Corre mais rápido!

Aqui partilhamos todas as nossas provas e treinos e muitas outras coisas sobre o mundo da corrida...

21/08/2017

Ainda se lembram de mim?


Happy feet are back!

Ainda se lembram da Fiona que costuma escrever por aqui e que já há uns bons tempos tinha desaparecido do mapa?

Pois bem, estou de regresso a este cantinho e à estrada. Tenho andado de costas um pouco voltadas para a corrida e para a escrita por aqui mas pelo melhor motivo do mundo: fui mãe de um pequeno traquinas que já faz agora 15 meses. Depois de uma gravidez algo complicada que me impediu de continuar a praticar desporto e após ter levado 15 meses a ganhar coragem para calçar os ténis novamente, aqui estou eu de regresso.

Sei que vai ser um regresso a passo de tartaruga, lento, com algumas dificuldades... Mas pensando que já regressei às corridas após uma cirurgia ao joelho em 2010 e que, depois disso, já corri várias meias maratonas em estrada e em trail... Estou cheia de motivação para voltar a fazer duas coisas de que gosto muito: correr e escrever aqui no Corre mais rápido! A bem da verdade, já andava a acusar alguma ressaca por não correr mas apenas agora consegui finalmente ajustar todas as rotinas com o bebé (sim, porque isto de ser mãe, trabalhar e estudar tudo ao mesmo tempo tem muito que se lhe diga!) e conseguir voltar a introduzir as rotinas de corrida no meu dia-a-dia.

É verdade que após o primeiro treino feito na semana passada voltei a recordar músculos do meu corpo que já pensava que nem existiam mas... Tudo a seu tempo e a um bom ritmo para voltar a correr com a camisola dos Pernas de Gafanhoto e a viver a boa disposição das corridas.

(Entretanto, também escrevo sobre o mundo da maternidade e as aventuras de uma mãe de primeira viagem no Happy Mom Descomplicada que podem acompanhar na versão de blog e no Facebook).

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

13/07/2017

"Patite" = ite na pata

"Ah flhadamãe que tens uma grande patite" (médequade famile, 2002)

Não vinha aqui discorrer sobre lesões dos tendões desde a fasceite plantar em 2014. Estamos em 2017 e tendo assumido o compromisso com a minha própria pessoa que iria recomeçar a escrever parvoeiras com mais regularidade, na esperança que isto me leve a correr mais "escreves, logo corres (Kipchoge, 2016), eis-me aqui, de pena no punho, a iniciar mais uma crónica. Com a particularidade do punho que a escreve estar lesionado.

Com uma tendinite.

Pós-traumática.

Após ter dado com o pulso no tampo de pedra do móvel da cozinha há três semanas.

Porque devo estar em fase de crescimento, só pode.

E vai dai não devo ter noção dos meus novos limites corporais.

Ou isso ou preciso de férias.

Seja como for, estando há uma semana a olhar para isto com mais atenção, comecei a fazer alongamentos e o facto é que há melhorias. Mas, sendo a minha primeira patite, achei por bem ir ao médico, por forma a saber se os alongamentos são os correctos, para diagnosticar a lesão e ver se este tempo de recuperação é normal e se posso continuar a correr tocar guitarra.

Saído da consulta, tenho ordens para continuar os alongamentos e meter gelo ao fim do dia se se justificar e com bom prognóstico. Como isto parece estar a correr pelo melhor, vou aqui e ali correndo tocando alguns acordes, não mais que durante meia hora a um ritmo de cinco minutos por música 6min/km.



E o que é que este problema digital tem a ver com a corrida? Quase nada, mas por forma a evitar encontros imediatos do pulso com objectos durante os treinos, vou reactivar o tenista que há em mim e correr com uma daquelas bandas para o pulso, o que, dado o calor que se faz, pode dar jeito para me assoar limpar o suor da testa.

07/07/2017

De volta à casa de partida

Há mais de dois meses sem escrever, era expectável que vos brindasse com um par de crónicas de provas (Corrida de Santo António e Corrida do Sporting), mas... não.

Este último mês tem sido profícuo em cansaço, alergias e afins. Tudo factores que arrumam com um corredor. Assim, em vez de mais duas provas feitas, tenho pouco mais de 20km corridos em Junho e um regresso à passada penosa de 06:20 nos poucos treinos feitos. Para isso muito contribuíram quase 15 dias a antibiótico e anti-histaminico, o que me deixou com a sensação que a realidade se estava a desenrolar bastante mais rápido ao meu redor.

Com tudo isso, apenas voltei aos treinos na semana passada, por sinal em dia da Corrida do Sporting.O resumo do treino foi mais ou menos este:

km 1: "Ainda bem que não foste à prova. Estás mais perro que um Seat Ibiza de 1990 abandonado"
km 2: "Não era mal pensado fazer só 3km hoje..."
km 3: "Menos de 5km não é treino minha lontra! Só faltam 2!"
Km 4: "Até dava  para ir à prova, estou a desemperrar... weeeeeeeeee"
km 5: "Como é que eu era capaz de fazer 10km hoje?"

Com esta perturbação ciclotímica num treino de cinco quilómetros, fazer 10 km, em prova, neste carrossel emocional, havia de ser bonito...

Estando numa época morta de provas, só vislumbro a participação, em finais de Outubro, na Corrida do Aeroporto. Assim sendo, o foco dos treinos vai para a #operaçãomankini2017 com vista a poder entrar numa praia sem ter crianças a dizer "olha pai, uma baleia branca a andar!" e tentar, paulatinamente, aumentar a distância para voltar à rotina dos treinos semi-longos de 12.15km ao fim de semana.

Não, não sou eu. Esta foto é meramente um auxilio visual para quem tenha ficado parado
no último parágrafo a perguntar "que porra é um mankini?"



03/05/2017

Corrida do 1º de Maio - report

Na passada 2ª feira, após dois anos, foi dia de regressar à Corrida do 1º de Maio, na minha sétima participação nesta prova. Se bem se lembram do meu último post, o objectivo nesta prova era apenas o de terminar. Um treino de 15km feito no feriado de 25 de Abril trouxe-me ainda mais confiança e foi com um misto de tranquilidade e de optimismo que me apresentei no tartan do 1º de Maio.

Os primeiros três quilómetros foram feitos a ritmos de 05:50, nunca forçando, mas procurando impôr uma cadência confortável. Com a chegada ao Saldanha, arrisquei um pouco e passei a rebolar na Avenida da Liberdade a ritmos de 05:15, antes da subida de três quilómetros da Almirante Reis, que se veio a revelar muito menos sofrida do que o esperado. Inclusive, os cerca de 100 metros finais, quase quase ao pé do Areeiro, que já são feitos em esforço, fi-los em sprint, para tentar despachar esta parte o mais rapido possível . A poupança foi tanta, que ainda deu para um último quilómetro a 04:59, acabando com um tempo de 01:26:23, quase três minutos e meio a menos do que o que tinha planeado!

Fica ainda a noção que as pernas e pulmões etsão em muito bom estado e que com alguns exercícios de fortalecimento do core, possa perder peso para voltar a correr a ritmos de 05:20 de forma confortável.