Corre mais rápido!

Aqui partilhamos todas as nossas provas e treinos e muitas outras coisas sobre o mundo da corrida...

01/03/2015

Corrida da Árvore 2015 - report by Fiona

Parece que este início de 2015 está a ser fértil em estreias em provas. Hoje foi o dia de me estrear na Corrida da Árvore, uma prova de 10 km em estrada que decorre em Monsanto, o belo pulmão da cidade de Lisboa. 

A bela paisagem que se pode ter na Alameda Keil do Amaral

A manhã começou cedo na Alameda Keil do Amaral, o ponto da chegada desta prova e muito próxima da partida que estava localizada um pouco mais acima, na Estrada do Penedo. Apesar as nuvens que se podem observar na fotografia, estava uma manhã bem agradável para a prática da corrida, o que se reflectiu no número de participantes divididos pela prova de 10 km e pela caminhada. Próximo das 10h, foi altura de me encaminhar para a partida onde me encontrei com alguns Pernas de Gafanhoto que aproveitaram a manhã de domingo para juntar mais alguns quilómetros às suas pernas, alguns deles com a Maratona de Paris no horizonte. Logo após a partida, houve ainda oportunidade para me cruzar com alguns membros da crew Correr na Cidade que estavam a fazer um treino de trail por Monsanto.

Prova em Monsanto que se preze não deixa de partidas subidas e descidas no seu percurso e esta Corrida da Árvore não foi excepção. Sempre por estrada, o percurso lá se fez ora subindo ora descendo mas sempre a tentar manter um ritmo que permitisse não terminar muito para além da hora. Já ia a contar com algumas dificuldades (em Fevereiro apenas corri três vezes, uma delas no Grande Prémio do Atlântico no fim-de-semana passado) e não me poderia meter em grandes aventuras que me fizessem passar a linha de chegada com a sensação que tinha perdido os pulmões algures no meio de Monsanto. A gestão da prova permitiu-me acabar bem e com pernas suficientes para fazer um último sprint nas últimas centenas de metros.

Após a chegada tive ainda oportunidade de estar à conversa com o corredor que escreve as linhas do Corro, logo Existo! o que é sempre bom nestes momentos de convívio. Tudo a correr pelo melhor nesses treinos!

A linha de chegada

A organização não esteve mal de todo mas tenho pena por não poder ficar com uma recordação da prova. Bem sei que nem todos dão valor às medalhas que muitas vezes são fornecidas mas confesso que eu gosto da medalhinha no final da prova. A Corrida da Árvore, ao realizar-se no mês de Março e da Primavera, caracteriza-se pela oferta de uma árvore a todos os participantes para que possa depois ser plantada. Apesar de ser uma oferta diferente e engraçada, confesso que alguns dos comentários que ouvi dos participantes, antes e depois da prova, me deixaram a pensar... A maior parte das pessoas não sabia o que fazer à árvore de oferta. Num apartamento não dá assim muito jeito plantar uma árvore e nem todas as pessoas têm um quintal ou uma área fora da cidade onde possa dar a devida atenção a esta pequena oferta. Muitos diziam que o mais provável seria a árvore ir parar ao lixo... Pergunto-me... Não seria mais engraçado (e mais sensato!) dar-se outro tipo de oferta aos participantes e oferecer estas pequenas árvores a locais em Portugal que necessitam de ser reflorestados após os incêndios que caracterizam sempre o nosso verão? Serão que estas pequenas plantas não teriam um futuro muito mais saudável e positivo para a comunidade se não fossem oferecidas desta forma? Fica aqui a dica.

O Garmin não mente!

O saldo da estreia é positivo. Consegui não terminar muito para além da hora e penso que um tempo de 1h09' é bastante bom para o traçado em causa. Mais uma prova a repetir num próximo ano!

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

25/02/2015

Grande Prémio do Atlântico - report by Fiona

No domingo passado, foi dia de fazer a primeira estreia numa nova prova neste ano de 2015. Depois de metade de 2014 e do início de 2015 ter sido totalmente dedicado a finalizar mais uma etapa dos bancos de escola, é tempo de voltar a dar atenção aos meus adorados ténis de corrida e deixá-los poderem apanhar algum sol e ar que já andavam a precisar disso.

Esta estreia foi feita no Grande Prémio do Atlântico, uma prova de 10 km realizada na Costa da Caparica e com organização da Xistarca, num percurso plano e agradável feito pelas ruas da Costa e pelo paredão junto ao mar. Estivesse um dia mais luminoso e este percurso junto à praia teria sido ainda mais agradável. Nada a apontar ao percurso: trata-se de um percurso plano que permite rolar e puxar um pouco mais pelas nossas pernas. Não tem grandes curvas e contracurvas, permitindo também controlar a nossa passada e conseguir ir antevendo o percurso.

Talvez já há muito tempo que não me sentia tão bem no final de uma prova. A falta de treino e o facto de ter o pensamento afundado entre muitos livros e artigos, andava a fazer-me não desfrutar como gostaria das minhas corridas e elas estavam mais a funcionar como mero escape do que propriamente a dar-me aquele prazer de outros tempos. Mas esta prova veio no sentido exactamente contrário e foi muito bom! A corrida também tem destas coisas... Altos e baixos... E o nosso estado espírito, paralelamente ao estado físico, tem muito peso sobre o nosso desempenho, seja numa prova ou numa corrida. Ainda não foi desta que regressei ao modo sub60 mas o mais importante de tudo foi ter desfrutado desta bela manhã de domingo a correr.

10/02/2015

Impermeável S-Lab Hybrid Jacket - review by bluesboy

Como parte do segundo pacote de material que a Salomon me enviou para testar, veio este excelente impermeável da série S-lab, o Hybrid Jacket.


Estou a testá-lo desde Novembro e em boa hora tivemos um Inverno bem chuvoso. O impermeável é extremamente leve, tem uma cinta que nos permite despir o casaco em movimento e colocá-lo à volta da cintura sem problemas.

Uma outra inovação prende-se com uma fita de tecido no capuz que melhor permite fixar o dito capuz à cabeça (ou, no meu caso, colocá-lo por cima do boné).


Dos vários treinos que fiz, fica sobretudo a sensação que se trata de um casaco extremamente respirável, o que não diminui a sua impermeabilidade. Embora não garanta que acabemos um treino ou prova completamente secos, este Hybrid jacket consegue atingir um excelente equilíbrio entre a respirabilidade e a impermeabilização.

Pontos fortes:
  • Leve;
  • Ajusta-se na perfeição ao corpo;
  • Capuz com faixa de tecido que evita que o mesmo escape da cabeça;
  • Tecnologia "Quick Stash", qu permite despir e acondicionar o casaco enquanto corremos;
  • Respirabilidade;
Pontos fracos
  • Preço;

O melhor elogio que posso fazer a este impermeável é que por vezes até me esqueço que o estou a utilizar. Mesmo sendo um casaco para trail, utilizei-o maioritariamente em treinos citadinos e trata-se de um excelente investimento para quem corra à chuva muitas vezes (como é o meu caso).

31/01/2015

Grande Prémio Fim da Europa - report by Fiona, bluesboy e Mustache

Se eu podia ter desistido? Podia, mas não era a mesma coisa

Atenção: este relato tem inúmeras referências a problemas gastro-intestinais, pelo que deve ser lido com o devido distanciamento temporal do almoço ou jantar.

Com poucas horas de sono, lá me arrastei no passado Domingo para Sintra, rumo ao Fim da Europa. Para além do cansaço de uma noite mal dormida, vinha claramente com uma revolução intestinal em marcha, o que tentei remediar antes da partida...

... 10:15, tiro de partida dado, lá segui em ritmo ponderado, como impõem os quilómetros iniciais e com redobradas cautelas dada a minha má forma presente e cansaço parental (a sério, cólicas nocturnas de um bebé metem uma dor de dentes a um canto em termos de desgaste). Ao quilómetro 2 comecei a ter necessidade de caminhar aqui e ali, o fogo de artifício no lombo continuava, tendo-me arrastado mais uns sete quilómetros até efectivar mais uma "paragem técnica"...

... aparentemente melhor, lá retomei a corrida, encontro a Marta, caminhamos em conjunto na parte final do temível quilómetro 10 e inicio a descida a trote...

... chegada à Azoia, cruzo-me com alguns Pernas de Gafanhoto que já tinham terminado a prova, o que me deu algum ânimo para acabar a prova a uma passada minimamente apresentável.

Terminei com 01:50:32, um tempo que reflecte bem as dificuldades passadas, tendo conseguido pior do que no ano passado, quando corri lesionado com uma fasceite plantar.


Estás bonito, estás...
Vendo as coisas com olho clínico, tenho quase a certeza que corri com uma virose, o que explica a debilidade e tudo o resto. Para o ano será certamente para melhorar e esperar que as condições meteorológicas estejam como as de 2015: um dia perfeito para correr, uma chegada ao Cabo da Roca espectacular e uma excelente organização, que culminou com a chegada ainda mais perto do ponto mais ocidental da Europa.



Tempos da prova nas minhas cinco participações


O dia em que fiz as pazes com Sintra - Mustache

25 de janeiro foi o dia da minha primeira prova de estrada, este ano, sendo que a última tinha sido a Maratona do Porto, em novembro. Foi também a minha primeira vez nesta corrida, portanto, não tenho forma de comparar com outras edições. Sabia apenas que apelidam esta corrida de "a prova mais bonita" e foi para isso que fui preparado.

Logisticas à parte, cheguei a Sintra com tempo suficiente para procurar um lugar para o carro, para ir comer um Travesseiro e um café à Piriquita, para ir entregar a mala que recolheria no final e ir para a zona da partida ver as pessoas a aquecerem. Foram muitos os amigos e conhecidos que cumprimentei, todos com um sorriso na cara, apesar do (algum) frio que se fazia sentir. Fiquei por ali em amena cavaqueira até ser a hora da minha partida, que seria às 10:15.

Eu, à conversa com aquele menino que nunca treina
mas que fica sempre à minha frente.

Lá para as 10:07 fui para a zona da partida, e aproveitei para fazer o aquecimento em conjunto com o resto da malta, em frente a um locutor que percebia pouco daquilo. Mas estava animado e é o que interessa. 10:30 e novo disparo para o ar, assinalando o arranque da segunda vaga de atletas. Sintra estava-me atravessada ma garganta por causa das duas corridas do BES que lá fiz. Em ambas, mais cedo ou mais tarde, tinha que começar a andar sob risco de não aguentar e desmaiar para o lado. E eu, apesar de não ser atleta de topo, não gosto de parar de correr! Eu pago para correr, não para andar. Já sabia que aquele inicio em zigue-zague serra acima ia ser complicado. Sabia que se um gajo não sabe o que o espera e se mete em aventuras a forçar, arrisca-se a rebentar a meio. Por isto, fui a um ritmo ligeiramente abaixo do confortável, mas sem apertar muito. Nunca parei e assim que a subida terminou, comecei a rolar a um ritmo bem mais rápido. Corriam os boatos que o verdadeiro desafio era ao km 10, onde iríamos encontrar uma "parede" - claramente esta malta da estrada não sabe o que é uma "parede" - capaz de derrubar até o atleta mais destemido. E a verdade é que a senti, ali em todos os músculos das pernas, mas também nunca parei de correr. Nunca tendo feito a prova e sabendo destas subidas, tinha apontado para um tempo entre a 1h30m e 1h45m. Quando acabei de escalar a parede e olhei para o relógio, vi que era possível isso e muito melhor. Também me tinham dito que a seguir à "parede" era sempre a descer, mas como corredor de trail habituado a que lhe 'mintam' sobre isso de ser sempre a descer, ia um pouco desconfiado. Mas foi mesmo (quase) sempre a descer. Corri no limite dos pulmões e os últimos 3kms foram corridos a menos de 4'20"/km (4'16", 4'18" e 4'13", respetivamente). Quase a chegar à meta, uma última subida que me soube mesmo bem e que deu para ultrapassar alguns corredores, ganhando algumas posições. Cruzei a meta com 1h25'55". Podia ter feito melhor, é verdade, mas ainda me faltava voltar para Sintra e o melhor mesmo era poupar um pouco as pernas...

Aqui, vinha lançadíssimo. Levasse um atacador desatado e caísse,
rebentava as cangalhas todas!
Foi uma estreia bastante positiva, onde me diverti e pude conferir que é mesmo um das provas (de estrada) mais bonitas de Portugal. Quanto à organização, nada a apontar de negativo e deu bem conta do recado no que ao transporte diz respeito. Eu sei que muita gente não liga a isto, que dizem até que a tshirt que nos deram é mais do que suficiente, mas eu sou aquilo tipo de pessoa que gosta de receber uma medalha. E, verdade seja dita, na minha opinião, a prova ficaria ainda mais completa com uma medalha à altura da beleza da prova. Para o ano, hei-de lá voltar.

Quanto ao meu regresso a Sintra.... Bem, se quiserem podem lê-lo aqui.



Se eu podia ter feito esta prova tendo o chip no pé esquerdo? Podia, mas não seria a mesma coisa!

"Roubando" descaradamente a inspiração para o título do meu report ao meu amigo bluesboy, aqui estou a escrever sobre a minha última participação no Grande Prémio Fim da Europa. Esta será, sem sombras de dúvidas, uma das minhas provas preferidas. Pelo local, pelas belas imagens que se conseguem obter num dia de céu limpo e de muito sol ou pela dificuldade do traçado que me desafio mais do que a maior parte das provas em que participo. Não sei se é por terminar em frente ao majestoso Oceano Atlântico mas esta é uma prova que termino com um sorriso nos lábios e com vontade de regressar no próximo ano!

Lamechices à parte, vamos lá ao meu report...


Cheguei cedo a Sintra na companhia da Marta e passado pouco tempo, encontrámos o João Lima, talvez um dos mais conhecidos corredores do nosso pelotão. Até à hora da partida deles, lá fomos encontrando mais corredores conhecidos e juntei-me finalmente aos Pernas de Gafanhoto que já se começavam a reunir na famosa Volta do Duche. E eis que me dou conta de que me esqueci em casa de um pormenor deveras importante: o chip! Felizmente, não me esqueci do dorsal e pude participar na prova, mas pude constatar que a organização não possui de uma solução alternativa para os mais distraídos que se esquecem do chip em casa. Desta forma, não tenho direito a diploma. Eu sei... A culpa foi minha que me deveria ter organizado para não me esquecer do chip mas poderia a organização ter alguma solução alternativa para que nenhum participante ficasse sem direito ao seu diploma. Principalmente, e como já foi referido pelo Mustache, esta prova não teve direito a medalha como recordação. Eu bem sei que não será o mais importante mas gosto de ter uma recordação das corridas em que participo que não seja apenas a camisola da prova...


Chegadas as 10:15 foi altura de dar a partida por mais umas deambulações pela serra de Sintra. Lá fui eu, muito calmamente já que os últimos tempos não têm sido propriamente os mais férteis em treinos já que o trabalho continua com um índice bem elevado e há que prioritizar as coisas e, infelizmente, acaba por ser a corrida a ficar para segundo plano. Mas espero em breve que as coisas voltem ao seu rumo e consiga manter um ritmo de treino bem aceitável. A prova correu bastante bem, tendo em conta estar bem longe da minha melhor forma, e pude desfrutar da prova. Não tenho assim grandes objectivos de tempos, aproveitei o abastecimento em torno da famosa parede do km 10 para apreciar por uns segundos a paisagem...


Digam lá que não valeu a pena para um pouco?!

Depois deste ponto, estavam terminadas as subidas e era altura de ter pulmões suficientes para enfrentar os últimos quilómetros de prova de descida vertiginosa. Já após ter passado a Azóia, cruzei-me com o Marco dos Tartarugas Solidárias que andava a ajudar amigos no final da prova e ele fez comigo o último quilómetro e meio, dando-me a motivação suficiente para terminar com um sorriso reforçado. Muito obrigada!

Ressalvo um ponto muito positivo para a organização no que se refere ao apoio dado à chegada: havia comida em boa quantidade, água, bebida isotónica e chá com mel suficiente para a recuperação de uma prova tão dura e para fazer face ao regresso. Fica só mesmo a faltar a emblemática medalha de recordação...

E o resumo da prova foi este: