No passado fim-de-semana realizou-se mais uma edição daquela que é, para mim, uma das melhores provas de estrada do calendário português. Estou a falar da Corrida das Fogueiras, que celebrou este ano a sua 35ª edição. Mais uma vez, uma prova a não desiludir ao nível de ambiente, sempre com muito público a aplaudir, a puxar por todos os corredores e a fazer-nos sentir verdadeiros campeões na chegada à meta. Da minha perspectiva, parece-me que a edição deste ano teve uma maior participação do que no ano passado, a confirmar a evolução positiva que a corrida tem vindo a ter no nosso país e a demonstrar que vale a pena ir a Peniche pois somos muito bem recebidos.
Quanto ao report da prova...
Tinha à minha espera 15 km de estrada a passar pelas ruas de Peniche e pela estrada que segue até bem próximo do Farol do Cabo Carvoeiro. À hora da partida estava longe de saber que a edição deste ano da Corrida das Fogueiras se viria a revelar uma estreia, e não pelos melhores motivos, infelizmente... Antes de mais, aqui partilho os parciais para esta prova.
Parciais retirados do Connect Garmin
Numa primeira análise e comparando com o tempo realizado no ano passado (1h47'14''), poderíamos dizer que esta prova tinha corrido muito, muito bem com as minhas pernas a corresponderem e a conseguir retirar cerca de 7 minutos face ao tempo do ano passado. Pois... O problema é que esta prova teve aqui um pequeno contratempo em torno do km 6 que vem confirmar a velha teoria existente entre os corredores de que não se devem fazer experiências em dia de prova. Não se devem alterar hábitos alimentares, fazer aventuras, estrear roupa ou calçado. Pois é... Mas eu que até costumo ser atinada com estas coisas, no dia da Corrida das Fogueiras fiz uma pequena asneira que faz existir uma clara diferença entre o tempo registado pelo meu Garmin e o tempo oficial de prova (que se registou em torno de 1h51'). O café que tomei ao final da tarde do dia da prova veio a revelar-se a pior asneira que eu poderia ter feito. Valeu-me ter de fazer um desvio muitíssimo forçado por volta do km 6 que se traduziu numa paragem em que parei o contador do relógio e em que tive de decidir se continuava e finalizava os 15 km ou se seguia directamente para a meta, fazendo o equivalente à Corrida das Fogueirinhas. Pois é... Decidi prosseguir para fazer a totalidade dos 15 km quando os primeiros estavam já a chegar à meta. Saí deste ponto quando já tinham passado as motas da Polícia que encerravam o percurso, tendo conseguido apanhá-los mais à frente e tendo feito alguma distância com direito a batedor até conseguir apanhar o corredor que seguia à minha frente. Se, ao km 6, levava um significativo atraso sendo a última corredora em prova, nos restantes 9 km de prova consegui ultrapassar 39 corredores, terminando no 2243º lugar num total de 2283º corredores que passaram a linha de meta.
Se podia ter corrido melhor? Podia do ponto de vista que estava longe de esperar que teria de fazer uma paragem forçada. É assim que fazemos as nossas aprendizagens e fica a lição para o futuro de que nunca mais tomarei café antes de uma prova. Se fiquei contente com este resultado? Por acaso até fiquei. Apesar de como me sentia aos 6 km de prova, consegui ter a força suficiente (mental e de pernas) para seguir e finalizar a prova de 15 km e ainda conseguir recuperar todo o atraso que ganhei na minha paragem forçada.
O que retiro de aprendizagem da Corrida das Fogueiras deste ano? Que a minha força mental me consegue levar onde eu menos espero e onde posso pensar não ser possível chegar. Que é ela a minha força motriz e que mostra que sim, é possível e que sim, é possível fazer mais e melhor!
E aqui fica a partilha da foto que tirei com a medalha da prova e com a estátua de homenagem aos homens do mar que existe em Peniche, partilhada no Instagram do Correr pelo Mundo (http://instagram.com/correrpelomundo).
A minha foto é a do canto inferior esquerdo
Bons treinos e boas corridas!
Fiona









