez que subi a um pódio e era ver-me sem saber o que fazer...

Faço discurso? Agradeço à humanidade? Ao Pai Natal? Ao Rei Leão? Ao Zatopek? Aos deuses do Olimpo? Estou gira para a foto? HÁ FARTURAS???

Humor à parte, esta prova não poderia ter corrido melhor. Conforme já foi dito pelos bluesboy, o facto de ser uma prova pequena e sem grandes confusões permitiu desfrutar melhor e aproveitar o que de melhor a corrida tem que é o convívio. Para o ano estou lá de certeza!!!

E no final deste report, apenas tenho uma coisa a dizer... QUEM COMEU A MINHA FARTURA?????