Corre mais rápido!

Aqui partilhamos todas as nossas provas e treinos e muitas outras coisas sobre o mundo da corrida...

10/10/2018

Review: Mizuno Wave Rider 22 - um filhodamãe dum téni

Há quem mude de ténis / sapatilha (olá amigos nortenhos!) por ver atingido um certo número de quilómetros.

Depois há quem por não os usar, se veja forçado a trocá-los por já terem para mais de dois anos e a borracha estar mais seca e gretada que as mãos de um pescador norueguês em pleno Inverno depois de estar 3 meses na pesca do bacalhau sem Neutrogena na embarcação.

Foi o meu caso.

Dai a pesquisar por ténis neutros foi um pulinho. Podia ter ido pela via mais facil e comprar mais uns Asics Pulse, masachei que daria ainda mais algum tempo aos meus Cumulus e complementaria com uns Mizuno Wave Rider.



Não sendo das opções mais económicas, tenho a dizer que justifica plenamente o preço. Não são saltitões como os Cumulus, mas conferem uma responsividade excelente e apoiam o pé como se quer. No meu caso, como tenho o arco do pé bem pronunciado, os Wave Rider apoiam o meio do pé muito bem.

Quanto à durabilidade, já tive uns Wave Fortis (gama inferior aos Wave Rider) que me chegaram aos 1000km sem desgaste, pelo que é de esperar longa vida a estes.

Estamos pois na presença de uma peça de equipamento filhadamãe. Cumpre tanto que até irrita não ter nada de mal para lhe apontar. Só mesmo o preço.

31/08/2018

iDee - utilização alternativa

Pois é, mais de um ano sem escrever, 9 meses sem correr (mas já voltei a arrastar o lombo, descansem) e um ataque de emparvescência levou-me a reabrir o blog e a começar a escrever estas linhas.

Continuo a ler-vos atentamente e por isso vi que alguns de vós experimentaram a pulseira iDee, pelo que resolvi fazer o mesmo.


Já tendo uma pulseira do género, creio que descobri a utilidade de uma segunda, terceira ou mesmo quarta pulseira (assim os braços o permitam).

Para o atleta bem humorado

Para o atleta empreendedor

Para o atleta que leva a sério as suas medições vitais

Para o atleta que só corre na zona do Campo Grande

Para o atleta que não dispensa a música no treino

21/08/2017

Ainda se lembram de mim?


Happy feet are back!

Ainda se lembram da Fiona que costuma escrever por aqui e que já há uns bons tempos tinha desaparecido do mapa?

Pois bem, estou de regresso a este cantinho e à estrada. Tenho andado de costas um pouco voltadas para a corrida e para a escrita por aqui mas pelo melhor motivo do mundo: fui mãe de um pequeno traquinas que já faz agora 15 meses. Depois de uma gravidez algo complicada que me impediu de continuar a praticar desporto e após ter levado 15 meses a ganhar coragem para calçar os ténis novamente, aqui estou eu de regresso.

Sei que vai ser um regresso a passo de tartaruga, lento, com algumas dificuldades... Mas pensando que já regressei às corridas após uma cirurgia ao joelho em 2010 e que, depois disso, já corri várias meias maratonas em estrada e em trail... Estou cheia de motivação para voltar a fazer duas coisas de que gosto muito: correr e escrever aqui no Corre mais rápido! A bem da verdade, já andava a acusar alguma ressaca por não correr mas apenas agora consegui finalmente ajustar todas as rotinas com o bebé (sim, porque isto de ser mãe, trabalhar e estudar tudo ao mesmo tempo tem muito que se lhe diga!) e conseguir voltar a introduzir as rotinas de corrida no meu dia-a-dia.

É verdade que após o primeiro treino feito na semana passada voltei a recordar músculos do meu corpo que já pensava que nem existiam mas... Tudo a seu tempo e a um bom ritmo para voltar a correr com a camisola dos Pernas de Gafanhoto e a viver a boa disposição das corridas.

(Entretanto, também escrevo sobre o mundo da maternidade e as aventuras de uma mãe de primeira viagem no Happy Mom Descomplicada que podem acompanhar na versão de blog e no Facebook).

Bons treinos e boas corridas!

Fiona

13/07/2017

"Patite" = ite na pata

"Ah flhadamãe que tens uma grande patite" (médequade famile, 2002)

Não vinha aqui discorrer sobre lesões dos tendões desde a fasceite plantar em 2014. Estamos em 2017 e tendo assumido o compromisso com a minha própria pessoa que iria recomeçar a escrever parvoeiras com mais regularidade, na esperança que isto me leve a correr mais "escreves, logo corres (Kipchoge, 2016), eis-me aqui, de pena no punho, a iniciar mais uma crónica. Com a particularidade do punho que a escreve estar lesionado.

Com uma tendinite.

Pós-traumática.

Após ter dado com o pulso no tampo de pedra do móvel da cozinha há três semanas.

Porque devo estar em fase de crescimento, só pode.

E vai dai não devo ter noção dos meus novos limites corporais.

Ou isso ou preciso de férias.

Seja como for, estando há uma semana a olhar para isto com mais atenção, comecei a fazer alongamentos e o facto é que há melhorias. Mas, sendo a minha primeira patite, achei por bem ir ao médico, por forma a saber se os alongamentos são os correctos, para diagnosticar a lesão e ver se este tempo de recuperação é normal e se posso continuar a correr tocar guitarra.

Saído da consulta, tenho ordens para continuar os alongamentos e meter gelo ao fim do dia se se justificar e com bom prognóstico. Como isto parece estar a correr pelo melhor, vou aqui e ali correndo tocando alguns acordes, não mais que durante meia hora a um ritmo de cinco minutos por música 6min/km.



E o que é que este problema digital tem a ver com a corrida? Quase nada, mas por forma a evitar encontros imediatos do pulso com objectos durante os treinos, vou reactivar o tenista que há em mim e correr com uma daquelas bandas para o pulso, o que, dado o calor que se faz, pode dar jeito para me assoar limpar o suor da testa.